Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
169 Capítulo 168 - Ao projeto
—Está feliz de fazer isso não, Betty?
—Não imagina quanto. –beijo
—Na frente dos outros?¿??
—Que me importa?¿?? Quero que todos saibam quanto a amo.
—Ai, estas bestas feras! A transformada e o ogro. Um show de horrores!
—Vai que você está com inveja, Huguinho. –disse Armando agarrando Betty pela cintura
—Inveja eu?¿??
—Queria ser tão amada como amo Beatriz!
Aperta sua cintura.
—Armando! Ai que vergonha! Venham até minha sala. –disse Beatriz puxando Fernanda pela mão, tendo enquanto Armando a mantém enlaçada pela cintura, assim ele também toma outras alunas pela mão.
—Eu queria mesmo falar com a senhora.
—Me chame de Betty, Fernanda.
—Está bem, Betty. É que a senhora é tão elegante e distinta. Já olhou bem para nós?¿??
—Sim. E o que tem?¿??
—Agradeço muito o que Ecomoda está fazendo por nós, doutora, entendo que é um projeto, mas de minha parte, preferia não participar.
—Como assim, Fernanda? ¿?? -pergunta Armando surpreendido
—Desculpem-me, não quero parecer mal-agradecida. Só que como havia dito a dona Solange, estou contente só de me formar.
—Fernanda, acompanhe-nos. –ordenou Betty
—Sim, doutora.
—Aura Maria, a sala de reuniões está liberada?¿??
—Sim, dra.Betty
—Acompanhe os jovens e veja o que querem, refrigerantes, sucos, sanduíches e peça na copa.
—Pode deixar, Betty!
—Peça a Sandra ou alguém para lhe ajudar!
—Sim.
Enquanto Aura Maria acompanha os jovens à sala de reuniões, Betty e Armando levam Fernanda para conversar.
—Pois bem, Fernanda, sente-se. Quer beber alguma coisa?¿??
—Não quero dar-lhes mais trabalho.
—Imagina. Quer suco, água?¿??
—Pode ser água mesmo.
Armando a serve.
—Grata.
—Ouviu tudo o que disse.
—Sim, doutora, mas...
—Fernanda, pode me chamar de Betty!
Armando ri, pois betty Betty está se sentindo como ele, quando ela insiste em chamá-lo de doutor..
—Pois bem, Betty. Entendi que já foi aluna do Campus e segundo consta a melhor aluna de sua turma.
—Grata.
—A fama a precede, Beatriz!
—Eu pesquisei. E por isto, agora, presidente de uma empresa do calibre de Ecomoda, decidiu ajudar os alunos que não podem pagar pelo baile de formatura.
—Sim, esta é uma parte.
—Meus colegas estão muito contentes, posso dizer, doutora. E de verdade, me sinto honrada por ter sido uma das escolhidas para o projeto. Mas de verdade, creio que será um desperdício.
—Desperdício?
—Sim, de dinheiro e de tempo. Ouvi o que seu estilista disse...
—Olha, Hugo é um mal-amado e não deve ser levado em consideração. –disse Armando.
—Não quero criar problemas.
—Imagina. A questão é que ele implica comigo desde sempre –ri de seu jeito – desde quando entrei como secretária. E também implica com o quartel.
—Quartel?
—Sim, como ele chama, quartel das feias. As secretárias. Sabe as moças daí de fora.
—Estas moças não são nada feias.
—Para Hugo são.
—E comigo, então? oj oj oj Nem sendo presidente me poupa, imagina que me chama de monstro transformado?
—Ah que horror!
—Ele é um ridículo! -disse Armando.
—Mas indepentemente disto que disse, fico feliz com a proposta de realizar o sonho do baile de formatura de nossa turma. É que para mim não creio que tenha jeito e não queria decepcioná-los.
Betty e Armando se olharam.
—Veja, nunca sonhou com seu baile de formatura?
