Enquanto Beatriz se contorcia de prazer nos seus lábios, Armando lembrava-se da noite de paixão no apartamento de Mário, pois foi ali que admitiu a seu corpo que desejava aquela mulher com loucura, embora sua mente se recusasse a aceitar. Aquela mulher aparentemente feia era terrivelmente sensual e deliciosamente quente e entregue a ele. E o melhor, só ele sabia que era assim. Nesta noite, havia sentido sua pele em toda sua plenitude, despindo-a e prodigando beijos em cada parte de seu corpo até sentir um irresistível aroma de frutas frescas. Já havia sentido este aroma a primeira vez que fizeram amor, mas pensou ser apenas efeito dos tragos, mas agora que estava sóbrio, estava irremediavelmente atraído, como se por um imã, para acariciá-la. E porque não lamber o recanto mais profundo de Betty? Assim, quando percebeu estava fazendo algo que nunca havia feito nas mulheres mais belas que conhecia: estava com seu rosto no meio de suas pernas prodigando massagens com sua língua carnuda naquele brotinho de rosa que endurecia e ficava cada vez mais suculento e molhado para seu prazer. Nunca nenhuma mulher havia conseguido convencê-lo a fazer tal coisa. E olha que haviam pedido, até mesmo sua noiva de tantos anos. Mas ele se recusou, por algum motivo não queria.

Mas estava ali fazendo em Betty, sem que ela pedisse, pois ao contrário, ela fechou as pernas e ficou vermelha como um pimentão. Mas Armando sorrindo-lhe e prodigando carícias e beijos fez com que se entregasse ainda mais.

Agora, que já eram esposos, Betty seguia ficando vermelha a algumas carícias atrevidas suas e isto o deixava ainda mais louco, pois parecia uma frutinha a ser degustada de todas as maneiras, como nesta tarde em cima da mesa no escritório que foi dela.

Ao sentí-la tremendo, ele segurou ainda mais firmes suas cadeiras para senti-la chegando lá.

—AAAAAAAHHHHHH, SEU ARMANDO!

—Assim gosto, espertona! Que eu possa saborear o que quero deste teu corpo e fazê-la explodir de prazer.

Louco de desejo, ficou totalmente nu, deitando-se sobre ela.

—AIIII!! Não prefere o sofá?

—E onde está?

—Ora, ali no cantinho.

Armando riu ao virar-se e ver que o objeto estava no canto esquerdo, perto da entrada e ele não tinha visto. Foi porquê após surpreender-se que Betty vestida como quando era sua doce assistente não olhou mais para nada.

Os dois riram e ele prodigou um beijo enlouquecido e carregando-a, a levou até o sofá onde se amaram com ele por cima, com Betty ainda com sua "fantasia" mas toda desarrumada, com a saia levantada, sem as meias, sem lingerie.

Depois foi a vez de Betty colocar ainda mais gasolina neste fogaréu e já com o cabelo desarrumado e sem o aparelho (que tirou para beijá-lo melhor) e também sem roupa amá-lo por cima.

Foi uma loucura! Nunca haviam se amado desta forma no escritório. Totalmente despidos, sem ninguém para ouvi-los, sem terem que se controlar, sem amarras, totalmente um do outro.

Com Betty deitada sobre seu peito, Armando olhava para o teto, enquanto a acariciava, desenhando em suas costas. Estava encantado.

—E tudo ficou de acordo como queria, doutor?

—Ah, Betty -olhando-a, enquanto segurava seu queixo -foi mais que perfeito!

—Ojojo Vai dizer que sou sua mulher ideal?

—Muito mais que isso! É a minha mulher! Minha Betty! -lhe dá um beijo. -Não pensava que iria ter coragem, muito menos no escritório. Diga, não tínhamos estantes e muitas coisas aqui?

—Sim, temos, mas eu dei um jeito.

—O jeito de Betty!

—Não deveria duvidar que iria cumprir sua fantasia, doutor!

—Realmente não deveria! Depois do jeito que deu em mim, eu deveria imaginar! Agora, a presidência ganha mais história nossa! Ai, te amo!

—Também te amo, doutor! -disse desenhando no peito dele.

—Que foi, hein? Quando começa com estes desenhinhos é porque quer mais... Quer mais?

—Ojojo Mas que espertão Seu Armando! Estava pensando em como o senhor sempre ficou charmoso com estes seus ternos. assim o vi desde o primeiro dia e quando dona Catalina fez aquela massagem no senhor.

—As famosas massagens de Cata!

—Sim. No dia do primeiro lançamento. Eu pude ver o senhor sem camisa.

—E gostou?

—E como não? Que braços!

—Estes aqui? -a aperta forte

—E que peito! -beija o peito dele

—Este que lhe serve de almofada.

—Que pescoço! -beija o pescoço dele com a boca aberta.

—Mas que levada era, Betty!

—Não era até este momento, era bem inocente, até o ver sem camisa. Nunca havia sentido desejo por um homem. Estava encantada pelo senhor, mas era um pouco só romântica, a partir desse dia...

—Te despertei?

—Sim.

—Então, não vamos deixar dormir? Sabe como sou...

—Sei. Meu tigre!

Os dois se beijam, mas resolvem dormir um nos braços do outro. Até que ouvem um barulho.