Boas tardes! Desculpa o atrrrazo!

O sr. Silva era um homem moreno e alto, com o erre enrolado, tipicamente carioca (mesmo falando espanhol) pode-se dizer que era um homem de encher os olhos de muitas mulheres e claro, de Aura Maria, que apesar, de estar apaixonada e quase noiva de Freddy, não deixou de perceber. E fez sinal de atrás dele para sua amiga. “Triplepapito”

—Er, sente-se, senhor Silva! Seja bem-vindo! Pode ir, Aura Maria, obrigada! –disse Betty, séria

—Ah qual é? Cortem essa de Senhor Silva, me sinto um velho!

—Silvão, aqui por estarem quase na parte norte da América, apesar de serem latinos são diferentes. -disse Maria

—Ah mas tudo bem. É que sou do Rio, sabe? Mas me perdi aqui nesta cidade... parece um pouco com São Paulo, grande, prédios.

—Ai, Silva. Sente aí está assustando o pessoal!

—Não, imagina. Ojojo! Sente-se e sinta-se à vontade. –disse Betty, sorridente

—Creio que já estou melhor. –disse, devolvendo o sorriso.

Armando tossiu, agora era ele que estava ciumento.

O resto da reunião transcorreu normalmente. Os Silva se interessaram em adquirir franquias para o Brasil, mas não eram os parceiros comerciais que o casal precisava.

—Os negócios estão indo bem, mas...

—Sei. As franquias, o nome de Ecomoda, estamos com lucro, as coleções estão vendendo bem, mas...

—A crise que assola o país está arrastando várias empresas, como a Ragtela, a Color Ing. Não sei se poderemos fazer frente, Armando. Tenho medo...

—Não vai passar nada! Tenho certeza que teremos a solução.

—Aj... Estava pensando que você...

—Já pensou em tentar em contato com estes grupos de moda internacionais?

—Como o Fashion Group?

—Sim, que eu saiba a sede é aqui em Miami.

—Marcela tentou entrar em contato e não conseguiu.

—Ah! Estava pensando que você poderia tentar.

—Assim como meu pai tentou uma vez parceria com eles.

—Ah, então...

—É que estas empresas são como conglomerados, uma espécie de clube fechado e eles só fazem negócios com quem querem. Uma vez meu pai tentou que se interessassem, mas não teve maneira. Eles tem várias empresas associadas com eles, na Argentina, no Chile, no Mèxico, não tem parceiros aqui em nosso país!

—Por isso, Nicolás eu pensamos que poderia ser a solução.

—Não pense que não pensei o mesmo. Ma... quero dizer, EU pensei em mandar alguma coisa e cheguei a mandar e não obtive resposta.

—Puxa! Que pena!

—Sim, porque o Fashion financia desfiles de alto-nível, e uma série de coisas. Mas não fique assim, espertona! –disse segurando seus ombros e encostando a testa na dele para olhar em seus olhos.

—Sei que daremos um jeito. As coisas estão caminhando bem. A crise não está em nossas portas.

—Não está, mas se chegar, o que faremos? Prometi aos seus pais que cuidaria desta empresa.

—Sabe, ninguém cuida dessa empresa melhor que você e sei que esta cabecinha pensará em algo e confio que logo virá a solução.

—Como pode ter certeza?

—Eu sei, sabe por quê?

—Por quê?

—Porque estamos juntos! E por isso, acredito, você me traz paz, desde que te conheci, mesmo fazendo bobagem, sabia que me cuidaria e cuidaria da minha empresa.

Os dois se abraçaram.

—Te amo!

—Te amo também!

Os dois se beijam.

O que estava preocupando Betty era que sabia que Daniel Valencia havia estado na empresa investigando coisas, não sabia o quê. Soube através de Wilson e Bertha. Não contou nada a Armando para que não ficasse com ainda mais raiva daquele homem.

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