Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
206 Capítulo especial do Dia das Mulheres
Notas iniciais
Armando estava passando pelo dial da rádio quando se deparou com a música “Woman” de John Lennon, ia mudar, mas pôs-se a meditar na letra:
Woman I can hardly express
My mixed emotions at my thoughtlessness
After all I'm forever in your debt
And woman I will try to express
My inner feelings and thankfulness
For showing me the meaning of success
Oh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Oh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Woman I know you understand
The little child inside of the man
Please remember my life is in your hands
And woman hold me close to your heart
However distant don't keep us apart
After all it is written in the stars
Oh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Oh, well, well
Doo, doo, doo, doo, doo
Well
Woman please let me explain
I never meant to cause you sorrow or pain
So let me tell you again and again and again
I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah
Now and forever
I love you, yeah, yeah
Logo, lembranças da infância povoaram sua mente. Ao contrário do que pensavam, nem sempre foi tão sofisticado a ponto de só ouvir jazz e blues. Na infância ouvia, o bom e velho rock`n´roll quando ia nas festas.
—Bela letra!
—Ouvindo John Lennon, meu amor?
—Sim.
—Não sabia que curtia Ojojo!
—Não sabe muita coisa de mim, senhora minha! –disse girando-a. Sabia que tenho um tio chamado Alberto?
—De verdade?
—Sim, e que ele e minha tia fundaram a Luna de la esperanza, uma comunidade hippie na zona rural de Colômbia?
—Fala sério?
—Sim. E quando criança, eu e Camila passávamos as férias com eles na comunidade. Eu andava peladinho.
—Está brincando!
—Não estou não, senhora! Mas não se preocupe que tinha apenas 7 anos, depois fiquei envergonhado!
Betty que estava envergonhada.
—Naquela época não era esta cosota que conhece bem!
—Armando!
—É esta que conhece! Mas sabe porque me lembrei disso agora? Por esta música de John Lennon. Sabe que ele nem sempre foi este humanista, pacifista, feminista que era?
—E não sei? Ojojo.
—Vai dizer que é fã de John Lennon, mocinha?
—Posso dizer que minha mamãe antes de se casar era Beatlesete e que tem todos os discos? Ojojo
—Quem diria Dona Júlia, minha sogrinha!
—Pois ela mesma, Júlia Solano McCartney, mas se contentou com meu papai ojojo.
—O seu pai é um grande homem, Betty!
—Sim, um pouco antiquado, mas é!
—John Lennon é uma espécie de Armando Mendoza! Ojojo! –Como assim?
—Um homem que tinha todas as mulheres do mundo a seus pés e ficou louco por uma fora dos padrões!
—Engraçadinha!
—Você é meu Beatle! Ojojo!
—Falta muito cabelo em mim para isso!
—Gosto assim como é, Armando! –beijo.
Armando pensou em parabenizar Betty esta hora, pois havia um motivo especial para estarem tocando “Woman” no rádio. Era 8 de março, dia Internacional das mulheres. Mas pensou melhor, ela merecia algo especial, todo dia era dia de Beatriz, sua Betty que havia mudado sua vida.
Logo, assim que Betty virou-se lhe prodigou um tapinha no bumbum.
—Armando!
—Ah, provocou, espertona, ah? Com esta calça bem apertada!
—É o tecido!
—Tecido, sei! Vai fazendo deste pobre homem um mero escravo.
—Nunca será meu escravo, é meu rei!
—E você minha rainha!
Nesta hora ouviram murmúrios de Camila e ela esticou os braços.
—E a minha princesinha está aqui!
Depois do desjejum, deixaram Camila aos cuidados de seus avós e foram à Ecomoda. Armando tinha várias ideias na cabeça para o dia das mulheres. O estranho e´ que até ouvir a canção de John Lennon no rádio, não havia se tocado que era o dia Internacional das Mulheres. Pensou o quanto havia feito tantas sofrer, até rido da data algumas vezes, dado presentes apenas para constar. Foi um idiota, mas Betty, sua mulher lhe havia ensinado a ser melhor pessoa e melhor homem. Por fim, teve uma ideia.
