Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

179 Capítulo 178 -Um genro muito abusado (correndo perigo)


Notas iniciais
Não deram nem 2 horas que haviam chegado e seu Hermes e dona Júlia chegaram na empresa acompanhados de Camilinha. Mal deu para Betty e Armando adiantarem o serviço. Apenas agendaram alguns fornecedores para almoço de negócios em outro dia.

—Mas papai, não marcamos às 12 horas? Ainda são 11 horas.

—Ah, mas sua filha está que está impaciente, assim como Hermes para te verem.

—Vem cá, minha princesinha.

—E não é para menos. Onde estavam ontem à noite que liguei para a casa de vocês e nada?

—Hermes!

—Que jantar de negócios é esse que Nicolás não sabia de nada?

—Hermes!

—Olha, papai. Tivemos compromissos!

—Hermes, já disse para não comentarmos estes assuntos com a menina.

—Em boca fechada, Júlia.

—Papai…

—Neste momento, Armando adentra a sala.

—Ah não sabia que já tinham chegado, meus sogros. Ah minha monstrinho! Que saudades.

—Não parecia, pois nem passaram para pegá-la em casa. Que jantar de negócios foi este?

—Olha, desculpe, seu Hermes. Mas o senhor é casado e vai dizer que nunca quis ter um momento de intimidade com sua esposa? Com todo respeito, dona Júlia. Mas amo sua filha demais, seu Hermes. E somos casados! Casados! Levei-a para jantar! E só nós dois. Quer melhor negócio que investir na vida amorosa? Aconselho a fazer o mesmo.!

—Ora seu abusado! Sei muito bem como tratar de meu casamento! Sou casado há 30 anos e não há 1 ano!

—Quase dois, Seu Hermes!

—Você sempre adiantando as coisas!

—Papai, Armando tem razão. Eu particularmente ano sair para jantar e dançar com Armando, papai! Um casal precisa de seus dias sozinhos...

—Deixa, filha, Hermes não se lembra muito, pois faz muito tempo.

—Como assim, Júlia? Agora que a menina casou, estamos quase todo dia e noite sozinhos!

—Mas não é assim, Seu Hermes. Digamos um jantar romântico, só os dois. Dançarem um tango juntos em uma tangueria. Posso recomendar umas ótimas.

—Até eu queria.. -disse Betty, suspirando.

—Você, Betty, a levo à Argentina. Então, seu Hermes?

—Nâo seria má ideia, Armando, mas não vamos a estes lugares há algum tempo, por conta da falta de recursos! Antes possuímos quando teu tinha dois empregos, depois fiquei só com um e com as economias paguei os estudos da menina e a reforma da casa e desde a crisenão temos assim dinheiro sobrando. Meu único trabalho agora é este na Contabilidade da Ecomoda.

—Mas como assim, papai? É só pedir para mim!

—De forma alguma, minha filha! Sou um contador juramentado e honrado. Não aceitaria seu dinheiro, ainda mais para diversão! .Me desculpe!

—Então, seu Hermes, considere-se convidado, sim? Quero que leve Dona Júlia a uma tangueria para que os dois jantem, dancem e se divirtam!

—Doutor, não é necessário!

—Sim, seu Hermes faço questão, não sou doutor, nem seu chefe!

—É o costume, Armando, era o chefe de minha filha, apesar de ser mais jovem que eu!

Betty começou a dar risada sua risada de ganso.

—Sei, sei muito bem de quem Betty herdou isto!

Betty riu mais ainda.

—Tome assim, seu Hermes, são como meus segundos pais. Meus pais sempre vão dançar e ficam muito felizes. Faço questão de proporcionar-lhes isso, sim?

—Então, mas...

—Ficaria muito chateado se não aceitarem meu convite. Me deram a pessoa que mais amo na vida! E através dela tenha minha princesinha.

—Está bem, mas entenda. dou....Armando, é a que nós os Pinzón não costumamos aceitar favores...

—Papai...

—Acaso os Pinzón não costumam aceitar um convite de um familiar. Ou não me considera sua família? Não sou mais um Pinzón a mais?

Hermes fica envergonhado.

—Está bem, Armando. Eu aceito seu convite.

—Grato, seu Hermes! Vou levá-los para dançar tango na melhor de Bogotá!

—Ai tanto tempo que não saio, nem tenho roupa para isso. Quer dizer, tenho a roupa que usei no seu casamento. Acho que fica bom?

—Mamãe, pois vou falar com dona Inesita e ela providencia algo mais de acordo.

—Ainda acho que é um desperdício de dinheiro, não fica bom para um casal de nossa idade e...

—Quando é o aniversário de casamento de vocês?

—26 de junho!

—Já passou. Mais um motivo para comemorar. E quanto a dinheiro, para que serve se não para gastar com quem amamos? A família!

—Nisso, tem razão, doutor!

—Armando!

—Sim, Armando.

—Bem, acho que podemos ir almoçar.

