Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

101 Capítulo 101: No Luna de Bogotá


Notas iniciais
Armando vai fazer uma costumeira cena de ciúmes, mas também vai mostrar que cresceu sob a tutela de Betty

Depois, o casal, o quartel, e alguns convidados vão jantar no restaurante Luna de Bogotá, para comemorar o êxito da nova coleção, a última de Bettina. Do quartel só Inesita não compareceu, estava bem cansada.

O grupo residente da casa começou a tocar uma seleção que incluía salsa, música romântica latina e jazz, tudo bem variado.

—A senhorita gostaria de dançar? -perguntou um rapaz à Aura Maria

—Claro! -respondeu a animada Aura Maria, já se levantando

—Minha rainha não vai dançar contigo, ô cavalheiro! Pois vai bailar com este senhor que está ao seu lado, que por acaso é seu noivo! -respondeu Freddy, esticando a mão para Aura Maria -Venha, minha amada infiel!

Armando e Betty se olham e dão risada, entre eles.

—Ele tem razão! Dance com uma de minhas amigas! -respondeu Aura Maria ao rapaz.

Ele passa os olhos entre todas as moças da mesa

—Gostaria de dançar, moça bonita?

—Ô tipo! Não está vendo que ela está acompanhada? -respondeu Armando de cara fechada

—Desculpa!

—Esta é só minha! -Armando abraça Betty -Elas são solteiras! -aponta para as do quartel

Então, ele passa os olhos pelas do quartel e dá de cara com Sandra. Só olha para ela e ela já se convida (pois estava louca para dançar e ao menos o rapaz é alto)

—Ok., eu aceito! -Sandra se levanta e dá a mão ao rapaz.

—Olha esta! Estes tipos!

—Calma, amor!

—Quer dançar comigo, Betty?

—Sabe que não danço bem, doutor!-riu do seu jeito

—Mas mesmo assim sempre dançamos, mí amor! Venha para meus braços!

—Está bem! Deixe-me só ligar para saber da Camilinha!

—Sim, vamos saber da nossa mostrinha linda!

Após ligar para casa e saber que Camila, finalmente, dormia tranquila, os dois se sentem mais à vontade para comemorar o lançamento da coleção. Armando bebeu um pouquinho a mais, como a tempos não fazia e se sentia um pouco mais à vontade para dançar vários estilos:

—Está cada vez melhor, mí amor!

—Para você ver, Betty! Devo isto a você!

—Como assim? Ainda piso no seu pé!

—Sim! -riu -Mas antes de começar a sair contigo, só ouvir jazz e no máximo um blues. -beijo -Naqueles lugares onde íamos aprendi a dançar outras coisas!

—E a beijar moças feias no escurinho!

—A amar! -beijo

Os dois continuaram a bailar, enquanto isso, as comidas e bebidas iam e vinham da mesa. E continuariam a noite inteira, dançando e se beijando, se um bêbado não tivesse esbarrado nos dois.

—Olha aí, ô tipo! Tenha mais cuidado!

—Você que atravessou meu caminho!

—Imagina! Estamos dançando aqui sossegados!

—Você está com ele? Dance comigo também!

—Qual é sua?

O cara começa a cantar Betty descaradamente

—Morena, cabelão comprido, bonitona!

—Você quer levar uma?

—Pois pode vir! Vale o quê? A garota? Pois se é isso, está valendo!

Armando dá um chega para lá nele. Betty o segura.

—Não vale a pena, Armando!

—Isto! Homem que é seguro por mulher... sei não! Oi, moça! Você é bonita demais para ficar com um fracote como este! Precisa de um homem que te cuide e te defenda! E te satisfaça! Não um almofadinha como este.

—Almofadinha? (Armando tirou o blazer e a gravata)

—Pois se quer problema, pode vir!

—Não vamos estragar nossa noite, Armando!

—Este tipo está merecendo uma lição! (ensaia um soco)

—Vem! Vem! Vamos ver se é bom de briga!