—Claro que sim. Desde pequena, sonho com um baile lindo, eu com meu vestido azul bailando com meu príncipe. Mas -ri –para começar, não tenho príncipe, só um sapo. Brincadeira. E meu amigo Juan, bom aluno também, somos monstros nas finanças e também na aparência.
Betty em choque parou e olhou para aquela moça. Não é possível. Viu a si mesma. À diferença de que a mocinha à sua frente tinha os cabelos cor de fogo, ruivinha de nascimento, mas aquela fala, aquele jeito de ser, era como visse à si mesma.
Armando sorriu, sabia porque sua esposa havia ficado paralisada. A mocinha era como uma versão de sua Betty um pouco mais cheinha e com cabelo ruivo. Os óculos de aros grossos com armação azul e não vermelha, jardineira quadriculada larga e comprida.
—Acredite, Fernanda, sei o que quer dizer. Posso chamá-la Nanda?
—Sim. Mas duvido que saiba como me sinto. A não ser pelas notas e por também ser a melhor aluna da turma, não temos nenhuma semelhança.
—Muito mais do que imagina. Assim como você, também não tive um baile de formatura, embora sonhasse com um e para bailar com meu príncipe –ri de seu jeito- ou mesmo com meu sapo, como disse, meu amigo Nicolás, que era como eu. Apesar da bolsa, meu pai teve que se esforçar muito para pagar, comprar os livros, pagar as palestras e tudo necessário para minha formação .... e ao final, tive que escolher: ou o último ano ou o baile, mas lógico que não adiantaria só o baile, logo, preferi pagar o último ano. Na época não tínhamos uma empresa com um projeto como Ecomoda para permitir que realizasse meu sonho. E tal como você, agradeci, afinal, apenas Nicolás dançaria comigo.
—Também não teve baile?
—Não.
—Viu não foi ruim, agora está aqui, presidente da empresa.
—Sim, mas não foi tão fácil assim. Queria ter ido. Seria uma comemoração. Sofri muito para me formar.
—Imagino. No meu caso, não é meu pai quem está me ajudando, mas minha mãe. Não sei quem é meu pai. Minha mãe ajuda a pagar os estudos graças ao seu emprego como cozinheira. Esta é outra questão. Ela é muito moralista, não gosta muito do mundo da moda, não sei o que acharia de eu ter vindo à sua empresa. Desculpe-me.
—Tudo bem. Creio que é como meu pai. Ele é assim, conservador, moralista, mas um bom homem, honesto e trabalhador.
—Sim, como minha mãe.
—Me conformei que era melhor não participar do baile para que meu pai não se sentisse mal de não poder pagar, mas no fundo queria sim ter ido ao baile, nem que fosse para bailar com Nicolás.-oj oj oj
—Isto porque não te conhecia! -disse Armando
—Imagina que iria querer bailar com a menina mais feia da cidade.
—Ia sim.
—Ia não. Você era como a minha turma antes não dançaria como uma feia
—Era um idiota cego. Ainda por cima porque você nunca foi feia.
—Fui sim.
—Não. –beijo
—A menina. Desculpe-me, Nanda.
—Que isso, Betty. Acho bonitinho –ri –um casalzinho como vocês. É a filha de vocês? -vendo a foto de Camila
—Sim, se chama Camila.
—Linda. Quanto tempo tem?
—Quase 7 meses.
—É linda como vocês! Realmente, o doutor.
—Pode me chamar de Armando.
—Tem razão, Armando. A Betty é muito bonita –ri – apontando para a foto.
—Não disse?
—Mas com todo o respeito, Nanda, você também é..
—Eu? Imagina, doutor.
—Armando.
—Imagina.
—Sim, assim intelectual, tipo a Betty!
—Com a diferença de que ela é bonita.
—Você que disse que pesquisou sobre mim, já viu o livro escolar, onde tem minha foto?
