Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
71 Capítulo 71
Notas iniciais
Naquele dia, Evans levou Marcela para seu apartamento e serviu-lhe um drink.
—E a Patrícia?
—Patricia só apronta! Cansei!
—Pensei que ela ia com a gente à Ecomoda.
—É mas ela resolveu ir para a casa do pai e ficar lá para pensar no que vai fazer da vida!
—E o pai da criança? Ela conversou com ele?
—Mas não é o Nicolás Mora!
—Não é?
—Não!
—Então, quem é?
—É uma história louca, mas um dos acionistas minoritários da empresa. Mas não quero falar sobre isso agora! Patrícia que resolva a vida dela!
—E sobre o quê quer falar?
—De nós, Evans!
—De nós?
—Sim. (Marcela toma o copo dele de suas mãos) e o beija, aninhando-se no seu colo
—Tem certeza que quer fazer isso, Ma?
—Sim. (O beija de olhos fechados) Quero te dar uma chance de verdade.
—Está bem! Mas vamos fazer do jeito certo.
—E como é?
—Espere!
Evans coloca uma música romântica, a chama para dançar. A beija muito.
—Te amo muito, Marcela. Esperei muito por este dia! Posso tentar te fazer feliz?
—Sim, Je, é o que mais quero nesta vida! Me ensine como amar outra pessoa, que não seja o Armando. Amar de verdade, com entrega sem me atormentar, sem estar absorta.
—Sim, vou te ensinar.
Evans a abraçou, a beijou, por uns momentos ela pensou em Armando, mas logo, lembrou-se dos olhares dele para Betty e soltou umas lágrimas.
—Que foi? Está bem?
—Sim, Evans! Vai passar! Pode me amar?
—Sim, Ma! Como nunca em sua vida foi amada!
Logo, Evans a tomou nos braços e no quarto a amou de forma terna, mas intensa.
Naquela noite, Patrícia não voltou para casa. Ficou na casa de seu pai, pensando no que ia fazer. Não estava preparada para encarar Nicolas e dizer que não era o pai. Na verdade, nem pretendia fazer, de fato, isso, embora, tivesse prometido à Marcela.
Apesar de dizer que odiava o que chamava de “nerd”, “quatro-olhos”, “horroroso’, desgraçado” e “aproveitador”, Patrícia sentia algo inexplicável por ele. Em parte era desejo, pois as poucas vezes em que haviam ficado juntos, ele havia lhe proporcionado momentos maravilhosos de prazer, como nenhum outro. E de outra parte, era um verdadeiro cavalheiro: abria a porta do carro, pagava jantares, a paparicava.
Como gostaria que fosse o pai de Patrick, pois ele, certamente, cuidaria muito bem do filho, assumiria e aí teria desculpa de unir-se a ele apenas pelo filho. Mas não. Pensou que Marcela a apoiaria e com isso teria onde buscar uma forma de fraudar o exame, mas agora que a amiga sabe que o filho não é de Nicolás, não a apoiaria. Não esta “Nova Marcela” que quer mudar e refazer sua vida.
E de qualquer forma, ficar com seu pai, mandando nela não dá. Logo, ela terá que tomar uma decisão: voltar para os EUA, para trabalhar com Marcela, com ou sem seu filho.
O que fará?
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Marcela acordou, e levou um susto. Há muito tempo não dormia com um homem que não fosse Armando (pelo menos uns cinco anos).
—Está bem, Ma?
—Sim!
—Hum, gostei deste sorriso!
—Sabe quanto tempo não fazia?
—Diz amor?
—Sim. De minha parte pelo menos, acho que era amor.
—Diz com o Armando, não é?
—Desculpa.
—Tudo bem! Faz parte de sua história, não tem como apagar!
—Então, eles estão casados há 9 meses! Mas apesar de sermos noivos até uns 4 meses antes de se casarem, não tínhamos nada.
—Quer dizer: N-A-D-A?
—Sim. Ele dormia aqui onde estou e era como se fôssemos irmãos, no máximo respondia a meus beijos, mas tenho certeza que não me via. Não fazia sexo, amor há mais de um ano!
(A abraçou)
—E foi maravilhoso! Não quero que pense...
—Shiuu não estou pensando nada. -calou-a -A partir de agora, temos uma nova vida, um novo relacionamento, Armando Mendoza é um dos acionistas da Ecomoda. Um bom amigo, sócio e só! Isto é, se você assim o quiser! Pois pode ser que...