O cara começa a falar um monte de besteira para provocar armando, como se quisesse levar socos mesmo. E Armando até começa a satisfazê-lo.

Betty desiste de segurá-lo e volta para mesa.

—Freddy! Vai lá!

—Está louca? Perdão, mas desculpe-me os termos, doutora! Mas a última vez que fiz isto o doutor ameaçou me despedir!

—Mas por quê o Seu Armando está assim, Betty?

—Porque o tipo começou a falar besteiras e alisar meu cabelo!

—Ah, então, perdão, desculpe-me, doutora! Mas o doutor tem razão! Se viesse fazer o mesmo com minha rainha faria o mesmo! -Freddy ensaia o soco

—Idiota! Você não daria nem para o cheiro! Mas vai dizer que não gosta que ele te defenda? -Perguntou Aura Maria

—Toda mulher gosta que seu homem a defenda! -respondeu Mariana

—Já gostei disso, meninas! Uma vez ele brigou para me defender do bando que tem perto da minha casa, mas agora me preocupo. Me preocupo que se machuque gravemente. Que sua imagem de bom pai fique arranhada.

—Seu Armando sabe se cuidar, Betty!

Enquanto isso, Armando e o homem e seu amigo se pegavam.

—Isto é para aprender a não mexer com a mulher dos outros!

—E você acha que isto impede uma mulher de te largar? Quando elas querem ir embora!

—O que está dizendo?

—Vocês acham que são felizes? Acham que são felizes? Te digo o que é felicidade! Felicidade é o que tinha antes dela me largar! Agora, estou assim! Estas mulheres, doutorzinho!

(Armando para de bater e passa a prestar atenção no que está dizendo.)

—Não faz diferença se me bater até a morte! Eu mereço mesmo! Pelo que fiz! Finalmente, encontrei alguém que me fará sentir um pouco da dor que causei à Monica!

—O que quer dizer?

—O que fiz não tem perdão, senhor! Magoei a mulher que mais amava e sei que ela nunca vai me perdoar! Nunca! Não mereço viver, então, por favor, continue o que começou!

Armando, então, para de bater no cara e lembra-se dos dias em que bebia e mexia com as moças acompanhadas para que os caras lhe batessem, enquanto Betty estava desaparecida. Então, olhou para o homem e se compadeceu dele.

—O que foi?

—Você foi abandonado pela sua amada?

—Sim, a mulher perfeita! Mas cometi um grande erro, senhor!

Armando, então, coloca o homem de pé, ajeita o paletó dele:

—Conte-me!

—Você não vai querer ouvir!

—Olha, vou querer sim!

—Ninguém quer me ouvir!

—Acredite, eu gostaria!

Armando senta o homem em uma mesa, pede um suco para cada um e começa a ouvir atentamente o que o homem dizia.

—E não sei o que fazer mais!

—Olha, passei por uma experiência parecida com a mulher da minha vida!

—Aquela moça que estava contigo?

—Sim, é minha esposa!

—Peço desculpas! Não sei o que me deu! Acho que bebi demais! Queria morrer! Eu amo a Monica, mas... saí com outra e a traí, e ela ficou sabendo! Você fez algo assim?

—Não, nunca traí minha Betty! Nunca! Mas o que fiz foi terrível também, mexe com a auto-estima de uma mulher! Só não te conto, pois é tão ou mais constrangedor para ela que para mim!

—Entendo. Ainda mais nem nos conhecemos...

—Prazer, Armando Mendoza! -estica a mão

—Prazer, Ronaldo Sanchéz! O que faz? Olhando bem, seu rosto não me é estranho...

—Sou empresário no ramo da Moda. Conhece Ecomoda?

—Ecomoda, Ecomoda... Olha, não me é estranho!

—É uma importante empresa no ramo da Moda aqui na Colômbia!

—Ah sim... Acho que já devo ter visto algo nas revistas! A moça que amo é modelo.

