Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

145 Capítulo 144 -Lançamento da Coleção Verão


Notas iniciais
Oi, pessoal! Desculpe se não estou escrevendo com tanta frequência quanto antes. É que, estou de volta ao trabalho presencial e aos estudos on line, além de uma série de outros projetos, que não permitem que possa colocar as ideias em texto como costumava fazer. Espero que sigam gostando história, comentem, sugiram, grata por acompanharem!

O dia do desfile pela costa colombiana se aproximava, Betty e Armando estavam bem animados. Sobretudo, porque Hugo e Jacques haviam finalmente começado a se dar bem. Mais que isso, Betty concordava com o que dizia Catalina: para elas os dois moços não só se davam bem como se gostavam.

—Olha, Betty! A coisa que mais me anima neste “passeio laboral” pela costa não é só o desfile, mas a chance de passear e trabalhar contigo e nossa monstrinho em lugares tão lindos que lembram a Lua-de-Mel

—Também lembrei-me disso! -beijo Senti a mesma emoção!

—Humm... Não poderíamos deixar de fazer amor em alto-mar de novo, doutora!

—Não pode esquecer que viemos aqui para trabalhar, doutor!

—Não pode esquecer que a amo e a desejo tanto que quero passar a noite toda “trabalhando muito” com minha presidente.

—Sei... Devemos estar descansados e sem olheiras.

—Fala isso porque quer parecer linda e deslumbrante para os outros! DESFILANDO!

—Armando! Já havíamos falado sobre isso e até concordou em desfilar comigo. Ora, já desfilamos outras vezes!

—Sim, mas... Pensei que ia usar só o vestido para bailes no Cruzeiro, não roupa de banho!

—Sabe que quando concordei não tinha noção que também desfilaríamos com trajes de banho. Sabe quão vermelha fico, mas foi coisa de “nossos estilistas”!

—Pois é! Desde quando Jacques e Hugo são amigos e concordam em algo?

—Hum... desde que começaram a conversar e colocamos como condição que trabalhassem juntos... desde, então, agora Inesita é a madrinha. -riu

—Madrinha, madrinha de quê?

—De casamento. -risos -Seu Hugo que disse...

—Você quer dizer...

—Sim, eles estão juntos, não percebeu?

—Ah que isso, Betty! Jacques é um bom rapaz.

—Sim, também gosto dele, e Seu Hugo mais ainda…

—Quer dizer…

—Sim, estão juntos.

—Desde quando está rolando isso?

—Ah desde que começaram a conversar, Catalina que percebeu, eu no começo também não queria acreditar e tampouco, queriam se gostar, mas sabe como é... no coração não se manda!

—Fala por você?

—Sim, ou acha que mandei que o meu se apaixonasse pelo meu chefe noivo de outra? Nunca!

—Se arrepende de envolver-se comigo?

—Não, não me arrependo de nada, Seu Armando! -beijos

—É mesmo, minha Betty?

—Mas você também, provavelmente, não queria se apaixonar pela assistente feia...

—Betty! Depois de estarmos juntos há dois anos, casados há mais de um ano fala isso? Pôxa, me ofende lembrando sempre do meu passado de idiota!

—Desculpa, meu amor! O fato é que nos amamos e não podemos resistir um ao outro. Ou você resiste?

—Não!

—Então?

Tomo seu rosto com uma mão para dar-lhe um beijo doce, enquanto enlaçava seu corpo com a outra.

—Ai. Armando... Sabe que...

—O quê? Aproveitemos que Camilinha está com meus pais.

—Sim, estão cada vez mais encantados!

—Sim, e podemos ficar juntinhos nos amando nesta cabine. Encosta-a contra a parede da luxuosa cabine presidencial, sufocando-a com o beijo, enquanto sua mão acaricia seu corpo e com a outra começa a desamarrar as alças que prendiam seu vestido de estampa de flores aos ombros.

—É um modelo da Ecomoda? -sussurrou.

—Sim, da nova coleção.

—Ficou lindo em você! Perfeita! Mas não quero que o amasse, Melhor tirá-lo!

(ao terminar de falar estas palavras sussurradas em seu ouvido, enquanto lambia o nóbulo de sua orelha, o vestido caiu ao chão)

Ele sorriu, enquanto, ela abraçou seu pescoço, deixando-se levar.

