Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
125 Capítulo 124 -Alguma coisa tem
Notas iniciais
Logo, Sofia levantou-se e foi tomar banho, trocou de roupa. Efraim continuava a dormir, então, o cutucou.
—Efraim! Efraim!
Mas ele não acordou. Então, ela o deixou ali e foi fazer café para as crianças. Sua esperança é que ele dormisse o dia inteiro e não o vissem. Mas alguns minutos depois, Efraim apareceu na sala, dando bom dia, deixando as crianças surpreendidas
—Papai está de volta, mamãe?
—Não sei, meninos. Ele vai só passar uns dias aqui em casa.
Ela, realmente, não sabia o que falar e tampouco como agir?
Enquanto isso, na casa do jovem casal Mendoza, o telefone de Betty toca:
—Alô? Oi, Catalina! Como vai?
—Alô, Betty! Muito bem! Betty, preciso falar urgente contigo: você disse que já tem a planilha dos custos e o orçamento disponível para o lançamento em Cartagena!
—Sim, tenho. Acho que falamos que falaríamos sobre isso em uma reunião durante a semana.
—Sim, Betty! Mas vou ter que ir para Miami amanhã e só voltarei daqui a duas semanas.
—Nossa!
—Sei que é pedir muito, mas teria como fazermos esta reunião hoje, sei que sempre diz que sua casa não é a extensão da empresa e concordo contigo, mas... seria uma emergência!
—Ai, Catalina! Vou falar com Armando e já te respondo.
Betty fala com Armando, que a princípio estava relutante, pois queria passar o dia descansando na cama, com Betty e Camila, depois do ocorrido na noite anterior, mas tendo em vista a urgência de se fechar o negócio, concordou.
Betty, então, deu o sinal verde e chamou Nicolás para participar, com a promessa de lhe oferecer um bom lanche ou jantar.
Então, eles tomaram banho juntos na banheira.
—Promete que não vai fazer nada, Senhor Mendoza?
—Olha, vontade não falta, senhora, meu amor e meu desejo são inesgotáveis, mas meu corpo tem limites! Estou moído, e cheio de marcas, mordidas para todo lado!
—Assim como eu!
—Somos dois selvagens, doutora Monstro!
—O senhor, dr. Monstro! Eu não tenho apelido de tigre de Bogotá!
—Mas se casou com ele, é uma tigresa, doutora! -beijos apaixonados
Mas ficam só nos beijos, abraçadinhos, relaxando na banheira de hidro com sais e cheiro de erva-doce.
—Te amo, sabia? Com você não é apenas desejo, Beatriz!
—Sei. Também te amo, mí doce amor!
Depois de se arrumarem, Betty vai dar banho em Camila, dar de mamar e todos na sala esperam por Catalina. A fada-madrinha de Betty chegou, elegante, como sempre (diferente de Betty e Armando que estavam com roupas de casa, como calça de moletom e camiseta ou camisa pólo, como ele. afinal, era um dia de folga. Mirella acompanhava a chefe, a fim de anotar as coisas, mas não parecia a mesma da noite anterior, vestindo uma roupa discreta. Armando, nem sequer ter que colocar roupa, queria ficar de boxer, deitado e descansando, ao lado de sua Betty. Logo, displicentemente, deixou os dois botões de camisa pólo branca abertos, dava para ver logo na entrada do pescoço, uma mancha rôxa que Betty deixara na noite anterior. O que chamou atenção de Mirella, ao cumprimentá-lo. Betty, logo, percebeu e deu um abraço nele para disfarçar e fechar os botões.
—O quê?
—Eu sei o que estou fazendo! -disse a Armando, que sorriu.
Logo a cabeça de Betty começou a maquinar e juntar as peças, logo, ela lembrou-se de como conheceu Mirella e a moça ficou constrangida ao conhecê-la e saber que era a noiva de Armando, como sempre fez perguntas indiscretas sobre Armando e ela e até sobre Michel, as histórias do quartel sobre sua paixonite por Armando e como ficou tão louca por ele que por muito pouco não o agarrou e como na noite ficou constrangida quando ela chegou, logo depois dela ter dado um drink a Armando. Como assim um drink? E logo depois ela também tomou do mesmo drink. Teria a ex-secretária dopado Armando com algum tipo de afrodisíaco? Estaria interessada em ter seu marido, mas não estava saindo com Michel? Que tipo de mulher era essa?
Betty, por um tempo, esqueceu-se de onde estava.
—Betty!!
—Betty!!
Chamava-lhe Catalina e Armando.
—Estava distraída?
—Hã? Acho que o cansaço. Desculpe, que vergonha.
—Tudo bem, Betty!
Nicolás tocou a campainha, cumprimentou a todos e logo, continuaram a trabalhar. Betty, não é de ter ciúmes infundados, sabia que aí tinha coisa. Não tinha se importado com o fato de Mirella gostar de Armando, afinal, quem ela era para julgar? Mas achava um absurdo que a moça tivesse tentado dopá-lo para seduzí-lo, ele um homem casado e com uma filha. E ainda se estava saindo com Michel, por que fazer isso com ele? Seu amigo não merecia tal traição.
—Que foi, Betty?
-Não foi nada, Armando! Só me distraí.
