Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

50 Capítulo 50: Na casa dos Pinzón


Notas iniciais
Armando e Betty resolvem pernoitar na casa dos Pinzón... Neste capítulo: —mais uma noite de amor —a turma de Roman —tombo de Betty —jantar com Camila

—Ué! Voltaram?

—O senhor tem razão, Seu Hermes! Está tarde! Melhor ficarmos aqui! -Armando, na maior cara de pau

Antes de subirem, Betty ainda come mais um pouco de bolinho e bebe água de panela. Dona Júlia estranha o apetite de Betty, já que ela quase não come. Armando também, mas pensa ser o clima tropical, pois nos dias anteriores ela também comera bastante.

Depois os dois sobem para o quarto, enquanto Hermes ouve tangos, feliz por ter Betty de volta em casa por mais uma noite e empresta um pijama para Armando. Logicamente, ele se lembra do dia em que Betty ajudou-o se despir de Princesa Lilly e vestiu uma roupa de Hermes.

Ao chegarem ao quarto que era de Betty:

—Então, quer dizer que a senhora ficava sonhando comigo aqui?

—Sim, acordada e dormindo!

—Hum, e o que minha espertona sonhava?

—Bem, que dançávamos tango, que passeávamos no Jardim Botânico, depois corria atrás de mim...

—Hum, acho que tive um sonho parecido! (E teve mesmo)

—Que aparecia nos lugares, que me beijava... Eram sonhos muito românticos! Mas depois que o vi sem camisa no dia do desfile, depois que o ajudei a tirar a maquiagem da Princesa Lilly e a tirar aquele vestido e colocar a roupa de meu pai — Betty ri ao lembrar-se, estava bem vermelha

—O que foi? -Ele foi se aproximando dela – Continue!

—Bem, aí comecei a ter outros tipos de sonhos também...

—Ah, quero saber!

—Que nos beijávamos muito e fazíamos amor! E muito antes de fazermos, de fato.

Armando chega a ficar sem ar.

—Nunca imaginei que minha tímida assistente pudesse...

—Imagina tendo que vê-lo o dia inteiro depois de sonhar aquelas coisas?

—Nem posso imaginar! Mas você é bem mais discreta que eu. Eu não conseguia, sempre te agarrava quando ficava louco de desejo.

—Sim, lembro!

—Como agora... Ai, Betty! Estamos aqui para isso!

Armando a segura pela cintura e segurando seu rosto com uma das mãos a beija apaixonadamente. Depois suas ágeis mãos começam a despí-la.

Betty o empurra, acende o abajur e apaga a luz. Ele abre caminho na cama, tirando os enfeites esquisitos

“Não sei como ela conseguia dormir com estas coisas”

Armando a deita na cama, logo, tira seu blazer, sua gravata, abaixa as calças, e deita-se sobre Betty para beijá-la e continuar a despí-la

“Ai, ele vai fazer amor comigo no meu quarto, onde sonhei tanto com ele!”

Mas não...

Lógico que Hermes bate a porta para dar boa noite ao casal

“Ah, não!"

Armando prontamente veste as calças e coloca a blusa do pijama, contrariado. Além de dar boa-noite, Hermes conta algumas coisas da infância de Betty, ela ajeita os óculos, envergonhada e faz sinal para a mãe.

—Ah vamos, Hermes! Deixe-os descansarem.

Quando os dois descem, Betty tranca a porta e eles recomeçam tudo.

Armando deita sobre Betty, continua a despí-la roçando sua boca em seu pescoço.

—Ai, Doutor!

E fazem amor de forma doce.

—Te amo!

—Também! Sabe, que é estranho?

—O quê?

—Nunca pensei que um dia faria amor contigo no meu quarto! Não tinha coragem nem para fantasiar isto.

—E seu pai? -riram- Não sabia como esconder minha excitação!

—Só meu pai mesmo!

—Imagina se ainda fôssemos solteiros...

No dia seguinte...

Enquanto tomam café juntos, Armando é todo sorrisos, e tem vários motivos para isso: Primeiro porque adora estrear novos locais de amor com Betty, segundo porque sabe que ela adora estar com os pais e vê-la sorrindo é o que o faz mais feliz, e sem querer admitir, embora, Seu Hermes seja meio ranzinza e controlador, tem a dona Júlia que trata como filho e com eles tem algo que não pôde ter desde a infância, com suas avós; vida familiar, sendo que seus pais sempre mais dedicados à Ecomoda, que aos filhos. Por isto, Armando aprendeu a amar mais a empresa que qualquer outra coisa, até conhecer Betty, com quem aprendeu que a vida tinha outros sabores, como amar e ser amado.

