Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
127 Capítulo 126 Um Pinzón a mais
Notas iniciais
No dia seguinte...
—Oi, meu amor! Bom dia! -beijo
—Bom dia!
—Sabe, você cada dia mais bonita. Amo acordar nos seus braços embrulhado nos seus cabelos!-cheira
—Todo meu corpo te ama loucamente, Doutor Mendoza!
—Não duvido, Dra. Mendoza! -alternando os beijos entre o pescoço e as mechas displicentes que insistem em ficar no pescoço de Betty, ao invés de abraçarem-no.
—Sabe, temos que resolver umas questões...
—Quais?
—O evento na praia!
—Coisa da empresa! Não acredito, Beatriz! Me fez prometer que nunca iríamos falar da empresa na cama! Ou só serve para mim isso?
—Desculpe, meu amor! É porque estou realmente preocupada!
—Não preocupe esta cabecinha linda, viu? -beijinho na testa- ocupe-a pensando em mim ao menos aqui em casa, porque sabe que me deixa louquinho! E que sabe se não faço amor contigo antes de irmos ao trabalho, sou obrigado a te amar no sofá ou na cadeira da presidência.
—O senhor está procurando desculpas para saciar seus desejos.
—Acontece que não só meus, mas nossos! E a senhora tem uma dívida, uma dívida comigo!
—Dívida? Dívida, como assim?
—Sim, uma dívida de amor! Comigo, seu credor!
—Ah é assim?
—Sim. Olha, até prefiro que não a pague, pois os juros são diários, viu?
—Quantos porcento?
—Bem...
—Não adianta dessas coisas você não entende, Doutor Mendoza!
—Cara, doutora! Aí que se engana. Eu posso não entender deste tipo de finanças que a minha doutora Monstro aqui é um crânio (beija sua cabeça, em cima duas vezes) que envolve relatório (sua testa) números (sua bochecha), contas complicadíssimas (seu pescoço). -lógico, que com Armando beijando estes lugares, enquanto a aperta, já deixou Betty arrepiada e quase a disposição dele.
Sabe, dou graças por não entender nada disso -(beijando seu ombro)- pois, senão, senão -(beija sua boca, apenas beijinhos, mas de forma provocante, mordiscando seu lábio posterior) senão... (continua beijando ardentemente) se eu entendesse do que entende não teria sido seduzido pelo seu amor, sua doçura...
—Ai, meu amor! -Betty suspira e a segura forte, subjugando-a de vez, com sua pegada e seu beijo carregado de paixão.
—Então, vai me pagar agora esta dívida de amor, a qual sei calcular muito bem, ou vai deixar que acumule juros? -rouco de desejo
—Bem... (Beijos)
Mas a campainha toca e tornar a toca insistentemente
—Mas quem será?
—Vai saber.
Já em cima de Betty, pronto para entrar em ação, Armando olha para cima, de seu jeito.
Logo, Camila acorda e começa a chorar!
—É doutor... acho que vamos ter que deixar esta dívida para ser paga outro dia! Vou pegar a Camila deve ser fome.
—E a campainha, quem será? -vestindo um roupão, por cima da calça do pijama que tinha acabado de levantar.
—Betty vai pegar Camila para dar-lhe de mamar
—Oh, minha filhinha! Seus dentinhos estão despontando, não sei quanto tempo vou aguentar! Já está na hora de introduzir a papinha! Mas fico triste, pois o trabalho não permite que fique tanto tempo contigo e dar de mamar era uma forma de compensarmos isto. -beija a testinha- E continua a amamentá-la, tal como fazia naqueles quase 5 meses.
Enquanto isso, Armando havia olhado pela televisão a imagem da câmera de segurança e revirado os olhos de novo. Não podia crer que seus amados sogros haviam tocado a campainha. (Era um pouco depois das 7 horas da manhã!) e atrapalhado seu momento íntimo com Betty.
“Fazer o quê, Doutor monstro? Vai ter que esperar outro momento para fazer monstruosidades com sua doutora!”
—Bom dia, meus sogros! -sorrindo amarelo
—Bom dia, Armando!
—_Ai, Armandito! Que vergonha contigo! Sei que está muito cedo, mas o Hermes...
—Deixa que eu falo, Júlia! -adentrando a casa -E onde está, Betty?
—Amamentando Camila!
—Amamentando ou dando mamadeira? -perguntou Hermes
—Betty evita o máximo dar mamadeira quando está em casa.
—Mas não sente dor? Os dentes estão apontando e pode ser doloroso para ela; -perguntou Júlia, preocupada.
Após o comentário preocupado de Julia, Armando sente uma dor em sua pele, chegando a fazer cara de dor.
—Que acontece, Doutor?
—Nada, Seu Hermes! A que devo a honra de sua visita?
—Olha, hoje, esta noite tem o jantar na casa das Tias Pinzón. Acho que não esqueceu, espero, já que agora é um Pinzón também!
—Não, não esqueci! As adoráveis Tias Pinzón!
