Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
144 Capítulo 143
No dia seguinte.
Armando e Betty chegam à empresa.
—Bom dia, Mariana!
—Bom dia!
—Pede a Freddy que suba a minha sala, por favor! Que foi, Mariana¿
—É que Freddy não chegou ainda!
—Mas como assim? Já são 8:30h. Bem... mas então quando chegar, me avise!
—Sim, Seu Armando!
Os dois sobem de elevador, beijando-se.
—Ai, doutora! Assim nem descemos do elevador, voltemos agora mesmo para ficarmos fazendo amor em casa! -Beijos
Betty ri de seu jeito
—De modo algum, doutor Mendoza! O senhor tem muito trabalho aqui em Ecomoda!
—Será que minha chefe não me libera, eis que tenho “muito trabalho” para fazer em casa?
—Olha, pelo que conheço acho que ela é muito brava!
—Sério? Mas se eu fizer assim nela? -a agarra pela cintura e lhe dá uns beijinhos no pescoço.
—Ai, Armando.
—Eu acho que deveríamos sim ir para casa...
—Não, Armando! Olha, chegamos!
—Ah...
O elevador chega no andar
Os dois descem, cumprimentam as secretárias.
Armando segue até a Presidência.
—Ainda dá tempo, doutora !
—Armando! Temos muito trabalho hoje aqui na Ecomoda! Já não ficamos a noite inteira nos amando?
—Sim, mas é que não imagina quão louco sou por você, Betty!
—Eu sei, também sou por você, Armando! Você sabe... – beijo- Mas pense que estamos às vésperas de uma coleção e...
—Eu sei!
—E quanto antes começamos a trabalhar, antes terminamos!
—Está bem! Mas almoçamos juntos!
—Sim. -beijo -Não fique bravinho comigo.
—Nunca, meu amor! É charminho! -beijo e pisca
—Depois vemos isso! Reparou que Aura Maria não está lá fora?
—Nem vi, estava olhando para você!
Eles vão comprovar e percebem que, de fato.
—Assim como Freddy! Ah, eles vão me ouvir!
—Armando, fale com Freddy e deixe que eu fale com a Aura Maria!
—Está bem! Mas não dê moleza! Ela agora é secretária de Presidência!
—Pode deixar!
Por volta das 11 horas, os dois chegaram. Sim, os dois estavam de cabelo molhado.
Mas não foi só isso.
—Freddy! Aura Maria! Os chefes estão desesperados atrás de vocês! Seu Armando, então... -disse Mariana
—Sim.
—Ai, Freddy!
—Calma, minha rainha, eles vão entender! Sabe que nos amamos.
—Ai, Freddy! Acha que tudo se resolve assim? Sou secretária de Presidência. Betty precisa de mim e prometi que nunca me atrasaria! E no entanto...
—Fique calma, rainhazinha. Se precisar mostro o que fomos fazer!
—Não acredito que ele está fazendo isso e tanto que incentivamos que voltasse com ele!
—Xiu sobre este assunto, por enquanto.
Aura Maria e Freddy também levam bronca do quartel e se dirigem às salas dos chefes. Aura Maria a de Betty e Freddy a de Armando.
Presidência
—Doutora!
—Ah sim! Aura Maria! O que aconteceu?
—Ai, Betty, quer dizer...
—Pode me chamar de Betty mesmo! A questão não é essa!
—Dou... Betty! Me desculpe! Nunca cheguei tarde desde que fui promovida sua secretária. Peço desculpas!
—Mas o que aconteceu?
—É que Freddy e eu estamos nos dando tão bem, estamos noivos e...
—Disto me alegro como sua madrinha, mas sabe quanto preciso de você, como minha secretária.
—Sim, sei, Betty. Mil perdões! Juro que não vai se repetir mais!
—Eu espero! Mas conte-me!
—Ai fomos em um lugar incrível, Freddy pagou tudo, dançamos e depois sabe como é, Betty! Como Jimmy estava com as meninas, estávamos tranquilos e fomos a um motel!
—E aí perderam a hora!
—Sim. Ai, Betty!
Assim como Aura Maria, Freddy também contava o mesmo para Armando que, está feliz com a história deles está dando resultado,, mas bem nervoso com o atraso.
—Sim, Freddy! Entendo! Mas... acontece que temos muito trabalho hoje! Muito trabalho! Até o meio-dia tem que depositar este cheque ou não teremos os tecidos hoje! Até às duas tem que passar na faculdade e levar estes contratos e os outros cheques!
—Doutor, perdão, mas desculpe-me! Mas o senhor sabe como é um homem apaixonado por sua rainha! A gente só pensa em amar e ficar ao lado da pessoa amada!
