Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
152 Capítulo 151
Notas iniciais
Armando adentra a cabine 269.
—Boa noite! (bate à porta) Sou Armando Mendoza.
Subitamente a porta abre e não tem ninguém à vista.
—Ué! Olá! Olá!
A luz apaga. Alguém o agarra e beija.
Ele tenta se livrar, mas a pessoa pula em cima dele, aterrando os dois em um sofá.
—Me larga!
(começa a tirar a gravata dele, jogando para o lado, sufocando-o com um beijo na boca.)
—O que pensa que está fazendo?
—Sei que é disso que gosta! -coloca a mão em seu órgão e aperta)
—Louca! -joga a mulher para o lado -Sofia?
—Isto, cachaquito!
Armando levanta rápido da cama.
—O quê está fazendo aqui?
—Sabe muito bem o que estou fazendo aqui.
—Louca! Vim pelo cliente de Santa Marta!
—Não, veio por mim! Sofia Fernandez, meu nome de casada!
—Você se casou?
—E me separei. Eu sou de Santa Marta e sabe muito bem. Passamos momentos incríveis, você e eu. Eu tinha o cabelo até os joelhos e você adorava enroscar-se neles, dourados como o ouro.
—Mas isto acabou, Sofia.
—NÃO ACABOU! Não se cansa de bancar o maridinho perfeito? Sabemos que isto é só fachada. Hugo me contou tudo. Que ela é ótima administradora e que depende dela para dirigir a empresa. Que você não entende disso e só quer saber de beber e ficar com as modelos.
—O quê? Ele me paga!
—Você não muda, cachaquito. Mas sei que está de saco cheio, ainda mais que sua esposa está naqueles dias e não pode fazer nada.
—Como sabe disso?
—Cata pediu a todas um tampão. Eu tomo injeção, não tenho estas coisas. Que idiota menstruar em um cruzeiro em alto-mar! Bem, problema dela!
—NÃO FALE ASSIM DE MI BETTY!
—Não estamos aqui para falar dela.
Puxa as alças do vestido, ficando só de roupas íntimas.
—Estou aqui para nos divertirmos como antes!
E voa para cima de Armando, agarrando-o e beijando-o.
—Me larga, sua louca! -empurra-a
—Não se atreva a fazer isto de novo ou mando que a coloquem para fora deste desfile!
Armando sai correndo dali. Nem percebe que está borrado de batom.
Ao sair, segue pelo lado contrário do corredor, saindo ao lado do convés, lá encontra Catalina.
(respiração ofegante)
—Que isso, Armando?
—Ai, Cata! Depois te conto.
Ela estranha, pois ele está sem gravata com a camisa aberta e para fora, manchado de batom.
—Você estava com a Betty?
—Com a Betty? Não. Estava… estava… Você que marcou um encontro na cabine?
—Eu? Eu só marquei na 241, 110.
—Estranho.
—Estranho está você! Pessoal, me dê uma licença para falar com ele?
—Sim.
—Armando, vem cá. -o puxa pelo braço.
—O quê?
—Tem certeza que não estava com a Betty?
—Sim. A Betty foi falar com uns clientes.
—Ela já está na cabine de vocês.
—Ah, vou para lá. Grato, Catta!
—Espere! -mostra para ele como está no seu espelho. -Se não foi a Betty, quem te manchou de batom? Com quem estava? Estava traindo a Betty?
—Cata, eu, eu
—Estou esperando, Armando.
—Eu jamais faria isso com ela.
—É que sabemos que seu histórico não é bom.
—Com a Betty, não. Ela é parte de mim, a amo do fundo de minha alma.
—Explica iso
—Eu… eu… estava atendendo os clientes da franquia, terminei, ia para minha cabine quando recebi um bilhete.
—Bilhete? Que bilhete?
—Seu, ou pensei que era seu. Está, está. -começa a procurar o bilhete desperado em todos os bolsos, com Catalina olhando para ele de forma inquisidora.
—Pois
—Está aqui, Cata. Já acho -olha o mesmo bolso duas vezes. O rosto de Catalina o deixa mais nervoso.
—Está aqui. Mas eu recebi o bilhete. Será que caiu? E fui na cabine que dizia. ACHEI!Aqui o bilhete. Não foi você que escreveu?
—Não. Só aqueles que te entreguei.
Armando conta tudo
—E esta é a verdade! Te juro, Cata!
—Te conheço e sei que é verdade o que diz, vai ao banheiro e se ajeita.
Armando faz o que diz e volta.
—Ainda bem que foi você, Cata e não qualquer outra pessoa ou poderiam surgir boatos.
—Isto é certo. Mas que mulherzinha.
—É mais uma dessas loucas que me perseguem. Nem imagina o que já passamos, Betty e eu!
—Agora, o próximo passo é contar para Betty.
—Quê? Não sei se tenho coragem.
—Por quê? Devolveu o beijo? Se sentiu com vontade?
—Não, senti asco. Eu era do tipo vulgar.
—Isto é certo. Mas se achava de paladar fino. Se você não sentiu nada, conte para ela.
—É que ela pode achar que eu tive algo,que quis.
—Betty não confia em você? Não te perdoou?
—Sim, confia e perdoou. Por isso, tenho
—Vocês costumam mentir ou esconder coisas um do outro?
—Nunca fizemos isso.
—Logo, não comecem agora. Se não contar e ela descobrir de algum jeito, vai achar que não foi só isso que aconteceu.
—Eu sei, Cata.
—Eu não vou contar, pois acho que cabe a você isso.
—Está bem. Eu conto. Espero que ela acredite em mim.
—Ela sempre acreditou, mesmo quando outros duvidavam.
—Sim, sempre foi incondicional.
—E se você tivesse dito do Plano, nunca teria duvidado de você.
—Sim, eu que fui estúpido.
—Mas Betty nem se lembra. Quem ama confia. Não quebre esta confiança.
—Sim, a verdade sempre. Vou falar com ela. Ainda estou manchado?
—Não. Está bem. E a gravata que tinha?
—Pois é, não sei. Acho que perdi quando ela arrancou.
—Deixou com ela? Mais um motivo para contar. Esta mulher pode fazer de tudo.
Na cabine:
—Betty? Está acordada?
Betty está dormindo. Ele tita a roupa, coloca o pijama, vai dar um beijo na filha e deita ao lado da esposa.
—Conta para Betty. Conta para Betty. -lembra-se de Catalina lhe dizendo
—Ela está dormindo, Cata. (Imaginando)
—É mas quando você quer, você a acorda.
—Ai, Cata. É que vai estragar o sono dela.
—Armando! Você não quer contar.
—Está bem, Cata. Eu conto. Mas amanhã.
—___
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