Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
209 Capítulo 207
Notas iniciais
Apesar dos conselhos, Betty continuou fria e distante. Não podia aceitar que Armando achasse que era assim tão fácil para ceder a qualquer um que a tocasse, Armando, por outro lado, a olhava de soslaio. Queria falar, mas sabia quão teimosa sua esposa era.
Como haviam jantado enquanto ouviam as cantilenas de Seu Hermes, podiam cuidar de Camila, lhe dar banho e trocar o pijama e foi só isso que fizeram. Depois Armando foi falar com ela, mas viu que estava deitada ao contrário e espalhada pela cama, tentou cutucá-la, mas tinha receio, então, pegou o travesseiro e foi dormir na sala.
Não estava realmente dormindo quando o viu pegar o travesseiro, tanto que ficou triste. ao ouvi-lo descer as escadas. Nos ouvidos ouvia sua mãe lhe aconselhar e respondia-lhe.
—Se ele viesse falar comigo, mãe. Mas ele não. Prefere ser assim, imaturo. Se conhecesse dos homens e de relacionamentos não teria se casado com um como meu pai, tão machista e por vezes tão indiferente ao esforço dela. Mas eu tenho brio, não pense que vou atrás de você, Armando Mendoza! Não eu Beatriz Pinzón Solano! Betty desceu as es escadas para tomar água e ter desculpas para espiar Armando.
—Betty!
—Armando?- disse, secando as lágrimas.
—Que bom que está acordada!
—Tive sede, vim pegar um pouco d`água!
—Betty! -Armando vai em direção a ela e a abraça.
—Armando, eu...
—Me perdoe!
—Hã? -a abraça
—Shiu! Não desconfio de você! Mas estes homens que te comem com os olhos, que te olham como se te despissem, que ousam te tocar e sentir esta pele de seda que é só eu que posso tocar... Me deixam louco, Beatriz!
—Eu sei, mas me prometeu!
—Sim, prometi, tanto que não fiz o que queria fazer com o tipo!
—Mas apertou a mão dele tão forte que ficou doendo!
—Mas que caras fraquinhos estes que te paqueram. Não aguentam nem um apertãozinho! E você, aguenta tanta COISA, Beatriz! -disse, dando-lhe um a lambida, apertando-a contra si.
—Ainda estou brava contigo por desconfiar de mim!
—Não fique! Não desconfio de você! E Noberto vai pensar duas vezes em tocar uma mulher casada! Não conhece Noberto, o gavião das casadas! Você não! Você não quita!
—Acha que sou assim tão fácil?
—Não, não acho! Mas ele sabe cantar, sabe jogar papo para as mulheres casadas, suas favoritas.
—Ah sim? Pois o senhor, doutor, nem precisou de querer me seduzir para me ter rendida a seus pés.
—...
—Sim, sabe que me apaixonei só de ouvir sua voz, sentir seu cheiro. -beija sua nuca.
—Me perdoe! Juro que não desconfio de você. Você sei que é só minha! Mas tenho ciúmes de qualquer homem, tenho medo.
—Não tenha medo. -acaricia seu rosto. -O amo, o desejo.
—Ah Beatriz! Me sinto tão inseguro! Não sabe quanto a amo! Quanto tenho medo que um homem melhor que eu te conquiste!
—Seria impossível, doutor!
—Jura?
—Sim, é o homem que amo, que sempre amei e que desejo!
—Oh, minha!
A leva para o sofá aos beijos.
—Tenho ciúmes até de quando ia sozinha fechar negócios com o tal Noberto!
—Mas era sua assistente feia!
—Nunca foi feia, já disse! -aperta seu bumbum -Só tinha que ser descoberta por mim!
—Só por você, doutor, meu Armando!
—Ah, minha Betty! Prometo tentar me controlar!
—Agora não se controle, meu amor! -disse, tirando sua gravata.
—Não irei! Irei controlar meus ciúmes, embora seja louco! -disse ele tomando posse de seu pescoço.
—O senhor é um louco, doutor Mendoza!
—Só por você, senhora mia! -disse, arrancando as roupas de Betty, para tomar posse de seus seios, enquanto a tombava no sofá.
—Alguém pode te tocar assim?
—Só meu doutor que pode!
—Quem é seu doutor?
—Ai, doutor Mendoza! Meu Armando, tigre de Bogotá!
—Ah! Vai ver, doutora! Vai me pagar por enlouquecer os homens desta cidade!-dá um tapinha no bumbum dela -E me deixar assim!