—Pois sabe que sei muito bem o que está falando! Mas nem por isso deixo de chegar cedo na Ecomoda. Mesmo que tenha passado a noite fazendo amor ... Olha, Freddy! Tem que ter responsabilidade! Tem que cumprir com as obrigações!
—Perdão, mas desculpe-me! Mas sempre cumpro.
—Olha, Freddy! Vocês tem sorte do Gutiérrez não estar em Ecomoda hoje, pois quando é justo nem eu nem Betty podemos passar por cima das regras!
—Sim, só quando convém...
—FREDDY!!! O que você disse?
—Nada, Seu Armando! -encolheu a voz, que ficou fina e soluçada
—FREDDY!! ACHO BOM TER UMA EXPLICAÇÃO PARA ISSO! E PARA DE FALAR AGUDO E CHORAR QUE ME IRRITA!
—Em minha defesa, doutor, vou dizer que não cheguei tarde só porque fiquei fazendo amor com Aura Maria e perdi a hora. Mas também porque dona Sofia está sendo enganada!
—O QUÊ?
—Sim.
—E o que tem isto a ver com a história?
—Nada, doutor! Mas ela é minha cunhada laboral, irmã do trabalho de minha rainha. E está sendo enganada.
—Mas como enganada? Por quem? Ela está saindo com alguém?
—Ora, com o de sempre! O Cheque!
—Mas eu nem sabia que ela tinha voltado com o marido!
—O senhor precisa andar mais com o quartel para saber das fofocas, doutor! A dra Betty não te conta?
—Acontece, Freddy, que nós temos muito trabalho e não temos tempo para perder em fofocas!
—Está bem, então...
—Onde vai?
—Trabalhar, ora!
—Mas vai deixar assim? Começou a contar, conte tudo!
—Está bem! Mas o senhor disse tínhamos trabalho e não tinha tempo para fofocas!
—Fofoca se conta tudo ou não se conta! Agora, sente-se! Aura Maria sabe disso?
—Tive que contar!
—Conta o resto!
Freddy explica que foi revelar as fotos que tirou no dia anterior e toda perseguição a Efraim.
—Olha é melhor irmos até Betty e ver o que fazemos. Isso não pode ser contado no banheiro em uma reunião do quartel. A podre Dona Sofia não merece saber assim, tem que ser dada com calma.
—_______
Armando e Freddy vão até Betty e contam. Betty acha que o melhor é chamar Sofia para conversar com toda calma e mostrar as fotos. Mas também acha que também convém conversar com Jenny, pois ao que parece desta vez a puputchurra é tão enganada quanto Sofia.
—Pior que eu sabia! Meu sexto sentido dizia isso!
—O que sabia?
—Quando Sofia me disse, Armando, que Efraim estava abordando e que passava as noites com ela e que ia dar uma chance, pois pode ter mudado. Eu sentia que devia ser só para ela tirar o processo e não ter que pagar pensão. Até brigamos por isto, lembra¿
—Sim, agora lembrei!
—Então, Armando! Onde está Freddy¿
—Foi ao banco, correr com o depósito.
—Está bem. Vou conversar com Sofia, mas esperar Freddy chegar.
Assim à tarde, Betty convocou Sofia para conversar a sós, como amiga e não como presidente.
A princípio ela não acreditou, protestou, Betty teve que mostrar as fotos, chamou Freddy para contar tudo tal como descobriu. Sofia, então, chorou nos braços de Betty.
—Vou pegar aquela desgraçada!
—Não, Sofia! Será que não vê que neste caso Jenny também está sendo enganada?
—E acredita nisso? Estão juntos nisso!
—Não, dona Sofia! Eu conversei com ela e ela não sabe que vocês estavam juntos.
—Então, por que Freddy, topou encontrar-se com ele longe daqui?
—Acontece que o novo escritório de Efraim é ao lado do banco e ele lhe disse que ficava longe vir aqui!
—Aceita, Sofia! Ele está enganando as duas!
—E o que faço, Betty¿
—Tem o cartão da advogada? Ligue para ela e a ponha a par!
Freddy leva as fotos à advogada depois de Betty falar com ela ao telefone para guardar caso precisem no processo.
No dia seguinte, conforme combinado, Freddy e Sofia montam guarda do outro lado da rua. Freddy espera com a máquina fotográfica do outro lado da rua.
Esperam, esperam. Quando Efraim chega, ele desce do carro, abre a porta para Jenny, se beijam e aí chega Sofia:
—Ah é, seu safado! Queria ficar com as duas, é? -batendo -Para não pagar pensão¿
—Que isso, dona Sofia?Meu guninin não tem mais nada contigo!
—Ah não?E por que vai todas as noites dormir comigo¿
—É verdade?
