Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
105 Capítulo 105 Uma noite especial
Notas iniciais
Betty e Armando haviam combinado de comemorarem o aniversário dela nos moldes de como passaram a Primeira Noite juntos, ou seja, na Suíte do hotel La Fontana. Logo, aparte da surpresa que Armando preparara pela manhã, pelo aniversário dela, Betty havia reservado o quarto, com direito às champagnes francesas Dom Perignon e Bollinger, além de petiscos como queijos diversos. Logo, deixou seu suco de amora de lado, afinal, é uma ocasião para lá de especial, pois sabia que esta data marcava para seu amado o dia do início de sua união, muito mais até do que a data de sua boda. Há dois anos, nesta mesma noite, uniram-se de corpo e alma, na mesma dimensão de corpo e sentimento. Se encontraram, finalmente.
—Boa noite! Temos uma reserva! -disse Betty à recepcionista
—Nomes?
—Beatriz Mendoza!
—Ah sim! Sr. e Sra.Mendoza! Nem precisam preencher. Já são vips. Tem bagagem?
—Não.
—Forma de pagamento?
—Cartão.
—Pois não, o quarto já está preparado conforme os pedidos.
—Grata!
Armando olha orgulhoso para Betty.
—Jayme! Acompanhe o casal Mendoza, por favor!
Após abrir a porta para o casal, deixar o carrinho com a bandeja com os petiscos e receber a gorjeta, o mensageiro deixou o casal a sós. Então, Armando começou a beijá-la com intensidade, apertando-a contra seu corpo. Nem parecia que haviam se amado pela manhã.
Ela, então, o puxou para o sofá, para se contemplarem. O quarto estava às claras, bem parecido com o que já conheciam: cama de casal branca, o sofá verde na esquerda, onde sentaram, a poltrona verde no meio, o frigobar embaixo do balcão. Ao lado da cama, repousavam dois baldes de gelo, cada um com uma garrafa de champanhe, ao lado duas taças e uma baixela com vários chocolates. Fora da bandeja de prata um vaso com flores brancas, conforme anotado. Desde a reserva passada, Armando havia deixado anotado que quando o Casal Beatriz e Armando Mendoza se hospedassem, o quarto deveria ser provido com flores brancas e chocolates. O concièrge não havia esquecido os pedidos, isto fez Armando esboçar um sorriso.
—Tomei a liberdade de pedir champanhe, por ser nossa noite!
—Com certeza, Betty!
—Sei quanto esta noite significa para nós!
—A primeira vez que fomos um do outro! Quando comecei a me tornar o que sou hoje: seu!
—Eu já era sua!
—Eu sei! -beijo -Esta noite será ainda mais especial, Beatriz, pois não sou mais aquele idiota…
—Shiu… (Ela coloca a mão em sua boca) Não fale mais disso!
Então, ele beija a mão dela e começa a subir por seu braço, chegando ao seu ombro, onde lhe deposita pequenos beijos, que já a deixam mole. Então, saca um estojo de dentro de seu bolso.
—Feche os olhos, Betty!
E coloca um colar em seu pescoço.
—Este é meu presente! Feliz aniversário!
Era um belo colar de Ouro branco, com um pingente onde atrás se lia "B.M. & A.M. para todo o sempre". Muito bonito e discreto.
Ao tocá-lo, Betty foi correndo verificar o colar em seu pescoço no espelho.
—Que lindo, meu amor! Amei!
—Comprei assim, pois pode usar sempre. Sei que se comprasse diamante ou qualquer outra coisa, iria querer guardar para uma ocasião especial, por achar opulência demais!
—Sim. -riu
—Então, achei que seria mais adequado este: pois todos os dias são especiais e quero que use sempre!
—Sempre usarei, mí amor! É lindo! -beijo -Mas não precisava!
—Não começa, Betty! Merece tudo!
—Já tenho você e nossa filha!
—Eu sei! Mas eu também tenho vocês! -beijo – Melhor que te dar outro furby! -riu
—Ah não, fala mal. Eu gosto e Camilinha também!
—Ela adora! -riu.
—Abre uma champanhe!
—Sim.
Armando estoura uma das garrafas, serve as taças, os dois tomam o conteúdo entre beijos e carícias.
—Te amo!
—Já que estamos neste quarto, quero te fazer uma surpresa!
—O quê?
—Espere! Deixe só a luz das arandelas. Já volto!
Ela, então, pega a sacola que sua mãe lhe entregou e vai ao banheiro.
