Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
53 Capítulo 53: Gravidez de Betty e rotina na Ecomoda
Notas iniciais
A pedido de Armando e Betty, Camila fica mais um tempo na Colômbia, hospedada no apartamento de Armando, já que a casa deles está pronta. Para o padrão dos Mendoza, a bela casa de dois andares é bem humilde, mesmo tendo sido muito bem decorada. No andar de baixo, fica o hall de entrada, a sala de estar, cozinha, uma pequena de estar e um quartinho de dispensa, além de um banheiro. No andar de cima, dois quartos, um maior para o casal e um menor para hóspedes (que provavelmente será para o filho que estão esperando) e em outro quartinho, Betty instalou um escritório com computador, para quando precisarem trabalhar em casa.
Duas semanas já haviam passado desde que souberam da gravidez. O casal dormia tranquilamente em sua cama, em formato de conchinha, Armando repousava sua cabeça no pescoço de Betty. A moça despertou com sede, mas só precisou esticar sua mão para pegar a garrafa que repousava ao lado de biscuits.
“Incrível, como pode ser assim tão maravilhoso? Além de lindo, ainda deixa tudo pronto para que se eu sentir fome ou sede não precise descer as escadas. Te amo, Armando Mendoza!” -Betty suspirou
Ela tomou longos goles d`água. Armando, ao sentir que Betty não estava mais em seus braços, ele abriu os olhos sonolentos.
—Betty? Está bem?
—Sim, Armando. Só estava com sede!
—Precisa de mais água? Quer que busque?
—Não, estou satisfeita!
—Então, deite aqui!
—Vou ao banheiro primeiro.
Quando Betty retornou, Armando puxou-a para perto e a colocou entre seus braços de lado. Estava excitado, mas não queria incomodar Betty, pois tinha medo de machucá-la ou ao bebê. No entanto, Betty o conhecia, conhecia o cheiro que emanava de seu corpo quando estava assim, conhecia seu jeito. Então, sentindo-se bem, virou para ele e deu-lhe um beijo terno. Depois pendurou-se em seu pescoço como costuma fazer, roçando seus lábios nos dele.
—Betty, por favor, pare! -ele suspirou
Ela continuou.
—Betty, não podemos!
—Você está com vontade!
—Estou, mas tenho medo de machucar vocês. Eu sou muito grande...
—O doutor falou que podemos e estou fazendo acompanhamento e estou muito bem.
—Betty, sabe que não posso resistir...
—É só irmos com cuidado.
—Melhor, então, fazermos de lado... assim... Mas promete que se sentir dor, irá me avisar?
—Sim, lógico! Esqueceu que sou a mãe?
—Uma mãe maravilhosa, minha senhora Mendoza!
—Venha, Sr. Mendoza!
Mais doce que de costume, mas louco de desejo acumulado há algumas semanas, Armando faz sua dança sexual com Betty. Jamais havia feito amor com uma mulher gravida, ainda mais esperando um filho seu. Após o ato, Armando estava ainda mais encantado, fazendo carinho em seu rosto e olhando-a com ternura:
—Que foi, mí amor?
—Você! Vocês! Quando penso que não posso te amar mais do que já amava, você dá um jeito de fazer com que te ame mais!
Ela fica emocionada.
—Eu não sei o que fez comigo, Betty! Não sei! Mas acho que não sou eu mesmo! Parece feitiço, me enfeitiçou para te amar?
—Seu bobo! Jamais faria isso! Senão, eu vou achar que você me enfeitiçou com seu charme, seu perfume!
—Devo ter te enfeitiçado com meus gritos!
Ela ri.
—Eu te amo, Armando!
—Se é feitiço ou não, o que importa é que nunca fui tão feliz quanto agora! Com você e nosso filho, aliás, filha!
—Como pode saber?
—Tenho certeza que está esperando uma menina!
Depois de umas semanas, os dois fazem ultrassom e Armando constata que estava certo: de fato, é uma menina. Logo, começam a pensar em nomes.
