Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
176 Capítulo 175
Notas iniciais
Logo pela manhã teriam que estar na Ecomoda para entrarem-se com Ronaldo Sanchéz que tinha um assunto urgente para falar-lhes. Logicamente, eles ficaram com medo. Temiam que o agora amigo e acionista da Terramoda quisesse tirar o investimento da empresa que ia de vento em popa. Até pensavam em abrir para mais investidores pequenos poderem ter ações da terramoda.
—O que será que ele quer?
—Nâo sei. Espero que seja algo bom.
—Ainda bem que Nicolás estará lá hoje para explicar sobre os balancetes da Terramoda.
—Está tudo bem com a empresa, não é, Betty?
—Melhor que nunca.
—Sabia, uma empresa administrada por você e meu cunhadinho só podia dar certo. Agora, eu quase afundei a Ecomoda!
—Não foi tão mal. Estava certo nas projeções, na modernização do maquinário para aumentar a produção e na criação de um site e Intranet. Coloquei a Ecomoda no Século XXI. Só que tudo isto custa dinheiro. Te falei que o erro estava nas metas muito altas, em comparação ao alto custo das coleções e da modernidade.
—É eu sei! Mas conhecendo Danielzinho como conhecemos sabe que seria impossível não arriscar no tudo ou nada. E eu não contava como uma parceira como você ao meu lado. Marcela não entendia nada disso e não preciso dizer quem, menos ainda.
Betty sabia que falava de Mário Caldeirón e virou os olhos.
—Precisava de você ao meu lado!
—Pois agora me tem para “auxiliá-lo” em seu plano de Metas, seus relatórios e balancetes. Quer que que entregue a Presidência para o vice?
—Não, de forma alguma. Você é a Rainha da Ecomoda e eu um humilde servo seu. -beijo
—Bobo! Sabe que você é meu rei! Sempre foi!
—Minha rainha!
Neste momento, Aura Maria toca o telefone.
—Alô? Sim, Aura Maria, pode deixá-lo entrar! Está acompanhado? Ok?
—Olá, meus amigos!
—Entre, Ronaldo!
—Com licença!
—Só que estou acompanhado!
Perceberam que a companhia de Ronaldo nada mais era que uma conhecida.
—Monica Moreno?
—Sim. -disse Monica, tirando os óculos escuros, com vergonha.
—Ora, sejam bem-vindos! Tomam alguma coisa?
—Monica?
—Um suco.
—Qual?
—Pode ser de laranja.
—E você?
—Um café, por favor!
—Alô, refeitório? Por favor, três sucos, dois de amoras, um de laranja e dois cafés. -pediu Armando
—Pois bem, vou direto ao ponto.
—Sabem que adquiri 5% de ações da Terramoda.
—Sim. Nicolás, nosso gerente está em posse dos balancetes, quer vê-los?
—Não será necessário. Também tenho acesso.
—Ah sim, claro.
—Sei que as ações vão bem e é um dos motivos de estarmos aqui.
Logo, chegam os pedidos.
—Obrigado.
Armando pediu um suco de amoras e um café para ele, um suco de amoras para Betty, um de laranja para Monica e um café para Ronaldo.
—Bem, estou aqui com Monikinha, pois estamos juntos de novo!
—Ai, que felicidade! Parabéns!
—Não pode imaginar como este homem estava sofrendo sem você!
—Mas ele sabe o motivo! Hum!
—Sim Monikinha, me perdoe!
—Segundo consta não vai mais cometer este erro, não é, Rony?
—Não mesmo. -beija a mão de Monica
—Depois que se conhece a mulher de sua vida, as outras não existem! -disse Armando, beijando a mão de sua Betty
—Isto sei! E vocês são os responsáveis por me fazerem ver isso! Monikita, Betty e Armando me encontraram em uma fase muito ruim de minha vida, vivia bêbado pelos bares, e foram eles que me fizeram ver que o amor tem que ser como o deles: de entrega total.
—Realmente, todos no mundo da moda falam de vocês dois.
—Por isto, queria que soubessem das novidades em primeira mão: primeiro já sabem que Monikita e eu estamos juntos desde aquele Cruzeiro de Luxo.
—Que bom saber!
—E esconderam bem.
—Sim, mas é por conta do problema que tive com a mãe de meu outro bebê.
—E solucionou tudo?
—Vai pagar pensão?
—Melhor que isso. Vou ter a guarda. Já acertei com ela por meio dos advogados.
—Que bom.
—Parabéns! Vai ver que maravilhoso é ser pai.