Quando estavam prontos para comer o bolo que Júlia havia preparado com todo carinho, chegou Nicolás.

—Eita! Oi, Betty! Ô cabeção, o que faz aqui?

—Ora, sou marido de Betty, nada mais normal que vir à casa dos meus sogros. E você, o que faz aqui, de novo¿

—Ai, não vão começar! -Betty repreendeu os dois.

—Meninos, tem bolo para todos! Sentem-se!

—O cabeção também adora assaltar a geladeira da dona Júlia!

Júlia balança a cabeça e ri.

Depois eles terminam de se arrumar para ir a Ecomoda:

Betty viu seu pai entrando no Mercedes de Nicolás e estranhou

—O que aconteceu com seu carro, papá?

—Lembra-se do dia do seu casamento? O carro não pegou mais! Tive que chamar o guincho e vendi as peças para um ferro velho

—O “juventude” ficou velho! -brincou Nicolás

—Puxa!

—Olha só quem está aí! Ei, Betty depois de ficar bonita e fisgar o doutor bonitão aí, esqueceu-se dos amigos! -Roman, folgado como sempre

—Que falta de consideração!

—Nunca fomos amigos, Roman!

—Como não, Betty?

—Parem de amolar Betty! -brigou Hermes

—Sim! Ou vão se ver comigo! -gritou Armando

—Agora somos três a defende-la! -gritou Nicolás

—Ah, agora fiquei com medo do Nicolás! Fiquem em paz, não queremos briga, só cumprimentar Betty! -Roman e um outro os dois dão um beijo na bochecha de Betty, um de cada lado

—Ei, o que passa? -Armando e seu costumeiro ciúme

—Ai, além de bonito é ciumento? Tem para você também! -uma moça do grupo

—Já chega!

Armando entra no carro arrastando Betty. Ao chegarem na Ecomoda, cumprimentam todos e vão para a sala de reuniões para que Hermes e Nicolás contem tudo o que passou na empresa. Inclusive, as birras de Hugo que quer aproveitar que a Ecomoda está com as dívidas sanadas e bom nome no mercado para contratar só modelos famosas. Mas Betty acha que é muito cedo. Não é por ciúmes, mas porque acha aquilo desnecessário.

—Só você para pensar assim, se fosse a March... Olha, menina! Já não basta o estrago que fizeram comprando tecidos baratos?

—Olha, Hugo! Eu que fiz, a Betty não tem nada a ver com isso!

—Na época ela tinha muito mal gosto!

Betty faz sinal para Armando não ligar, Hugo logo sai. Depois de verem as planilhas, Betty vai para sua sala.

Betty estava tomando suco com pão doce quando quatro moças adentram a presidência, passando por Aura María sem lhe dar nem atenção.

—Aqui é a Presidência?

—Sim! O que desejam?

—Queremos Armando! -modelo 1

—Sim. E onde está Armando? -modelo 2

—Queremos falar com ele sobre o que o Hugo falou de não nos contratar! -modelo 3

—Ah, então é comigo! Sou a presidente!

Betty deixa as modelos falarem e explica as coisas, mas elas saem invocadas de lá e vão falar com Hugo. Enquanto isso, Hermes avisa que vai para casa de táxi, pois seu trabalho no dia acabou. Então, Betty tem uma ideia: vai com ele até o estacionamento e entrega as chaves de seu carro para ele.

—É um presente, papai! Ainda mais agora quase não o uso, pois vou com Armando sempre!

Hermes fica emocionado e sai buzinando o carro azul que ganhou de Betty.

Betty fica tão feliz e ao dar a volta na calçada, tropeça em carrinho de um vendedor ambulante e cai (no velho estilo Betty) machucando o joelho. Wilson lhe ajuda a levantar-se:

—Dra! A senhora deveria ir ao médico!

—Ah não! Temos muito trabalho na Ecomoda!

—O que foi Betty? -Mariana fica preocupada, quando a vê chegar mancando, à recepção

—Um tombinho à toa! Fazia tempo que não levava um desses!

—Ai, deixa fazer um curativo!

—Não, Mariana! Vou ficar bem!

Betty sobe no elevador e Mariana chama as meninas para um 911 de emergência para fazer um curativo em Betty.

