Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
47 Capítulo 47: Lua-de-Mel
Notas iniciais
Na Suíte Presidencial do Hotel La Fontana...
—Bem vindos, ao Hotel La Fontana! Se precisar de alguma coisa! -apresentou o mensageiro
Armando pega Betty, que é toda sorrisos para ele, nos braços para adentrar o quarto
—Não obrigado! Apague a luz, fecha a porta e pode ir! -Armando, gentil, mas impaciente- Pode ir! Ah, lógico, tome! -dando uma boa gorjeta ao mensageiro
—Ai, meu Deus enfim sós! (risos dos dois)
Gentilmente, Armando deita Betty no centro da cama, ela ainda chora de felicidade.
Ele tira os óculos para olhá-la nos olhos e poder beijá-la ternamente. Logo, o beijo se torna mais intenso.
—Ai, doutor, espere um momentinho! -Ele olha para cima
Ela pede para ir ao banheiro, tirar o vestido e colocar o baby-doll de seda que a mãe lhe presenteou para a noite de núpcias
—Beatriz, Você vai dizer para sua mãe que usou o baby-doll e me encantou! Que eu fiquei louco! Mas eu vou tirar seu vestido e não vamos usar nada! Você não sai daqui por nada no mundo. Te quero!
Apaga a luz para poderem se amar, à vontade.
De luz apagada, Armando, exercendo sua rara paciência, começa a desabotoar cada botão de seu vestido (são mais de vinte). Não há porquê ter pressa, afinal, agora, estão casados e pertencem um ao outro. Não precisarão voltar para suas casas, atender telefonemas fora-de-hora, nem tampouco inventar mentiras. Podem se amar com todo o tempo do mundo.
Nos braços de Armando, como em um sonho, vestida de noiva, Betty deixava-se levar pelo desejo e o amor que sentia por seu agora, marido, até que...
...Ela acende a luz
—Doutor!
—O que foi agora, Betty? Qual o problema? Não é nossa primeira vez...
—Ai, doutor! É que das outras, eu tomei pílula, e não estava fértil. Mas hoje foi tão corrido que acabei esquecendo de tomar...
—Ah, isso! Olha. não se preocupe!
—O senhor teria proteção? Sabe como é, não posso engravidar agora, temos muito trabalho na Ecomoda!
—Olha, Não trouxe camisinha... Não tenho mais estas coisas à mão. Mas fique tranquila!
—Mas...
—Mas nada, Betty! Não vai acontecer nada! Confie em mim!
Quando Armando, o homem severo e exigente que conheceu e amou, olha-a de forme tão terna e carente, Betty não consegue resistir e é obrigada a ceder aos seus beijos.
—Betty, a luz!
Betty apaga a luz e Armando continua a desabotoar seu vestido começando no terceiro botão, enquanto a beija docilmente na boca. Ao chegar no décimo-oitavo, Armando continua a descer pelo pescoço, enquanto suas mãos percorrem suas costas nuas.
—Diga, que é minha, Betty!
—Sabe que sou sua, só sua Betty! Para sempre sua! Se me quiser para sempre!
—Sim, a quero! A mulher da minha vida!
—Você que é o homem da minha vida!
Enquanto beija seu pescoço, vai subindo e descendo e descendo as mãos por suas costas macias, e percorrendo seu corpo com beijos.
—Vamos fazer de forma ainda mais doce que da primeira vez, Betty. Temos todo o tempo do mundo e quero sentir cada sensação tua! -diz
Ele percorre toda extensão de seu corpo, agora livre do vestido, apenas com a lingerie e a meia sete oitavos com cinta-liga. Mesmo sem ver nada, Armando tinha muita experiência e podia sentir com a ponta dos dedos e sua boca quão sexy sua Betty estava.
Ao sentir os lábios quentes de Armando tocando seu pescoço, seus ombros, sua orelha, descendo pelos braços, subindo por sua barriga, rodeando seus seios, ainda com sutiã, para logo, livrarem-se dele, Betty podia sentir o prazer que cada beijo que aquele homem lhe dava. Eram beijos doces, mas mesmo tempo quentes, porque ele tocava sua pele com a ponta de sua língua. O bicos de seus seios. logo, começaram a apontar para ele. Então, parou de rodeá-los e passou a beijá-los com a língua. Assim como ele, Betty começou a suar, e a apertá-lo com as pernas, enquanto passava as mãos por suas costas.
—Ai, doutor! -gemeu com as carícias nos seios
—Betty! Também quero, mas antes quero sentir cada fibra de seu corpo.
Armando, ainda estava de calça, de forma a se controlar. Ele continuou a explorar o corpo de Betty com as mãos e os beijos de língua, descendo pelo seu ventre, rodeando seu umbigo. Percorrendo suas pernas, até o ponto do início de sua cinta-liga, onde mordeu a fita que as prendia. Passou por sua virilha e fez o mesmo do outro lado. Betty sentia o peito dele movimentando e roçando seu sexo, aumentado seu desejo.
