Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
116 Capítulo 115 Visita à Inesita
Ao chegar lá, Armando estacionou o carro em frente a casa, onde lembrou-se que um dia, há muito tempo, ele e Nicolás brigaram pelo amor de Betty, olhou-a penalizado, ela devolveu-lhe o olhar, não sabe, se também lembrou, não quis perguntar, apenas deu-lhe um beijo nos lábios e pegou a filha, que Betty segurava as bolsas. Tocaram a campainha, a faxineira abriu a porta e como já a conhecia, abriu a porta e deixou-os entrar, indicando que subissem.
—Boa tarde, Inesita !!-cumprimentaram os dois
—Oi, Betty ! Dr. Armando!
—Ai, que maravilha! Trouxeram a menina! Uma criança sempre alegra a casa. (Camila sorriu sem dentinho ainda)
—E esta alegra mesmo!
—Imagino, se carrega o amor de vocês dois. -suspirou Inesita
—O Dr. Dominguez está vindo?
—Sim. -respondeu Inesita
—E como está se sentindo hoje?
—Ai, não. As besta-feras chegaram! O que estão fazendo aqui, hein?
—Eu pergunto o que você está fazendo aqui?
—Como assim? Eu fico aqui, seu ogro.
—Armando! -Betty fez sinal para ele
—O que Seu Hugo quer dizer, Betty já sabe, é que…
—Deixa que eu falo, Inesita. Nos dias em que vim aqui, conversei com o dr. Dominguez. Inesita não pode mais ficar sozinha e como seus filhos não moram em Colômbia, um de nós precisava ficar com ela, em tempo integral. E como Seu Hugo... -Betty começou a explicar
—Como eu sou o único que trabalha por conta, que estou oficialmente, sem emprego, me ofereci. A menininha sabe, por isso, embora, oficialmente, seja ela que assine os papeis e libera verba, por conta da Ecomoda, claro, para o tratamento de Inesita, sou eu Hugo que cuido de dar luz, vida, à Inesita.
—E tem tratado bem de você, Dona Inesita?
—Ora, seu, ogro. Saiba que Dona Inês é para mim como uma outra mãe.
—Pois não é diferente para mim. Foi dona Inesita quem cuidava de mim quando meus pais me levavam pequeno à Ecomoda. -lembrou-se Armando
—Sim, me lembro, filho.
—Ele já corria atrás das modelos? -perguntou Hugo-Pois quando começa, não para! -Betty ajeitou os óculos
—Para brincar de pique-esconde, roda, somente!
Nesta hora, toca a campainha. É o dr. Dominguez, que sobe as escadas.
—Olá! Como está a nossa paciente? Casa cheia. Fico feliz de saber que é tão querida, Dona Inês!
—Olá, doutor.
—Prazer, doutor! Sou Armando Mendoza! -estica a mão
—É este, Dr. O responsável por todo estresse que Dona Inês passa desde os 30 anos! Imagina que já tinha que aturá-lo desde os 30 anos!
—Que coisa, não?
—Ele era um bom menino, tanto ele quanto Dona Camila, sua irmã. Dois amores. -lembrou-se Inesita, Armando lhe devolveu com um beijo na testa.
Depois das apresentações, o médico começa a verificar o estado de Inesita, medindo sua pressão, checa os exames. Betty está apreensiva, Armando tenta acalmá-la. Hugo não para de tumultuar o ambiente, mas como deixou Betty em paz e só o está provocando, Armando segura o humor. Não gosta é que provoquem Betty.
Após os exames, o doutor decide que Inesita pode voltar a trabalhar (ao contrário do que Betty pensava) desde que seja sempre acompanhada. então, Betty chama Dominguez para conversar, deixando Camila nos braços de Armando, no quarto com Inesita e Hugo.
—Dr. Não quero contestá-lo, minha área é Economia e não Medicina, mas, Dr. não seria melhor que Inesita tirasse uns dias de férias, viajasse ou fosse a um spah?
—Então, Sra, Beatriz! Ela já descansou bastante aqui. Estava esgotada, mas agora, está ansiosa para voltar a trabalhar. Deixá-la em casa, vai fazer mal a ela. Ela ama o que faz!
—Eu sei! E entendo. Pois trabalhamos muito duro na Ecomoda, mas amamos o que fazemos. Acho que também não saberia ficar em casa, sem a empresa, tantos dias.
—Então, não é porque Dona Inesita é idosa que seja diferente. Ficar aqui não é bom para ela, entende? Ela lembra do marido que a abandonou…
—Sim, e me disse que voltou!
—Acho pouco provável. Ninguém, além, dela o viu por aqui. A senhora o viu?
—Não, nem eu, nem as meninas do quartel, Seu Hugo, ninguém o viu!
—Então… Não tirem isto dela; a empresa. Os filhos já não moram com ela, a família dela é a empresa, ou seja, vocês!
—Entendo…
—Recomendo que volte imediatamente ao trabalho, mas com uma observação: ela precisa de cuidados, não pode ficar sozinha lá! Mas também não pode ser uma cuidadora, uma enfermeira. Tem que ser uma amiga, alguém, que faça companhia sem que ela perceba que está tomando conta dela, entende?
Betty pensou em Mariana, que já ficava um pouco no ateliê, pegando coisas com Bettina e agora Jacques. Mas o doutor sugeriu outro nome.
—Que tal este Seu Hugo?
—S-Seu Hugo?
—Sim, ele tem a acompanhado, parece gostar dela, apesar de ser meio implicante. Ela gosta dele. Ao que parece não tem problema em ficar com ela.
—Não sei, doutor. O problema é que ele já foi chefe de Inesita, e tivemos alguns problemas… (Betty conta por alto.)
