Quando Nicolás saiu, Betty deu mais cafungada no ar e sentiu o cheiro.

—Ah, é sim, o cheiro de senhor Mendoza. Quer me enganar, Nicolás? É exclusivo dele. Onde ele colocou isso? No banheiro de presidência não foi!

Após acompanhar o senhor Clarison, Armando foi até a sala de Betty.

—Betty!

—Oi Armando!

—Pois seu amigo, hein? Nunca pensei que fosse dar uma dessas! Pode ter todos os defeitos, mas sempre foi tão sério e profissional!

—Eu sei, Armando, também não entendo o que houve.

—Espero que não percamos esta conta, estamos precisando!

—Pois é. Temos que conseguir um bom sócio!

—Falando em sério e profissional, creio que já podemos ir!

—Mas o que tem de sério nisso?

—É que já deu a hora, sabe? E tenho que trabalhar a presidente desta empresa. -disse aproximando-se dela com um sorriso que marca suas covinhas.

—Acontece, que a presidente está muito cansada.

—Ah sim? E se eu disser que ela relaxa e descansa em meus braços tomando banho de espuma, com a água borbulhando em seu corpo, enquanto massageio suas costas? -disse Armando tomando-a pela cintura, massageando suas costas com os dedos.

—Ai, não sei. -disse com a voz tremendo, sentindo sua proximidade e os dedos dele.

—Acho que vai ficar assim, bem relaxadinha, esquecer todas as tensões do dia

Enquanto fala com a voz rouca, vai abraçando-a e tocando-a. -E sabe, posso dar uma amostra agora!

—Melhor não, doutor! Não gosto de fazer estas coisas aqui, da outra vez dr. Valência nos pegou!

—Pouco me importa este idiota! Que tenha inveja, pois queria que fosse ele!

—Que nojo!

—Beatriz, vamos para casa ou não respondo por mim!

—Temos que buscar Camila antes!

—Lembra que minha irmã ficou de buscá-la?

—Ah sim. Camila está gostando muito daqui.

—Ela disse que pretende voltar a morar e que está até procurando um emprego. Queria que trabalhasse na Ecomoda, mas sabe como é teimosa. Diz que não, que não se dá bem com nossos pais e prefere não se envolver. Sabe, só vivo cercado de mulherzinhas teimosas e maravilhosas.

—Ah sim? Sou tão teimosa assim?

—Bem...

Betty cruza os braços.

—Eu disse teimosa? Quero dizer, saborosa, decidid!

—Sei, por pouco, viu? Te deixo de greve!

—Por favor, não, senhora! Não, senhora mendoza.

—Hum.

Armando faz aquela cara de menino carente, com a sobraNcelha baixa e biquinho.

—Não tem jeito!-Betty sorri.

—Ah! -beijo.

Camila no apartamento de solteiro de Armando estava se preparando para buscar sua sobrinha e Michel que estavam na casa dos avós quando se depara com um papel.

—O que é isso?

Olha e vê uma foto de mulher. Logicamente que conhece Patrícia, pois convivia com os Valência e os Mendoza desde a adolescência.

—Olha só, Nick, não esquece sua oxigenada. -diz com cara de decepção.

Fica pensando nisso e guarda a foto, sem o brilho no olhar de antes.

—________

Betty e Armando vão para casa.

—Espere aí, sentadinha. -deixando Betty no sofá da sala.

—Por quê?

—Espere!

Assim, Armando vai para o quarto encher a jacuzzi, coloca ervas aromáticas, ligar a hidromassagem.

—Ah! As velas!

Tira a roupa, coloca o roupão e desliga a luz.

Ao chegar na sala, encontra Betty dormindo no sofá.

—Ah, mas como posso com esta mocinha? Betty! Betty!

—Armando. Perdão, cochilei!

—É vou pensar se te perdoo! Disse que relaxaria em meus braços.

—É que... -boceja.

—Sabe...

A toma nos braços.

—Armando!

—Quem sabe assim.

Armando toma sua amada nos braços a leva para o quarto, a senta no banco ao lado da banheira.

Logo, tira seu roupão, ficando totalmente nu.

Depois, ele entra na banheira e provoca-a.

—Olha que relaxante.

Toma a mão dela e a puxa com roupa e tudo para a água.

—Armando!

—Bem molhada, como gosto!

—Seu louco! Assim perde a goma!

—Não embroma!

Comece a tirar peça por peça, provocando-a. Lógico que o cansaço de Betty passa logo e Armando a senta em seu colo.

—Assim, bem relaxada.

—Vou fazer tudo, menos relaxar.

—Se não gosta...

—Sim, gosto.

Ela o abraça pelo pescoço e fazem amor em meio as borbulhas da hidro, as ervas, à luz de velas.

—AH!!! TE AMO!

—E eu muito mais!

—____________