—Desde o meu aniversário! Deixou estas coisas lá! Vê se reconhece!
Jenny reconhece as peças de Efraim e fica brava com ele.
As duas começam a bater nele sem dó. Vendo que vai perder as duas, Efraim pega Jenny pela mão, coloca dentro do carro e arranca dali.
Sofia chora de raiva, mas fica aliviada.
De longe, Freddy tirou foto de tudo.
—Tudo bem, dona Sofia¿
—Não. Não tem como. -chora Sofia
—Betty pediu que a levasse para casa para descansar.
—Está bem!
Depois que Freddy levou Sofia para casa, voltou para Ecomoda, onde foi convocado um 911 para contar o que Efraim estava fazendo com Sofia. Betty pediu apoio para ela.
—Ah mas eu pego esta modelinho!
—Não, Sandra! Neste caso não. Não quero que brigue ou arrume confusão com Jenny, Ela também foi enganada por ele. E ela é modelo de modelagem de Seu Hugo e não posso e não quero ter confusão com ele. Estamos às vésperas de um lançamento importante Posso contar com vocês?
—Sim, claro, Betty!!!
—______
No carro a caminho para casa.
—Incrível como você sabe lidar com as coisas, Betty!
—Imagina!
—Se fosse eu, não saberia o que fazer no caso de Sofia.
—Confesso que não foi fácil. Querendo ou não. Ela o ama e tem os filhos que vão ficar, de novo, sem a presença do pai. Mas ela precisava saber e não tínhamos o direito de negar-lhe isso. Precisei me colocar no lugar de Sofia e se tivesse no lugar dela, preferia saber a verdade.
—Mas como assim, Betty? Assim até me ofende.
—Não meu amor! Sei que não! De maneira alguma estou te comparando, nem pensaria.. -beijo
—Estava até chateadinho…
—Sei que jamais faria isso conosco.
—Jamais! Se tudo que eu quero no mundo são vocês duas.
—Não vejo a hora de chegar em casa... -beijo
—Eu também não. Doutora!
Os dois passam na casa dos Pinzón para pegar Milinha e claro, Júlia faz questão que os dois jantem, assim como a neta que já come papinha de banana e aos poucos vai sendo introduzida a papinha salgada. E depois a família segue para casa. Apesar de já estar comendo papinha, Betty mantém a mamada noturna.
—Ai!
—Que foi? Ela mordeu?
—Siim. Milinha, cuidado com a mamãe!
—Ai, mi amor! Dói em mim. Por quê continua? Minha mãe só me deu de mamar até os três meses>
—É que entendo que Dona Margarida tinha muitas ocupações ajudando seu pai a tornar Ecomoda o grande Império que é.
—De certa forma, mas sabe como são os ricos. Eles não dão de mamar por muito tempo, pois tem medo que caiam os peitos! -riu-se -E muitos contratavam antes ama-de-leite!
—Ah não! Nunca!
—Nem minha mãe, tampouco. Mas a amamentação era via mamadeira com a Carmencita! Hoje , com a Aids tampouco pode-se ter uma ama-de -leite.
—Ah eu não deixaria. A eu sei que dói, mas quero continuar amamentando, mesmo que coma comidinha por um tempo.
—Mas te dói,meu amor!
—Sim, mas ela não faz toda hora! É ansiedade de mamar. Muita vontade! Acho que puxou alguém que conheço, meu cabeçãozinho
—Quem será esse?
—Não sei. Um tipo belo e divino!
—Deve ser um que está emum quadro prateado ali no quarto que vejo todos os dias!
—Será?
—Não duvido. É ele este belo, divino, mas histérico, neurótico e possessivo!
—E muito amoroso.
—Deixemos os elogios para depois que Milinha dormir, sim?
—Sim, Seu Armando!
—Você vai ver, hein?
Ela ri de seu jeito.
—Mamãe continua te dar de mamar, meu amor, pois ama como você a olha com estes olhinhos negros lindos. Mamando, posso admirar seu rostinho bochechudo, estas covinhas rindo depois de mamar, esta testinha… testinha -riu-se- Te amo!
—Também te amo! Amo as duas! Muito! -beija a testa da filha e o ombro de Betty. -Meu mundinho.
Depois, a filha adormece mamando e Armando a pega para colocar no berço, mas a pequena espertona, sente e começa a chorar. Logo, o papai começa a balançar e cantar uma músiquinha de ninar. Enquanto, Betty vai ao banheiro dar-se uma ducha, colocar uma camisolinha e esperá-lo na cama, preparada para mais uma noite de amor.
E que noite! Pois a camisolinha é daquelas de renda, acima do joelho preta. Este Armando não perde por esperar!
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