—Ah sim! Qual o nome?

—Esta: Monica Moreno. Não sei se desfilou para Ecomoda!

—Não, creio que não. Acho que me lembraria... Ah, a minha esposa é presidente da empresa, a Ecomoda!

—Interessante! Trabalham juntos, então?

—Sim. E você o que faz?

—Sou investidor!

—Investidor?

—Sim, da Bolsa!

—Interessante!

—Não sou o vagabundo que pareço ser... estou amargurado!

—Olha... Armando. Me perdoe! Você parece um cara legal. Não sei o que me deu.

—Olha, como te disse, isso que você fez, já fiz muito e não compensa! Você deve lutar pelo amor dela, mostrar que mudou. E vai por mim: se a ama, por que as outras? Para quê? Olha, eu já fui um mulherengo inveterado, cheguei a quase casar com uma mulher, mas a traía de todo jeito. Mas a minha Betty, a mulher que me ensinou a amar, esta nunca traí e olha que já fui tentado, vivo rodeado de belas mulheres, mas elas simplesmente, não me atraem.

—Eu sinto o mesmo agora, é que eu não sabia quando aconteceu. Não sabia que a amava! Um dia estava com uma mulher com as quais costumava sair e não conseguia parar de pensar na Moniquinha.Nunca mais consegui deixar de pensar nela. Mas aí a besteira já estava feita! A outra está grávida e a que amo me largou!

—Sua história é complicada! Neste caso, não sei, não poderia te aconselhar, mas minha Betty sim! Ela é mais centrada que eu vou chamá-la!

—Gostaria primeiro de pedir desculpas a ela. E a você, sou um cavalheiro não ajo assim. É o desespero!

—Vou te falar uma coisa que uma amiga me disse: busque o perdão, para tudo tem solução. Se ela te ama, vai entender. Mas o seu filho, você tem que assumir, entende?

—sim, claro. Armando! Aqui, meu cartão.

—Ah sim! Vou guardá-lo! Depois te dou meu contato.

Neste momento chega Freddy

—Perdão, mas desculpe-me! Doutora Betty está preocupada com o senhor!

—Agora está tudo bem, Freddy! Olha, busque Betty para que sente conosco. Aliás, sente aqui e faça companhia ao Sr. Sanchéz! Eu.. -Eu busco, Betty!

Freddy coloca-se em posição de luta.

—Não, Freddy! Trate-o bem, sim?

Armando vai até a mesa do quartel, onde está Betty

—Estava preocupada, mí amor! E o que está sentado agora conversando com ele, estou mais ainda!

—Resolvi te ouvir, e dar uma chance a ele!

—Como assim?

—Você é ponderada, compreensiva. Aquilo que ele fez, arrumar briga, tudo. É uma alma atormentada como eu... sem você! Ele quer se matar porque a namorada o deixou... Aconteceu o mesmo comigo, quando deixou a empresa, queria morrer. Provoquei brigas.

—Dona Margarida e Dona Marcela me contaram...

—Então, eu até o entendo.... ele quer te pedir desculpas, Betty.

—Vai passa por cima dos seus ciúmes?

—Vou! Ele me explicou que queria me provocar para que o arrebentasse e aplacasse sua dor. Sei como é isso...

—Oh, meu amor! -Betty lhe dá um beijo e o abraça, Armando fica sem entender.

Betty vai conversar com Ronaldo Sanchéz e ouvir o que tem a dizer. O investidor lhe pede desculpas pelo dito. Freddy quer ficar ouvindo e Armando o leva de volta à mesa do quartel.

Betty aconselha Ronaldo e se interessa pela experiência de Monica como modelo.

—Dê-me o contato dela! Estamos fazendo testes com algumas modelos e de repente, o perfil e a experiência dela pode ser bom para a Ecomoda!

—Que bom!

—Sr. Sanchéz! Pensa no que falei. Procure um advogado especializado em pensão, acerte-se com sua ex.

