Notas iniciais
—Apenas um conselho. São sobre estas ações que estão oferecendo. —Bem, já estudei a respeito... Armando ia se pronunciar quando sentiu um pé a acariciar sua perna por cima de sua calça. O pé avançava por dentro da bainha da calça. Armando virou-se para Betty que olhou para ele. Assim, sorriu de volta para Betty. Não era a primeira vez que aquela mulher fazia algo assim, de modo que se deixou levar.

—Então, diga-me.

—Bem, é....

Armando sorriu para Betty, aquela mulher o tinha como queria. Seria muita petulância dela fazer este tipo de coisa na mesma mesa de seus pais, mas sendo ela estaria perdoada... ou melhor não estaria mais tarde, pois a castigaria por ser tão atrevidinha.

Betty sorriu-lhe de volta.

—Por favor, Beatriz. -Ronnie colocou a mão sobre a dela.

—Ér...

Armando fechou a cara, mas o carinho que lhe estavam prodigando o fez calar.

Betty tirou a mão e começou a explicar sobre o investimento.

Após explicar.

—Você é maravilhosa, Beatriz! Sabe nunca me explicaram assim como você está fazendo. Obrigado! Pode me dar seu telefone para caso eu tenho alguma dúvida?

—Filho, isto são modos? -perguntou a mãe de Ronnie.

—Ora, isto não é nada demais, só quero fazer um investimento.

—Pois vai investir em outro lugar! Se quer o telefone dela eu mesmo passo, anote o meu celular!

—Ora, Armando.

—Quer meu telefone é?

Beatriz sorriu, seu marido estava se comportando muito bem, controlando o ciúme, embora fosse difícil. E o carinho continuava. Assim que, Armando resolveu devolver, acariciando a côxa de Betty, ameaçando subir. Betty ficou vermelha e com dificuldade cochichou:

—Armando o que faz?

—Como o que faço?

—Deixe para mais tarde.

—Ah e a senhora pode me enlouquecer me acariciando?

—Eu? Como assim?

—Não se faça de desentendida! -falou alto, depois abaixou e continuou a cochichar Fica subindo os dedos pela barra da calça.

—Como assim? Não estou fazendo nada.

—Não está desenhando insinuantemente com seu pé?

—Não, meus pés estão aqui bem quetinhos.

Armando ficou vermelho. Só aí pôde perceber os olhares e risadinhas que Isabelle lhe prodigava, com certeza era ela que estava fazendo tais carícias.

E ela animada, continuou e Armando afastou as pernas, fazendo com que ela esticasse a sua que o acariciava e acabasse por cair da cadeira. Todos foram socorrê-la, preocupados.

—ISABELLE!

—Ér, não é nada.

—O que aconteceu, irmãzinha?

—Er, eu caí.

Todos tentaram ajudá-la, menos Armando.

Betty atando cabos, chegou a uma conclusão, mas não iria lhe falar nada.

—Calma. -Te dói?

—Já estou melhor, não foi nada.

Passado o susto, Isabelle tentou se aproximou de Armando, mas o encontrou de braços dados com Betty, aí não se atreviria.

No final do janta, Margarida chamou Betty para conversar. Ela um pouco relutante foi. Explicou-lhe a respeito do que planejava.

—Não sei, dona Margarida.

—Pense, Betty, pense. Você é bonita, charmosa, melhorou muito e pode ficar ainda melhor. É uma dama da sociedade agora. Irá a jantares, coquetéis. Quero que todos a olhem e a admirem como minha nora.

—Não sei se Armando iria gostar.

—Acho que Armando gosta de você do jeito que é, mas o fato é que sempre andou com as filhas de minhas amigas e também modelos. Mas pense, querida, nada melhor que o travesseiro, aqui está o cartão, está agendado, se resolver ir, será um grande prazer.

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Enquanto isso:

—Armando?

—Que foi, Isabelle?

—Sempre me chamou de Isita.

—Isto foi antes. Não vê que sou um homem casado agora?

—E vai querer me convencer que por isso é sério? E não tem suas andanças?

—Sim, pois ou sério, marido apaixonado, pai de uma filha e fiel.

Isabelle riu.

—Ria, se quiser.

—É fiel a esta sem sal?

—Se é é sem sal, tem muito açúcar e tempero.

—Ela não sabe sequer andar de salto.

—Ela não precisa, não precisa de nada, só de existir.

Nesta hora, Betty voltava de falar com Margarida. Ao ver o marido ao lado de Isabelle não gostou nada e lançou-lhe um olhar. Armando, claro, mesmo inocente, sentiu temor, de modo que se afastou e tomou sua mulher pelo braço e sem muita despedida saiu dali, deixando Margarida que não entendia nada, sem jeito.

