Notas iniciais
Nem sempre Betty e Armando podem viver seus momentos.

Após dar de mamar à Camila e complementar com a mamadeira, Betty a coloca dormindo no berço.
Ao olhar a cama, vê que Armando voltou a dormir, deita de seu lado e o sente instintivamente acomodar-se atrás dela para dormirem de conchinha.
—Te amo. –suspira Betty no ouvido dele que sorri em seus sonhos

No dia seguinte, os dois acordam um no braço do outro, mais uma vez com os gritos de Camila.
—Que essa menina tanto chora?
—Ela nunca foi assim!
—Será que ela está estranhando?
—Pode ser. Ô vem cá, princesinha do papai.
—Acho que é fome!
—Vou pedir uma papinha para ela!
—E meu beijo de bom dia?
—Ah!
Logo, dona Júlia apareceu na cabine.
—Oi, meus filhos!
—Mamãe! Camilinha está chorando tão irritada.
—Podem ser mais dentes surgindo?
—Sim! Mas deixe-me ver! (massageando-a) Acho que é uma “coliquinha” Colocaram-na para arrotar?
—Sim!
—Vamos deitá-la aqui. E massageá-la um pouquinho.
Depois de algumas massaginhas, Camila dá uns arrotinhos.
—Como pensei uma cólica.
—Por isto tão irritada.
—Estranhamos, pois Camila quase nunca chora.
—Sim. E Betty era igual, chorava nunca, mas quando tinha cólica ficava assim.

Depois da massagem e de um chazinho, Camila volta ao normal, rindo.
—Achô! Agora sim a monstrinha voltou ao normal.
—Não sei de onde tiram esses apelidos.
—Ai, mamãe! Nem ligue. É que me chamavam de monstro.
—O monstro sou eu, prazer, doutor monstro!
—Não, não é assim.
Os dois tentam explicar, mas por mais que tentem não flui.
—Vou deixá-los sozinhos para que se arrumem. Querem que leve Camila¿
—Sim, pode ser!

Betty separa as roupas que Camila deverá usar pela manhã.
—Estas, mamãe! Ihi, mamãe, não esqueça que você e papai tem que estar vestidos com as roupas de Ecomoda durante todo o tempo.
—Ai, minha filha! Não servimos estas coisas! Ficam gastando conosco.
—Ao contrário, mamãe! Estamos economizando com vocês! Pois a ideia original era usar modelos Ojojo mas além do que pagamos para desfilar, teríamos que pagar para andarem com nossas roupas o dia inteiro.
—Está bem, minha filha, como queira.
Júlia leva Camila e a sacolinha.
—Enfim sós!
—Temos que nos arrumar para tomar o café e... (beijo)
—Pode esperar! Tenho que fazer meu desjejum!
—Ai, Armando.
—Ai, Betty.
—Não podemos demorar.
—Sei, mas te quero!

A toma, abraça, beija e começa a tirar sua camisola.
Acaricia seus seios sobre o sutiã.
—Bela Betty, mi amor! Te quero!
—Também te quero!
Logo os beijos se tornam mais quentes e ele quer deitá-la na cama. Betty sente suas pernas úmidas. Mas teme que pode ser outra coisa.
—Ai, Armando. Deixe que vá ao banheiro antes.
—Ai, não, Betty! Não sai daqui.
—É que é uma emergência!
—Emergência? Sente-se mal?
—Não,, mas
—Está bem,vá, mas se demorar, vou até você.

Betty entra no banheiro, suspeitava de algo. Logo, foi verificar sua roupa de baixo e infelizmente suas suspeitas estavam certas
—Ai não!
—Que foi, Betty? Está me deixando preocupado.
—Não venha aqui. É que estou, estou naqueles dias.
—Ah não!
—Sim, infelizmente sim.
—Mas justo na viagem? Não sabe como sonhei em possuir das mais diferentes formas!
—Eu sei e eu igual queria fazer amor contigo, mas.
Armando estava com a excitação bem visível, queria amar sua Betty e queria aproveitar aquela viagem de negócios para isso.
—Desculpa!
—Não, você não tem culpa, Betty.

