Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
210 Capítulo 208
Chegou o grande dia em que Betty e Nicolás iriam fazer os workshops na Universidade de estudos econômicos. Solange estava muito orgulhosa que dois de seus maiores alunos eram executivos de uma das maiores empresas de Moda das Américas, ela mesma havia adquirido peças da empresa, como o conjuntinho que estava exibindo hoje: um caque com detalhes bordados a mão, as `irmãs` Isabella também exibiam vestidos da Ecomoda, apenas Francesca não estava com um modelito da empresa, mas foi uma coincidência.
—Por favor, Nicolás! Que custa?
—Não, Betty, por que insiste? Eu não tenho jeito. Sou horrível!
—Sabe que não tem nada de feio! Vamos, acaso me acha feia também?
—Você não é mais feia. Você está divina, Betty! Divina! Não é à toa que o cabeção baba por ti!
—Ojojo! E não mereço a companhia de um triplepapito no palco do auditório?
—Já tem o seu!
—Sim, tenho o meu, mas você, maninho, sabe que é bonito e fica negando!
—Não gosto de mim com aquele visual, fico parecendo Mário Duarte, aquele cantorzinho pop sem graça!
—Você parece mesmo com ele! Ojojo E havia gostado quando Cami o elogiou. -Não me diga que... Nicolás, gosta da Cami e está assim por conta dela?
—Assim? Assim como? Como assim? Imagina... eu gostar da Camila, uma mulher daquela, rica bem nascida e ainda mais inalcançável que a Patty.
—Não é não! Para começar a Cami é loira de verdade! É doce, inteligente, não tem nada de metida como a Oxigenada!
Betty percebe que Nicolás coloca olhos sonhadores.
—Sim...
Mas ele logo disfarça.
—Por favor, Nicolás!
—Está bem, vou pensar!
—Para ficar menos parecido, pode se arrumar e usar outro óculos ao invés de lentes!
—Que outros óculos, Betty?
—Um tipo que Armando e eu usamos, sabe, assim. Experimenta. Acho que Armando deve ter algum sobrando.
—Imagina, eu usando o óculos do cabeção! Ele usa para enxergar longe e eu uso fundo de garrafa!
—É só trocar as lentes, bobo! Vai, Nicolás!
—Vou pensar, Betty! Mas que insistência! Você não aceita mais que sou feio?
—É que você não é feio mais! Ojojo!
—Ojojo -Os dois dão o famoso giro.
Dia da 1ª palestra. Tema: Gerando crises. Administrando Ecomoda.
Atendendo o pedido de Betty, Nicolás resolve deixar que Armando o leve ao salão para arrumar o cabelo, tirando aquele gel que o deixa emplastado,
—E vai usar lente?
—A Betty disse que tinha uns óculos que não usa mais, estava pensando em trocar as lentes para meu grau.
—Por que não compra um logo?
—Ah, mas se você tem uns parados. Pensei em mandar colocar lentes do meu grau.
—Repito a pergunta: por que não compra uns para você?
—Porque, porque, só vou usar nestes eventos da faculdade porque a Betty me pediu e sabe como ela é de teimosa.
—Sei, ô!
—É e se não fizer o que quer vai ficar chateada e ela já sofreu tanto na faculdade quero que sejam bons momentos.
—Você gosta muito dela, não é?
—Amo Betty! Mas calma, não precisa ficar ciumento, sabe que é como irmã.
—Sei, hoje sei.
—Não vou comprar óculos, pois sei depois não vou usá-los, gosto desses aqui.
—Você é bem pão-duro!
—Economia, sou economista! Empresta os seus, vai!
—Ainda os uso!
—Então, vou assim mesmo.
—Não! Vai, vou te dar de presente!
—Um novinho?
—Sim.
—Tem medo mesmo de Betty!
—Não é medo!
—É o quê, então?
—Loucura! Sou louco por ela!
—Quem está com você nesta foto?