—Ainda mais com a mãe que vai ter.
—Como assim?
—Monikita e eu vamos morar juntos e vamos cuidar não só de meu bebê, como de nosso bebê.
—Está grávida?
—Sim.
—Que lindo. -disse Betty, emocionada.
—Sim, e por isso, estamos aqui, para pedir licença por alguns meses até que ganhe, mas não queria que ela perdesse a vaga.
—Pode ficar tranquila. Parabéns, Monica. E claro que não vai perder a vaga. Ano passado promovemos uma coleção de grávidas executivas e este ano, iremos preparar a da mãe executiva, mas posso colocar algumas grávidas também, toparia?
—Lógico, Betty! Não conseguiria ficar tanto tempo sem trabalhar!
—Mas sem salto, viu meu amor?
—Ai, Betty, o Armando também é assim?
—Eu não, imagine.
—Oh, se é! Por ele, eu ficaria de perna para cima toda minha gravidez e ele me paparicando.
—Mas você gosta, não é?
—E quantas semanas está?
—8 e meia.
—Que beleza! Aproveita!
—Pior vai ser falar com Hugo, será que vai dar muita bronca?
—Eu vou com você!
—É inveja dele!
—Gostaria que fossem padrinhos de nosso bebê.
—Seria uma honra!
—Pois casar ainda não vamos...
—Pois depois vão querer até casar na igreja, de papel passado e tudo!
—Não liguem. Armando agora é assim quer casar todo mundo!
—Sempre foi assim, Armando?
—Imagina, este aqui? oj oj oj
—Na verdade, nunca quis me casar, ter filhos, nem nada disso até conhecer minha doce Betty!
—Hum, opera milagres, hein, Betty!
Armando lhe dá uma bitoca.
—Mas ainda tenho outro assunto para tratar com vocês!
—Diga!
—Agora sou pai de família e tenho que pensar no futuro com uma mulher e duas crianças. Quero adquirir mais algumas ações da Terramoda, em nome deles, para que tenham garantia.
Betty e Armando sorriram maravilhados um para o outro.
—E quanto pretende adquirir?
—20% se estiver disponível, 10% para Monikita e 5% para Rodolpho, meu bebê já nascido e os outros 5 em meu nome, que pretendo passar para o nome do meu bebê -beija a barriga quando nascer.
—Certo, neste caso, vamos até a sala de Nicolás, para que veja as cotações e tudo.
—Ótimo!
—Amor, podemos falar com Hugo antes?
—Sim, enfrentemos a fera!
—Eu vou com vocês!
—Não, Armando não. Deixa que eu vou.
—Prefere, Betty?
—Sim, melhor. Vai falando com Nicolás e o ponha a par para fazer as cotações.
—Está bem.
Armando conta a Nicolás, que vibra de alegria. Começa a fazer as cotações, separa os balancetes. Tudo ia tranquilo até que ouvem gritos vindo do ateliê. Logicamente, é Hugo que põe o grito no céu, pois Monica, uma de suas modelos está grávida.
—Calma, Huguinho.
—Calma? Calma? Sorte minha que não passo por isso. Como, como Monica, foi fazer isto comigo?
—Ai, Huguinho, aconteceu.
—Já ouviu falar em anticoncepcional?
—Não fala assim com ela!
—E você, quem é?
—Sou Ronaldo Sanchéz! Investidor e acionista de Terramoda, uma das parceiras da Ecomoda!
—Eu sei muito bem o que é Terramoda! Só não sei o que faz aqui!
—Sou noivo de Monikita!
—Ah, você é o culpado! O indecente macho cabrio que fez isto com uma de nossas melhores modelos? Fez isto só para tê-la para você e arruinar a carreira dela!
—Você está louco! Jamais faria isto! Tenho orgulho de Monikita, mas nos amamos e aconteceu! E não temos que dar explicações sobre nossa vida!
—TEM! TEM! Porque ela é uma de minhas modelos e não uma qualquer!
—Seu Hugo, também não é para agir assim.
—Diz isto porque não é com a senhora o setor criativo desta empresa. Já imaginava as roupas que iam assentar com perfeição no corpo perfeito de Monikita, mas agora, ela já engordou 500g. imagina depois.
—Depois ela perde. Eu perdi e achei que nunca voltaria e estou aqui.
—Depois não me interessa. A queria na próxima coleção e não daqui há um ano.
—Pois será! Sempre destinamos parte para executivas grávidas e mães e já conto com Monica para uma das modelos. ela já topou.