“Ai, Armando! Não seja cruel, tome-me! Não percebe que estou queimando?” pensava Betty, entre gemidos. Mesmo com a calça, Betty podia sentir a excitação de seu amado
—Armando... suspirou
—Minha Betty!
Ela puxou-o para cima como se pedisse um beijo. Os beijos agora já eram mais intensos e a respiração intercortada, ela o apertava contra seu corpo, enquanto um acariciava as costas do outro. Sentindo que o sexo de Armando lhe espetava mesmo dentro da calça, Betty o a abraçava ainda mais forte.
—Armando, te quero! — Ela beijou seu peito, deu-lhe mordidinhas enquanto esfregava suas costas.
Sem aguentar mais, Armando levantou -se
“Será que mordi forte demais e o machuquei?”
Mas foi para tirar as calças, e a boxe que usava, enquanto, mordia seus lábios. Como estava escuro, Betty só pôde obter a resposta a sua pergunta interna quando sentiu mãos quentes dele afastando suas pernas novamente e abaixando sua calcinha. Logo, estava totalmente a mercê do seu amado e agora divino marido.
—Aiii!! -Os dois gemeram ao sentirem o choque da fusão de seus corpos em um.
—Te amo, Armando! Te quero!
—Eu sei! Eu também! Quero que saiba e sinta como te desejo e como te desejei desde o primeiro dia de amor.
Sem deixarem de se beijar, os dois fazem um amor doce e demorado, mesmo com a intensidade do desejo que sentiam, pois era a primeira vez que o faziam casados e abençoado por Deus. Queriam fazer de forma a perpetuar seu amor para sempre, como se fosse a primeira vez.
Após seus corpos incandescentes chegarem ao clímax, continuaram a se beijar freneticamente, ofegantes, até descansarem um no corpo do outro. A esta altura, podiam sentir o cheiro de flores silvestres inundar o ambiente. Eram das flores que antes adornavam os cabelos de Betty. Seus longos cabelos estavam soltos e cobriam o rosto de Betty caindo até seus ombros. Ele, então, segurou-os e colocou-os em torno de seu pescoço, como se as mechas o abraçassem, como ela fazia com seus braços. Então, acariciou o rosto de Betty e pôde enxergar seus olhos, mesmo na escuridão, assim como Betty pôde enxergar os dele, vez que os quatro olhos brilhavam na escuridão.
—Não pode imaginar quanto te amo, Betty! Mais do que minha própria vida!
—O meu peito, meu amor, por você chega a doer!
—Sim! Posso te pedir uma coisa?
—Tudo que quiser, mí amor!
—Diga-me que sou o único!
—Mas és o único!
—Eu digo: na minha cabeça, sua primeira vez foi comigo aqui neste mesmo hotel, há alguns meses. Sei que antes teve um outro, mas...
—Não significou nada! Nunca amei ninguém como te amo.
—Então...
—Senti mais dor que prazer. Com você sempre foi assim doce, intenso, fazemos por amor. Sim, meu amor. Para mim, é como se sempre tivesse sido sua. Nunca pertenci a outro, sempre a Armando Mendoza! -beijo-
—Oh! Beatriz! Gosto de pensar em você assim!
—O amor e o prazer só descobri contigo!
—Embora, eu tenha tido prazer antes, nada se compara a isto que tenho contigo. E fazer amor somente fiz contigo e deve ser esta razão do prazer. -beijo -Na verdade, sempre que fazemos é como fosse a primeira vez! -beijo
Os dois se abraçam e tiram um breve cochilo, com Betty deitada no peito dele, completamente nus e cobertos por um lençol.
Mais tarde, Betty acorda, veste o roupão e o acorda com um beijo na bochecha.
—Armando, mí amor!
—Betty! -beijo na boca -Já é de manhã?
—Não, está na hora do jantar! Vamos descer?
—Ah não! Fiquemos neste quarto! Não quero vestir nada, só ficar contigo e sentir sua pele.
—Mas não tem fome?
—Sim!
—Vamos jantar, então!
—Façamos assim: vou pedir para que subam o jantar e comamos aqui, só os dois, juntinhos. E depois façamos amor ao som de música.
Armando pede truta marinada com champanhe e depois os dois dançam canções românticas de Ricardo Montaner, Enrique Iglesias e Luis Miguel e com a paixão inundando seus corpos fazem amor de forma intensa e apaixonada.
Ao amanhecer.
É Armando que acorda Betty com sorriso nos lábios, cutucando sua bochecha
—Bom dia! Como dormiu?
—Bom dia!
—Pelo sorriso dormiu bem! -ele dá sorriso malicioso
—Sim, foi a companhia! Dormi com meu príncipe!
—Seu príncipe agora, se sente um rei ao seu lado, mas já foi um sapo!
Beijo
—Mandei vir o café-da-manhã!
—Você não quer mesmo descer!