—Não! É isto que eu quero! Quero ser amada, dar uma chance ao amor com alguém que posso fazer amor comigo, alguém que queira estar comigo. E não com outra. Que possa me amar!
—Então, farei tudo para que possa ser esta pessoa! (Beijos)
Depois de alguns minutos, Patrícia chegou e estavam tomando café da manhã. Apesar de estranhar o fato de estarem os dois de roupão, procurou não fazer caso e foi para seu carro.
À tarde, Patrícia pegou um táxi e foi à Ecomoda falar com Nicolás
—Sofia! Anuncie seu chefe que estou aqui!
—Olha que desaforada! Se pensa que vou incomodar Dr. Mora que está falando no telefone com um investidor!
—Não tem problema! Eu espero!
Patrícia, logo, perdeu a paciência e aproveitou uma distração de Sofia e adentrou a sala de Nicolás.
—Oi, Nicolás!
—P-patty!!
—Como vai, Nicolás? Sabe aquele dia você saiu correndo do apartamento e nem deu para conversarmos direito...
—Ai sabe, Patty. (Ela fica o tempo todo exibindo suas pernas) Acho que não temos mais nada para conversar, não? Não temos mais nada!
—Mas você não sente mais minha falta?
—Olha, Patty! (quase escorregando) Não, é que eu não sinta!
—Porque eu sinto! Você é fogo puro!
—P-pa-Paty!!! Sobre nosso filhho... o PaP-pa-patrick o-você pegou os exames?
—Olha, Nicolás! Este é o único interesse em mim?
—Neste momento é, Patty! (Cruza as pernas de novo)
—Podemos ter muito mais que isso, Nicolás!
—Ora, Patty! Vou com você à clínica para vermos os exames1
—Meu interesse em você vai muito além disso, Nicolás!
Neste momento, toca o telefone
—sim? O-o-oi, Mila! S-sim, vou aí!
Ele deposita o telefone.
—Nicolás!
—P-paty! Acho que já terminou o nosso assunto! Amanhã vou com você à clínica! E se for meu, eu vou dar meu nome ao Patrick!Será uma honra, Patrícia! Mas nada mais que isso!
—D-DESGRAAAÇAAADOOOO!!! De você não quero nada! E meu filho também não quer nada!
—Mas Patty...
—Não volte a me tocar, DESGRACIADO! Patrícia Fernandéz não vai voltar a ver! E nosso filho nunca verá!
Patrícia bateu a porta do escritório de Nicolás, deixando Sofia assustada, pois ninguém havia visto ela entrando lá.
Assustada com os gritos, Camila levantou-se da cadeira e foi até o corredor, apenas a tempo de ver o cabelo de Patrícia entrando no elevador.
—Nico, precisamos conversar!
—Sim, Mila!
Nicolás explicou-lhe tudo o que havia passado, as vezes que Patrícia o tentara e que foi difícil resistir, pois gostava muito dela ainda, mas que como Betty dizia não podia ceder e ser um mero joguete nas mãos dela.
—E o filho?
—Ela disse que é meu, mas que se não quero ficar com ela, tampouco vai deixar que tenha meu nome.
—E quanto a...
—Mila, estou gostando muito de você, e acima de tudo, acho que nos tornamos amigos, não?
—Sim.
—Então, devo ser franco.
—Vamos dar o tempo que precisamos, Nico. Foi bom o que vivemos, mas é evidente que apesar de saber como é Patrícia sente algo forte por ela.
(se abraçaram)
—Sim, infelizmente, sinto.
—Isto é óbvio! E queria ter certeza que o filho fosse teu para poder ficar com ela? Ter uma desculpa...
—Não, não disse isso.
—Não é necessário, Nico! Mas tudo bem. De qualquer forma quando Betty reassumir a Presidência, teria que voltar à Europa.
—Sei...
—Amigos?
—Sim, amigos!
(Abraçaram-se, mas não imunes ao que sentiam)
—E quanto ao cabeção?
—Não precisa se preocupar com meu irmão! Eu vou dizer que vimos que ainda somos amigos que ainda não estamos preparados para nos envolver. Eu sei do problema que tiveram no passado!
—Não sou covarde, se precisar o enfrento, como da outra vez. Mas não queria, pois... isto faz Betty sofrer e agora creio que você também...
—Sim. Fica tranquilo. Somos adultos e podemos resolver nossos problemas sozinhos!
—Sim.
(Deram outro abraço e mais um beijo de despedida, como se quisessem algo mais)
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