—Bem, não. Então, eu sofri muita gozação por conta de ser como era –Betty limpa suas lágrimas que caem discretamente e Armando coloca a mão em seus ombros –desde a infância. Mas na faculdade, doía mais, pois tinha consciência de que não adiantava ser inteligente, ter as melhores notas. Até mesmo perdi um ótimo emprego no Banco Montreal, prefeririam contratar uma moça com belas pernas –ri, secando as lágrimas. Aqui na Ecomoda quando entrei, foi a mesma coisa.
Fernanda reflete sobre o que Beatriz lhe diz, mas não acredita, pois não pode conceber que aquela mulher bonita e elegante fosse tão feia como disse.
Beatriz continua contando.
—Desculpe, Betty. Até entendo que talvez seu cabelo não fosse tão bonito e usasse aparelhos, mas daí a ser feia é uma grande diferença.
—Olha, se te provar que era tal e pior do que possa imaginar, consideraria participar do projeto?
—Não dou certeza, mas prometo que iria pensar.
—Está bem. Vou te mostrar uma foto que não mostro a ninguém –ri –pois sumi com a maioria.
—É verdade.
—Aqui, te apresento a mim mesma, quando vi trabalhar na Ecomoda.
Beatriz mostra a foto onde tinha a franja, óculos grandes e vermelhos, roupas fechadas até o pescoço, blusa larga de babado e sorrindo com aparelho.
—É você? Não posso acreditar.
—Deixe-me ver? -diz Armando
—Não. –diz Beatriz.
—Betty!
Armando toma a foto e coloca olhos sonhadores.
—Sim. É Beatriz. Minha Betty.
—A conheceu assim?
—Sim, infelizmente ele me conheceu assim.
—E me apaixonei perdidamente por ela.
—Assim?
—Assim mesmo. Tão divina.
—Não ligue, Nanda. Este homem é louco, viu?
—De amor por você, você sabe.
—Eu acho bonitinho. Quem dera um amor assim.
—Você pode encontrar seu príncipe também. Oj oj oj
—Assim sonho.
—Com licença; -Armando puxa o cabelo da moça de um lado. –se prender assim, usar outras roupas.
—Ah eu não. Não tenho jeito.
—Fala como Betty falava.
—Sim, tal como eu.
—Minha proposta para você, seria fazer o que Catalina fez por mim. Catalina é nossa RP. Ela foi a principal responsável por minha mudança, me ensinou quase tudo que sei hoje. A ideia não é apenas vesti-la com roupas de Ecomoda e sim uma transformação.
—Transformação?
—Sim, mas nada agressivo. Apenas destacar seus pontos favoráveis. Para que manifeste no exterior o que tem aqui (aponta para o coração) e aqui (aponta para o cérebro).
—Topa?
—Não sei o que dizer.
—Gostaria de experimentar?
—...
—Diga sim.
—Temo me arrepender.
—Caso se arrependa, poderá voltar para o visual antigo na hora que quiser.
—Preciso pensar.
—Está bem, fique o tempo que precisar. Precisamos falar com os outros alunos.
Assim, Beatriz e Armando saem um pouco da sala, para que Fernanda reflita e vão à sala de reuniões expor o projeto à turma.
—E Nanda onde está?
—Está na Presidência.
—Ela não quer participar, não é?
—Como sabem?
—Porque a conhecemos.
—Bem. Ela vai ter tempo de pensar.
—Boa tarde!
—Catalina!
—Oi!
—Cata! Que bom que chegou.
—Beijos.
—Apresento os formandos. Eles toparam participar do projeto.
—Que ótimo. Não vão se arrepender.
—Deixo-os com eles.
Quando voltaram a sala de presidência, encontraram com uma Fernanda decidida a mudar. Os colegas ao saberem da notícia, ficaram muito felizes, visto que, ao contrário da turma de Beatriz, gostavam muito da colega (ao menos os que pertenciam à mesma classe que ela, formando uma espécie de quartel das feias na faculdade, como Betty percebeu) e não a preteriam por não ser agraciada.
Ao ver amenina, Catalina sorriu em cumplicidade com o casal. Ela lembrava de certa forma Beatriz antes da mudança.
