Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
112 Capítulo 111
Notas iniciais
Mercedez o estava esperando de camisola, mas usava um roupão de seda.(penoir -que leia-se penoar, daqueles que acompanham as camisolas)
—Boa noite, Armando!
—Boa noite, doutora Mercedez!
—Entre! Bebe algo?
—Não, grato, Doutora Mercedez!
—Creio que não precisamos destas formalidades, não? -Mercedez o sentou no sofá e olhou para ele como o devorasse.
—Desculpa, mas é que nos conhecemos há pouco tempo e....
—Bebe algo, Armando?
—Doutora Mercedez! Não quero tomar do seu tempo... sei que tem uma viagem amanhã cedo. A que horas é seu voo?
—Não é tão cedo, Armando!
—Como assim?
—Umas 13 horas!
—De fato, não é cedo.
—Sim, temos tempo.
—Tempo? Então, não havia necessidade de fechar o contrato a esta hora?
—Ora, Armando. Podemos sim assinar este contrato, é óbvio! Mas isto poderia ter assinado na Ecomoda, ou em qualquer lugar, com a sua assistente, ou até mesmo com a Doutora Beatriz, sua esposa!
Ela lhe entrega a bebida, ele para e fica olhando para o nada.
—Não acredita que te chamei no hotel para ‘apenas” fecharmos este contrato!
Mercedez ao lado dele, no sofá, cruza as pernas, deixando o roupão abrir.
—Pode não ser costume no seu país, ou em sua empresa, mas na Ecomoda trabalhamos até tarde e muitos contratos foram fechados em coquetéis, festas de casamento, cinemas, a qualquer hora, em qualquer qualquer lugar!
Ela soltou uma gargalhada
—Pois admiro a “metodologia e compromisso” de sua empresa, meu caro! São realmente dedicados no que fazem. O que faz com que assine sem pestanejar ou pensar duas vezes na proposta. Sim, terminemos com isso! Aceito o que quiser! Concordo com os números, com a porcentagem, com as cifras! Aliás, já havia aceitado e como disse poderia ter assinado este contrato na sua empresa hoje à tarde!
—Então?
—Se é tão comum assinarem contratos a qualquer hora do dia em qualquer lugar, agora entendo o que faz aqui!
—Entende?
—O álibi perfeito! Já posso imaginar o que disse à Doutora Beatriz ao sair de casa: “Mí amor, vou ao hotel, jantar com doutora Mercedez, sabe da Veléz Calçados e como ela vai viajar amanhã cedo, iremos fechar o contrato agora à noite, em um jantar em um hotel. Mas não se preocupe!”
E ela certamente respondeu que não teria problema nenhum que na Ecomoda isto é muito comum! E que estaria em casa te esperando. Certamente, está deitada agora com seu pijama, te esperando. -debochando
Não foi assim?
—Não, não foi assim!
—Então... Olha, tome já os assinei! Pode conferir! Amanhã mesmo deposito o dinheiro!
—Obrigado! Tenho certeza que não se arrependerá de fazer negócios conosco, Dra. Mercedez! -Cumprimenta com a mão.
—Seu álibi está aí! Agora vamos ao que interessa! Ao que de fato vamos tratar aqui!
—O quê?
Ela puxa o braço dele, o joga no sofá e se joga em cima dele, beijando-o
—Isto, Armando! Sabe muito bem o que veio fazer aqui!
—Me largue, sua louca! (empurrou-a para o lado) Vim, para assinarmos o contrato!
—Sim, está aí! Veio cumprir a formalidade! Sua esposa vai ficar feliz! Conheço sua fama, inclusive no México! Quem não conhece o empresário Armando Mendoza no mundo da Moda?
Ele se levanta rápido
—Olha, ô Doutora Mercedez! Não sei o que ouviu de mim por aí!
—As melhores opiniões possíveis! Sobretudo das modelos e de várias pessoas, mulheres, obviamente, que, por acaso consultei a respeito da Ecomoda! Uma lista enorme e bem satisfeitas, por sinal!
—Mas o que ouviu é passado! Hoje, eu sou um homem casado e feliz. E minha mulher e minha filha são tudo para mim!
—Está bem! E não quero atrapalhar em nada disso. Pelo contrário! Pode continuar sendo bom marido, pai perfeito! Não quero e nem tenho intenção de me casar com você! Tampouco o quero como amante!
—Então, estamos de acordo, Doutora Mercedez! Tudo certo, nada disso aconteceu, está bem? Vim aqui, conversamos -ele pega o contrato nas mãos, suando de nervoso — acertamos os pormenores, firmamos o contrato e está tudo feito nos conformes! Uma transação comercial normal!
—Não me entendeu, caro Doutor Mendoza! As formalidades estão certas! De fato, o contrato assinado, tudo foi negociado. E não quero me casar contigo, ou ser tua amante, isto não quer dizer que não queira comprovar se tua fama é verdadeira! Sim, quero provar e ver se tudo que me falaram é verdade! Só isso! QUERO QUE SEJA MEU ESTA NOITE!
—Quê?
—Esta noite só! Sua mulher nem precisa ficar sabendo! Tampouco o Pablo, ou sua assistente! Apenas sexo!
—Se conhecesse o antigo Armando Mendoza, ele não pensaria duas vezes em aceitar esta proposta e além de fechar um ótimo contrato para a Ecomoda, ainda lograr um noite de sexo, como disse.