—O que será que esta mulher vai aprontar?
Ela foi até o banheiro, se “arrumar”.
Meia hora depois, a Beatriz que saiu daquele banheiro não lembrava em nada a que entrou. Armando mal podia crer. Ela estava trajada tal como sua assistente, Betty, a Feia. Com o mesmo vestido verde da noite em que amaram pela primeira vez (com o qual deram o último beijo antes da reunião de Diretoria que os separaria), usava cabelo semi-preso com franja, óculos de aro grossos (que Júlia guardara, da adolescência).
—B-E-T-T-Y!!
—Olá, Seu Armando! Precisa de algo?
—Sim, Betty! Preciso de você! -sem acreditar no que seus olhos viam.
—Eu sei! O que posso fazer pelo senhor? O que só eu posso fazer pelo senhor?
—Me amar! Me amar como você me ama. Sei que você pode. (Segurou o corpo dela com todo carinho e com a outra mão, o rosto e deu-lhe um beijo carinhoso)
—Não sabe como queria te dizer tanta coisa…
—Sei, por isto estou assim novamente. Só para você!
—Pensei que não tinha mais nenhuma dessas roupas!
—Guardei esta: da nossa primeira vez.
—Que bom, Betty! Também significou tanto para mim!
—Venha, Seu Armando! Deixa tua Betty te amar como sempre!
—Sim, mí vida! Te amo e te desejo! Desde aquela noite, se é que já não sentia antes!
—Ai, Seu Armando!
—Minha Betty! (Ele a abraça com carinho)
—Até os óculos, não acredito!
Ele tira os óculos dele e dela os deposita na mesa. Segura com uma das mãos seu rosto, enquanto a beija docilmente, com o outro braço a segura deslizando as mãos por suas costas. A senta na cama e continua a beijá-la.
—Quero que façamos mais doce que da primeira vez, Betty. Quero vê-la e sentí-la, em cada momento.
—Faça como queira, meu príncipe! Sou sua, sempre sua!
Então, ele tirou as meias grossas que ela usava, enquanto, ela abaixava as calças dele.
Ele abriu os primeiros botões de seu vestido, para percorrer seu pescoço com beijos, enquanto ela tirava sua gravata, jogava longe e abria a sua camisa para sentir seu peito. Estando apenas de boxer, ele beijava todo o corpo dela, fazendo-a gemer a cada carícia sua, mas não quis tirar seu vestido, apenas desabotoou os botões, afrouxou o sutiã fazendo caminho com os beijos. Tirou a boxer que usava e já o massacrava, e em seguida, a calcinha de Betty.
Armando percorreu todo o corpo de Betty com suas mãos e seus beijos, enquanto ela acariciava suas costas, seu peito, seu abdomên totalmente nus.
Sem tirar seu vestido, apenas suspendeu a saia, para penetrá-la, com toda calma e doçura do mundo.
—Te amo e te desejo, Beatriz! Não pode imaginar quanto te amo, Betty! Mais do que minha própria vida!
—E eu te amo com todo meu corpo e minha alma, Seu Armando!
—Diga que é minha!
—Sou sua, para sempre!
Sem deixarem de se beijar em nenhum momento, os dois fazem um amor doce e demorado, da forma que mais gostam, como se a vida estivesse ali, como se o tempo fosse todo deles, afinal, tinham toda a noite para se amar, até chegarem ao clímax.
—AIIII,BETTY!!!
—Ai, doutor! mí amor Eu te amo!
—Você é a única, a mulher da minha vida!
—Você que é o homem da minha vida!
—Foi muito lindo, doutor!
—Sim, Betty! Muito lindo!
—Tocamos o céu com as mãos! Como da primeira vez!
—Parece que sempre que fazemos é como fosse a primeira vez! -beijo –Obrigado por ter se vestido assim só para mim, mais uma vez!
—Você parece gostar…
—É como um fetiche!
—O chefe divino e lindo que gosta de fazer amor com sua assistente feia?
—Não, o homem apaixonado chamado Armando que é completamente louco por sua esposa, sua ex-assistente, sua Betty, a mulher de sua vida! -beijo -Para você saber que te amo e te desejo do jeito que era e como está!
—Eu sei! Te amava mesmo sendo bravo, gritador, exigente...
—Um ogro!
—Meu ogro!
—Besta cabeluda!
—Nunca te chamei assim!
—Suas amigas! -risos
—Seu sorriso, lindo!-beijo
—Por que nem quis tirar meu vestido?