—Freddy, venha à minha sala, sim?
—Pois não, honorável vice-presidente? Estou aqui para que precisa de mim?
—Sabe que hoje é dia das mulheres não?
—Claro!
—E já pensou no que dar à Aura Maria?
—Ora. Vou levar minha rainha para lanchar!
—Muito bem, mas por que não jantar.
—Perdão, mas desculpe-me, mas a grana é curta!
—Olha, hoje estou generoso, Freddy!
—O que é raro!
—E especialmente calmo, o que também é raro! Tome! Leve Aura Maria para jantar, ah: Ela vai ficar feliz!
—Por que o senhor está tão generoso, doutor?
—Hoje é o dia das mulheres! E sabe você a história do dia das mulheres?
Freddy fez cara de paisagem.
—Pois vou contar, mas volte para a escola!
Armando contou a Freddy a importância da comemoração dos dia das Mulheres, que diferentemente de outros dias não foi inventado pelo comércio e sim em homenagem à luta das mulheres que morreram queimadas enquanto lutavam para serem respeitadas.
—Que história triste!
—Paqra você ver! Bem diferente da comemoração que fazemos no dia dos homens! Por isso, quero que a leve para jantar!
—Com este dinheiro não só a levo para jantar, mas ao cinema e quem sabe, minha futura sogra!
—Pois faça!
—Farei, don Armando! E vou ver com meu sogro como faremos!
—Sabe, Fredy que me deu uma boa ideia!
—Eu?
—Sim, estava pensando em como iria homenagear minha Betty e agora pensei que podia homenagear minha sogrinha e também minha princesinha.
—Sempre disse que tinha grandes ideias e que o senhor devia me colocar como seu assistente também!
—Tudo a seu tempo, Freddy! Agora, Sandra é minha assistente, ah?
Freddy já fazia gesto de quem ia sair.
—Onde que vai, Freddy?
—Não acabou?
—Acha que te chamei só para dar dinheiro para que saísse com sua noiva?
—E não?
—Tenho trabalho para você e tem que ser feito agora, antes do meio-dia para quando as secretárias voltarem encontrem sobre suas mesas.
—Assim será, doutor!
Depois de passar instruções e dinheiros a Freddy, Armando passou pela presidência e convidou Betty para almoçar, ainda teria que planejar o que faria mais tarde.
—Você está aéreo hoje, Armando, o menino hippie!
—Ah é, espertona! –beijo. –Betty, ao invés de seus pais levarem MIlinha lá para casa, poderíamos passar na casa deles.
—Você que sabe! Vai conseguir recusar o convite de comer a comida de mamãe?
—Estava pensando em algo melhor!
—_______
Quando as secretárias da planta executiva voltaram a seus postos encontraram sobre suas mesas uma caixa de chocolate suíço, o qual Bertha devorou virando os olhos. Mas não era só isso: havia também um envelope com um cartão de agradecimento a tantos anos de dedicação e serviço e dentro um cheque para cada uma.
—Grato, meninas! Do seu chefe e ogro, Armando Mendoza!
—DOUTOR!!!
O reboliço foi tanto que Betty, Hugo, as modelos ouviram de onde estavam. Já não bastava as modelos e Jenny estarem com inveja de Inesita que também havia recebido a caixa de bombons acompanhada de do envelope com o cheque. A doce senhora havia dividido a caixa: um bombom para cada (já que eram modelos e não podiam comer muito) não sem protestos de Hugo.
—Muito grata, seu Armando!
—Desculpa todas as vezes que disse que era um ogro!
—Agumas vezes sou Sofia!
—Mas o que está acontecendo aqui?
—Seu marido, Betty!