Ao ver a cara de desiludida de Isabelle, Ronnie zoou.

—Ér, Armandinho mudou muito. Em outros tempos, teria proposto te encontrar no jardim, mesmo na frente de Marce.

—Ham! Nem se vanglorifie, pois vi como babava pela sem sal e ela nem tchum para você.

—Quem disse que não? É que Armando estava aí ou cairia aqui. Ninguém resiste.

—Ah tá!

—Não quis insistir, pois ele é meu amigo e GOSTA MUITO da Beatriz, pelo que vi e você não tem chance.

Isa o remedou.

—_______

Enquanto isso, no carro.

—Betty...

—Que foi, Armando?

—Se pensa algo não é o que está pensando.

—Já sei que teve algo com esta mulher.

—Tive e ainda quando estava com Marcela. Mas jamais teria algo com outra estando contigo, sabe disso.

—Eu sei! -disse encostando a cabeça nele.

—Sei que conviver com um homem com um passado como o meu não é fácil, mas te juro que mudei.

—Eu sei, ou não estaríamos casados.

—Betty, obrigado. -beijo. Te amo.

—Te amo também.

—Tenho que te falar algo. Aquilo que passou com Isa, que caiu da cadeira. É o que acontece por andar por aí fazendo investimentos em propriedade alheia.

—Como?

Armando conta o que a mulher estava fazendo por baixo da mesa com ele. Betty não pode acreditar no atrevimento e a falta de classe.

—Também achei! Juro que só deixei porque pensava que era você, quando soube que não era, afastei-me e por isso ela caiu no chão.

—Sem-vergonha!

—Não gostei nada!

Estavam chegando na casa dos Pinzón, onde iriam pegar Camila. Como sempre, dona Júlia os preparou Arepas, Bandeja Paisa, suco de amora. E apesar de terem se alimentado na casa dos Mendoza, não podiam recusar.

Armando saboreava quando sentiu dedinhos na barra de sua calça, ao mesmo tempo que uma mão em sua côxa.

—Er... -disse, engolindo a comida. -Betty...

—Agora sou eu. -disse cochichando.

—Mas seu pai está bem à frente de mim -disse, cochichando disfarçando tomando o suco

—Eu sei, mas é para que saiba que a diferença das minhas carícias.

—Ai, é muito atrevida, Betty.

—Sabe a diferença?

—Sei. Mas se continuar, não vou me controlar e seu pai me mata.

Betty riu de seu jeito.

—O que ri?

—Nada, papai.

—Como diz o ditado: Quem muito se ri, das suas se lembra.

—É das brincadeiras do quartel com Freddy!

Camila faz uma gracinha no colo de Júlia.

—Ah, filha linda.

—E o que cochichavam?

—Hermes!

—Em boca fechada, Júlia!

—Coisa minha e de Armando, papai! Somos um casal.

—Armandinho, o que foi?

—Como disse Betty, coisa de casal, mas nada para o senhor se preocupar.

Hermes fechou a cara, sua filha não lhe dava mais satisfações e agora nem Armando lhe tinha medo. Onde ia para isso?

(Que Júlia se imponha e mostre seu valor)

Ao chegar em casa, banharam e colocaram Camila para dormir. Betty foi tomar banho e Armando esperou pacientemente no quarto.

—Ué? Ainda de terno?

—É. Quero que faça aquilo que fez na casa de seus pai.

—O quê?

—Sabe muito bem.

—Acontece que só sei fazer debaixo da mesa.

—Vamos para a sala, então.

—Não sei se é boa ideia.

—Sempre é. É uma atrevida! Seu pai podia me matar.

—E me deixar solteira? Não. Ele não faria nada contra você.

—Por que começou a fazer aquilo?

—Para te mostrar como são minhas carícias. Não gostei nada que tenha desfrutado das carícias da tal.

—Não desfrutei e se permiti foi por pensar ser você.

—Ah sim? -OJOJO! Foi engraçado quando ela caiu! Ojojo!

—Que mala, Betty! Mas assim eu gosto.

—Má? Me disse que eu era boa outra dia...

—Sim, muito boa mesmo!

Começa a acariciá-lo.

—Ah! Só você pode.

—E por quê?

—Porque sou seu, só seu. Ah, segue. -disse, com a voz rouca -Seja atrevida.

Tomando coragem, Betty mostra a ele quem deve acariciá-lo e qual é seu toque e o homem a vira em cima da mesa da sala, onde se amam até que ouvem o chorinho de Camila.

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