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Apesar da gravidez de Betty, o trabalho da Ecomoda não para. E sendo trabalhadora como é, Betty continua comandando tudo de perto, ainda que com escala reduzia para a normalidade (oito horas) por controle severo de Armando, apoiado por Hermes, Aura María, Sandra e Inesita. Catalina, Camila e Júlia ajudam Betty a montar o quartinho e o enxoval.
Uma outra reunião de Diretoria tem lugar, os pais de Armando, Maria Beatriz e Daniel comparecem. Marcela está cuidando da franquia de Palm Beach, tendo Patrícia como secretária. Ao saber da gravidez de Betty, ela preferira não vir, pois ficou meio em depressão. Meio a contra-gosto, resolveu dar uma chance a Evans, mas em sua cabeça, pensa que nunca conseguirá esquecer Armando. Mister Evans é um homem gentil, romântico e paciente, bem diferente do que Armando era, ao menos com ela. Mário Caldeirón, também não comparece às reuniões desde que fôra expulso a socos da Ecomoda, no entanto, não abriu mão das ações, tampouco as vendeu. Apenas mandava um representante para acompanhar tudo de perto.
Antes da reunião, Roberto conversa com Daniel:
—Te chamei para conversar antes porque esta reunião é mera formalidade, como sabe.
—Não sei se é mera formalidade Roberto. Pretendo checar tudo e comparar com o balancete dos departamentos, por mim e por minha irmã. É nosso patrimônio também, não esqueça.
—Claro, Daniel, você tem todo direito. Mas posso dizer que desde que Beatriz assumiu tem tido o cuidado de mandar relatório de cada ponto de venda para cruzarmos as informações com o balancete e está tudo certo.
—Mesmo assim, todo cuidado é pouco! Beatriz é um gênio das Finanças e com influência de Armandito, sabe como é... Já tivemos nossas experiências! Com ele nunca se sabe...
—Meu filho errou, mas aprendeu a lição.
—Sei que o senhor sempre, assim como Beatriz, arrumam uma forma de defender Armando, afinal, são Mendoza, mas eu pelo lado dos Valências preciso cuidar do que é meu!
—O que está dizendo, Daniel? Sempre foi um filho para mim. Desde que Júlio se foi, cuidamos de vocês três como se fossem nossos filhos.
—Pode ser, Roberto. Mas convém vigiar, tanto eu quanto Marcela, inclusive, ela está bem magoada como vocês a trocaram, rapidamente, por Beatriz...
—Não é isso! A escolha é de Armando. Ele tinha direito de escolher a mulher com quem deseja passar sua vida!
—Passar sua vida? Faça me rir, Roberto! Do jeito que Armandito é? Mas tudo bem, como pai, deve acreditar que mudou. Agora me diz como explicar isso para uma mulher apaixonada como Marcela era por seu filho? Mas tudo bem, eu entendo que Beatriz também é uma mulher fascinante, entendo o interesse de Armando por ela.
—É sobre isso que também preciso falar, Daniel. Beatriz está grávida!
—Sim, estou sabendo! Creio que Armando fez a obra, não?
—Não tenho dúvidas disso! Por isso, gostaria que evitássemos todo tipo de brigas, entreveros na reunião.
—Caso o balancete esteja certo não há porque ter briga, a menos que Armando resolva me provocar!
—Ele não vai te provocar. Não tem motivos para isso! Mas como seu pai postiço, como um tio te peço: vi nas outras reuniões e me calei. Não cante Betty, principalmente, na frente de Armando!
—Ora, não se pode nem mais tecer elogios a uma bela e brilhante mulher?
—Daniel! Sabe a que me refiro. E Betty fica especialmente nervosa que faça tal coisa perante Armando.
—Ela fica pois sabe que Armandito é um selvagem e que passa por controlado e mudado, mas sabemos que ele continua o mesmo. E um dia a própria Beatriz vai saber. Minha irmã não aguentou o que aguentou de graça para ele mudar do nada.
—Bem, isto é com eles! De você, Daniel, só espero...
—Em consideração a você, Roberto, por ter sempre cuidado de mim, farei o que pediu.
