Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
186 Capítulo 185
Notas iniciais
—Já te disse que sou engenheiro industrial e que projetei o elevador daqui? -Armando sorriu com malícia.
—Não se atreva, Armando!
—Prefere fazer amor com o elevador parado ou enquanto sobe e desce? Deve ser uma loucura!
—Está louco! Vou gritar e morrer de medo.
—Estarei aqui para te proteger, agarradinha a mim -e sussurra -Nada vai acontecer.
—Não vamos cometer mais loucuras hoje, Armando. Vamos para casa!
—Está bem, doutora! -disse olhando para cima
—Mas -voltou a sorrir -um dia cumprirei esta minha fantasia! -disse, dando um tapinha em seu bumbum. -E será quando eu quiser e quando menos esperar.
—Ai,como você é um safadinho!
—E insaciável e a senhora bem que gosta!
Nesta mesma hora, as portas do elevador se abriram e por pouco Wilson não os viu.
—Oi, boa tarde, doutores! Não sabia que tinha reunião hoje
—Não tinha. Viemos fazer um trabalho especial hoje.
—O dr. Valência também?
—É, é sim. Vamos!
—Quer que busque o carro na garagem?
—Não, nós iremos andando. Que pensa, hein?
—Que querem?
—Claro -Acalme- se, Armando.
Após buscarem o carro os dois entram e vão para a casa dos pais de Beatriz. Dona Júlia sorri feliz para o casal, mas seu Hermes desconfia.
—E como foi, minha filha? -pergunta Júlia na cozinha.
—Tudo certo. Ele amou a surpresa, mamãe!
—Ah que bom, minha filha!
—O chato foi que o dr. Valência apareceu por lá.
—Ai, meu Deus! -Mas não nos pegou, mas sabe que rolou ago. Ai que vergonha. E depois ficou se insinuando para mim, É um nojento.
—E Armandito? Bateu nele?
—Não, mas foi porque eu não deixei. Armando o mataria se o pegasse.
—Ainda bem que impediu! Ai não quero nem pensar. Se colocam Armandito na cadeia.
—Também não seria assim. Não fariam nada com seu filhinho não.
—Não fale assim que seu pai não gosta.
—Não está ouvindo, mas sabe que é verdade!
—Gosto do Armandito porque ele te trata muito bem e a ama muito, minha filha. Quem dera seu papai me amasse assim.
—Ele ama, mamãe, só tem dificuldades em demonstrar.
—Ah não sei, minha filha. Não como Armandito te ama! Está escrito em seus olhos a paixão, este homem é louco por você!
—Isto eu sei! Ojojojo tanto quanto sou louquinha por ele!
—Eu sei, filhinha, desde que o conheceu. Sou sua mãe, pensa que não sabia?
—Sim, mamãe.
—Não deixe isto morrer. Esta chama.
—Mamãe! -fica vermelha ao ver sua mãe falando nestes termos.
—Sei que nunca pudemos falar dessas coisas porque seu pai nunca permitiu. Mas eu sempre quis te falar. -Teria evitado muita coisa como… -Esquece isso. A vida te recompensou com este homem que é seu marido.
—Sim, eu sei. Ele é demais, mãe! Em tudo!
—Então, não esquece do que te falei.
—Pode deixar, mami. -Betty sorriu, piscando-lhe.
—O que as duas falam aí cochichando?
—Nada, Hermes. Coisa de mulheres.
—Enquanto isto, os homens morrem de fome!
—Ai, Hermes!
Depois do lanche, o casal foi embora, para sua casa, onde depois de Camila mamar um pouco adormeceu e Armando a levou em seus braços à caminha. O casal ficou namorando um pouco, comeram da lasanha congelada que Betty havia preparado e deixado no congelador no dia anterior.
—Hum, doutora. Como pensa que devemos encerrar a noite?
—Que tal com um pouco de televisão?
—Mas televisão, meu amor? Pensava em...
—É que estou cansadinha.
—Está bem, então. Depois de girar pelos canais e ver que não tem nada passando.
—O que acha de tomarmos um banhinho?
—Banhinho?
—Sim.
—Hum.
—Na banheira?
—Acha melhor?
—Muito.
—Seria muito …relaxante.
—Relaxante? Eu diria que seria muito excitante!
—Então, por que não vamos agora?
—Seu desejo é uma ordem, senhora!
Assim, ele a pega em seu colo e aos beijos a leva para o banho.
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Em casa, desde que saiu de Ecomoda, Daniel havia ido conversar com Olarte, analisado os balancetes e mal conseguia se concentrar. Havia passado da raiva pela arrogância e negativa ao desejo por Betty.
—Que pensa esta insuportável de Beatriz? Como está se achando, tão segura de si. Pensa que só por ser assim tão inteligente, tão… arrogante, Armandito não vai fazer -lhe o mesmo que fazia a minha irmã algum dia? Pois e daí, Daniel? Que faça e que ela possa chorar e vai oferecer seu ombro e seu corpo para que se consolo e se vinguem dele, Será que ela gosta de sexo selvagem? Só gosto assim!
Tomou dois tragos, pensando nas pernas nuas de Betty, já que o blazer de Armando só pode tampar até o bumbum.
—Que importa? Será como eu queira!
Daniel divagava e excitava-se, lembrando-se da imagem das pernas e do ombro nus de Betty que tinha visto no escritório, resolveu ligar para chamar uma de suas amigas para fazer o serviço que Betty não faria com ele.
Enquanto Betty tomava um “relaxante” e borbulhante banho na com seu Armando. Na verdade, nada relaxante, pois Armando gostava muito de fazer amor naquela jacuzzi e soltava seu lado selvagem de tigre, enquanto ela louca de paixão e amor fincava suas unhas em suas costas.
—Ui! Isto!
Armando adora quando Betty que faz isto, pois sabe que é quando está excitadíssima.
—Ui, tigreza!
—Vem, meu tigrinho!
—Vai ver o tigrinho! Ah, assanhada! -sente o cabelo enorme dela acariciando seu corpo, enquanto a possui sem freio.
—Vai ver! -puxa-lhe o cabelo e ela geme ainda mais.
Amando-se os dois chegam ao pico, gritando os nomes dentro da boca um do outro, para não fazerem barulho e acordarem a menina. Após o amor, os dois seguem se beijando até que Armando a carrega em seus fortes e molhados braços até o quarto, onde se secam e após colocarem o pijama, vão ver Camilinha que dorme docilmente.
—Ah… -suspiram. -Tan divina!
—Não esperava menos, sendo sua filha, doctor! -beijos.
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