Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

130 Capítulo 129 Negócios de família


Notas iniciais
Betty e Armando, aproveitando a tarde livre, foram para casa para se amarem antes de irem à Casa das Tias Pinzón, onde já estava Camilinha com Hermes e Júlia.

Naquela noite, por volta das 18:30 horas, O jovem Casal Mendoza estacionou em frente à Casa das Tias Pinzón:
—Chegaram! -Exclamaram Célia e Maria
—Já não era sem tempo! -reclamou Hermes
—Ai, não seja tão ranzinza, Hermes! Eles trabalharam o dia inteiro, e ainda vieram dirigindo.
Ai, e Bogotá é longe, ainda mais este horário com trânsito, mas Armando sorri -vale a pena!
—Olha só isso, Célia! -a velha tia Pinzón acariciou o queixo de Armando -Sinceramente, sempre pensei que Júlia foi a única santa que existisse, mas tem este santo aí!
—Imagina... -Betty e Armando riram-se
—Aguentar Hermes não é fácil!
—Veja, Betty! Como tem sorte! Seu marido era um dos solteiros mais bonitos da Colômbia e como casado continua sendo!
—Ah que isso, tia Maria! Assim me encabula! -Armando já estava vermelho
Betty ri
—Não estamos falando nenhuma mentira.
—Estão erradas, tias! Armando não é nem de longe um dos homens mais bonitos de Colômbia!
—Não sou, Betty?
—Para nada!
—Como pode dizer isso Betty de seu esposo?
—Até que enfim alguém que enxerga aqui! Armando é um bom homem, bom marido, mas bonito... -disse Hermes, debochando
—Betty... -fazendo bico, com cara de criancinha, da qual tiraram o doce
—Armando, você não é um dos homens mais bonitos de Colômbia, não é e não posso mentir. Sinto muito! -disse fazendo uma cara muito séria- Para mim, você não é dos mais bonitos. VOCÊ É O MAIS LINDO DE TODOS! -BEIJO na boca
—Outra cega! --disse Hermes- E que modos são estes?
—São casados! Beijem mesmo! -disse Maria -Ah, se fosse eu casada com um tipo desses, beijaria o dia inteiro, mas não tive esta sorte! Para mim não sobra nem um beijinho! -riu-se tia Maria do jeito característico dos Pinzón
—Imagina, Tia Maria, te dou um beijinho também!
Armando deu um beijo terno na bochecha da tia solteirona de Betty
—Ah, já fez minha vida feliz, meu filho!
—Olha aí! Já tem todas as Pinzón loucas por você! -disse Betty dando sua costumeira risada, que fez com que todos, menos Hermes, rissem..
—E tem como não se apaixonar por este sorriso? Não é à toa que Bettica é louca por você!
—E eu por ela, tia Célia!
Logo, sobem as escadinhas que dão de cara para sala, onde Camilinha dormia no berço antigo.
—Oh! Minha filhinha tão divina dormindo!
—Mas ela chorou, chorou!
—Devem ser os dentinhos que a deixam irritada.
—Já foi ao pediatra?
—Vamos esta semana.
—Lembra deste berço, Betty?
—Era seu.
—Ah, por isto não lembro! -riu
—Mas esta menina lembra mais a Armandito que você!
—Quando nasceu parecia mais comigo, sabe? Mas sorte dela, que parece mais a meu lindo marido, tia Célia! Para que seja sempre linda desde pequena e não passe o que passei!
—Imagina! Eu não acho! Betty sempre foi muito bonita! -disse Hermes
Logo, Camilita acorda e é acomodada nos peitos de Betty para mamar.
—Você ainda dar de mamar, mesmo com os dentes nascendo?
—Sim.
—E ela não te morde?
—Um pouco, mas... vale a pena, sabe, tenho pouco temo para ficar com ela.