—Ora essa! E vai assim, sem me perguntar!
—Sabe muito bem deste conceito.
—Está muito abusada, menina!
—Desculpe, seu Hugo, mas este poder me foi concedido pela Diretoria, sobretudo os Mendoza, que também sou e os Valência.
—Minha Marce não lhe deu poder nenhum para mandar neste setor.
—Se ela se absteve de votar não posso fazer nada!
Inesita e Jacques já se abraçavam.
—Pois eu posso não desenhar para grávidas e mamães,
—Faça como queira. Não posso obrigá-lo a nada. Esta parte do desfile pode ser assinado por outro estilista. -disse Betty sorrindo e dando um copo d` água à Monica.
—Pois pelo meu contrato, doutora, nenhum outro estilista pode dividir minha passarela sem que eu permita!
Betty sorriu e virou-se.
—Está certo! O senhor tem razão! Se não se sente capaz, falarei com a Diretoria na próxima reunião que não teremos o tema aprovado pela comissão e inclusive, vendido, com antecedência.
Jacques muniu-se de coragem e disse:
—E-eu vou! Eu desenho para elas!
—Você?
—Sim, desenho para as executivas mamães!
—Ora, seu! Que atrevimento. Traído pelos meus!
—Isto não é traição!
—O que acontece aqui?
—Armando!
—Pronto! Outro macho cabrio! Inês, minha valeriana!
Enquanto, Inesita foi buscar o calmante, Betty explicava a Armando e Ronaldo segurava Monica que sentiu-se zonza com a discussão.
—Assim está! Jacques propôs desenhar.
—Ele não pode!
—Por quê? `Porque acha que não sou capaz?
—Você é capaz.
—Acha que não sou tão bom?
—Você é ótimo, mas é que... Jac não pode dividir as passarelas comigo.
—Desculpe, seu Hugo, mas ele vai!
—ACEITE OU NÃO, HUGO! JACQUES SE PROPÕE A FAZER O QUE NÂO QUER POR PURO ORGULHO!
—Calme-se, Armando. Deixa que tenho as rédeas aqui.
—Já está decidido. Jacques desenhará para as mães e antes que esfregue seu contrato, o mesmo diz que nenhum estilista que não seja de Ecomoda poderá dividir as passarelas, mas Jac é nosso contratado. Estilista auxiliar, mas é!
—Moscorrofio ardilosa!
—Olha, como fala com minha esposa, presidente de Ecomoda!
—Deixe, meu amor. Seu Hugo está nervoso, pois sabe que perdeu. Não pode demitir Monica, ainda mais neste estágio.
—Está bem, vocês venceram! -joga-se no sofá -Cansei. Podem fazer o que quiserem. Mas quanto à Ines, ela é exclusiva minha. Não a empresto para estilista algum, nem para você Jac querido traidor! Ai, por que sempre escolhemos mal? Nosso estigma, assim como de Marce, apesar que agora está bem com aquele deus vintage. Melhor que com este ogro! Ines, cadê minha valeriana?
—Grata, Jac! Sei quanto custou para você.
—Vai saber quanto tempo vai levar para que me aceite de novo, mas não podia deixá-los namão.
—Logo, ele acalma, leve-o para jantar e um fim de semana especial na praia.
—Armando!
—Ora, Betty...
—Sei que não será tão fácil!
—Pode escolher a assistente que quiser, já que não poderá contar com Inesita.
—Uma pena. Adoro a nossa senhorinha. Mas vou pedir Mariana.
—Melhor escolha!
—Mariana está se dedicando bastante.
Enquanto, Hugo se abana tomando valeriana, olhando com desconfiança para Jacques que conversava com Betty e Armando, Ronaldo já havia levado Monica para fora do ateliê que estava abafado.
Depois, de conversarem e acertarem as coisas, Betty e Armando encontraram-se com o outro casal para conversarem com Nicolás na sala de reuniões. Negócio feito.
—Meu amor! Foi suficiente por hoje! Podemos ir para casa!
—Sim, oj oj oj meus pés me matam.
—E vou fazer uma massagensinha na banheira!
—Hum, que delícia, doutor! Que gênio tem este seu Hugo!
—Mas encontrou um páreo duro! Que orgulho, Betty! -beijo -Hum, outro.
—Eu fiquei orgulhosa do Jac!
—Mas vai ter retaliação!
—Ai, meu amor!
—Doutores! Vejam o que chegou!
Aura Maria mostrou o novo exemplar da Revista, deixando o casal com os olhos arregalados.
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