—Bem, também não sei se ele iria aceitar, mas, se não aceitasse, teria outra pessoa?
—Sim, Mariana.
—Uma das moças que vieram?
—Sim.
—Pode ser também.
Betty pede que o doutor explique tudo a Armando, que parece relutante em aceitar a presença de Hugo na empresa. Ele, torce para que o estilista não aceite, já que estaria lá para fazer companhia a Inesita e não como estilista e cheio de si como é, acharia humilhação.
No entanto, após conversar com o médico, Hugo aceita.
—Quero falar com Betty e Armando sozinha, por favor.
Inesita agradece a eles por ter aceitado que Hugo lhe acompanhe, pois sente-se muito sozinha, que quer voltar a trabalhar, pois a Ecomoda é sua vida!
—Só espero não me arrepender!
—Não, pode não parecer, mas Seu Hugo mudou muito.
—Olha, Dona Inesita, com todo respeito à senhora, mas para mim continua o mesmo petulante.
—É só uma capa, Seu Armando! Posso garantir, o conheço. Se arrepende do que fez com Betty estando grávida, trazendo as modelos para falar com....
—Este é outro ponto: se ele mexer, implicar com Betty, fazer alguma coisa para ela… EU NÃO RESPONDO POR MIM!
—Não fará!
—Acalme-se, Armando!
—Está bem!
Depois, todos vão tomar o café com buñuelos. Mas Armando está frio e distante, finge que está tudo bem, mas Betty o conhece e sabe que ele está desconfortável. No caminho para casa, Armando dirige atento.
—Armando! Precisamos conversar?
—Sobre o quê, Betty?
—Você sabe! A presença de Seu Hugo na Ecomoda!
—Creio que tudo que precisava ser dito já foi dito, não?
—...
—Vocês decidiram e não há mais o que falar!
—Não é assim, Armando! Não é assim!
—É assim, sim, Beatriz! Pôxa! Finalmente, conseguimos nos livrar do Hugo, depois de tudo que aguentamos dele, depois de tudo que ele fez e agora... em um passe de mágica, ele estará lá!
—Não! Ele não estará lá! Não como estilista, e sim como acompanhante de Inesita.
—Olha, Betty! Esta é uma das coisas que fez me apaixonar por você: sua pureza, sua inocência. Acredita mesmo, neste altruísmo do Huguinho? Eu digo porque o conheço! E não é de hoje!
—Não, Betty! Não, eu não acredito! Aí tem coisa!
—Mas o que poderia ser?
—Não sei! Ele não está empregado, como disse que estaria o dia em que se livrasse da Ecomoda. Em Miami, Paris, sendo um estilista famoso, maior que a Ecomoda, como sempre se achou!
—Vai ver que a Ecomoda é mais importante para ele que imaginava...
—Beatriz, não sei, mas não confio nele! O Hugo sempre foi grosseiro com você, com as do quartel e de repete, vira um bom samaritano? Sinceramente...
—Já pensou que ele pode estar precisando de uma chance?
(Chegando em casa)
—Eu não esqueço o que ele fez com você! Você não podia passar nervoso, sua gravidez era de risco!
—Eu sei, meu amor! E sei que foi maldoso, assim como foi maldoso no dia do meu Primeiro Desfile. Mas não deu certo nada que ele fez de mal, entende Porque queria o mal, mas agora mesmo que sonhe um dia volte a desenhar para Ecomoda, está fazendo bom. Inesita se sente bem com ele! Ela o tem como um filho!
—Ou seria uma filha?
(risos)
—Viu até você sabe que ele quer voltar, mas eu não quero, Beatriz! Temos o Jacques e acho que em breve ele e Mariana poderão fazer uma boa dupla!
—Sim!
—Isto se Huguinho deixar!
—Armando! Não leve as coisas assim!
—Desculpe, Beatriz! Mas conheço Hugo há muito mais tempo que você e o que é capaz de fazer e quanto pode ser cruel! Seu sonho sempre foi fazer o que você faz: mandar na Ecomoda! Logicamente, sem seu talento.
—Ele pode estar querendo apenas fazer aquilo para o qual tem talento: desenhar!
—Não creio! Desde o tempo de meu pai, queria ser presidente, imagina agora!
—As pessoas mudam, sabia?
—Pessoas como Hugo, não mudam, Beatriz!
—Será? Pensei que fosse o último a dizer isso, você também era impossível de mudar! E no entanto...
Betty pega Camila e sobe para o quarto para trocar Camila, deixando Armando refletindo sobre o que dissera.
Ele resolve preparar uma mamadeira e levar junto com um copo d`água para sua mulher.
—Betty! Fiz mamadeira para Camilita!
—Grata!
—E água para você!
—Estava com sede. Como sabia?
—Prometi cuidar sempre de você! -segura seu rosto
Armando vai para o quarto, Betty dá de mamar com a mamadeira, coloca a filha para dormir, escova os dentes e vai para seu quarto.
Ao chegar, Armando está deitado. Pensa que está dormindo, então, deita-se na pontinha. Quando deita, ele a abraça com ternura.
—Betty!
—Ai, Armando. Que susto. Pensei que...
—Betty! Você tem razão.
Ela se vira.
—Sabe, você é a pessoa mais doce, mais gentil, generosa! Te conhecer foi a melhor coisa que podia ter me acontecido, sabe -beijo terno- Eu te amo! Te amo por me tornar cada dia uma pessoa melhor do que era. E querer melhorar cada vez mais!
Eles se abraçam de forma terna
—Te amo, Armando.
Ela acaricia o rosto dele e o deixa enternecido.
—Obrigado, Beatriz! por sua doçura! -beijinho- Por seu carinho.
Dormem abraçadinhos, dando beijiinhos.
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