Aquele comentário deixou Armando preocupado, pois não suporta a ideia de saber que Betty sofre de alguma forma.
—Já viu as plantações de café dos Pinzón, Armandito?
—Vocês têm plantações de café?
—Sim, muitas!
—Ali atrás do quintal!
—Pena que está escuro, senão te levávamos lá!
—Mas são dos Pinzón mesmo? Sobre isso o senhor não me contou, Seu Hermes...
—Bem....
—Vou contar a verdade: aquelas terras ali quando adquiridas pelo velho Lázaro Pizón... -começou Hermes -não valiam nada, aí ele junto com amigos, começou a plantar café e....
”Mas uma história de Lázaro Pinzón?” -pensou Armando -Como fui me meter nisso?” Pensava deitado no sofá, tendo Betty encostado a ele, com Camila mamando nos braços
—Ai, Hermes, estas terras já eram usadas para plantar café antes! -repreendeu tia Maria Aurora
—Mas não como o velho Lázaro Pinzón e seus amigos!
—Mas a verdade é que, infelizmente, os Pinzón não tem mais estas terras há muito tempo, embora Betty meus filhos já tenham engatinhado por lá! -disse Célia, rindo do jeito dos Pinzón
—Sim?
—Sim, quando pequenos.
—A Companhia Café Colômbia adquiriu estas terras há trinta anos!
—Mas dá orgulhoso saber que pertenceram aos Pinzón algum dia.
—Sim, imagino... -
—Esta companhia que sua família tem, a Ecomoda, que deve ter uma história interessante, não, Armandito?
—Sim, claro!
—Conte-nos!
—O velho Lázaro Pinzón comprava suas roupas na primeira loja da Ecomoda na Candelária. Era apenas uma lojinha. Seu Roberto atendia pessoalmente s clientes...
—É verdade, Seu Hermes! -os olhos de Armando brilharam pela primeira vez ao ouvir o nome de Lázaro Pinzón- Esta loja do Centro foi a primeiro da Ecomoda! Sério que Seu lázaro comprava roupas lá?
Betty riu, pois seu pai havia conseguido fisgar Armando em alguma história
Seu Hermes conta um pouco.
—Devo ter em algum lugar uma foto do velho Lázaro Pinzón com Seu Roberto!
—Impossível. Papá!
—Que impossível o quê, menina! O velho Lázaro tirava fotos com muitas celebridades e sendo seu Hermes fundador de uma das principais fábricas de roupas da Colômbia!
—Na loja vendia roupas para homens e mulheres, como era ainda uma manufatura eram roupas quase exclusivas!
—Lembro-me bem da loja, mas aí já tínhamos a empresa em si, a Ecomoda. Uma pequena empresa familiar. Creio que era 1971 mais ou menos. Minha irmã, eu, e os irmãos Valência sempre íamos e ficávamos brincando entre as peças do depósito no fundo da loja. Quer dizer, tanto Marcela e eu éramos bebês e Maria Beatriz, nem tinha nascido. Mas minha irmã, Camila e Daniel sim, brincavam, antes de se tornar um chato que se tornou...
—E como tiveram a ideia de fundar a empresa?
—Foi assim: meu pai e Júlio Valência foram amigos a vida inteira, desde o tempo de colégio, amigos de alma. Resolveram abrir uma loja, já que tio Júlio era alfaiate e tanto ele quanto meu pai tinham dinheiro para investir em algo por conta de umas economias. Não eram ricos. Aí abriram esta loja e depois outra na rua de trás, ficando uma para cavalheiros e outra para as senhoras.
—Os olhos de Armando brilhavam a tecer a história da Ecomoda, aquilo encantava Betty. Por muito tempo não entendeu este amor pela empresa, agora entendia, pois sentia o mesmo. Ecomoda não era apenas mais uma empresa, era um patrimônio familiar, a forma que seus ais tinham dde demostrar seu amor à decendência.
—E assim foi durante dois anos. -continuou a contar -Mas começaram a receber encomendas de países vizinhos Aí um dia, minha Mãe e a tia Suzana Valência, que não é minha tia de verdade, mas de consideração
—Sim, como nós!
—Sim... -sorriu para Betty, que lhe devolveu o sorriso
—Vendo que o negócio não ia para além dali, começaram a fazer a cabeça de Roberto, meu Pai e Júlio Valência que dessem continuidade e tocassem a proposta inicial de ter uma pequena fábrica de roupas elegantes, mas produzidas em uma escala mais ampla. Ter um negócio concreto, uma empresa familiar que iria ser passada pelas gerações de herdeiros Mendoza & Valência. (Os olhos de Armando ficam um tanto tristes, pois nunca conseguiram ser unidos como Roberto e Júlio foram) Em pouco mais de cinco anos, a empresa já tinha seu próprio galpão. Onde temos a sede até hoje, as lojas do Centro, de Barranquilla, de Medelin e outras regiões.
—Que interessante, meu filho!
—No entanto, Ecomoda, apesar de ter 37 anos de constituição, nunca teve uma presidente mulher, embora tenho sido ideia de duas mulheres, minha mãe e tia Suzana.
—E agora, nossa sobrinha é a presidente!
—Sim. E podem orgulhar-se! Segundo meu pai, é a melhor presidente que tivemos desde sempre! Ecomoda vende roupa em meio a crise tão grave que vivemos como água e para vários países da América.
Betty já estava vermelha com os elogios.
—Mas meu amor! Isto é mérito seu! Você que vende as franquias.
—-Ideia sua e você que administra tudo! -beijinhos
—E estes dois são sempre assim? -perguntou uma das tias
—São ainda mais! -suspirou Júlia
—Além de bonito é assim de romântico, tirou a sorte de outro, Beatty! -Eu sei! Com certeza! Por isso o amo tanto! -beijo
Hermes tosse
—Vão ficar de agarramento aí dando escândalo?
— Você também, papai. -beijo em sua careca -Não precisa ficar ciumento, sabe que também te amo! Hermes sorriu.
—Ai, Hermes! Chega de ser tão ranzinza! Não perde a mania.
—Não vê como são lindinhos? Parece um casal de namorados!
—Mas estas coisas se faz em casa, o diabo é porco!