Não adianta Armando falar. Betty sente-se culpada por decepcioná-lo. Pois geralmente, toma algo para não menstruar quando precisa, mas foram meses tão corridos que esqueceu.
—Pior que vamos ter que fazer fotos na piscina e nem os tampões eu trouxe.
—O quê?
—É uma espécie de absorvente íntimo redondo.
—E fica o tempo todo? Não é desconfortável?
—Vou te falar a verdade: não faço ideia, pois nunca usei. Ojojo sabe como soube inocente nestas coisas.
—Isto não posso te ensinar, nena.
—Lógico que não. Pior que não trouxe nenhum, mesmo sendo tão regulada. Foi tudo tão corrido.
—Minha irmã ou Cata devem ter.
—Sim.
—Mas uns beijinhos assim, você pode dar, não?
—Sim, meu amor.
—Desculpa.

Ele enlaça Betty e lhe dá apaixonados beijos. Ela sabe que ele está louco de desejo e deixa que ele lhe acaricie e esprema como queira para matar a vontade.


Neste momento bateram a porta da cabine.
—Ai, não!
—Não tem ninguém. É uma gravação!
—Você parece o Chaves ojojo
—Sabe que só fiquei assim depois que te conheci? Antes era mal-humorado.
—Eu sei. -beijos
—Betty! Armando!
—É Catalina. Temos que abrir.
—Está bem. Mas olha como estou!
—Para as cobertas. Já vou, Catalina! Oi, bom dia!
—Bom dia! Desculpa atrapalhá-los. É que é importante!.
—Tudo bem.
—Olha, este é o maiô que vai usar. É comportadinho, viu, Armando, perto dos outros.
—Ai, Catalina. Que vergonha. Não poderei usar.
—Mas Betty você prometeu. É comportado, retrô. Creio que Dona Júlia usava um desses em sua juventude.
—Eu sei. Mas é que estou naqueles dias.
—Ai não. E você não tem um desses tampões? Dá para usar na piscina.
—Acontece que nunca usei um desses. Então não tenho.
—E eu não trouxe, pois só ficarei daqui 10 dias. Sempre uso, são maravilhosos.
Pior que não sei, o que dizer, Betty, pois este maiô foi feito para você usar hoje e Camilinha tem um igual.
—Ai, Catalina.
—Vou ver se consigo um tampão com alguém. Senão, só amanhã em Santa Marta.
—Está bem.
—Espero vocês no restaurante para o desjejum.

Depois de alguns minutos, Betty e Armando encontram com a RP no restaurante.

—Bety! Vamos no banheiro comigo?
—Si, dona Catalina vou! Aproveito e troco Milinha! Vou ao banheiro, Armando!
—Sim! -beijo

—Ai, Betty! A questão é que não encontrei nenhum tampão, ninguém tem! Nem as modelos! Tomam injeção, algo assim.
—Ah sim, Catalina. — está visivelmente triste -Se quiser damos um jeito de fazer as fotos outro dia.
—Não, Catalina, entendo que tem um planejamento e as fotos da piscina tem que ser feitas hoje!
—Mas a cena era você e Armando na piscina com Camila e as modelos tomando banho tal como uma festa na piscina. Mas não dá para fazer assim Betty.
—Não tem problema, Catalina. Se é tão importante, uso o maiô com absorvente, short ou uma saída sentada na cadeira com minha filha no colo.
—Hum, pode ser interessante, Betty! Neste caso, creio que Armando terá que ficar de fora, ou sentado ao seu lado.
—Mas por quê?
—Pois talvez não se sinta à vontade dele estar no meio das modelos em roupas de banho, dentro da piscina, encostados.
—… (Betty fica imaginando. Logo que não é seu sonho de vida, mas…)
—A foto será feita daqui há algumas horas, creio que posso ver um modelo ou um homem que tenha o peso, o porte de Armando para fazer as fotos.
—Mas dona Catalina, a ideia não é flagrar executivos, não vai funcionar se não for assim.
—Tem razão, Betty, vou ver o que fazer! Vamos agora! Como cresceu, Milinha não?
—Ojojo! Puxou o papai, com certeza. Sou baixinha e Armando alto e forte.

As três moças saem do banheiro e Catalina sai a procurar, chega a falar com Hugo, que põe grito ao céu, pois acha a história absurdo e quer que Armando faça as fotos na piscina (acho que queria vê-lo em traje de banho molhado). Após procurar, não achou um tipo que corresponda ao físico de Armando.