Notas iniciais
Esta noite, Beatriz sonhou as meninas que havia visto no programa de tv, ali também estava ela no seu baile de formatura. Estava bem jovem (24 anos) mas não era feia, como era com esta idade, pelo contrário, estava bonita e elegante e bailava livremente ao lado daquelas moças.

Após acordar com beijinhos de seu belo marido e choro de sua bela filha.

—Deixa que vou cuidar dela.

—Traga-a aqui. Gosto de dar de mamá, enquanto ainda tenho leite.

—Sim.


Armando deixou Camilinha com a mamãe e foi preparar o café. Neste dia mais tarde, fechariam o contrato com a esposa do Reitor da faculdade onde estudou e também o comitê organizador, por isso, ficou pensativa.

—Está triste, meu amor? Não que queira te controlar, só não quero que fique triste.

—Não estou. Só estou pensando.

—Aqui seu café, tem pão de bono. -dá um beijo em sua testa, gostaria de perguntar o que está pensando, mas prefere que ela diga, não quer parecer que quer controlá-la como Marcela fazia com ele.

Betty come seu desjejum, olhando para frente. Está bolando uma ideia. Primeiro quer organizar tudo, depois falar com Armando e Catalina.

Após se vestirem, passam pela casa dos Pinzón, onde deixam Camila e seguem para Ecomoda. É um daqueles dias intensos estudando propostas para negociar as franquias, mas a cabeça de Betty está em outro parte, por sorte, é Armando que cuida disso e do Financeiro, Nicolás. Logo, pode se dedicar a arquitetar em sua mente a ideia que teve antes que cheguem os membros da sua antiga universidade.

—Betty! Dona Catalina está aqui!

—Peça que entre, por favor.

—Betty, boa tarde! Eles já chegaram?

—Não, só mais tarde! E ainda bem, pois tive uma ideia e antes de falar a Armando queria conversar com você.

—Pois diga.

—Quero que você e Armando fechem o negócio. Prefiro não estar presente, Armando, como acionista e vice executivo como me representar e assinar qualquer coisa.

—Mas Betty.

—Não pense que é por mal, mas preciso me preparar para tal. Gostaria que assumissem. Não quero que citem meu nome, Beatriz Pinzón Solano, se quiserem podem usar o Beatriz de Mendoza, quero que aconteça sem eu estar com o nome ligado a isto.

—Mas por quê, Betty? Tem raiva?

—Não oj oj oj de forma alguma. Tenho ótimas recordações, mas quero me preparar. Para o evento em si, porque irei ao baile.

—Ah que ótimo. Só não entendi o porquê.

—Vou lhe explicar, Catalina. Ontem vi um programa na TV…

Alguns minutos depois

—Mas é uma ideia maravilhosa, Betty! E querem que proponho isto já?

—Sim. Vou chamar Armando.

Betty chama Armando. Estava receoso se ele aceitaria ou não por conta do classismo dos Mendoza.

—Eu achei ótimo, Betty. Pode não parecer, mas minha mãe sempre participou de reuniões da caridade.

—Que ótimo! Creio que vão ficar muito felizes.

—Eu estou muito feliz de ajudar. Minha dúvida é se temos que apresentar isto na Reunião de diretoria antes de podermos atuar, pois se for assim, não poderemos apresentar a proposta já hoje para o Comitê.

—Não creio que não precisamos.

—Toda empresa tem um projeto social e Ecomoda há alguns anos não tem nenhum.

—Mas neste caso, Cata, receio que teríamos que apresentá-lo o que tardaria. Tenho certeza que Marcela e podemos convencer Maria Beatriz concordariam, mas receio que Daniel e talvez os sócios minoritários.

—E não podem colocar como parte de vocês? Os Mendoza?

—Sim, estava pensando nisso. Como é uma exceção e não um projeto, nós podemos arcar com isso. Toparia, minha bela dama em abrir mão de 0,5% de sua parte?

—Sim, com o maior prazer.

—Então, está resolvido. Chamemos Sofia e Nicolás para anotarem nos balancetes. Como é de nossa parte, não precisamos da aprovação da diretoria.

—Perfeito!

Armando só não entende muito bem, porquê Betty não quer falar direitamente com o comitê organizador do baile, seus ex-colegas, mas fica contente de saber que sua esposa aceitou ir ao baile com ele.

Naquela tardezinha, Armando e Catalina estão na sala de presidência quando anunciam a chegada do Comitê.