—Faz parte da fantasia!
—Mas da primeira vez, você tirou.
—Mas não no começo, só quando estávamos chegando... Senti calor, sabe! -riu -Queria saber como era...
—E?
—Você tinha apagado toda a luz...Não dava para saber, mas imaginei ao te tocar... (cochichou em seu ouvido)
—Ai, Armando!
—Você que quis saber, ora!
—É que nunca pensei que tinha... logo da primeira vez...
—Ahã... Para estas coisas o espertão sou eu, doutora!
Beijo
—Armando!
—Sim?
—As meninas perguntaram sobre… você sabe, coisas de mulher. Elas sabem que a primeira vez que fiz amor com meu namorado foi na data do meu aniversário. Então, depois que descobriram que meu romance era com você e não com o Nicolás, logo, ligaram uma coisa com a outra…
—Naturalmente, como fofoqueiras que são!
—Então, elas perguntaram se minha primeira vez tinha sido com você!
—Perguntaram? E o que disse? -preocupado
—Disse que sim! Que foi com você!
Ele, então, puxou-a para olhar no fundo dos olhos dela:
—Não sabe como me fez feliz! -E beijou-a
—Não gosto de mentir para elas, mas prefiro que pensem que foi o primeiro.
—Também prefiro assim! Nós é que não podemos é ter segredos um para o outro!
—Sim. -beijo. Nunca pensei que pudesse amar alguém como te amo, Betty! Minha cúmplice, colega, amiga, parceira, companheira, namorada, amante, noiva, minha esposa, a mãe de meus filhos!
—Filhos?.
—Sim, quero muitos.
—Mas não agora, não é? Temos muito trabalho na Ecomoda! Deixa Camila crescer um pouco.
—Sim. Temos a vida toda juntos para isso! -beijo. —Ainda estou com vontade, Betty!
—Venha, então, meu amor! Sou sua, lembra?
—Sim.
Desta vez, ele arrancou seu vestido dos velhos tempos, deixando-a apenas vestida do colar que lhe dera de aniversário e beijando-a apaixonadamente, possuiu sua Betty com loucura.
—Olha só, mí monstro! Vamos tomar um banho! Estamos suados e isto não é bom!
—Ah, monstrão, é só para tomar banho mesmo?
—Aí, depende de você!
—Como?
—De como vai se comportar no banho!
—Mas eu sempre me comporto! O senhor que é muito brincalhão!
—Ah é?
—Se eu chegar no chuveiro, o senhor não pode fazer nada comigo, combinado?
— Corra, Betty! Ou não chega no banho!
—Betty dá uns quatro passos em direção ao chuveiro, quase cai, ele, com dois passos a alcança.
—Vai é cair e vou ter que segurá-la, como sempre. -A pega no colo
—Pois é doutora, não deu!
Dando-lhe um beijo, enquanto abre a torneira, para que a água do chuveiro lamba o suor de seus corpos
—Ai, Armando!
—Prefere ser amada aqui ou na cama?
—Já me amou na cama duas vezes...
—Então... segure firme no meu pescoço. Firme! Não solte!
—Sim. -beijo
Ela faz o que ele diz e ele se agacha para grudar-se nela, levantando-a, com firmeza, apoiando-a na parede.
—Segure-se, Betty!
E a ama apaixonadamente, um pouco mais calmo que da outra vez.
Depois ensaboam e lavam um ao outro, beijando-se e vestem o roupão.
—Vou abrir outra champanhe!
—Sim.
Ele estoura, serve as duas taças.
—Foi diferente, não havíamos feito assim!
—Foi bom?
—Sempre é! Amo estar em seus braços!
—E eu nos seus!
—Isto tudo que faço, meus carinhos enfusivos. Fazer várias vezes não é que questão de ser insaciável, não! Pelo contrário! É uma forma de mostrar quanto te amo, te quero. Antes de te conhecer, assim, eu já estava frustrado com a vida intensa, mas vazia que levava.
—Eu sei, mi amor!
(Betty lembra da conversa dele com Mario sobre isso)
—Você me satisfaz e me faz me sentir pleno. Não é apenas sexual, é amor!
-Por isto é especial conosco, pois temos tudo : amor, sexo, amizade, companheirismo.
—Sim e é por isto que te amo, compreende tudo sempre!
Beijam-se com carinho. Após beberem todo o champanhe, os dois se abraçam, Betty deita-se no peito dele, os dois nus e cobertos por um lençol.
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