Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
39 Capítulo 39: Armando e Betty anunciam o casamento para o Casal Mendoza
Notas iniciais
A semana passou rápido. Logo, Armando e Betty estão frente à Margarida e Roberto.
Em um café luxuoso no Centro financeiro de Bogotá.
Betty naturalmente, tremia, mas de posse do documento que comprovava que a Ecomoda estava novamente de posse dos Mendoza e dos Valência sentia-se um pouco mais segura. Seu Roberto, no entanto, já sabia, pois estava acompanhando pelo Diário do Comércio. Aparte disso, tanto ele quanto sua esposa estavam muito contentes com a gestão de Beatriz, a empresa há muito tempo não vendia tão bem e agora estabilizada iria prosperar ainda mais. Com certeza, apesar de todo erro que cometera como presidente, Armando havia acertado em dois pontos: modernizou a empresa com computadores modernos equipados com Programas de Contabilidade e Finanças, comprou maquinário que permitiu aumentar a produção e contratou Beatriz, um gênio das Finanças e Administração.
—Não precisa me entregar o certificado, Beatriz! Tanto eu quanto os Valência estamos cientes do fim do processo e da parte dos Mendoza, posso dizer-lhe que será ratificada como Presidente da Ecomoda! -declarou Roberto
Betty sorriu, aprendera o necessário como Catalina e Armando sobre o mundo da moda e sobretudo com seu futuro marido havia aprendido a amar aquela empresa como parte de sua vida. Armando sorria-lhe, orgulhoso como sempre.
—Muito grata pela confiança, Doutor Roberto!
Armando pediu champanhe:
— Comemoremos o fim do embargo da Ecomoda!?
— Também, papai, embora como disse na Reunião da Diretoria, sabia que ia terminar assim... Posso te feito besteira por inexperiência, mas sabia como evitar o pior, a falência e sobretudo em quem depositar minha confiança e a empresa! -olhou em cumplicidade à Beatriz, que devolveu-lhe o olhar. Mas eu tenho que admitir que esse foi apenas um pretexto para nos reunirmos. Digamos que esse não é precisamente o motivo da comemoração.
Os pais dele estavam curiosos, Margarida sobretudo temia que se confirmasse a fofoca que rolava, nas colunas sociais de que um dos solteiros mais cobiçados do país estava noivo, novamente.
— Eu e Betty decidimos nos casar. Já falamos com os pais dela, já tomamos a decisão e queríamos dividi-la com vocês. —Armando segurava as mãos geladas de Betty e falou decidido como nunca antes em sua vida
Margarida olhou-os incrédula. Tinha esperança de que fosse fofoca e que tudo fosse mero capricho ou fruto do remorso de seu filho. Mas Armando estava seguro e afirmou:
—Mamãe, eu jamais estive tão seguro em toda a minha vida! Nunca tive tanta certeza em minha vida!
Embora, Margarida ainda estivesse surpresa, Roberto estava orgulhoso, como há muito não ficava do posicionamento de seu filho. Sem dúvida, seu filho agora parecia maduro, decidido, responsável e trabalhador. E Beatriz Pinzón era a principal responsável por esta mudança.
—E isto não seria um tanto precipitado? Casamento não é como namoro. -perguntou Margarida- Confia nele para entregar-lhe a vida?
Aí foi a vez de Betty se posicionar, pois tinha consciência que Margarida sabia de tudo o que ocorrera com eles, já que Marcela a tinha como confidente e aliada.
— Eu já não tenho dúvidas. Todas as dúvidas que eu tinha, ele mesmo as dissipou, uma a uma. Da minha parte, ele é o homem tem a minha vida! Estou mais segura do que nunca. Desde o primeiro momento, ele foi o homem dos meus sonhos, e... o que sofri por ele nunca se traduziu em ódio... Era igual ao amor que eu tenho por ele!
Margarida ficou um pouco aliviada, pois apesar de tudo o que sofrera, o amava. E Betty continuou:
—Sei que não sou a mulher que vocês esperavam para o seu filho... – e olhou para ele, rindo- E acho que ele também não!
— Mi amor!...Que isso?
— Mas, bom... essas são as armadilhas do amor!
Os pais a ouviam atentamente.
—Sou uma mulher real, não uma fantasia! Meus sentimentos, meu amor por ele são reais. Tenho qualidades, assim como tenho defeitos, mas acho que por muitos deles, ele se apaixonou.
Margarida, então, sorriu-lhe e disse que independente do que pensavam de ser a mulher com que sonharam para seu filho, esperavam que ela o amasse e o fizesse muito feliz.
—Afinal, é a vida dele, escolha dele e não nossa!