Então, ele a pegou no colo de frente e a depositou na cama, já em posição de amar, Mas ele ainda estava vestido de calça branca esportiva e camisa social verde-claro, e Betty só de lingerie. Ficaram se beijando por um momento, enquanto ele a acariciava por cima da roupa de baixo.

—Ai, Betty! Você é tão... linda e sensual! Me põe louco!

Enquanto se beijavam, ela começou a desabotoar sua camisa, a fim de sentir aquele peito perfeito desnudo amassando o seu. Tão logo, cumpriu seu propósito, Betty o começou a beijar e lamber seu peito, enquanto ele a acariciava com as mãos.

—Ah, picarona. Sabe que isto me deixa mais doido ainda.

Ela sorriu, mesmo com as faces avermelhadas.

Então, ele desatou seu sutiã, e serviu-se de seus peitos, que ainda se apresentavam generosos. Sabia que Betty ainda amamentava, então, tinha que ter cuidado para não sugar seus mamilos e receber a rajada de leite destinada à Camila. Preferiu apenas circulá-los com a língua, revezando entre boca e mãos. Em poucos segundos, eles apontaram para ele. Armando sabia que Betty sempre ficava excitada e à sua mercê quando acariciava seus seios e desde que estava amamentando, além de ficarem maiores, também ficaram mais sensíveis ao seu toque.

Enquanto dava trato nesta região, aproveitava para sentir as carícias que Betty lhe dava nos seus cabelos, costas e ombros. Sempre gostou quando fazia isto, desde a primeira vez, eram carícias relaxantes e ao mesmo tempo, revigorantes e excitantes. Pois Betty sempre, descia suas mãos até suas nádegas, dava a volta, soltava seu cinto e acabava por abrir sua calça. E desta vez foi assim também. Logo, estavam os dois de roupa íntimas, se beijando e acariciando. Sentindo que ela estava bem excitada, Armando começou a esfregar seu corpo escultural em sua Betty.

—Armando...

Armando sabia que Betty estava pronta, mas estava gostando da provocação. O membro duro dele apertava o tecido de sua boxer contra a umidade que escorria da calcinha de Betty, encharcando-o.

—Mí amor!

—Sei, Betty!

“Esta mulher me põe louco, sei que está assim por mim e nenhum homem a fez sentir assim, como me disse. Assim como é única para mim!”

Ele não tinha a menor pressa. O desfile seria apenas dia seguinte e o coquetel com a imprensa apenas à noite, de modo que, tinha tempo para aproveitar aquele momento com Betty.

—Armando, por favor... te quero!

Sentindo-se também louco de desejo, ele puxou com carícias a calcinha de Betty, liberando aquele cheiro de frutas e mel que sentia emanar dela ao fazerem amor, e a puxou com força, para chegar a seu interior.

—AIII!!!

Apesar de fazerem amor por horas quase todos os dias desde que haviam ficado juntos, cada vez era única. E a cada vez parecia ser a melhor.

—Diga-me, me quer? (Já dentro dela)

—Sim, te desejo!

—Por quê?

—Porque... porque... -o prazer era tanto que Betty esquecia até do que devia dizer-

Porque te amo! Porque SOU TUA! Tome posse de sua Betty!

—Sempre. TAMBÈM SOU TEU, TOTALMENTE!

Continuam sua dança sexual, começando lento e acelerando o ritmo, de acordo com o desejo até chegarem ao ápice quase ao mesmo tempo.

—AAAAIIII, TE AMO!!!

—TE AMO MAIS!!!

—EU TE AMO MAIS, MUITO MAIS!!!

Era tanto desejo e prazer que sentiram vontade de chorar e rir ao mesmo tempo.

Após o prazer, ficaram um pouco deitados com os corpos suados um sobre o outro. Ainda sentiam muito calor.

—Mí Amor! Vamos nos vestir e tomar um pouco de ar na proa! Estou com muito calor!

—Ai, mí amor! Eu preferia ficar aqui com você!

—Além de fazer amor e trabalhar queria aproveitar para passear contigo. Nunca temos tempo para viajarmos juntos e sabe que o mar me deixa encantada.

—Está bem!

Se vestiram e foram dar uma volta até chegarem á proa, onde ficaram a observar!

—Olha, meu amor! As ilhas do Rosário! Foi onde te imaginei e te perdoei.

—Cheguei a sonhar com isso!