—Isso!
(Passa a mão na língua para passar nele. Mas ele segura seu pulso e se afasta)
—Mas este Armando aqui, não desperdiça suas noites fazendo sexo por aí com bandidas ou oportunistas!
—Chama-me do que quiser! A questão é que estou louca para passar a noite inteira ardendo de prazer como disseram que sabe fazer, Armando Mendoza!
Este Armando aqui, Doutora Mercedez não perde tempo fazendo sexo com qualquer uma, ele faz amor doce, ardente sim mas com uma única pessoa, sua esposa, Beatriz!
—Conversa!
—E para seu governo, ela não está em casa dormindo ou de pijama, está no restaurante deste hotel, esperando-me com os contratos assinados com uma roupa sexy que vou ter sim, muito prazer em quitar de uma vez só para saboreá-la a noite inteira. Pois só ela me satisfaz como quero!
—Duvido! Está blefando! Ela não está aqui! Você está fazendo-o se de difícil para tornar o jogo mais interessante!
—Eu não jogo, Sra. Imelda Marcos*! Se quiser, podemos ir agora mesmo ao restaurante comprovar!
—E só não subiu aqui, porque não quis! Porque sabe que eu não faria nada nem com você nem com mulher nenhuma!
—Você é maluco, ô cara?
—Sim, por Beatriz! Ou podemos apenas ligar e poupar o trabalho de se vestir e ir até lá, afinal, tem um voo amanhã cedo. -irônico
—Idiota! (transtornada, tenta jogar o copo nele) Você vai se arrepender, Armando Mendoza, por me humilhar desta maneira! Sempre consigo o que quero. Ela pega sua via do contrato e ameaça rasgá-lo
De posse de sua cópia, Armando olha o contrato e lembra-se do que Betty lhe disse: “É uma grande oportunidade e tenho certeza que sua família vai ficar muito feliz com isso!”
—Não faça isso! Não me tire isso! Ecomoda é uma empresa familiar! Meu pais se amam e são fiéis um ao outro, assim como Betty e eu! Se não pode respeitar isso, somos nós que não queremos fechar negócio! (Ele pega sua cópia do contrato e o rasga)
E sai batendo a porta.
No restaurante do hotel, Betty está bebendo algo alcoólico, Esperando a comida que pediu chegar. Olha impaciente o relógio, está nervosa, batendo os dedos na mesa. Confia em Armando, se não confiasse não o deixaria ir sozinho ao quarto daquela moça. Mas também sente sua insegurança voltar. Sabe quão fogoso Armando era e é. Nunca se achará bonita e sexy o suficiente para ele. E se as tentações de fazer sexo forem maiores e vencerem o amor que os une por um único momento? Não duvida que a ama. Mas sabe que a carne é fraca e o diabo é porco. Logo, vê um rapaz bem vestido, perfumado e aparentemente intacto se aproximar.
—Olá, moça bonita! Demorei?
—Armando!
Havia passado um pouco mais de meia hora, conferidos no relógio. Armando jamais faria sexo tão rápido assim, mesmo, mesmo que estivesse inflamado de paixão. E parecia bem arrumado para quem tirou e colocou a roupa tão rápido assim.
—Desculpe a demora, Beatriz!
Neste momento, a comida chegou.
—Demora alguma! -Ela sorriu. -Então, estava errada, não é? Apenas negócios, assinaram o contrato e pronto?
—Não! (Ele derramou os pedaços do contrato assinado sobre um prato.) Você tinha razão!
Ele conta a história toda, e ela arregala os olhos.
—Como sempre você tinha razão!
—Gostaria realmente de estar errada desta vez! Era um bom contrato!
—Não tem importância, Beatriz! -segurou-lhe o rosto – O que importa para mim não é Ecomoda! É importante sim, mas vocês: nossa filha e você são tudo o que tenho! -beijo. Além de estar com muita fome!
—Divide comigo?
—Sim. E o que bebe?
—Curiosamente, whisky!
—Isto é estranho vindo de você! Bem, mas tomemos juntinhos os dois.
Os dois comem no mesmo prato dando comida um na boca do outro, até serem avisados que não poderiam comer no mesmo prato. Teria que cada um ter o seu. Eles riem, sem dar importância. E continuam até acabarem. Bebem um pouco mais.
Pedem a conta e se vão. Armando a conduz até o carro aos beijos.
—Não vejo a hora de quitar este seu vestidinho a mordidas!
—Mas antes vai ter que me fazer o que prometeu!
—Tudo o que quiser! Que te prometi?
—Que iríamos sair para dançar!
—Dançar, Beatriz?
—Sim, disse que viríamos para cá e depois sairíamos para dançar!
—Ah, mas eu preferia... (cochicha)
—Sim. -ri-se – Mas depois (pisca) Agora vamos sair como nos velhos tempos!
—Está bem! Pode ser naquele que fomos? Que tem jazz, blues e salsa?
—Como queira, meu amor! Mas também quero ser sua na pista de dança!
—E será!
—Quero ver a quantas anda minhas aulas...se já não caio e piso tanto nos seus pés.
—Ok, minha doutora! Venha treinar comigo!
Armando a abraça com um dos braços e ela se aconchega em seu ombro como nos velhos tempos.
—Amo quando faz isso! (beijo)
Eles vão para a boite, bailar. Mas a noite está apenas começando...
Fale com o autor