—Não sei qual a fórmula para fazer um homem feliz. Mas sem dúvida, o amo muito. Mas creio que serei uma boa amiga, companheira, esposa e que teremos uma ótima vida juntos.
Logo, o garçom chegou com a champanhe, a qual Armando prontamente, estourou. Roberto estava encantado pela sinceridade das palavras de Betty e brindou em direção a eles. Logo, em cumprimento à união as taças se chocaram. Betty e Armando respiraram aliviados e felizes.
Mas não por muito tempo, pois Margarida já refeita e animada ofereceu-se para cuidar de tudo em relação ao casamento, dada a sua experiência em eventos sociais de grande porte. Percebendo que Betty estava de novo tensa, Armando declarou que Hermes, o pai de Betty estava decidido a pagar as despesas do casamento, tal como mandava a tradição.
— Perfeito! Ele pode se encarregar disso, então! Ligaremos para o presidente do clube para fazermos a cerimônia festa lá. —determinou Margarida, aceitando Betty- E, Betty, diga a seus pais que estaremos cruzando a lista de convidados e eu oportunamente vou mandar as cotações do menu, das bebidas e de tudo relacionado ao evento, que não se preocupem com nada!
Não era bem o que esperavam ouvir, Hermes tinha condições de custear um bom casamento, mas não um nas proporções que os Mendoza estavam acostumados, como um grande acontecimento social. No entanto, preferiram não discutir e estragar tudo. Ao menos, Margarida havia aceitado que eles se casassem. O restante era mero detalhe, perto do amor que sentiam.
"Ao menos, não o deserdariam como fizeram com Camila, se é que a história realmente era essa." -pensou Betty
Armando e Betty voltaram para o carro, enquanto Margarida e Roberto foram no deles:
—Nunca pensei que Armando fosse se casar com qualquer outra mulher que não fosse Marcela!
—Também não!
— Desde pequeno dizia que casaria com ela!
—Eu sei! Mas ele cresceu! Seus sentimentos, suas prioridades mudaram. Viu como está mudado? Como está trabalhando focado? Como respondeu que vai se casar com ela sem pestanejar? Nosso filho é outro! Está maduro, centrado. Com certeza, Beatriz é responsável por isso!
—Sei disso. E estou feliz que tenha finalmente decidido tomar um rumo na vida! E se foi ela, tem seus méritos e não há o que fazer a não ser dar-lhes boas vindas à Família Mendoza-Saénz! -declarou Margarida, conformada.
Enquanto isso, Armando beija as mãos de Betty e sua testa.
—Viu? Te disse! Eles não iam impedir nada! Ainda mais não seriam meus pais que iriam impedir que ficássemos juntos! Eles agora te conhecem, não é mais minha assistente e sim a presidente da Ecomoda! E uma presidente muito competente no que faz por sinal!
—Aprendi tudo com você!
—Não, mí amor! As ideia são suas, eu nunca quis nem as ouvir! Era um exibido egocêntrico!
—Mas os conceitos, a importância da qualidade dos tecidos para conferir caimento perfeito aliado ao designer, entre outra coisas foi com você.
—Você que é muito inteligente e assimilou tudo! Até meus pais querem que continue. Vai dar tudo certo como planejamos, e o importante é que estaremos juntos. -Beijo
-Sim. Só espero que meu pai e Dona Margarida não entrem em conflito por causa disso. Sabe, cerimônia no clube, buffets de luxo, as condições financeiras dos Mendoza são bem diferentes das dos Pinzón! -riu-se
—Eu sei, mí amor! Mas não isso que vai impedir nossa união! Também preferia algo mais íntimo com nossos amigos mais chegados -Armando lançou um olhar triste e lembrou-se que Mário não iria presenciar aquilo, mas foi escolha dele. Foi ele que não quis aceitar seu amor por Betty. -Lembrou-se da canção que seu pai costumava ouvir quando pequeno “When a man Loves a woman” (cantada por Percy Sledge nos anos 60) que dizia exatamente isso
“Turn his back on his best friend If he puts her down” (Dá as costas a seu melhor amigo se ele a maltrata" — dizia a letra
Sempre achava que fosse uma bobagem, afinal, pensava que nenhuma mulher seria capaz de separá-lo de seu amigo de infância e aventuras sexuais. E embora, soubesse que Mário fora uma espécie de cupido torto que através de um plano o fez envolver-se e descobrir Betty, não poderia admitir que desrespeitasse seus sentimentos em relação à Betty, considerando apenas uma experiência ou aventura, apenas porque não aceitava perder o amigo de farra. Logo, para ele, naquele momento, Mário estava enterrado no mesmo lugar onde estava Marcela: boas recordações, mas no passado. Seu presente e futuro eram com Betty. Com ela iria construir uma nova vida, com as bençãos de Deus e de seus pais.
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