Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
211 Capítulo 209 -uma saia bem justa.
Notas iniciais
Todos estavam maravilhados com a palestra. Incrível como Betty havia desenvolvido bem o tema com Nicolás e o apresentado bem, tão seguro de si, enchendo de orgulho, o marido, Júlia e Hermes. Tudo corria tranquilo até que chegaram as horas das perguntas.
—Pois não?
—Dra. Beatriz, a sra. é a presidente de Ecomoda, sim? –perguntou um dos alunos.
—Correto!
—Segundo li em uma revista, a empresa que agora dirige há alguns anos sofreu um grande revés financeiro quase indo à quebra, foi apenas boato ou de fato aconteceu? -continuou
Betty olhou para Nicolás que lhe devolveu o olhar, Hermes olhou para Armando.
Armando não sabia onde enfiar a cara, Betty não merecia passar por isso. Tudo por sua culpa e do idiota de seu amigo, ex-amigo, quer dizer. Se estivesse naquela situação, mentiria. Diria que foram boatos. Beatriz olhou em direção a ele, tomou um grande gole de água, encarou Armando com um sorriso.
—Sim, e´verdade! Ecomoda passou por uma grave crise financeira há cerca de dois anos!
—E é verdade que foi na gestão de Armando Mendoza, seu marido, o qual ganhou as eleições?
—Betty, não precisa responder! –Aconselhou Catalina.
—Mas irei, Sim, Armando, Dr, Mendoza era o presidente. E sim, enfrentou alguns problemas sérios, uma forte crise econômica que afetou em cheio o mundo da moda, os tecidos foram dolazirados aumentando os custos da produção e outros fatores internos. Armando, hoje, nosso vice-presidente executivo era um tanto inexperiente na ocasião.
—Não seria isto uma desculpa, não o está protegendo? –pergunta outro.
—De forma alguma!
—A empresa foi quase acampada pelos bancos.
—Sim, mas graças à parceria com uma empresa de investimentos (Terramoda não ficou conhecida do grande público como sendo de propriedade dela) com quem havíamos contraído empréstimos para patrocionar os desfiles conseguimos quitar as dívidas.
—Aprenderam algo com isso?
—Creio que posso falar -disse Armando, levantando-se da poltrona e dirigindo-se ao palco, pegando o microfone –Sim, aprendemos muito. Prazer, sou Armando Mendoza, ex-presidente de Ecomoda, o que quase faliu a empresa de sua família. (risos) Mas devo dizer que não fali porque como um playboy gastei mais do que devia ou porque não queria trabalhar como acontece em muitos casos. Não! Ecomoda sempre foi meu sonho, sempre sonhei em dirigir a empresa da família. Meu erro foi ao traçar um plano de negócios não consultei um economista e não tenho esta formação. Não confiei em um profissional como vocês, na época não conhecia ninguém e ganhei as eleições. Logo, conheci Beatriz, que era minha assistente e como sabem economista formada. E ela me disse que haviam pontos financeiramente incoerentes em meu Plano de Negócios, que deveria rever minhas metas, que faria isto para mim.
—E o senhor aceitou? –perguntou o primeiro.
—Aí está o problema: não aceitei. Sabia que tinha razão, mas não aceitei, segui com a cabeça dura, arrisquei atingir metas impossíveis, achava que uma administração moderna deveria ser superar os riscos.
—O senhor é um louco! -disse.
—Sim, admito! (risos) E posso dizer que se não fosse ela, Dra. Beatriz, hoje não teríamos mais Ecomoda.
(Betty estava com a mão nos olhos, visivelmente emocionada. Aquele homem que amava estava confessando corajosamente seu erro como nunca antes e perante alguns dos alunos que caçoavam dela na juventude)
—Portanto, meu conselho é: esforcem-se, estudem, seja o melhor que puderem, assumam os riscos sim, mas não façam loucuras, nãos e exponham a algo desnecessário e NUNCA RECUSEM A OPINIÃO DE UM ECONOMISTA! AINDA MAIS UMA COM UM CURRÍCULO COMO BEATRIZ JÁ TINHA!
(Agora, realmente, ela desabou em lágrimas, enquanto, os que assistiam explodiam em palmas. Armando tomou a mão de Betty e prestando reverências, beijou sua mão.)
—Mandou bem, cabeção! –disse Nicolás com sorriso.
Armando sorriu.
—Viram a importância de estudar? -perguntou Solange, risos da plateia. –Grata, Betty, Nicolás por esta primeira palestra. –Os dois foram dois de nossos mais brilhantes alunos. Passavam o dia na biblioteca estudando, auxiliando outros alunos nas matérias. Armando Mendoza, devria ter estudado conosco! (risos)
—Realmente! –concordou. (risos)
—Sim, aí sim seria todo meu e não desta sem sal! –suspirou Francesca, que observava a cena.
—Orgulho! (fez o barulho com a boca) Toda uma Pinzón! –disse Hermes, dando a mão para que descesse do palco.
—Grata, papai!
—E Solano também! –disse Júlia.
—E também Mendoza! –disse, Betty sorrindo a Armando, que lhe devolveu.
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