—Assim como?
—Totalmente ensandecido! -Sabe que ela está como gosta, bem molhada e entra de uma vez, invadindo o corpo que sabe que é seu.
Não demoram muito para fazerem de forma frenética, provocando um ao outro, ela já havia aprendido bastante e sabia que umas coisas que o enlouquecia ainda mais. Na cama não queria ser a mesma moça tímida, queria domar seu tigre e ser sua tigresa e isto deixava Armando encantado.
Depois de estarem enlouquecidos, os dois dormiram esticados um sobre o outro. De madrugada, Armando acordou e maravilhou-se com a imagem daquela mulher nua com os cabelos enormes a cobrir todo seu corpo, era sua própria Vênus, a deusa do amor. Sabia que a babá chegaria cedo e poderia flagrá-los. Então, nu como estava, a tomou em seus fortes braços e a levou para o quarto, ali a depositou na cama. Betty suspirou seu nome em seus sonhos. Ia vestir um pijama, mas ao vê-la ali tão doce, tão sua, não resistiu. Começou a beijar sua boca, foi até seus pés e subiu.
—Armando!
—Minha Betty!
Com ela desperta, pôde recomeçar seu ritual de carícias, para fazer-lhe amor daquela forma doce e demorada como gostava de tê-la para que não acabe nunca.
—Ai-Betty! Prometa-me que nunca vai me deixar?
—Sabe que nunca te deixaria, meu amor! -beijo -Mas temo que um dia desperte e perceba o que deixou para trás.
—Não deixei nada! Tenho tudo aqui! Você-beijo — E nossos filhos!
—Que nossos filhos?
—Aqueles que teremos! Quem sabe temos um aqui? -beijo na barriga -Não estamos nos cuidando.
—Eu tomo pílula, Armando.
—Pode ter esquecido.
—Sou muito cuidadosa com remédios e não confio mais nesta que não passará nada!
—Se arrepende de ter Camila?
—NUnca! Mas ela ainda é muito pequena!
—Sim, mas se acontecesse?
—Se acontecesse, iríamos ter e amar como aconteceu com Camilinha.
—Você grávida é ainda mais linda!
—Está louco!
—De amor! Mas te quero de qualquer jeito.
—Armando! Promete-me que não deixaremos o sol se pousar sobre nossa ira como diz a Bíblia?
—Como assim?
—Que quando tivermos um mal-entendido, iremos conversar?
—Sim. Não deixaremos! -beijo.
—Foi bom que nos reconciliamos! Esta cama é muito grande e fria sem você!
—Tampouco gosto do sofá sem você! Não a deixarei só nem uma noite! -beijo.
—Sabe, minha mãe percebeu que havíamos brigado.
—De verdade?
—Sim, ela viu nos nossos olhares.
—Dona Júlia é muito sábia! Sabe das coisas!
—Não sei. -deu um beijo no peito -Se soubesse não sei se casaria com um homem como meu pai. Não me olhe assim. Meu pai é honesto, trabalhador, bom pai, mas não gosto da forma como trata minha mãe.
—Machista?
—Sim.
—É que ela o ama, Beatriz!
—Eu sei, mas não sei se conseguiria.
—Tampouco eu seria assim! Sabe, Freddy me chama de Armando de Pinzón!
—Sabe disso?
—Sim. E não me importo. Sabe que você comanda melhor que eu, Não ligo de parecer submisso a você. Gosto de mimá-la e tê-la como minha rainha.
—Seu Armando de Pinzón, sabe que você é que comanda as coisas aqui!
—Só nesta caminha, nas coisas que fazemos, mas em tudo é a comandante. -beijo -Só sirvo para isso: para a cama!
—Bobo! Você é um excelente executivo e engenheiro! Tenho orgulho de você!
—A amo, sabia? -beijo. -Como dissemos, sabe Betty, sua mãe sabe das coisas, ela sabe quanto seu pai gosta de sentir-se protetor, mandão e estas coisas e por isso, o satisfaz nisso, mas de verdade, dona Júlia com sua sabedoria consegue assim fazer o que quer!
—Tem certeza?
—Sim, veja. Conseguiu nos apoiar, soube falar o certo para que conseguíssemos namorar e casar!
—É você pode ter razão!
Assim, após se beijarem, Armando pegou dois pijamas para dormirem abraçados e quentes naquela fria noite de Bogotá.
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