Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
218 Capítulo 215
Após o almoço.
—Quero convidá-los para irem ao clube amanhã.
—Amanhã? Amanhã não creio, mamãe! É que temos outro compromisso, não, Betty?
—Sim. -disseram cúmplices.
—Bem, neste caso….
—Hum, esta comida está maravilhosa! -disse Roberto.
—Deve estar estranhando, pois não é do Lenoir, nem desses restaurantes que conhecemos.
—Não?
—É de um restaurante aqui do bairro de comida caseira. Uma delícia!
—-Por isto estranhei. -disse Margarida.
—Mas não chega aos pés dos pratos típicos feitos por dona Júlia! -elogiou Armando.
—Que bom que a mãe de Betty tenha estas habilidades na cozinha, pois nunca as tive!
—Lembro-me que seu Hermes nos convidou no dia do casamento para almoçarmos em sua casa um dia! -disse Roberto.
—Não sabia disso.
—Sim, disse que agora éramos uma só família.
—Mas nunca fomos!
—Ainda há tempo! Ojojo!
—Não pensamos em dar este trabalho.
—Trabalho algum, mamãe.
—Pensemos nisto um dia.
—Pode até ser aqui, um jantar das famílias Pinzón- Mendoza. Dona Júlia já está acostumada a nossa cozinha, não meu amor?
—Sim, mamãe sempre vem. Ojojo!
Após o almoço e de ficarem um pouco com a neta, Margarida e Roberto vão embora.
—Ufa!
—Desculpa, meu amor! Minha mãe é..
—É uma boa mulher, Armando, eu que não sou à altura.
—Sim, meio baixinha! -disse colocando-a contra a parede entre seus dois braços, para por fim morder-lhe o lábio.
—Ai.
—Hum.
—Sabe que não é desta altura que falo.
—Pouco me importa! Você é muito mais que mereço. E sobre ser baixinha, gosto assim, minha bonequinha que cabe tudinho em meu colo.
—Você sempre gostou das altas!
—Enganada! Ou sairia com Sandra, a dinossauro-bebê!. Sabe, minha mãe viu o que fez em mim.
—O quê?
—As arranhadas nas minhas costas!
—O quê? Não! que vergonha!
—Vergonha, por quê? Gatinha sedenta, tigresa de Bogotá!
—Não.
—Mas fica tranquila que não disse que foi você que rasgou o filho dela todinho na sua ânsia de amar! Disse que havia sido uma gata. HA HA ha!
—E ela acreditou?:
—Pouco me importa. Mas meu pai riu de um jeito estranho.
—Que vergonha!
—Vergonha de amar seu homem? De ser tão ardente na cama quanto é nos números?
—Não sou. Não tenho experiência!
—Não tem? Se já me enlouquece, se tivesse, me engoliria! Me reduziria a seu escravo. -a alça em seus braços, apoiando-a na parede, fazendo com que entrelace suas pernas nele.
—Beatriz! Aproveitemos!
—E a menina?
—Mamãe a deixou no berço. -levantou a saia do vestido de chita de Betty, acariciando suas pernas com seus largos dedos, enquanto enfiava seu rosto naquele pescoço suculento.
—Ai!
—Gosto de você assim.
—Assim como?
—Sem luxo, com estas roupas de casa! Só minha!
—Estou ridícula e sua mãe…
—Minha mãe não gosta de mulher, mas eu sim. Gosto assim, caseira, só minha, com seu cheiro natural, este vestido de casa (o levanta, chegando com seus dedos enormes dentro de sua calcinha.
—Ah!
—Assim. Só tem uma coisa.
—O quê?
—Este cabelo, gosto solto, me cobrindo. -ele puxa e os fios caem sobre os ombros de Betty.
—Não vou esperar, vou tomá-la aqui!
—AH! Queria poder resistir-lhe!
—Já fez muito. Não temos tempo a perder! Quando meus pais estavam já queria amá-la aqui.
—Louco!
—Sabe que gosto desta noção de perigo, se não fiz foi para não deixá-la mal, mas agora... -a agarra, fazendo-a sentir como estava excitado.
—AH!!!
—Shiu! -toma a boca de Betty com a sua para impedir que grite, enquanto depois de a sentir pronta a tomar de uma vez na parede daquela cozinha.
—No apartamento quero marcar os cômodos com nosso amor!
—AH, Armando! Te amo!
—Assim como eu!
Depois de se amarem naquelas paredes da cozinha, Armando a carregou para o sofá, onde ficaram deitados recobrando suas respirações.
—É que tenho um amor muito louquinho.
—É que você é louca por este louco!
—Se não te acompanhar nestas loucuras tenho medo, meu amor!
—Medo de quê?
—Sabe. O senhor é divino e atraente, Seu Armando, qualquer uma o quer!
—Mas só quero você, espertona porque me sabe amar! -beijo.
Depois os dois se vestem e ficam vendo televisão com Armando com a cabeça deitada no colo de Betty que fazia-lhe cafunés.
—_______
Antes disso naquela tarde, tão logo, saíram da casa:
—Nosso filho está muito mudado! Comendo até comida caseira!
—Mas uma delícia! Não lembrava que a comida nossa fosse assim tão boa!
—Está louco, Roberto? É muito pesado para você!
—Quem sabe é o que preciso para ficar forte?
—Desde quando apoia as loucuras de Armando?
—Desde que não são loucuras, desde que o vejo feliz, sério, responsável, um bom esposo, um bom pai, trabalhador, o que mais queríamos?
—Ah, Roberto, parece que não me entende!
—Entendo sim e sei muito bem o que queria!
—E o que queria?
—Que ele estivesse casado com Marcela e não com Betty!
—É. Mas sei que está feliz, ao menos parece feliz.
—Ele está feliz, muito feliz! Está em cada olhar dele! VoCê não parece muito convencida!
—Estou convencida, mas não há nada que não possa melhorar!
—O que quer dizer com isso?
—Não é nada!
—É sim, te conheço. Não invente, Margarida!
—Não vou inventar nada! Nada que os atrapalhe!
Algumas horas mais tarde….
—Prof. Duvivier? Sim, é Margarida Mendoza! Estou de volta em Colômbia por uns dias! Gostaria de saber se ainda recebe alunas para o Curso de damas da sociedade e Princesas nesta época do ano. Seria para minha nora, uma senhora jovem e muito inteligente….
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