Júlia, que estava um pouco atrás de Hermes, por pouco não jogou um pano nele, irritada pelos comentários do marido, se metendo no casamento lindo de sua filha e Armandito. Só não o fez, pois as Tias Pinzón estavam ali. Todos no entanto, perceberam sua intenção, e começaram a rir, menos Hermes, logo, a mãe de Beatriz, ficou sem graça.
—Mas o que foi? O que foi?
Como todos na sala estavam rindo, Júlia acabou rindo também, ficando Hermes ainda mais nervoso.
Após mais algumas histórias, a família Mendoza-Pinzón-Solano vão saborear o tradicional jantar das tias Pinzón, com algumas receitas secretas de família com o doce sabor do interior da Colômbia.
O dia, assim como a noite, foi maravilhoso para as tias, elas estavam encantadas com Camilita, que estava cada dia mais bonita e esperta.
—Ouça. Betty! -cochichava Célia- Amo Hermes mais que tudo! Mas não deixe por nada que se intrometa no casamento. Se veêm tão lindos! Ele tentou comigo e meu marido e no começo me deixei levar, mas acordei a tempo!
—Pode deixar, tia! Armando e eu sabemos muito bem. Temos nosso próprio método para o casamento! -Betty riu.
—E está dando certo, filha! Os vejo cada vez mais apaixonados! -a abraçou -Ele é assim mesmo, gentil, doce com você?
—Bem... comigo sim.
—Por que diz isso?
—Ah que no trabalho ele é meio nervoso, mas é um chefe justo. Mas como é marido não existe melhor! -Ri- E como pai é assim como vê, tia Célia!
—Este é outro ponto: sei que Hermes...
—Nem precisa me dizer, tia! Jamais vou deixar que meu pai cuide de Camila de seu modo, com seu método. Sei quanto sofri!
—Ainda bem, minha filha!
—De bom ficaram os estudos! Se não tivesse permitido que eu estudasse, provavelmente, não conheceria Armando e seria apenas uma dona-de-casa ou sei lá, pois não sei fazer outra coisa que não sejam contas!
—O que falam aí, senhoras?
—Nada, papá! Só me despedindo da tia Célia!
—Beatriz! Olha este pano que fiz de crochê para sua casa!
—Grata, tia Aurora!
—Minha filha, vá ao pediatra! A menina já pode comer papinha!
—Sim, eu sei. -Betty deu uma mirada triste

Após colocarem tudo no carro e se despedirem, os casais seguem para suas casas.
—Você gosta de ir na casa das tias, não?
—Acho divertido algumas dessas coisas da sua família!
Ela ri
—Só meu pai que...
—Mí amor. Eu gosto e respeito muito seu Hermes, mas é que...
—Eu sei, mi amor. olha, Camilita adormeceu!
—Amanhã vou marcar o pediatra, vamos juntos!
—Sim.
—O que pensa em fazer, doutora, agora que nossa monstrinha adormeceu?
—Ah, doutor. Dormir. Estou com muito sono. -bcejou de mentira
—Ah é? -beijando seu pescoço e agarrando sua cintura
—Eu não pretendo deixá-la dormir!
—Não?
—Não. Tem uma dívida comigo.
—Pensei que já havia pago à tarde...
—Não, doutora, aquele é correspondente ao dia, já esta que estou cobrando é de ontem! E tem juros! -ele começa a desabotoar os botões da blusa de Betty, para poder fazer um caminho de beijos na pele de seu pescoço até o abdomên de Betty, que sente suas pernas bambas
—Acho que o senhor Monstro está me enredando de novo! -com a respiração agitada e a voz cortada
—Ah sim? E tem como prová-lo? Tem? -Ele começa a sussurrar no ouvido de Betty
Ele já havia aberto o zíper da saia. Logo, vendo-o desfavorecido com as roupas postas, sentindo um calor não teve outro jeito que ajudá-lo a se livrar de suas roupas. Assim, de roupa interior, deitaram-se e começaram carícias delicadas e lambidas no corpo um do outro, até estarem totalmente nus e fazendo amor várias vezes.
—Te amo mais que tudo nesta vida!
—Eu que te amo mais. Quer abusar mais de seu marido?
—Eu, eu abusar? O senhor que é brincalhão e insaciável, senhor Mendoza!
—Mas você bem que gosta, ou mandava-me parar, não?
—E o senhor me obedeceria?
—Sim, ficaria muito triste, mas ...(abaixando a cabeça) sim, sabe que... (fazendo biquinho)
—Não faz esta carinha que não resisto.
—Então, quer que comecemos a nos amar de novo?
—Não, só quero encostar-me em seu peito para dormimos abraçadinhos.
—Sempre!
Então, ele a colocou em seu peito e envolto naquelas mechas escuras que cheiram a mel, adormeceu, olhando-a dormir.