Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
222 Capítulo 219
Notas iniciais
Armando não gostou nada do comentário de Ronnie, mas o moço nem ligou.
—Héin, Armandinho? Sempre teve bom gosto! E esta também antes era modelo?
—Não, Beatriz é não é como nenhuma das outras, mas poderia sim ser modelo pela beleza e charme, mas é economista! -beijando as mãos dela.
—Atraindo mulheres inteligentes? Olha, entendo, mas não dá para acreditar que se casou! Pensei que nunca aconteceria! E Mário? Sabe onde o encontrei? No Brasil! Mas ele não disse que havia se casado quando lhe perguntei.
Betty virou os olhos. Não podia acreditar que teria que ouvir falar de Mário depois de tanto tempo.
—Ele sabe muito bem que me casei! Acontece que não o vejo há quase dois anos.
—Mas vocês eram inseparáveis. Chamavam-nos Irmãos siameses: Super gêmeos, ativar! Forma de tigres de Bogotá! -Ronnie disse tirando sarro da união deles.
—Pois é, mas isto foi na juventude.! Como vê, mudei muito.
—Mário disse que morava fora há mais de um ano, mas não imaginei que não tivessem mais contato.
Betty levantou-se com a desculpa de ir ao banheiro. Estava irritada de ouvir falar do tal ex-amigo de Armando que fica sem jeito
No banheiro, lavou o rosto, escovou o cabelo.
Ia retornar à sala quando ouviu a voz de Ronnie que parecia uma metralhadora falante.
—Lembra como nós três aprontávamos? Erámos o terror das garotas desde a juventude. E não sei o que acontecia, mas você sempre ficava com as mais bonitas. Sempre as mais populares, geralmente, loiras.
Ouvia também a voz de Isabelle, que concordava e dizia-se uma dessas.
—Como não lembrar? -disse Armando com olhos saudosistas -Faz parte da minha história, da minha juventude!
Betty viu seu sorriso. Sentiu ciúmes.
—Mário e eu ficávamos loucos que sempre pegava as super-modelos, as atraía como moscas.
Armando sorriu.
—Isto é impressão de vocês! Mas digamos que sempre tive muito bom gosto para mulheres e tudo!
Da entrada da sala, Betty viu os olhos e o sorriso de Armando e interpretou como nostalgia dos bons tempos.
Margarida a encontrou apoiada na parede do corredor.
—Betty, podemos continuar provando os sapatos?
—Er, dona Margarida. Não creio... esqueci algo no banheiro.
—Betty! Betty! -ao perceber que estava ali — Que foi, mamãe?
—Não sei, Betty estava aqui e saiu correndo.
Betty voltou ao banheiro. Sempre se sentiria feia. Olhou-se no espelho. Soltou os cabelos, começou a penteá-los novamente. Soltou-as, tirou a maquiagem, começou a passar de novo.
—Nunca será tão perfeita como elas! Será que Armando sente saudades de ser o garanhão das mulheres.
Betty respirou fundo, queria se sentir segura.
—___
Ao chegar na sala, encontrou com Armando e Margarida preocupados.
—Betty? O que acontece? -perguntou Armando, abraçando-a
—ER, nada.
—Está bem, querida?
—Sim, dona Margarida.
—Podemos continuar?
—Continuar com o quê, mamãe?
—Betty e eu estamos fazendo compras.
—Compras?
—Sim. Estávamos provando bolsas e sapatos.
—Sua empresa não vendo estas coisas, não é? -perguntou Ronnie.
—Não. Fazemos parceria.
—Como assim?
—Outra empresa nos oferece os produtos, podem expor e as modelos usam as peças durante o desfile.
—Mas vocês tinham parceria com a empresa Modelles calçados.
—Ah -Armando fechou a cara.
—Da Deise. Lembra da Deise, Armando?
Armando ficou branco.
—Vagamente.
—Como vagamente? Nâão era isso que dizia.
—Ronaldo acho que não é momento!
—O que tem de mais, mamãe? É passado, não?
—Como disse é passado,. Não interessa mais. -disse Armando. fazendo gestos.
—Ah, entendi. Desculpe-me. Olhou para Betty. Deise era apenas a dona da Modelles.
—E também era uma super-modelo equatoriana. -disse Isabelle. -Fazia questão de desfilar suas próprias peças.
—Mas como disse, é passado e não interessa, ah?
—Ela desfilava nos eventos?
—Sempre. Hugo fazia questão. Dizia que era elegante e bela.
—E quem não é sendo tão alta e com salto alto?
—Mamãe, está tarde e preferia que Betty e eu fôssemos para casa.
—Meu filho! Pedi para Carmencita preparar jantar não vai fazer esta desfeita.
