Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
72 Capítulo 72 O Natal da Família Pinzón Mendoza
Notas iniciais
—Camila já está pronta?
—Sim, ela está pronta! Eu que tenho que terminar de me arrumar!
—Sim, então vá! Fico com ela! É que logo seus pais estarão aqui! Olha, parabéns! Nunca pensei que conseguiria convencer seu pai a vir!
—Nunca deixamos de passar o Natal juntos e ele sabe que Camila só estará liberada para sair semana que vem, logo, ele não tinha outra opção, não é? -riu-se
—Você já está tão linda!
—Você que está lindo! -beijos
—Já te disse que te amo hoje?
—Não ainda...
—Então, Betty, desculpe esta minha falha: te amo! -beijo
—Te amo também! Vai se vestir de Papai Noel já esse ano como prometeu? -riu-se
—Ela ainda não entende! Mas ano que vem, sim!
—Vai ficar lindo!
Betty sobe as escadas, deixando seu amado com Camila, babando a filha. Ela coloca um vestido grená para combinar com a gravata grená dele.
—Nosso primeiro Natal, casados e com nossa filha! Tem que ser especial!
Enquanto retocava a maquiagem e penteava o cabelo. Ela relembra os Natais tristes, os quais ninguém vinha visitá-los, exceto as tias Pinzón. Mas piores eram as festas escolares natalinas nas quais ninguém a dava presentes.
—Este ano foi corrido: Ecomoda se reerguendo, meu casamento, gravidez, nascimento de Camila. Não deu, mas no ano que vem vou apresentar para a Diretoria um projeto para fazer a comunidade feliz, contribuir para a vida em sociedade. Não sei! Temos que ser uma empresa que promova mudanças na vida das pessoas! Como Armando mudou a minha!
Do lado de baixo, Armando conversava com sua filhinha em seu colo:
—Minha monstrinho, seu papai monstro quer te dizer que está muito feliz que esteja aqui, este é nosso primeiro Natal juntos! -olhava para a filhinha recém-nascida como se fosse nos olhos, a colocando de pé em seus braços Estou realmente muito feliz por isso! Sua mãe me mudou a vida! Antes de ela aparecer em minha vida neste dia, até três anos atrás, eu era uma porcaria! Neste dia, eu nem queria saber de nada! Enchia a cara e ficava por aí, só aparecia na hora da ceia! Se aparecia... Já no ano novo, era ainda pior! Saía com Mário por aí! Você não conhece! É um tio maluco que ainda não tomou vergonha na cara e na vida! Ele era como eu, ou pior! Bem, saímos por aí e enchíamos a cara desde o dia 30 e voltávamos só no dia 2. Só na bagunça! Com nossas amigas... Mas por quê estou te falando isso? Porque por conta disso, fui a vergonha dos Mendoza por muito tempo. Por isto, seu avô nunca confiou em mim. Sempre achou que eu fosse idiota. Mas tudo isto mudou quando me apaixonei por sua mãe. Aí sim, comecei a ser feliz de verdade! (A menina balbuciava, como se concordasse com algumas coisas.) Nunca mais sentia o vazio que sentia. Sim, porque depois de fazer as coisas eu chegava em casa e sentia um vazio enorme, uma angústia, uma coisa que não sabia explicar. Algo que desde que a amei pela primeira vez, um dia você vai entender estas coisas e espero que eu já esteja de cabelos brancos e tenha te levado ao altar. (Lembrou-se de Seu Hermes dizendo-lhe que Betty iria ser entregue a ele pura e imaculada e sentiu um aperto no coração, pois saia que Betty, embora, tivesse uma alma pura, não era mais virgem como seu pai imaginava). Somente com sua mãe nunca mais senti esta dor, este vazio após o amor. -deitando-a em seu braço
—O que está falando para a menina? -Betty o surpreendeu
—Ai, Betty! Quanto tempo está aí?
—Juro que não queria ouvir nada, mas...