—Ela vai dar tanto trabalho quanto você. E tanta satisfação quanto.
—Gostaria de poder fazer por esta menina o que fez por mim. –respondeu Beatriz à Catalina
—Isto é muito bom, repartir o aprendizado.
—Só não sei se sei o suficiente, se conseguirei.
—É muito inteligente e pegou rápido tudo que ensinei. Verá como conseguirá e se precisar de mim, estarei aqui para ajudá-la. Posso sugerir alguns salões, lojas de acessórios.
—Sim, por favor!
Catalina passa os telefones de conhecidos parceiros de Catalina e promete levantar orçamentos e quem sabe propor parcerias e permutas.
Quando Catalina sai.
—Gostou mesmo da mocinha, hein?
—Ela me lembra de mim mais jovem.
—Lembra mesmo. O jeito tímido, a forma de se vestir, os óculos. –beijo –Mas sabe, me deu uma nostalgia.
—Falando nisso, onde está a foto?
—Foto?
—Sim, Armando, a foto, onde está a foto?
—Foto? Não sei do que fala.
—A foto de feia que mostrei à Nanda!
—Foto de feia?
—Não se faça de dentendido, Armando Mendoza. Me devolva esta foto que eu sei quando mente.
—Venha pegar. Levanta a foto, acima da altura dela.
—Isto não vale.
—Vale sim. Quero um beijo.
—Não.
—Um beijo, vai.
—Está bem. –beijo
—Chama isto de beijo? Dá-lhe um beijo bem apaixonado.
—Agora, dê-me a foto.
—Ainda não, pois eu beijei a senhora e não você, vamos quero um beijo.
—Vai se arrepender.
—Vai se negar a beijar seu príncipe?
—Sabe que não. –beijo
—Ah, assim começa a melhorar.
—A foto.
—Dá ela para mim? Juro que não mostro para ninguém.
—Não. Por que quer isso?
—Me traz boas recordações.
—A mim não.
—Vai.
—Por que quer “isso”?
—“Isso” que diz é uma fase da mulher que amo. Sabe que me apaixonei por você assim.
—E assim como estou não me ama?
—De qualquer maneira, minha doutora. (beijo)
Papo vai, papo vem, acabam fazendo amor.
—Sabe que a amo de qualquer forma, Beatriz. Mas pode não acreditar tenho uma fantasia, um desejo de fazer contigo na sua salinha e na mesa de presidência com seu antigo look, como fizemos o revival no hotel.
—Não sei porque não apaga isto da mente.
—Não posso. –com a voz rouca –Fico com desejo só de pensar.
—Tão louco assim pela mulher feia?
—Tão louco assim por você. Gosto de você de qualquer jeito, principalmente quando se entrega a mim, assim como está, mas vai achar meio doido, mas acho que fica sexy com seu antigo look, quando só eu sabia como era.
—Doido mesmo, mas um doido divino.
—Veste –sussurra –a roupa da nossa primeira vez para fazermos amor aqui na presidência.
—Hum. Quem sabe. Mas ninguém poderá ver.
—Fazemos em um sábado.
—Pode ser.
—Quando faremos?
—Isto será uma surpresa quando menos esperar, te surpreendo.
—Perfeito. Vou esperar ansioso, espertona.
—Sabe uma fantasia que tenho contigo?
—Tem fantasia comigo?
—Sim. Sabe o seu uniforme de equitação.
—Gosta?
—Sim, não tiro da mente a primeira vez que o vi no clube. Estava tão lindo.
—Aquela roupa fica no clube, não posso tirá-la de lá.
—Ah.
—Mas espertona... –segura seu queixo-Por você, acho uma forma, vou te fazer minha usando aquela roupa. Não vou perder esta oportunidade de ser seu cavaleiro.
—Temos que trabalhar, temos muita coisa para fazer.
—Essa nossa conversa me deixou com uma vontade, esqueçamos as fantasias. –avança sobre ela como um tigre e a presa não tem e nem quer escapar.
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