—Não quero perder tempo! Esta semana é nossa e quero aproveitar todo o tempo para ficar contigo, fazendo amor!
—Até concordo que aproveitemos, afinal, quando voltarmos, não teremos o dia todo para nos acariciarmos, mas...
—Mais nada! -beijo – Armando, com seu jeito nada sutil de ser, enfia-lhe um pan de bono na boca – Coma!
Tomam o melhor café colombiano (o melhor do mundo) com pan de bono, bolo, frutas, suco de amora.
Na hora do almoço...
—Bem, vou me arrumar para descermos!
—Ai, mí amor! Por que não pedimos para subirem?
—Porque já jantamos e tomamos café aqui! Queria descer um pouco.
—Ah,, eu nem queria sair deste quarto. Queria ficar aqui juntinho com você, só fazendo coisa boa: comer, dormir e fazer muito amor contigo.
—Mas teremos a Lua-de-Mel toda para fazer isso... gostaria que fôssemos almoçar no restaurante e déssemos uma volta, queria conhecer o hotel... Por quê? Não quer desfilar comigo por aí? -Ela que faz uma cara triste
—Não é isso! É queria ficar só contigo juntinho, como diz a canção -beijo
—Ah bom! -riu-se- Senão, não tem jeito, Armando todo mundo já sabe que está casado! No programa de fofocas de ontem apareceu até uma chamada; “Armando Mendoza, casa hoje! Será?”
—Não é isso, Betty! Queria que ficássemos só nós dois.
—É que é a terceira vez que viemos aqui e só conheço a recepção.
(AM lembrou-se que ela não está acostumada, como ele a hospedar-se em hotéis, logo, deve ter curiosidade)
“Sou um idiota egoísta!”
—Está certa! -beijo- vamos sim!
—Vou tomar uma ducha! -Betty já havia separado sua roupa: uma calça preta esportiva, e um twin set azul claro
—Quer companhia?
—Eu vou só tomar banho.
—Ah eu também!
No quarto de banho da suíte presidencial, haviam velas aromáticas, flores sabonete líquido, Shampoo e creme condicionador. Betty pegou apenas o sabonete, não tinha intenção de molhar seu cabelo.
Armando seleciona uma camisa polo e uma calça preta, um look bem mais esportivo, pois está, finalmente de folga.
Ao ouvir Betty girando a torneira, Armando apressa-se e adentra o enorme banheiro, vê as velas e tenha uma ideia:
Acende-as e sente o aroma. Pega umas bolinhas de óleo para massagear o corpo. Tira o roupão, apaga as luzes. (Pois ela só gosta assim)
—Que isso?
—Oi, Betty! -cumprimenta Betty, saboreando-a
(Não pôde ver claramente, mas como conhece bem seu corpo pelo tato, a penumbra é o suficiente. Aquele corpo delgado, tem as medidas perfeitas, com tudo no lugar, nunca pôde entender porque o escondia debaixo de toda aquela roupa)
Logo, se põe à ação abraçando-a e beijando sua boca, apaixonadamente. Betty, quer resistir, mas.... ele a segura forte e a empurra para dentro do chuveiro, molhando seu cabelo e o dele, o beijo vai se tornando mais intenso, e dá voltas no box.
—Ai, doutor!
—Betty!
—Era só para tomarmos banho.
—Eu sei, e estamos fazendo isso, mas.. estou louco de desejo!
Ele pega um tablado que tem no box, nivelando-a quase a sua altura, a beija, a apóia em seus braços fortes com as mãos em suas costas a escosta na parede. E com a pressão sobre seu corpo, Betty abre suas pernas para sentí-lo mais perto.
—Te amo, Armando!
—Eu também, Betty!
Continuam a fazer amor de forma intensa, com a água quente caindo sobre seus corpos ainda mais quentes, brindando o beijo.
Depois ele passou os sachês de óleo pelo seu corpo, e ela também retribuiu o gesto, no seu peito e costas. Com o cabelo molhado, ela teve que fazer uso do creme para deixá-lo macio.
Após o amor no banho, Armando se arruma no quarto e ela no banheiro.
“Não entendo como depois de fazermos tudo isso, ela ainda tem vergonha de que veja seu corpo.”
Com os cabelos molhados presos em um rabo, os dois descem para degustar uma massa, tomam suco de amora e depois vão passear para conhecer o hotel.
À tardinha, pegam a bagagem om destino à Cartagena.
Armando estava muito feliz de poder proporcionar aquela viagem à sua mulher, vez que sabia quanto aquela cidade significava para ela. Ao mesmo tempo para ele, significava algo ruim, porque por muito pouco não teve a tristeza de vê-la partir exatamente para aquela cidade. Por isso era importante que aquela bela cidade litorânea ficasse marcada com um dos lugares de amor dos dois.
Betty estava feliz, gostava muito de estar em Cartagena, e ter Armando ao seu lado, de carne e osso, naquele paraíso, era a realização de um sonho.
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