Alguns minutos antes:

—Hugo fica bravo com Betty e vai com as modelos conversar com Armando, para ver se ele contrata as modelos.

—Seu Hugo! Seu Armando disse que não está para ninguém! -avisou Sandra

—E acaso eu sou ninguém, coisinha?

Hugo tenta entrar porta adentro na vice-presidência, mas como está trancada, ele bate. E depois de muita insistência e ameaça, consegue convencer Armando a abrir a porta:

—Elas querem falar contigo!

—Ai, Armando! (coloca o braço em seu ombro) Por que não quer nos contratar?

—Não é que não queremos contratá-las...

Neste momento, Betty está saindo do elevador.

—Vocês não falaram com Betty? A nossa presidente poderia te explicar melhor! -Armando segue Betty com os olhos do elevador ao corredor e repara que ela está mancando.

Uma modelo vendo que Armando não está ouvindo nada do que está falando, puxa o rosto dele para ela.

—Está ouvindo, Armando?

—Um momento, meninas! — E sai da sala, deixando-as lá com Hugo

—Betty! O que aconteceu?

—Ah bobagem!

—Porque está andando assim?

—Ah! -Betty ri

—É que ela caiu, Seu Armando! -respondeu Sandra

—O quê? -Armando se assusta

As meninas cercam-se de Betty

—Trouxemos coisa da enfermaria para fazer um curativo!

—Vamos para a sala de reuniões do quartel!

—Não, no banheiro feminino, não! -ordenou Armando – Quero cuidar dela também!

—Imagina, isto é uma bobagem, Armando!

—Você machucada não é bobagem! Deixe-me ver! Ai! Acho que deveria ir ao médico, Betty! Isto está feio! Pode ter quebrado um osso!

—Imagina, seu Armando! Já cuidamos de Betty na outra vez que se machucou e foi bem pior que isso e ficou bem!

—Mas não foi aqui! Eu não vi!

Betty, mesmo com o joelho sangrando e sentindo dor, começa a rir.

—O que foi, Betty?

—Ora! Não só viu como ainda me demitiu!

—Como assim?

—Sim! No dia do Plano de Metas que a Patrícia não fez e você achou que eu não tinha feito e ainda me demitiu! Naquele dia eu tinha ficado a noite toda acordada e não estava coordenando meus movimentos e caí com tudo, fiquei com os joelhos sangrando.

—Lembro disso!

—Eu também! Cuidamos dela!

—E a Inesita costurou sua roupa.

—Quebrei os óculos!

—-O Freddy consertou.

—Fiquei mancando a e você nem aí! -Betty aponta para Armando, rindo

Eu era um idiota cego!

—Realmente! Comentou Sofia

—É que você abominava mulheres feias e eu...

—Esquece isso! Me perdoe! -Segura o rosto dela e a beija

—Ai, Seu Armando deixa-nos fazer o curativo ou vai infeccionar.

Depois que elas saem.

—Nossa! Que insensível eu era!

—Esquece! -beijos – Tenho que continuar o que estava fazendo!

Armando coloca uma almofada para suspender a perna de Betty. E fica olhando-a.

—Que foi?

—Nada! Te amo!

—Ah, eu dei meu carro para o meu pai! Não preciso mais dele! Precisa ver como ele ficou feliz!

—Agora sim! Um bom carro!

Hugo fica pau da vida de esperar Armando voltar para a sala e volta para o seu ateliê.

Por conta do tombo de Betty, Armando adia o almoço com Camila e a convida para um jantar em seu apartamento com o sobrinho. Tão logo, as duas começam a conversar, se tornam grandes amiga, como Armando previra. O temperamento da irmã de Armando era bem semelhante ao de Roberto. Apesar de ter sido criada com os Valências, Camila acha que Armando acertou muito na escolha da esposa, pois Betty cuida muito bem da Ecomoda e de seu irmão, além de tê-lo mudado para melhor. Betty fica encantada com seu sobrinho tão inteligente que fala fluentemente (considerando sua pouca idade e nível) três idiomas: inglês, francês e espanhol.

—Até que, enfim, mí amor, encontrou alguém que te acompanha nos papos!

—Ai, seu bobo! Você também é muito inteligente!

—_____________

Notas finais
Este Armando! Para ele, qualquer lugar é lugar e Betty não fica atrás! Que bom que Betty e Camila se deram bem.