Betty, então, cruzou as pernas e como estava bem em frente à Mirella, em um impulso, afastou seu cabelo para o lado, revelando as belas marcas que Armando havia depositado em seu pescoço na noite anterior. E mirou Mirella no fundo dos olhos, a moça abaixou os olhos. Não costumava agir assim, mas Mirella a tirou do sério.
Logo, o trabalho acabou e Catalina estava feliz, pois o orçamento da Ecomoda, os modelos, estavam de acordo com o que pensava.
—Então, semana que vem, vou visitar a loja de Cartagena e ver se podemos, de fato, fazer lá!
—Deixo nas suas mãos, Catalina! Tem carta branca, pode fazer como queira!
—Betty, posso falar com você e Armando um momento?
—Sim.
Os três foram conversar, Mirella ficou gelada. Por que Betty olhava-a de jeito esquisito? Enquanto, Nicolás foi ver se tinha algo para comer na geladeira, ela foi tentar ouvir algo atrás da porta onde os três se reuniam.
—Betty!! Sei que vai achar estranho o que vou pedir...Mas os patrocinadores de Cartagena conhecem a Ecomoda muito bem!
—Que bom!
—Já frequentaram a loja de lá, inclusive! E ficaram muito felizes de saberem que serão vocês os responsáveis pelo desfile!
—Maravilhoso!
—Então, mas... eles querem formar uma parceria com a Ecomoda no litoral, fazer um desfile por ano lá em terra e outros em Cruzeiros de luxo. E estes desfiles seriam pagos!
—Como assim?
—Quero dizer, que não iriam só mostrar as peças para futuros interessados. Não! Estas peças já estariam vendidas, as modelos apenas apresentariam como se fosse um show.
—Interessante!
—Estas são as cifras:
Catalina apresenta um relatório de quanto seriam as cifras dos patrocinadores, Um valor certo partindo de US$ 20 mil dólares para começar até US$ 100 mil, isto sem qualquer esforço, no entanto, havia um porém.
—Sim, eles já fizeram isto com várias empresas deu muito certo. Não tem como dar errado com a Ecomoda. Mas ...
—Mas...
—Mas...
—Eles estão inteirados da questão de Bettina não estar trabalhando com a Ecomoda. Olham com desconfiança para o trabalho de Jacques...
—Mas o Jac é maravilhoso!
—Sim, já ganhou vários prêmios, não é novato.
—Eu sei! Eu vi os modelos e são maravilhosos! Me impressionaram, mas vocês conheçam o mundo da Moda.
—E o que eles querem?
—Eles querem um estilista consagrado, experiente, ou vários.
—Como assim?
—Uma estilista como Bettina spitz.
—Sim, mas infelizmente, ela não poderá se comprometer com a Ecomoda este ano.
—Então, a outra opção seria: teria como Hugo Lombardi voltar a desenhar para a Ecomoda?
—O quê?
Armando engoliu em seco.
—Nem pensar, Cata!
—Armando, escute, seria só para este lançamento especial! -pediu Catalina
—Não vou me humilhar e humilhar Beatriz pedindo a Huguinho que volte a desenhar para a Ecomoda! Não tem cabimento, Cata!
—Armando! Se acalme! -pediu Betty
—Esse tipo te humilhou! Colocou a vida de nossa menina em risco, colocando-a nervosa, coloquei-o para fora e agora vou ter que pedir que volte para a empresa? Te adoro, te respeito, mas não dá, Cata! Hugo e eu não nos suportamos! Com muito sacrifício o tolero como acompanhante de Inesita, mas trabalhando para a Ecomoda, não!
Armando sai da sala, chateado, com o pedido da madrinha. Catalina puxa o braço de Betty para conversar com ela e tentar convencê-la.
—Acho difícil, Catalina que Armando aceite. Ele ficou feliz que Hugo foi embora e não o quer de volta.
—Eu sei, mas olha, eu vou conversar com Hugo. Tenho uma ideia: e se fizéssemos um desfile compartilhado?
—Como assim?
—Com os modelos de Bettina, Jacques e também Hugo? Ele seria contratado apenas para este trabalho.
—Olha, eu vou ver. Entendi as questões e vou conversar com Armando a respeito. A Ecomoda é a vida do Armando e por ela sei que é capaz de suportar muitas coisas!
—Sabemos, disso!
—Aparte disso, quero te falar outra coisa: sobre a Mirella!
—O quê? -Betty tossiu.
—Vi que olhava para Mirella, e ela para você. Tem algum problema com ela, Betty?
—Com a Mirella? (Betty lembrou-se da questão de Mirella, imaginou-se abrindo o jogo para Catalina, afinal, são amigas, mas pensou: E se Mirella, de fato, gosta de Armando? E não fez por pura vaidade e sim por gostar dele?)
—Não, Catalina! Imagina... A Mirella fez um bom trabalho com a Ecomoda e com você.
—A Mirella foi secretária do Armando antes de você...
—Sim, mas isto não tem nada a ver.
Enquanto isso, do lado de fora, Armando havia flagrado Nicolás assaltando sua geladeira.
—É que este assunto todo me deu fome, cabeção! Na antiga casa de Betty, a Dona Júlia me tratava com carinho.
—Ora, molenga! Você é um folgado, viu?
—Eu folgado? Eu venho aqui, deixo a minha casa em pleno domingo e venho trabalhar e não me serve nem um cafezinho?
—Está bem! Vou fazer melhor! Vou fazer um lanche, ok? Sente-se lá e espere!.
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