—Não tem problema também! Não temos mais segredos. -beijo -Estou só falando de como eram meus Natais à menina antes de te conhecer, digo desde que ficamos noivos, pois te conheço há mais de 2 anos agora, se dá conta?
Sim, outubro de 1999, comecei a trabalhar contigo!
—Sim, e desde, então, minha vida não foi a mesma! -Armando a beijou, ainda segurando Camila
—Para o bem ou para o mal? -riu-se
—Lógico que para o bem, mí amor! Me devolveu a paz! -declarou Armando
Logo, a campainha toca e seu Hermes, Dona Júlia e Nicolás chegam, carregados de coisas, que pareciam panelas.
—Até você veio, molenga!
—Ora, mas cunhadito, isto são modos de me receber em sua casa? Sou praticamente o irmão de sua esposa, padrinho de sua filha!
—Eu sei! Mas ter que aguentar sua cara, é dose!
—Por digo o mesmo da sua!
Os dois batem os braços nas costas um do outro. Naturalmente, eles nutrem amizade um pelo outro, mas preferem fingir hostilidade, pois assim é mais divertido. Betty apenas ri, pois conhece-os muito bem. Pouco depois chega Camila e o pequeno Michel.
Betty vai ajudar sua mãe a arrumar a mesa, Camila se oferece para ajudar, mas Betty prefere que faça sala, já que é convidada também.
Camila fica no colo de Armando, mas logo, o vô Hermes, quer pegar a menina.
—Agu!!! Quem é a coisa linda do vovô?
—Ô seu Hermes! -Armando de testa franzida
—Você já ficou muito! Agora é a hora de ficar com o vovô! Vamos passear!
Enquanto isso, Betty arruma a mesa, Armando junta-se a ela:
—Não ia cuidar da Camilita?
—E tem como? Seu pai se apoderou dela, pegou de meus braços!
—Calma, Armando! É a primeira vez que ele pode pegar a neta...
—É eu sei disso! -com a mão no queixo, desconsolado
—Ainda mais deve estar com saudades de pegar um bebê -riu
—É disto que tenho medo, Betty!
—Como assim?
—Nada não. Vou ajudar sua mãe a trazer as coisas!
Júlia havia preparado uma ceia tipicamente colombiana para a primeira comemoração natalina. Parte dela feita na cozinha de sua casa.
Como:
PERNIL DE PORCO, MOLHO AGRIDOCE DE AMEIXA, SALADA MISTA,
TAMALES TOLIMENSES, Arepas, Frijoles, Boñuelo , salsa de ají
E para beber, além de vinho: Limonada de coco, Sabajón e o Suco de amora (que Armando nunca deixaria faltar)
E como sobremesa:
sorvete de doce de leite
Natilla
Salada de frutas com queijo (preparada por Betty)
E claro:
Sopa Aijaco para tomarem antes de dormir
Todos sentaram para ceiar em torno das 20 horas, já que Nicolás teria que voltar para casa, a fim de passar com sua mãe.
—Depois de que Betty se casou, fiquei com medo de nunca mais poder comer a comida da Dona Júlia!
—Pois agora só em ocasiões especiais, Microláx!
—Que isso, Hermes!? Sempre pode comer em casa, meu filho!
—Ai, obrigado, Dona Júlia!
—Fica incentivando este desocupado do Microláx!
—que desocupado, Seu Hermes! Que desocupado! Aqui meu crachá: Vice-presidente financeiro da Ecomoda! Sou o homem que controla a grana da empresa! Mais respeito, mais respeito! O gênio financeiro da empresa!
—Menos, Nicolás!
—Ah qual é, cabeção? Se não fosse eu...Ah deixa para lá! Vamos comer que esfria!
—Nisto tenho que concordar com o molenga, de fato, a comida da dona Júlia é muito especial! Tem gosto de... não sei, infância. não tem, Mila?
—Sim. De fato, muito bom. Parece com a comida de nossos avós. Caseira.
—Não disse? Maravilhosa!
—Ah, meus filhos! Assim vocês me deixam sem jeito com tantos elogios!