As meninas mostram e Betty não pode acreditar, ainda mais porque ela também não havia recebido nada. Mas ficou feliz por suas amigas.
—Hun, que está tão galanteador, doutor Mendoza!
Neste momento, Freddy subiu com um buquê, uma caixa de bombom e um envelope.
—Entrega especial para doutora presidente!
Betty mal podia acreditar: flores brancas com uma rosa vermelha no centro.
—Para você, meu amor! -beijo.
—Ai, quando virá o meu? –disse Hugo. – Ai, Armani!
—Para você? Para você? Sua louca!
—E o nosso, Armando? –disse uma modelo.
—Sim, e o nosso? Lembro-me que no ano passado ganhamos MUITA COISA pelo dia da mulher! –disse uma modelo, insinuando-se, sem ligar que estava na frente de Betty, pois sabe que ela não é escandalosa como Marcela.
—Parabéns pelo dia das Mulheres! Mas isto que querem SÓ PARA MINHA BETTY! -Armando pisca para ela.
—Você não era assim conosco!
—E para mim? Até dona Sofia recebeu! –chorou Jenny.
—Acho que o guningunin puputchurro pode lhe presentear! –disse Aura Maria.
—Ainda esperamos nosso grande presente, Armando!
—Mas que abusadas! Deixa que eu arrebente estas caras! -disse Sandra.
—Não, Sandra! Ojojo
—Ainda não desistiram dele? Este aí é um caso perdido: de galã mulherengo a galã das feias e agora marido fiel e dedicado, daí a ser gay a um pulo. –faz som de cobra.
—Ainda que fosse gay, jamais andaria com você!
—Nunca diga que dessa água não beberei, Armani! Vamos, meninas! E INESITA NÃO DEMORE MUITO!
—Sim, seu Hugo!
Armando passou o braço em volta de Betty, apertando-a contra ele e foram para a sala da Presidência sobre olhares de todos. As do quartel aplaudiram.
Armando fechou a porta e saiu correndo para sentar na cadeira.
—Aqui! –bateu nas pernas para que ela se sentasse, o que prontamente fez, após deixar os presentes na mesa.
—Vai dizer que vai querer fazer-me amor agora, seu Mendoza?
—Olha, vontade não me falta! Mas, espertona, quero dar ESTE TEU PRESENTÃO mais tarde!
—E é um presentão bem cobiçado! As modelos todas ouriçadas! Elas não se conformam em te perder.
-Pois não me perderam.
Betty olha desconfiada.
—Nunca me tiveram! Sempre não tive dona até te conhecer senhora Mendoza!
—Ai, Armando!
—Agora, espertona! Nos toca trabalhar, Ah? E a noite, ah?
—Ai!
Armando saiu a duras penas da sala de Beatriz. Sua vontade era ficar ali. Umas 7 horas passou pela sala de Betty, estava tudo pronto. Se dirigiram para a casa dos Pinzón.
—Boa noite, Armandito!
—Dona Júlia!
Betty e Armando adentraram, os dois estranharam como os Pinzón estavam vestidos. Dona Júlia estava trajada como o mesmo vestido azul que usou quando foram à tangueria, já don Hermes estava com outro terno novo que estreava.
—Tudo nos conformes, doutor!
—Mas seu Hermes!
—Quando disse à Júlia que o senhor tinha nos convidado a sair e que nada de cozinha pelo dia das Mulheres, precisa ver como ficou feliz!
—Hermes!
—Diz a verdade que ficou feliz, Julia!
Júlia sorria.
—E onde vamos para levar nossas mulheres, doutor! Áquela tangueria que fomos para te vencer na pista, hein?
—Desta vez não! Assim Camila não poderia ir!
—Minha neta vai?
—Claro que vai! Imagina se ia deixar de estar com duas de minhas mulheres favoritas, ah? Só falta minha mãe e Camila, pois até Carmencita, a mulher que cuidou de mim quando pequeno, uma segunda mãe já está lá!