Beijos

—Foi ali!

—Queria ter vindo aqui para recebê-lo!

—O que importa é que estamos aqui! -beijos

—Sabe, Sra. Mendoza, que o ar marítimo te faz bem? Sempre que viemos aqui parece que fica ainda mais bonita que é! -beijo- Por isto, voltou tão linda da primeira vez... tão relaxada!

—Também fica lindo com estas roupas claras!

—Te disse que queria me casar aqui?

—Sim, não casamos por conta de meu pai!

—Sim, ainda podemos fazê-lo! Dra. Pinzón, aceita se casar comigo de novo, aqui na praia?

—Casaria contigo todos os dias de minha vida! -beijo -Mas hoje?

—Não! Tem que ser especial, organizado. Mas já tenho meu “Sim”!

—Sim, Sim! -beijo

Duas senhoras da alta sociedade que estavam no navio, ficaram olhando feio para eles. Não é comum para pessoas daquela classe social tamanha demonstração de afeto em público. Por isso, Armando nunca havia sido assim, tampouco Betty, por não ter namorado e mesmo que tivesse teria vergonha. Mas ela não conseguia resistir à proximidade de Armando e seus apelos.

Além das senhoras, outra pessoa os observava. Era uma moça alta e loira. Vestia um biquini colorido com uma saída de praia transparente branca. Tinha os cabelos cacheados cumpridos e dourados até o meio das costas, seu corpo escultural, lembrava de uma modelo. Usava óculos escuros.

Depois de tomarem um drink na proa, Armando foi pedir no balcão uns aperitivos, deixando Betty na proa, observando o mar. Ao voltar, ouviu uma voz o cumprimentando.

—Armando! Que bom te ver! -beijo na bochecha, mas bem perto da boca de Armando -Como tem estado?

O rosto não era estranho, mas não lembrava de onde.

—Oi, vou, vamos bem! E você?

—Melhor ainda agora que te vi!

—Peço licença! — exibindo certo constrangimento. “Esta mulher deve ser uma daquelas”.

Ela puxa o braço dele

—Ai, fica mais um pouco! Vejo que está sozinho!

—Não estou sozinho! Casei-me! -Mostra a aliança.

—Ah... Então, Marcela conseguiu?

—Não me casei com Marcela! E sim com minha Betty!

—Betty?

—Sim, Beatriz! Uma mulher maravilhosa!

—Beatriz de quê?

—Pinzón Mendoza!

—Não conheço nenhuma Beatriz Pinzón Mendoza! Ela é modelo?

—Pois sim! Mas exclusivamente minha modelo!

—Estou falando sério, Armando! Você não se casaria! Ainda mais com uma mulher que não fosse uma beldade, uma super modelo. Por isso, não se casou com Marcela!

—Pois sim! Ela é uma beldade! E sim, desfila, mas só para mim e a Ecomoda!

Ela, então, continuou acompanhando-o até a proa onde Betty estava.

—Oi, Betty! -beijo

—Demorou!

—É que uma moça me abordou...

—Conta a novidade!

—Oi!

—Ah, ela aí! -incomodado

Betty olhou a moça e sabia se tratar de uma modelo, pelo porte e o jeito.

—Prazer, Beatriz Pinzón Solano DE MENDOZA!

—Ah! Sou Sofia Perez! Modelo e atriz!

Aí, Armando lembrou-se de onde conhecia a moça.

—Sofia? Mas você não tinha voltado à Santa Marta?

—Sim, mas depois que saí da Ecomoda, (tirada à força por Marcela) recebi propostas para desfilar e nunca mais voltei para Santa Marta!

—Ah... E está aqui para quê? (grosso e de mal-humor)

—Para desfilar, ora! Sou uma das modelos freelancers costenhas contratadas pela Ecomoda! Ou seja, você!

—Não, não sou mais presidente, a presidente é ela: Beatriz!

—Sério?

—Eu tampouco sabia que a tinham contratado!. -disse Armando às duas -Deve ser coisa do Hugo e do Gutiérrez.

—Bem, seja bem-vinda, Sofia! -cumprimentou Betty, com um sorriso, querendo sempre parecer profissional, embora estivesse desconfiada que ela teve algo com Armando no passado.

—Grata, Beatriz, é isso? -olhando-a de cima abaixo, pois era bonita, mas não a beldade que Armando havia dito que era (recalcada) muito menos modelo (já que para ela era bem baixa).

