Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
135 Capítulo 134: E a Terramoda?
Notas iniciais
No dia seguinte Betty e Armando acordaram cedo, pois precisariam deixar Camilita na casa dos Pinzón como sempre faziam. Logicamente estavam muito cansados e felizes.
Apesar de ser um dia estressante, de muito trabalho, foi razoavelmente tranquilo. Rodolfo Sanchéz depositou o cheque do primeiro pagamento e se tornou oficialmente o primeiro a adquirir ações da Terramoda, 15% inicialmente. Betty e Armando planejavam ceder 15% para Nicolás em agradecimento e mais 5 % pelo aniversário totalizando 35%. A empresa de Investimentos estava obtendo bastante lucro, graças ao trabalho de Nicolás e Hermes. De modo que, Armando e Betty planejavam combinar um salário para Hermes continuar cuidando da questão do Imposto de Renda ou até administrando a empresa, podendo funcionar em um escritório na Região do Bairro da Candelária, contando com a assessoria jurídica de bons advogados, quiçá doutor Sanchéz (que não tem nenhuma relação com Rodolfo Sanchéz, namorado de Monica Morena e investidor) o advogado da Terramoda e seu colega e até Doutor Santamaria.
Estas eram ideias do casal, depois que Nicolás os convenceu que não era uma boa dissolver uma empresa de sucesso no ramo de Investimentos. Apesar do determinado por Seu Roberto em uma Reunião de Diretoria de dissolver a empresa tão logo o Embargo sobre Ecomoda fosse encerrado, o fato é que o dinheiro (o Capital inicial da empresa) pertencia a Armando e oficialmente à Betty, logo, não tinha nada a ver com Ecomoda. Não havia motivos para dissolver tal empresa.
O motivo de manter a Terramoda agora não era mais salvar a Ecomoda, mas ser um braço uma parceira no ramo de Investimentos: investir na Bolsa, em dólares e ser um dos patrocinadores dos desfiles. Com Nicolás, de dia atuando como Vicepresidente Financeiro e à noite e fins de semana como Vicepresidente executivo da Terramoda e seu Hermes de contador e gerente, a empresa estava logrando bons resultados e conquistando espaço no mercado. Desta forma, Betty convocou os advogados de modo a fundar a Terramoda de forma organizada e definitiva.
Logicamente, Armando pediu que esta reunião fosse apenas de consulta. Teriam que esperar, se quisessem fundar a empresa de forma concreta. E Betty entendia o motivo: embora, não tivesse dinheiro de Seu pai e tampouco de Ecomoda não queria que soasse que mais uma vez estava passando por cima dele, vez que havia determinado a dissolução. Sabia que a situação era outra, mas devia respeito a ele. Queria que enxergasse que Terramoda Investimentos era uma empresa muito boa para ser dissolvida. Assim, naquela tarde só tomaram informações e reuniram-se visitaram a loja Zona T de Bogotá, almoçaram com os advogados em um restaurante, tudo junto com Nicolás e Seu Hermes e depois visitariam uns três locais onde poderia ser o escritório.
—Mas faça a coisa certa desta vez!
—O que quer dizer, papá?
—Não invente de fundarem oficialmente esta empresa sem ter autorização de Don Roberto! Não façam como da outra vez!
—Ora, papá! Pode ter certeza que Armando e eu não faremos isso! A empresa terá o aval de Seu Roberto.
—Sim, Seu Hermes! Estamos juntando tudo para mostrar para meu pai, mas ele só estará aqui para o Lançamento, então, esperaremos!
—Pois fazem muito bem! Já cometeram muitos erros. Eu não sei porque vocês jovens acham que se mandam sozinhos!
Betty riu de seu jeito envergonhada, ajustou os óculos, Armando olhou para cima e Doutor Santa Maria virou-se para não dar risada.
—Êpa, Seu Hermes! O cabeção e a Betty já são casados há um ano, são adultos, tem filha, administram uma empresa e sabem o que estão fazendo!
—E você cala a boca que não te perguntei nada, inútil! Da minha filha e do meu genro cuido eu!
—Ai, papá! Que vergonha com os senhores advogados!
Os três fizeram não com a cabeça já conhecendo o jeito turrão do pai de Beatriz.
Depois do almoço, continuaram o “passeio” de negócios proposto.
Um dos lugares visitados foi um sobrado de um amigo de faculdade de Armando.
—Este me encantou, bem localizado, tem ônibus e está só a uma quadra da rua principal, poderíamos fazer um estacionamento particular, onde é a garagem.
—Sim! -beijo- Também me encantou este.
—A questão é que o aluguel é um pouco mais caro que os outros, sei que o espaço é bom, mas estamos começando.
—Sim, eu sei. É que aqui é zona nobre da cidade, por isto o preço. Mas não se preocupe, hein, espertona. É de um amigo da faculdade e posso ver até onde chega. Que eu saiba não está utilizando o espaço e posso ver se nos faz um abatimento neste primeiro ano.
—Sim.
—Parece que meu sogro também gostou. Está até se imaginando no escritório.
Hermes havia sentado em uma das cadeiras de diretor e colocado os advogados nas outras mesas.
—Assim não sobra mesa para mim!
—Você não trabalha na Ecomoda?
—Sim, mas aqui sou vice-presidente Executivo, seu chefe. Chefede todos aqui, menos de Betty, logo, tenho que ficar com esta mesa!
—Sua mesa é o balcão da padaria! -Seu Hermes riu de seu jeito habitual
Betty não se conteve e deu risada.
—Nicolás1 Fique tranquilo! Tem outra sala dessas em cima com uma mesa bem maior!
—Ah está vendo? Pode ficar com esta, Seu Hermes!
—-Ora, seu molenga!
—Me respeite! Me respeite, sou seu chefe, seu Hermes!
Betty e Armando riem e balançam a cabeça.
—estes dois não tem mais jeito!
—Sim. Estamos acertados? Acho que todos gostamos do sobrado para ser sede da Terramoda, logo, deixe que, caso, meu pai aceite que Terramoda continue como Empresa de Investimentos e Financiamento e também parceira da Ecomoda, cabe a mim, falar cm meu colega.
—Sim.
À tardinha, o casal e Hermes foram à casa dos Pinzón
—Que bom que chegaram, mihija!
—Oi, mamá! (beijos em Camila, Betty e seu genro que para ela era junto com Nicolás, os dois filhos que não pôde ter de vias naturais. Hermes e Júlia não costumavam beijar-se na boca perante outros, de modo que Júlia só lhe deu um beijo na bochecha, assim como em Betty.
—E como foi no trabalho? Muitos negócios?
—Sim, mamá! As coisas vão bem!
—Graças a Deus!
—Onde está Nicolás?
—Logo chega em seu carro.
—Se este parasita não se perde por aí olhando as moças!
Nisto, Hermes teria razão, pois Nicolás ficou “por aí” com o Mercedes lançando olhares e cantadas, sem lograr muito êxito,
—Que isso, Hermes!
Quando ele sobe, ela faz a costumeira careta, que dá graça em Betty e Armando e lógico, Camila ao vê-los sorrir, sorri juntos com os poucos dentinhos que tem, pendurado nos braços do papai, entre o ar e o chão.
—Que foi, hein, preciosinha, ah? É engraçado, ah? Rir-se do vovô ah? Não deixe que a veja!
—Ele a pega no colo, encantado.
—Betty, veja! Chegou esta carta para você! -disse Júlia, mostrando um envelope
—Carta?
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