—Pois está convidada, moça, para ir comer em casa dia desses e comer a comida do dia-a-dia!
—Muito obrigada! Irei sim!
—E eu! -convidou-se Nicolás
—Você não precisa de convite! Sempre aparece!
Depois sentaram no sofá para distribuir presentes. Logo, Hermes começou a contar de alguns Natais dos Pinzóns, especialmente do tio Lázaro para o desconforto de Júlia, Betty, Armando e Nicolás. Camila e Armando também lembram algumas coisas, deixando Betty encantada. Ela adorava ouvir histórias de Armando quando criança e ficava imaginando-o como nas fotos em que aparecia de terninho de calças curtas e chapéu, parecendo um inglesinho. Às 22 horas, Nicolás levando duas embalagens de comida, o terno que ganhara de Betty e umas meias de Armando, saiu despedindo-se de todos.
—Espere aí, Microlax! Nós vamos com você ou ficará muito tarde!
—Ah, pai! já?
—Não convém, minha filha!
Camila ainda ficou lá, conversando com Betty.
—Ai, já está tarde! Melhor eu ir!
—Não quer ficar, mana? Temos um quarto de hóspedes.
—É que não trouxe roupa nem nada!
—Ah! Mas Betty te arruma!
—Sim, fica, Mila!
—E para o Michel?
—Para este rapazinho, arrumo roupa de homenzinhos! -Armando pisca o olho
—Ah vamos, mãe!
—Não fico tranquilo com você estas horas nas ruas e ainda em véspera de Natal.
—Está bem! Eu fico!
—Oba! Minha cunhada!
Armando fica muito feliz, pois sempre teve a impressão que as duas iam se dar muito bem, afinal, eram duas mulheres maravilhosamente doces.
Nicolás vai embora, mas não antes de se despedir de Camila (e Michel) com um beijo terno na boca. E levar um presente e um bolo para a mãe de Nicolás. Hermes e Júlia também voltam para casa, aproveitando a companhia.
Quando Camila dorme nos braços de Betty, mamando, os quatro ficam vendo filme, até que Michel dorme nas pernas de Camila, que o leva para a cama. Betty e Armando ficam namorando na sala, enquanto isso. Quando Camila volta, Betty coloca a pequena Camila na cadeirinha e a cobre.
Betty toma suco de amora e conversa com Camila, enquanto Armando cochila no ombro de Betty.
—Ai, Mila! Acho que tenho mais um bebê para colocar para dormir! -riu
—Este é um bebezão!
—Sim. Meu príncipe!
—Dá gosto de ver como se amam, sabe? Espero um dia posso achar também um amor assim...
—Mila, o Nicolás gosta muito de você, posso afirmar!
—Não sei, Betty! Mas amar, ele ama aquela outra, ainda mais agora... E parece que o quer também!
—A oxigenada não quer nada com ninguém! Pode ter certeza!
—Não sei, Betty!
—Aquela eu conheço!
—Ah mas também conheço! E nunca pensei que ficaria atrás de alguém como nico, pois ela gostava de outro tipo, tipo Daniel!
—E ainda é assim! Mas resolveu perturbar Nicolás!
—Ai não sei! Também não quero falar disso!
—Desculpa! Também não gosto de falar de meu passado em casa! E a oxigenada faz parte de meu passado, já passei muitos apuros com ela na Ecomoda!
—Imagino! Mas você venceu, Betty!
—Sim! -Betty olha Armando no seu ombro, e o deita em seu colo.
—Tan divino!
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Depois de conversarem, Betty acorda Armando para irem dormir. Então, pegam Camilita e colocam no berço. Mas antes ela dá mais uma mamada.
—Sabe, este foi o melhor Natal da minha vida! Obrigado!
—O primeiro Natal do resto de nossas vidas!
—A partir de agora sempre será assim, mí amor! Juntos, Senhora Mendoza!
—Sim, Senhor Mendoza!
(E abraçados, se beijaram.)
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