—Ai, Armando, você não era assim de apressado. -disse Isabelle-Conte as novidades.
Armando fica sem jeito para dizer não, olha para Betty, os dois gostam muito de Carmencita.
—As novidades? Muito trabalho na empresa!
—Querida, vamos continuar? -perguntou Margarida à Betty.
—A verdade é que estou muito cansada e também gostaria que fôssemos já.
—Carmencita vai ficar triste, ela adora quando vocês vem aqui.
—Está bem.
As vendedoras chegam com outros sapatos e a sogra pega Betty pelo braço.
—Enquanto esperamos o jantar e Armando conta as novidades aos amigos, venha com Marie e eu.
Betty não estava nem um pouco à vontade de continuar provando aqueles sapatos altos, mas a conversa da sogra e da amiga sobre elegância a convenceram.
—Sabe, Betty, pode pensar que não, mas você tem porte.
—Eu? Ojojo! Imagina, dona Margarida.
—Não tem Marie?
—Sim, e tudo se aprende, querida.
—Sim, pode aprender.
—Aprender o quê?
—Reparei que fica sem jeito quando falam das modelos.
Betty abaixa a cabeça.
—Não tem que ficar, meu filho escolheu você.
—Sim, mas...
—Sei o mundo da moda.
—Mulheres glamourosas e sofisticadas.
—Ai dona Margarida. É que este tipo de mulher sempre foram as que andaram com Armando e eu sou apenas uma economista.
—Você é inteligente, bonita e pode ainda melhorar.
—Como?
—Classe, elegância e sofisticação como uma Mendoza.
Margarida calça os sapatos e mostra como se anda no salto, Betty lembra das conversas de Armando com os amigos e de como ela é torpe.
—Isto não é para mim, dona Margarida.
—Armando tampouco era, não é? Mas você sonhou. E hoje estão casados.
—Quando vi seu filho, dona Margarida, me apaixonei.
—Eu sei. Sei que não planejou, mas já está. Agora, este é o seu mundo. É a Senhora Mendoza, tal como eu.
Margarida explica sua proposta.
—Aqui está! Vou ficar esta semana em Bogotá. Tudo o que quero é te ajudar, quero que sejam felizes.
—Bem...
—O que me diz?
—Creio que sim.
—Ótimo, querida!
—______Enquanto isso, Armando havia contado que estava felizmente casado e que tinha uma bela filha, às vesperas de completar oito meses.
—Não posso acreditar!
—Pois creia, Ronnie!
—Não parece você!
—Pois sou eu,.
—-E quando vive?
—Como?
Quando sua esposa não está por perto, sai por aí. Lembra quando Marcela viajava ou quando saíamos?
—Sim, mas este era o Armando de antes!
Ronnie e Isabelle riram.
—Vai dizer que este é outro?
—Pois sou outro! Este Armando que veem é um fiel marido de sua esposa e orgulhoso pai de uma menininha.
—____________
Betty havia provado muito sapatos e bolsas. Quando chegou na sala, Carmen colocava os pratos.
—Betty, preparei pratos deliciosos! Armandinho vai adorar e creio que você também. -disse Carmem
—Oi, querida! -disse Armando com beijinho. -Tudo bem?
—Tudo!
—O que tanto faziam?
—Coisas de mulheres, Armando. -responde Margarida.
—De moda.
—Ora, sou em empresário do mundo da moda.
—Betty depois vai lhe mostrar quando chegarem.
Armando achava muito estranho sua mãe e Betty terem segredos, de modo que iria interrogá-la ao estarem sozinhos.
—E com quem fica sua filha?
—Está com minha sogra. Ainda não tem idade para creche.
—Isa e Ronnie já iam para creche com seis meses. -disse Marie.
Armando e Betty se olharam.
—Mas nós preferimos nós mesmos cuidarmos, não é Betty?
—Sim. Deixamos só aos cuidados de minha mãe.
—Não tem uma babá?
—Às vezes para auxiliar minha mãe quando temos compromissos.
—Armando e Camila também tinham babás não?
—Não, só Carmencita -disse Armando -Esta mulher (puxou Carmem para sentar-se no seu colo) é uma das mais importantes de minha vida!
—Oh Armandinho!
—Uma espécie de segunda mãe. -a beija na parte de cima da cabeça.
Carmem ama quando Armando lhe faz estes carinhos, mas fica constrangida por estarem em frente à dona Margarida, de modo que levanta e continua a arrumar os pratos. A mãe de Armando observa a cena a cena de soslaio.
Armando puxou a cadeira para Betty sentar-se e sentou a seu lado à mesa de jantar. Sem se conformar, Isabelle resolveu sentar bem à frente dele, assim como Ronnie ao lado de Betty.
—------------
Fale com o autor