—Lá neste lugar vai ter comida para Camilinha?

—Sim, ela já come papinha e salada.

—Ai daqui a pouco a menina faz um ano!

—Este sábado ela fará 8 meses!

—Vão comemorar?

—Comemoramos todos os meses.

Hermes passa a frente, Armando o segue, aliviado e respirando fundo, deixando Betty e Júlia atrás.

—Seu marido é um grande homem.

—Eu sei!

—Olha que dobrar Hermes nem eu!

—Eu sei! Mas fiquei gelada! Ojojo

Assim, os casais e mais Camilinha vão almoçar no Baluarte. Depois Betty e Armando decidem ficar com Camila, enquanto seus pai vão comprar umas coisas.

—Por que está tão distraída meu amor?

—Estava pensando.

—Um centavo por seus pensamentos, embora valham um milhão de dólares.

—Oj oj oj

—Vai me falar ou são quentes?

—Bobo! Não é sobre você!

—Ah, magoou!

—É sobre Camila. E as filhas dos outros funcionários, como Bertha, Jimmy. Lembra o sufoco que passaram?

—Sim. Mas só fui entender isso quando tive minha própria filha.

—Então, estava pensando. O prédio aqui do lado é pequeno, mas acho que serviria.

—No que pensa?

—Poderíamos alugá-lo para anexar ao nosso e fazermos ali uma espécie de creche para os funcionários da Ecomoda, assim todos trabalhariam tranquilos, sabendo que seu filhos estão ao lado. O que acha?

—Pensou nisto agora?

—Sim.

—Pois acho perfeito. Hum. -beija sua testa -Brilhante! Não tem como não ganhar o prêmio de empresária do ano. Nunca tivemos uma presidente que pensasse no bem-estar social.

—Mas creio que teríamos que apresentar na reunião, pois precisaremos contratar enfermeiras, pedagogas, auxiliares.

—Pode falar a Nicolás que estude a viabilidade do projeto com os custos para apresentarmos na próxima reunião. Mas de minha parte, já aprovei. E fico mais tranquilo para que nosso próximo filho não passe pelo que Camilinha teve que passar.

—Que nosso próximo filho?.

—Aquele que vamos praticar muito para ter.

—Oj oj oj Isto vai demorar.

—Não quer ter mais filhos comigo? Não disse que sofreu por ser filha única?

—Sim, sofri. Mas temos muito trabalho aqui e…

—E esta creche viria bem a calhar. Poderíamos trabalhar e ainda assim estarmos perto de nossos filhos.

—Nossos filhos? Mas quantos filhos pensa em ter?

—Uns seis?

—Está doidinho, Armando?

—Está bem, cinco. Quatro e não se fala mais nisso!

—Louco!

—Louquinho por você, doutora!

—Falando nisso. O senhor está de parabéns da forma como dobrou meu pai!

—Confesso que gelou, quase tive um negócio.Uma hora achei que fosse me esmurrar!

—Meu pai ladra, mas não morde. Não ia fazer nada contigo, ele te adora! E não é de hoje! Acredite que não considera um Pinzón a qualquer um!

—E nem era ainda!

—Nesta noite mal sabia ele que nos tornaríamos um só! -Betty pegou sua gravata para puxá-lo para perto e beijá-lo.

—Desde, então, me enfeitiçou para ser só seu!

—Eu não fiz nada.

—Usou a magia dos Pinzón!

—Bobo, não existe!

—Existe, espertona! -dá um tapinha no bumbum.

—A menina!

—Está dormindo. Podemos dar uns beijinhos, feiticeira!

—Não, é muito mais fácil que os Mendoza tenham isso. E tenho provas contundentes!

—Diga!

—Primeiro, me apaixonei por você a primeira vez que o vi! E a forma como fez com que meu pai fizesse o que queria. Ninguém o dobraria assim. é um grande manipulador, doutor! Muito persuasivo.

—Betty!

—Mas sei que foi por uma boa causa! É divino, doutor! Pude ver como minha mãe ficou feliz,meu senhor de Pinzón! -beijos

—Sobre nossos próximos filhos, poderíamos dar uma praticada, começando por agora, não Betty?

—Armando seu doido! Meu pai só deu uma saidinha e...

—Olha, espertona! Já dobrei se papai! -dá um tapinha na bundinha dela -E dona Júlia me ama, assim como amo minha sogrinha. Logo, vamos todos sair para dançar tango. Vou até desafiar seu pai em quem dança melhor o tango.

—O senhor está muito folgado, sabe? Pois em tudo meu papai pode até perder mas dançando tango não. Em tango, ele é o melhor.

—Veremos!

—E é verdade que me levaria para dançar tango na Argentina?

—Claro. -piscou-lhe -E não se preocupe se tivermos que ficar muitos dias afastados da empresa, poderíamos fazer a viagem no recesso do Ano Novo, em janeiro!

—Ótima ideia!

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