Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
175 Capítulo 174 -Um futuro desastroso
20 anos se passaram, Betty y Armando dormem juntinhos de pijama. Ele exibe uma barriguinha e está mais calvo e de cabelo branco, já Betty engordou por conta das seis gravidezes, mas continua linda, ao menos aos olhos de Armando. *N.E. (Sabemos que nem Betty, nem Armando (Ana e Jorge) ficaram assim 20 anos depois oj oj oj pelo contrário, ela segue magra e linda e ele charmoso de cabelo grisalho e triplepapito.)
Armandito está a ponto de sair de casa, para cursar a faculdade, já Camila se tornou modelo famosa, apesar dos protestos do pai ciumento. O que acabou por minar a relação dos dois.
Agora, a menina pouco lembra aquela menina doce e carinhosa da infância, que tinha Armando como sua paixão.
Embora, ainda vivesse na casa de seus pais, é como não estivesse lá, pois passava a maior parte do tempo fora trabalhando de modelos ou de festa em festa com suas amigas modelos. Há pouco, Camila havia engatado namoro com um outro modelo, algo que tanto Armando quanto Betty desaprovaram, visto que o rapaz era tal qual ele era antes de conhecer Betty: mulherengo. Mas Camila não via assim, achava que o rapaz era lindo e perfeito.
Por conta de não apoiarem seu namoro, Camila já não parava em casa.
—Camila, precisamos conversar!
—Se o assunto é o Derek, melhor nem começa!
—Lógico que é o Derek! Ou sei lá como se chama este modelinho tarado!
—Tarado? Tarado era você! Ou pensa que não sei o que fazia? E como saía de festa em festas com suas “amiguinhas” modelos. Não era nenhum santo, papai!
—Camila! Não fale assim com seu pai! Já lhe disse que depois que me conheceu, ele mudou e se tornou um homem doce, apaixonado e fiel.–intrometeu-se Betty
—Então, da mesma forma Derek.
—Não, não é não! Seu “Derek” é visto todos os dias nestas festas, as quais sei muito bem como são. Depois que comecei a namorar sua mãe, nunca mais quis ir a estes lugares sozinho e todo aquele mundo perdeu o sentido.
—E agora virou este chato!
—Não sou chato!
—É chato sim!
Os dois começam a discutir. Camila vai para o quarto e se tranca.
À noite, ela desce.
—Que bom que desceu, mocinha. Agora, precisamos conversar!
—Não tenho tempo para isso!
A campainha toca.
—Escute aqui!
Camila abre a porta e entra Derek, com óculos escuros e mascando chiclete.
—Boa noite, Seu Armando, dona Betty!
—O que este tipo faz aqui?
—Veio me buscar, Pai!
—Quê? Como assim?
Mais 20 anos se passam, poucas vezes, Camila viu seu pai, algumas vezes viu sua mãe e seus irmãos.
—NÃÃOOO!!! -Armando está deitado na cama, suado, sobressaltado, vestindo apenas a calça do pijama.
—Que foi? Que foi?
—Betty! Camila nos abandonou!
—O quê?
—Camila se foi com Derek, aquele modelinho tarado e...
—Quê? Amor! Teve um pesadelo?
—Pesadelo?
—Sim. Camila dorme no seu quartinho, no berço. Nenhum modelo a levou! Oj oj oj
(Betty dá um beijo em sua testa)
—Tranquilo!
E o abraça.
—Então, foi tudo um pesadelo?
—Sim, meu amor! Foi! Conte-me tudo.
—Deixa para lá, Betty!
—Melhor contar!
—Já sei ou se realiza! Ai, Betty! Foi horrível! Horrível! Sonhei que tínhamos seis filhos.
—Aff!
—Mas só via Camila e Armandito. E ela era rebelde, não ouvia nada que eu falava e...
Contou tudo, abraçado à Betty.
—Isto nunca vai acontecer, Armando! Nunca vou ter 6 filhos oj oj oj nem ficar gordinha e feia!
—Para mim você estava linda! –beijo
—Você também nunca vai ficar gordo e careca. É um triplepapito divino –beija- E será sempre!
—Ah não sei, não!
—Veja seus pais: são magros e elegantes.
—Tem razão. Mas tenho medo de Camila.
—Sabe. Isto não vai acontecer.
—Como garante?
—Basta ser compreensivo com ela!
—Deixar que faça tudo que ela quer?
—Não, ser permissivo não é bom! Deve ser bom pai e ser bom pai é repreender quando precisa, mas também amar e abraçar. Dar atenção, participar. E quando chegar a fase dos namoradinhos, não agir como meu pai oj oj oj
—Ai, Betty! Tenho tanto medo. Tenho impressão que vou sofrer o que fiz as mulheres sofrerem e os papais delas.
—Oj oj oj Disto não tem como fugir! Mas sabe, tenho certeza que sempre será bom pai. Já é, além de um excelente marido!
—Sou bom marido é? -beijo, apertando-a contra si.
—Sim. Muito bom.,
—Quão bom marido sou?
—Doce, carinhoso...
Começa a lamber o pescoço de Betty.
—Que mais?
Neste momento, Camila chora.
—Ah!
—Não, Betty! Não sabe como me alegra ouvir este chorinho! Monstrinho, seu super papai monstro está aqui para te salvar!
Betty ri.
Armando pega Camila, a troca, vai preparar a mamadeira.
—Quer que eu te ajude?
—Não. –disse Armando, segurando Camila com um braço e preparando o leite com a outra. –Deixe aqui, né, filhinha, seu papai faz, não? Diga! “Sim, mamãe” –imitando voz de criança “Meu papai monstro pode cuidar de mim e fazer mamadeira ao mesmo tempo! E sempre, sempre será meu papai e amigo!” –a levanta nos braços –“O melhor papai do mundo!” –torna a abraçá-la e falar com sua voz grossa
—E sempre, sempre estarei aqui para você e quantos irmãos estiverem! Não me deixe! –beijo –Eu te amo!
Betty se junta aos dois e os abraça.
—E eu amo os dois!
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