—Ah, sou eu e a Cami!
—Cami. –alisa a foto –Está parecendo uma modelo!
—Ela chegou a desfilar um pouco por Ecomoda, mas não era muito a praia dela.
—Muito linda mesmo!
Armando olha feio.
—Vamos logo, dentuço! Antes que me arrependda!
Os dois vão ao salão, Nicolás usa um de seus ternos e Armando escolhe para Nicolás um óculos sofisticado com moldura de ouro.
Betty não sabia de nada, de modo que se surpreende ao ver Nicolás.
—Nicolás!
—Ojojo Betty! Resolvi seguir seu conselho e me arrumar um pouquinho.
—Muito bem! Assim as meninas da faculdade vão babar por você!
—Não exagere! Ainda mais não estou interessado.
—Estes óculos eram de Armando?
—Não, são novos. Armando me deu! O cabeção tem um bom coração!
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Palco do auditório
Após deixar Betty acompanhada de Nicolás no palco, sendo assessorada por Fernanda (a aluna da universidade que era no estilo de Betty) que projetava os slides, Armando dirigiu-se à plateia, onde sentou-se. Incrível como aquela mulher era segura de si, quando falava de Economia, nem parecia que era tão tímida. Lembrou-se daquela moça aparentemente tímida e feia que chegou à sua empresa para fazer uma entrevista, enfrentando os olhares de desprezo de Marcela, os seus de surpresa e de seu pai de desconfiança para apresentar seu currículo.
—Mas com um currículo desses por que quer ser secretária?
—Porque em uma empresa como esta e com o sr. Doutor posso aprender muito!
(Agora)
—Que mulher! -lembrou-se que ao ouvir isso, seu coração deu um salto. Nunca havia sentido isso, era um outro tipo de excitação. Nada a ver com a sexual que sentia quando contratavam uma modelo ou chegava uma aluna nova na escola. Não era algo mais profundo que vinha do coração.
O mesmo sentia cada vez que Betty defendia seu plano de negócios, seus balancetes, mesmo que maquiados e quando enfrentava Daniel.
—Ah! -lembrou-se da primeira vez que com medo Betty não queria entrar na reunião e enfrentar Daniel para defender sua gestão e ele teve que abraçá-la, tocá-la e posicionar-se atrás dela para que se sentisse confiante que ela estaria com ela, caso Daniel resolvesse agredi-la. Sentindo-a tremer e ficar quente com seu toque.
—Ah, espertona! Será que já sentia desejo por mim? Claro, Mendoza não leu seu diário? Esta mulher já era louca por você! Idiota, dava para desfrutarmos juntos bem antes.
Estava excitado lembrando-se de alguns momentos só de ver o jeito dominador e seguro com que sua mulher prendia a atenção da plateia. O volume se destacava em sua calça, foi quando alguém interrompeu seus devaneios eróticos.
—Armando!
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Quem será?
Armando não podia crer, ao seu lado sentaram seu Hermes e dona Júlia.
—A menina é um show, não, Armando? Uma autêntica Pinzón! Nunca dei palestra na universidade, mas fui orador e o tio Lázaro foi uma grande professor!
—Shiu, Hermes! Vai atrapalhar os outros!
—Em boca fechada, Júlia!
Armando, percebendo sua grande excitação, deu uma desculpa e levantou-se.
Do palco, apesar de compenetrada, Betty observava o movimento de todos, inclusive quando Armando se levantou da plateia.
Armando estava tão distraído para sair dali e meter-se no banheiro que trombou com uma moça.
—Ai, desculpe, senhorita!
—Não tem problema, Armando!
—Ai, oi Francesca!
—OI, Armando! –disse Francesca reparando no volume das calças dele.
—Ér, er... te ajudo! –disse levantando-a do chão, mas Francesca estava encantada e prolongava aquela visão, demorando para levantar, fazendo com que Armando arqueasse mais ainda.