—Sim.

—Então, não sei se Armando te contou, mas aliás, nem o chamava de Armando, chamava-o como chamam lá em Santa marta “mi Cachaquito”!

—Cachaquito? -perguntou Betty (Armando arregalou os olhos)

—É como chamam vocês de Bogotá na costa: “Cachaco”.

—Isto sei, mas Cachaquito?

—Ah sim! -riu Sofia -É porque...

(Armando acercou-se de Betty e a abraçou pelas costas)

—Betty, temos que nos arrumar! Você não tem que se encontrar com Hugo, Sofia?

—Ora, Cachaquito! Que mal em falar para Betty? Era Cachaquito porque éramos MUITO próximos!

-riu-se Sofia -Só por isso, carinhosamente, pois não tinha NADA de chiquito -com olhos desejosos

(Armando saiu arrastando Betty)

—Vamos, Betty! Tchau, Sofia!

—Até mais tarde, cachaquito! Tchau, Sra. Beatriz.

—Tchau!

Os dois saem dali

—Mais uma! -riu Betty para disfarçar seus ciúmes

—Betty!

—Não é, Cachaquito? “Era Cachaquito porque éramos MUITO próximos!” -imitou desdenhando — “ não tinha NADA de chiquito!” ABUSADA!

—Betty! Peço desculpas por mais este constrangimento!

—Tudo bem, meu amor! Sei que não tem culpa se elas não te esquecem. Sei o que passei desde que entrei na Ecomoda. E muito mais o que teria que passar desde que aceitei me casar contigo.

—Não pense que não me incomoda também este meu passado libidinoso!

—Parece que andou com TODAS as modelos! Era uma espécie de teste de qualidade para aceitar ou não as modelos na Ecomoda? Dormir com o acionista Armando?

—Antes fosse! Mas o antigo Armando andou até com as modelos das empresas rivais da Ecomoda.!Desculpa! Se pudesse voltar, juro que não faria! Nenhuma delas (abraçando-a) me satisfez como você. Eram só momentos, corpos.

—Elas não pensam assim!

—Não me importa! O que importa é que você foi a única mulher que me fez sentir especial, um homem completo e não mais um! -beijo- Te amo! Não se esqueça disso! É minha vida! Elas são vazias, eu gostava, pois era tão ou mais vazio que elas! -beijo -Se pudesse voltar, teria ido até o bairro de Palermo para te conhecer antes!

—Vou fingir que acredito. -beijo

—Ah vocês estão aí! -Catalina cumprimentou-os

—Cata! Que bom revê-la!

—Como sempre se beijando...

—Ai, Catalina! Que vergonha com a senhora.

—Vergonha, por quê, Betty? Fico é feliz como madrinha, que estejam se dando tão bem!

—Não imagina quanto amo esta mulher, Cata! -apertando-a

—Posso sim, imaginar, pois você nunca foi de dar demonstrações de carinho em público para mulher alguma para não desanimar as outras!

—Viu, Betty?

—Eu sei!

—Agora, falando sério e sobre trabalho. Todos nós devemos estar usando peças da coleção da Ecomoda o tempo todo a partir de agora!

—Quando diz “todos nós”

—Eu, vocês, Camilinha, Nicolás, Seus pais.

—Ai, Catalina… meu pai, sei não. A roupa de executivo da Ecomoda poderia ser, mas uma dessas de praia, sei não…. Nunca o vi assim.

—Pois aí que engana, Betty! Antes de vir aqui, já falei com ele, tiramos as medidas dele e de sua mãe e já se separei umas peças. Mostrei no catálogo e ele aprovou os modelos.

—Jura?

—Ah isto quero ver!

—Pois pensam que não temos “conservadores” entre nossos clientes? Pois tem alguns ainda mais velhos e piores que Don Hermes!

—ojojojo isto duvido, Catalina!

—Eu também! –disse Armando –Quer dizer...

—Tudo bem ojojo eu sei como ele é!

—___________ Continuará

Notas finais
A Sofia Pérez, a modelo que teve caso com Armando foi baseada no papel da atriz e modelo (na época) Rosa Pérez, que atuou na novela "La costeña y el cachaco" com a personagem Sofía Granados e foi uma das modelos em um desfile da Ecomoda em "Betty".