Armando lembra-se muito bem do encontro com as tias. Duas senhoras muito simpáticas e bem-humoradas que em nada lembram seu sogro. Uma Célia a mais nova é doce, um amor de pessoa, gentil, prestativa, tem dois filhos. A mais velha, Maria Aurora é míope e usa óculos enormes e também aparelhos nos dentes, que apesar da idade de 45 anos não os tirou. É solteira e dá aulas de Matemática. As duas muito simpáticas sempre fizeram que se sentisse à vontade e estavam felizes que Beatriz, tivesse mudado sua aparência e conquistado "um dos moços mais lindos de Colômbia" como faziam questão de dizer. Adoravam contar histórias, mas ao invés de ser histórias do Tio Lázaro, contavam as histórias da infância de juventude de Betty, que encantava-o tanto. (Sua mente vagueia e relembra os jantares com as Tias Pinzón)
—Sente-se, Armando, para nós é um sobrinho, assim como é Betty!-apertando suas bochechas, fazendo com que ficasse vermelho como nunca antes Betty, por outro lado, ria de seu jeito
—Eu o chamo de Armandito! Como se fosse um outro filho meu! -disse Júlia, com ternura.
Armando e Betty se olharam, enquanto seguravam um na mão outro.
Depois de servirem um cintuoso lanche, sentaram no sofá e ele degustou as histórias maravilhosas que contavam. Assim soube que Betty passou grande parte de sua infância em Manizales, interior da Colômbia, conhecida pelo circuito histórico e plantações de Café e que por pouco, Betty não foi cursar a Universidade de Caldas e acabou arrumando emprego por lá na empresa onde trabalhava o marido de Célia Pinzón. "Com certeza, Betty iria ascender até a Gerência Financeira da empresa" "Quem sabe, até a Presidência!" -dixia orgulhosa a Tia Pinzón
Esta parte da história Armando não gostava, lhe dava dor no coração. Não podia imaginar-se sem Betty. Não conseguia entender que passou 31 anos de sua vida sem conhecê-la. Nisto nunca deixaria de ter ciúmes de Nicolás que a conhecia desde pequeno, mesmo que como irmãos. Lamentava que sua Betty não pertencesse ao seu meio e não pudessem ser... amigos. Mesmo que não fosse considerava bonita para os padrões que tanto valorizava na juventude (como beleza externa e supercialidade) considerava que ela, igual, como aconteceu, quando foi procurar preencher a vaga de secretária de presidência na Ecomoda, iria chamar sua atenção pela inteligência e seriam amigos. Quem sabe umas dessas meninas que desde jovens dão aula de reforço a alunos mais jovens. Assim, com suas aulas de reforço, talvez fosse craque nas Finanças como ela sempre foi. E cresceriam juntos e poderiam se apaixonar. Isto era no que pensava. Nunca nem contou à Betty sobre estes devaneios. No fundo, considerava sua vida tão perfeita com sua esposa e filha que, apesar do sofrimento, melhor que fosse assim, pois vai que ele seria como Nicolás para ela: um irmão e não podia aceitar isso.
Com a mente de volta à Casa onde vivia com Betty, Armando ouviu Hermes contar que, como tinham o dia livre, gostariam de aproveitar e irem à Casa das tias de dia, e passar o dia lá com a pequena Camila. Eles teriam que cuidar dela de qualquer jeito, então, melhor que já fossem para lá.
—Veja como é Betty, amorosa e educada como é, como o doutor se apaixonou. A convivência com as Tias Pinzón será tão boa para minha neta quanto foi para Betty.
Apesar de saber que seria doloroso passar tanto tempo sem ver a filha, Armando de sua parte concordou, pois seria um dia bem agradável para todos: os sogros, as tias e sua bebê. E por outro lado, na Ecomoda, seria um dia de muito trabalho, cuidando do. Lancamento Coleção especial do litoral, de modo que não poderiam cuidar da sua menina. Mas como sempre, a decisão cabia à Betty e não a ele, como sempre dizia.
—Mas como assim, Armando? Quem é o homem da casa?
—Eu sou, mas isto cabe à Betty, é dela a palavra final!
—Não entendo! Que Betty na empresa coordene tudo, concordo. Viu seu currículo e sabe da competência da menina, mas esta é a sua casa! E aqui manda o homem.Não pode deixar que a mulher mande em você!
Jùlia e Armmando olharam-no com assombro:
—Don Hermes, munha mulher é a sua filha, Beatriz....
—Digo de homem para homem! Ainda que seja minha filha... e que a ame, ainda é uma mulher e como homem deve honrar suas calças e mostrar quem manda!
Armando estava chocado e ainda que Dona Júlia tenha arregalado o olho, aquilo não a surpreendia. Sabia quão teimoso e machista seu marido era, mas não que tivesse coragem de dizer a Armando como deveria agir em sua própria casa e contra sua própria filha.
—Veja, Armando...não é para ser grosseiro, sabe que já vi e não gosto que grite com ela...
—Só gritava quando era o chefe, não como namorado ou marido, JAMAIS! A trato com muito carinho e respeito e a protejo.