—Dona Carmen?
—Meu amor, se chamar minha Cita assim, ela vai ficar muito triste. Te considera tal como eu e Camila!
—Sabe como é o costume! Ojojo.
Ao chegarem no local, Betty e Júlia ficam surpreendidas. O local era uma espécie de restaurante temático decorado no melhor estilo dos anos 60. Hermes preferia algo tal como a tangueria, mas ao ver a felicidade de suas meninas ficou feliz por elas.
-Gostou, meu amor?
—Muito. Parece coisa de filme.
—E minha sogrinha?
—Maravilhoso, Armandito! Faz lembrar minha juventude!
No palco, uma banda de rock clássico tocava o melhor do rock dos anos 1960 e 70.
—Cita! Cita!
,-Ai, Armandito! Que lindo!
—Você merece! Cita, acho que ainda não conhece meus sogros!
Depois dos cumprimentos, Armando convidou Betty para dançar e Hermes não teve outro caminho que convidar Júlia para dançar.
—Lembra da nossa época, Hermes?
—Sou um pouco mais velho, Júlia!
—Nem tanto, sabe que não! Só quer parecer!
—O que tem de bom nesta época foi conhecer você e que tinha cabelo!
—Era bem charmoso!
—E claro, porque vivíamos com Tio Làzaro!
—Ai, Hermes!
—Precisa ver a formosura que era Tio Lázaro já com seus 50 anos! Quem dera eu ficasse como ele.
—Você está bem, Hermes!
—______
Na outra mesa, estavam Carmencita e o motorista da mansão Mendoza , quando Armando foi até ao palco. Não conhecia a banda, mas seu poder de convencimento continua muito grande.
—Grande banda! Grande lugar! Boa noite! Sou Armando Mendoza, vice-presidente de Ecomoda. Estou muito feliz de estar aqui com minha família e principalmente, porque aqui estão algumas das mulheres mais importantes de minha vida: minha sogrinha dona Júlia, Carmencita, minha segunda mãe, minha princesinha Camilinha, papai te ama! (Camila estica os braços para ele e Carmencita a leva até Armandom, que a pega e lhe dá um beijo). Mas não posso deixar de agradecer aquela mulher que me ensinou a ver a vida bem diferente do que via, a mulher que me transformou, que me fez ser o homem que sou hoje. Grata, Beatriz, a mulher de minha vida!
Betty estava emocionada e com ajuda de Júlia subiu no palco. Logo, os músicos como combinado começaram a tocar “Woman”, de John Lennon., sob aplausos de todos.
—Você é formidável, Armando!
—Tudo por você, meu amor!
—Adorei o que fez hoje! Tudo! Aqui! Minha mãe, Carmencita, até Camilita estão muito felizes.
—E você está feliz?
—Sempre fico muito feliz com tudo –beijo- que me faz!
—E sabe que não acabou, ah?
—Que mais? Já me deu um jantar dançante, flores e chocolates!
—Sabe do que falo! –a aperta contra ele e lhe pisca o olho. Um presentão!
Beatriz ficou vermelha.
—Mas em casa.
Depois de dançarem mais algumas peças e Armando pegou o telefone da Banda Vintage, combinou com o motorista que levasse Carmencita para casa, já Hermes, Júlia levaram Camila, pois Armando queria passar uma noite de amos daquelas com sua Betty.
—Na banheira, Betty com nossa hidromassagem!
—Estas bolinhas me dão cosquinha.
—Sei o que te dá cosquinha! Ah, espertona!
—Ai, doutor!
—Fica me chamando de doutor só para me provocar! -beijo
—Ai, doutor, não sei do que fala! -beijo.
Os dois se beijaram com paixão, logo, as roupas tornaram desnecessárias na banheira e os dois se maram docemente como gostavam mais, pois a noite era só deles.
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