Como Daniel gostava de se preservar, mantém-se comportado na reunião, embora, ainda não consiga entender como uma mulher inteligente quanto Beatriz possa ter se apaixonado por um tipo tão ignorante (na sua visão arrogante) como Armando e ainda engravidado dele. Com Daniel controlado e os balancetes corretos, a reunião transcorre tranquilamente até a chegada de Camila.
—Você aqui? -assustou-se Margarida
—Sim, mamãe! -Camila tinha em uma das mãos a bolsa, algumas sacolas e na outra seu filho.
Margarida não sabia o que fazer, desde que brigara com Camila por conta de seu casamento e gravidez não falava com a filha. Apenas Armando e Roberto mantinham contato, logo, não conhecia seu neto. Mas ao ver o menino desprendendo-se da mão da mãe ao encontro de Betty, seu coração se enterneceu.
—Tia! Tia! -abraçando Betty -Compramos mais coisas para sua filha!
O menino vestido elegantemente, lembrava muito Armando naquela idade. Roberto percebeu e abraçou-a. Mas Margarida preferia manter-se dura, apenas observando.
—Nicolás! Esta é Camila e meu sobrinho francês, Michel!
—Que chique, Betty! Que chique! Muito prazer, senhorita! Quer dizer, senhora. É casada?
—Separada!
—Encantado!
—Nicolás é como um irmão para mim, Mila. Ele é um amor. Foi meu colega de faculdade!
—Se for tão brilhante quanto você, Betty...
—Ah ele é! É nosso vice-presidente financeiro! Ajudou a sanar as dívidas com os bancos e desde, então, a Ecomoda só tem progredido!
—Hum... interessante!
Enquanto os dois ficam conversando, Armando balança a cabeça.
—Que ideia é esta de empurrar o Nicolás para minha irmã? -Armando, puxando Betty para conversar no canto
—Eu?
—Vi o que fez!
—Vai bancar o irmão ciumento agora?
—Está muito cedo para ela se envolver.
—Estão apenas conversando, não tem nada demais! Mas e se eles se gostarem? Seremos uma grande família, não?
—Olhando por este lado...
Apesar de Nicolás gostar de Patrícia e Camila ainda nutrir sentimentos pelo pai de seu filho, os dois gostam de conversar e ir ao cinema, teatro, sem compromisso. Isto deixa Betty muito feliz, pois gostaria muito que Nicolás gostasse de uma moça legal como Camila. Apesar de Camila ser mais velha que Nicolás e já ter filho, eles se dão muito bem.
Nos meses seguintes, a barriga de Betty vai crescendo e a jovem futura mãe é cada vez mais paparicada pelos que a cercam como as meninas do quartel, Hermes, Júlia e Camila. Mas ninguém a paparica mais que Armando.
—Viu como Seu Armando cuida de Betty? -comentou Sandra
—Quem diria que ele ficaria assim? -suspirou Sofia
—Nem parece ele!
—Ele vai ficar ainda mais bobo quando ela nascer! Vão Ver!
—Já Betty! Viram como ela está nervosa?
Betty, por outro lado, quase não enjoa, e desde que começou a ser bem cuidada, não teve desmaio, mas está com seus nervos a flor da pele. Sem controle sobre as transformações e sensações de seu corpo pela primeira vez, Betty sai da normalidade. Fazendo com que Armando exerça pela primeira vez sua paciência, pois não quer que Betty passe nenhum tipo de nervoso e muito menos desagradá-la.
—Parece que trocou de lugar com Seu Armando! Ela que anda gritando. -comenta Sandra
—Sim, é muito engraçado o seu Armando tendo que controlá-la. -riu-se Aura María
—É coisa da gravidez, logo passa! -afirma Bertha
—Mas Seu armando sabe muito bem o que fazer para acalmá-la!
—Ao menos não enjoou dele! Tem muito que não quer ver o marido nem pintado de ouro!
—O que cochicham tanto, meninas? -perguntou Betty, saindo de sua sala
—Deixem isto para o almoço! Agora é hora de trabalhar!
—Sim, Betty!
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