—Quanto a isso, faz muito bem. Mas não deve deixar que mande em você em casa!
"O que este senhor está dizendo? Aqui é minha casa, aqui sou eu que dito as ordens e não ele! E se deixo que Betty dirija a casa é porque seu talento administrativo transpõe o profissional e é natural, fazendo que tudo funcione.” -pensava, tentando manter a calma e aceitar passivamente o que o pai de Betty está falando, mas que em sua cabeça e visão de homen moderno não enquadra.
Neste momento, Betty desceu as escadas, vestida com pijama e roupão.
—Pai, mãe! O que aconteceu? Tão cedo!
Eles lhe explicam
—Assim que, Betty, eles querem levar Camilita para passar o dia com as tias Pinzón, afinal não a veêm desde quando era recém-nascida. Que acha?
—Hoje é dia de nosso jantar com as tias, não?
—Sim.
—Então, acho que é bom.
Armando suspirou aliviado. Sabia que Betty acharia uma boa ideia, mas caberia a ela dar sua opinião. Assim que pensava e não poderia obedecer Seu Hermes, por mais respeito que tivesse por ele. Seu casamento funcionava e era como queria, assim como sua vida familiar era tudo o que não sonhava na juventude, mas que dentro de si carregava pelo exemplo de seus pais de respeito, amor e fidelidade. E ainda que sua mãe Margarida não tivesse a mesma habilidade administrativa para comandar uma empresa como Ecomoda, comandava e organizava com habilidade sua casa, família eventos sociais e filantrópicos. De modo que, não lhe importava nem um pouco se o tinham como “homem canoa”, era feliz com o relacionamento que tinha com sua esposa. Era não era mandona ou autoritária, só tinha personalidade forte e decidida. Mas era doce, amável e gentil. Sua Betty.
Assim, Beatriz foi organizar a malinha de Camila, enquanto Armando serviu o café para seus sogros e preparou algumas mamadeiras para sua filha, sob os olhares atentos de Hermes.
“Será que ele nunca preparou uma mamadeira para Beatriz? Não sabe o que perdeu, meu sogro” -pensa, olhando para seu sogro, sem entender
—Quer que prepare o café, Armandito?
—Não se incomode, Dona Júlia!
—Não é incômodo algum! Assim pode se concentrar em outras coisas.
—Agradeço, então...
Seu Hermes ficou na sala, enquanto Júlia ajudou-o e aproveitou para conversar com o genro:
—Não leve a sério o que Hermes diz! Vocês estão fazendo tudo certo, de seu jeito! Minha filha nunca foi tão feliz e se está assim, também como mãe fico feliz. E Hermes também, é que sabe como é teimoso!
—Sim, respeito muito Seu Hermes, embora possa não concordar com a maioria das coisas.... mas respeito-o muito e o tenho como um tio, um segundo pai, sabe,?
—Eu sei, meu filho! -Júlia coloca a mão em seu ombro -E pode ter certeza que ele também gosta muito de você! Nem Nicolás ele deixa ficar tanto tempo assim na cozinha comigo. Mas apesar de tudo, c o casamento é seu e de Betty! São vocês que devem saber se a fórmula funciona ou não!
—Sim, Dona Júlia! Jamais seguiria estes conselhos de Seu Hermes, embora respeite. Fico feliz que Betty esteja feliz do jeito que levamos nosso casamento, foi minha promessa à senhora: fazê-la feliz!
—Sim, e esta cumprindo acima do esperado! — beijou a testa dele
—Mas tudo que faço, se Beatriz está feliz, fico ainda mais feliz, então, se gosta de administrar, de estar inteirada de tudo, de dar a palavra, por mim tudo bem, Sou feliz assim. (Seus olhos brilham ao falar de sua vida conjugal) Não tenho o que reclamar!
Júlia lança-lhe um sorriso, pois percebe que está ainda mais apaixonado por sua filha.
Hermes fica envergonhado e grita desde a sala.
—Precisam de algo? Alguma ajuda?
—Ah, -Júlia limpa os olhos de umas lágrimas que escorreram de emoção – Fica tranquilo, Hermes! Já terminamos.
—Vou buscar as coisas, Júlia!
Apesar de não ser muito de ajudar em casa, a não ser carregando coisas, consertando, indo ao mercado e na limpeza, arrastando o pesado, Hermes resolve colaborar vez que vê como seu genro, apesar de trabalhar fora e ser executivo faz bastante coisa em casa.
Assim, os três levaram o café da manhã para mesa. Nas bandejas: Pan de bono e bolo, e para beber, suco de amora, laranja e café.
Logo, Betty desce trazendo Camila, da qual se encarrega Júlia.
—Vou buscar a mala.
—Não, fique aqui, eu busco! -ofereceu-se Armando. -Deve estar pesado. Desfrute da companhia de seus pais! -beso
Depois de tomarem o café, os pais vão à casa das Pinzón, levando Camila. O jovem casal termina de se arrumar e vão para a empresa trabalhar. Tem reunião com Cata, provedores, desenhistas e mais um lançamento para organizar.
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