Notas iniciais
Quem será que chegou?

—Filhinha? Beatriz? A menina não está, Júlia!

—Ai, Hermes! Como entra assim no quarto do casal?

—É de manhã, Júlia. Não acho que os dois estrão fazendo nada a esta hora!

Júlia vira os olhos.

—Ainda mais eles já tem Milinha.

É o que tem isso?

—Não creio que querem ter outro filho tão cedo. E tem outras formas, podem adotar. Já tem seu bebê, não precisam ficar por aí.

—Ai, Hermes! Como pode pensar? Eles tem mais é que aproveitar. -lembrou-se do dia em que sua filha havia lhe disse que Armando era muito fogoso.

—A menina é de família, não iria estar de intimidades em plena luz do dia.

—Ai, Hermes! Eles são casados.

—Casados, mas já tem uma filha, logo não precisa... Mas este nosso genro é homem e o diabo é porco. Filha!

—Ai, Hermes!

—Acho que não estão aqui.

—Ouço vozes!

Alheio ao que estava acontecendo, o casal seguia se amando. Se beijavam, desenhavam o corpo um do outro com a tinta,

—Esta aréola pede vermelho-paixão -dizia pintando em volta dos mamilos com vermelho. -Sou um homem-clichê.

—Ah!

Beatriz desenhava com os dedos nas costas dele.

—Você já é uma escultura de homem. Te amo!
—Te amo mais Beatriz! Me construiu como quis.

—Sim, Ah! -lembrou-se de como o imaginava romântico e carinhoso.

—No que pensa?

—Em tudo que é e no que me provoca.

—Beatriz Aurora Pinzón, onde está? -gritou o pai, messmo com protestos de dona Júlia.

Do lado de dentro, logicamente ouviram os gritos do pai

—Beatriz Aurora! Armandinho Mendoza!

—Ai, não! Meu pai!

—Tinha que vir don Hermes para atrapalhar. Desculpe-me, é seu pai, o amo também, mas.

—Tem razão. E agora?

—Agora o quê? Continuemos, como estamos.

—Não conhece meu pai, ele não vai para de nos chamar. iPrecisamos.

—Precisamos ah! Continuando isso aqui! -se mexe ainda mais, acariciando sua pele pintada de tinta. -Nâo quer continuar a ver colorido

—Sim, ah! Mas. mas. ele é teimoso.

—Sei como, mas.. não... podemos ... não posso... deixar isto assim. Estamos casados.

—O que fazemos

—Diga que está tomando banho, que já vai.

—Beatriz Aurora!

—Vamos, Hermes, eles podem já ter saído.

—Quieta, Júlia. Ouço vozes.

—Estou tomando banho, pai!

—Ah quanto tempo está aí? Nâo me ouviu chamá-la?

—Aqui no banheiro não ouço nada.

—E Armandinho onde está?

—Ai, Hermes! Vamos preparar algo para o desjejum dos meninos.

Júlia vai empurrando Hermes para fora do quarto, já imaginando o que está acontecendo.

—Já foram.

—Ótimo, agora podemos continuar com o que estávamos fazendo.

—Como assim? Eles estão ainda embaixo. Se demoramos, ele vai voltar.

—Devo correr. Pena! Estava adorando fazer arte nesta sua pele de seda.

—Armando, o que faz? Eles vão... ah, Armando.

Ele a beija para sufocar os gemidos, amando-a mais rápido.

—Não pode me deixar assim, Beatriz! Ahhh!

Armando a deita, levanta suas pernas, amando-a mais apressadamente que gostaria, beijando-a. Logo chegam ao topo.

Ainda tonta, Armando a carrega para o banho.

—Armando,,,

—Minha vontade era amá-la devagar e depois voltar a fazer amor no banho, mas dada a circunstância, apenas vamos tirar a tinta de nossos corpos, mas vai ficar me devendo e vou cobrar com juros.

—Que culpa tenho se meus pais vieram aqui?

—Tem que são seus pais, se fossem os meus, a culpa seria minha e não creio que meu pai faria lago assim, então, mais uns juros, que são carícias e noites de prazer

—O senhor não se cansa, não é mesmo?

—De você, nunca, minha espertona deliciosa.

—______

Os dois saem do banho e começam a se arrumar.

—Saiu a tinta?

—Tem um pouquinho aqui. Pronto. E eu?

—A sua saiu bem.

—Foi maravilhoso fazer arte contigo. Podemos repetir.

—Mas agora temos que descer.

Beatriz desceu arrumada, seguida de Armando.

—Bom dia, papai, mamãe.

—Mas que banho demorado, Beatriz Aurora, não é porque agora está rica que deve esbanjar. Onde estão os valores que te ensinei?

—Bom dia, seu Hermes! Dona Júlia. Camilinha!

Mila bate palmas ao ser pega no colo pelo pai.

—Ah, onde estava Armandinho?

—Tomando banho seu Hermes!

—Mas onde se só um banheiro tem chuveiro

—No meu quarto, ora.

—Mas a menina que estava tomando banho.

—Ai, pai.

—Estava tomando banho no nosso banheiro, seu Hermes!

—Juntos?

—Hermes!

—Estamos atrasados e precisamos tomar banho para ir à empresa, então, para poupamos tempos tempo e água -disse Armando. -Tomamos banho juntos.

—Mas... é que... Isto não é bom.

—Ai, Hermes!

—Júlia e eu eu nunca tomamos banho juntos e vimos o corpo um do outro, ainda mais de dia. O diabo é porco.

—Só por economia mesmo, seu Hermes. -disse o genro insolente — Não é porue somos ricos que vamos esbanjar!

Notas finais
Espero que estejam gostando. Faltava arrematar esta história, Seu Hermes não muda e aprende que sua filha já é uma mulher e que gosta de brincar com seu marido.