Francesca não ficou nem um pouco vermelha ao constatar o volumão de Armando. Estava sedenta, ia levantar e dar uma bela roçada naquela coisa, pensava. Para a loira, Armando estava assim porque a viu e excitou-se. Havia tentado esquecer aquele homem, que era marido de Betty a ex- feia, mas ao saber que iria encontrá-lo, Francesca ficou entusiasmada e agora ao vê-lo tão animado, pensou que ele também sentia algo por ela.
—Não, Francesca, não está entendendo.
—Armando, não se faça de desentendido, sei que está assim depois que me viu!
—Não! Estou assim por Betty!
—Betty está no palco e eu estou aqui... –disse passando o dedo pelo peito dele. Sabe, Armando, eu fui eleita miss desta universidade, e ainda guardo alguns atributos, como deve ter percebido.
—Õ, Francesca, não quero ser grosseiro.
—Chama-me Cesca!
—Solte-me!
—Quer mesmo? Enquanto sua esposa está no palco, posso te mostrar uns lugares bens escondidos e interessantes na faculdade.
Armando lembra-se que Betty lhe havia dito a respeito de Francesca namorar os caras na biblioteca e pela cara que Francesca de gulosa que estava colocando sabia por sua experiência que não demoraria muito para ficar enlouquecida, assim deixou de lado seu lado cavalheiro para afastar-se de Francesca.
—Armando Mendoza! Não perde por esperar! Que homem é esse?
—Falando sozinha, Cesca?
—Ai, Isa, me assustou!
—O que faz aqui? Não tinha que estar lá no auditório?
—Para você não vou mentir, estava aqui com aquele homem, Armando Mendoza!
—Ai não! Cesca, a Sol já disse que não quer saber de você atrás do marido de Betty!
—Ah é? Mas ele que está atrás de mim!
—Como assim? Dá para ver como ele anda atrás dela, todo babando!
—É o que ele quer parecer! Mas por que enquanto a feiosa está lá no palco me viu e veio atrás de mim?
—Veio atrás de você? -disse debochando
—Veio e sabe como? -disse cochichando –excitado e nem imagina o bastão, mas nem líder do time de beisebol.
—Cesca! Que vulgaridade!
—Ai, Isa! Que foi? Os anos de casamento te mudaram, foi? A ou há tanto tempo que não vê que virou puritana?
—Mais respeito comigo e meu casamento! Sente é inveja!
—Inveja! Inveja de quê?
—Das casadas! Não se mete com o marido de Betty, a Ecomoda é nossa parceira, como disse Sol, vai nos arrumar problemas!
—Não sei não, não sei se você conseguir tirar aquela COISA da cabeça.
—Pois trate de tirar!
—Tentarei, mas não prometo nada!
—Por que não joga charme para o Nicolás Nerd? Está bem bom!
—É não está mal, mas este Armando é enorme, deve ser forte e dar um tranco!
—Você está muito vulgar!
—Já disse que você que está puritana demais!
—Se sol te pega falando isto.
—Não se preocupe! Sol não vai saber!
—Não vou saber o quê?
—ÉEE...
—Oi Sol!
—O que não vou saber?
—Da surpresa
—É isso!
—Que surpresa?
—Se falarmos não é surpresa, não é isa?
—Espero que não tenha nada a ver com o marido de Beatriz! Ela é uma importante parceira, todos estão adorando a palestra!
—Imagina, nada a ver com eles!
—Acho bom! Voltem para o auditório!
Solange não é coordenadora à toa, sabe muito bem que Francesca está aprontando alguma, por isso, fica atrás da moça.
Enquanto isso, Armando voltou ao auditório `mais calmo`, embora, o encontro com a louca de Francesca o tenha feito lembrar da fantasia que teve quando Betty lhe contou que já foi bibliotecária nos tempos livres e que flagrava a tal da Francesca com os esportistas da escola na biblioteca.
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