—Não é minha ex, foi uma burrada que fiz!

—Compreendo. Tanto pior! Resolva isto, sim? Antes de tentar resolver com a mulher que ama.

—Obrigado, Doutora Beatriz! E peço desculpas mais uma vez pela minha grosseria!

—Não se preocupe! Se meu marido foi capaz de perdoá-lo, quem sou eu para não fazer o mesmo? O senhor teve sorte (risos) dele conseguir ouvir o que dizia, Armando quando está ciumento fica surdo.

—Também não é assim, mí amor! (Armando ri e se esconde atrás de Betty, pois sabe que ela diz a verdade)

—Bem, vou voltar para a mesa, deixo-os!

Betty se retira.

—Eu também vou!

—Armando, não disse que ia me dar seu cartão?

—Ah sim, tome!

Ronaldo, com a cara toda arrebentada guarda o cartão no bolso.

Armando volta para a mesa e depois de um pouco de papo, cada um vai para sua casa.

No carro, Betty encosta a cabeça em Armando e lhe dá uns beijinhos no rosto e umas mordidinhas.

—Hum... espertona! Posso saber a que se deve isso?

—Deu vontade! Por que não posso?

—Você? Você pode tudo comigo! É que faz tempo que não faz isto no carro... assim. Vai me dizer que está com vontade de fazer aqui? Eu digo que é arriscado, mas se quer, faço o que quiser!

—Não! (ri de seu jeito) -Só uns beijinhos!

—Claro! (beijos bem quentes)

—Nossa! Faz tempo que não me beija assim no carro! Fico louco! A que se deve isso?

—Sempre tenho desejo de você, sabe disso.

—Sim, sei. Mesmo antes de fazermos amor! Me deixava louco com seus beijos!

—Estou muito contente com o lançamento da coleção, com tudo o que aconteceu. Não gostei de ter brigado novamente...

—Mas estavam te desrespeitando! Mas entendi o que o Ronaldo fez, não culpo, fiz o mesmo! Queria morrer quando não estava aqui!

—Oh mí amor! Só fui porque...

—Não falemos mais nisso, Beatriz! (beijou) Já passou!

—Embora ele tenha errado, creio que gosta da moça. Mas não falemos mais neles... falemos de nós!

—Sabe que gostei muito... muito de ter parado de bater nele para ouvir o que dizia! Me encantou este teu lado sensível. (acaricia sua face)

—Me vi espelhado nele! Sabe, lógico que não entendo como pôde sair com outra, amando a moça. Eu juro que não conseguiria, Betty!

—Sei que não. -beijo

—Mas diz que não sabia que a amava ainda. Mas quem sou eu para julgá-lo, não? Fui capaz de uma coisa horrível também!

—Esqueça! -beijo

—Betty, estou a ponto de fazer uma loucura aqui!

—Não, mí amor! Podemos fazer em casa! Te desejo!

—Acontece que temos que passar à Casa de seus pais, pegar nossa filha e... como vou estar assim perante seus pais?

—E se... ligarmos para eles? E se ela estiver dormindo?

Ligam e Julia pergunta que como foi o desfile, Betty conta resumidamente.

—Amanhã conto mais, mamãe. E Camila?

—Como lhe disse, da outra vez que ligou, continua dormindo. Depois de mamar, adormeceu e desde então segue dormindo, não acordou mais Melhor deixar dormir a menina!

.Então, está bem! Amanhã cedo estaremos aí!

Betty desliga o telefone.

—E então? Vamos aonde?

—Camila está dormindo, mamãe me disse que é melhor irmos buscá-la amanhã só.

Armando morde os lábios e dá a partida para a casa deles. Tenta dirigir o mais cuidadoso possível.

—Calma, Armando, pode acontecer algo.

—Ah... Betty.

Ele trancou o carro e arrastou Betty pela rua até a porta da casa, devorando-a aos beijos

—Estamos dando escândalo para os vizinhos!

—Pouco me importa, mí amor! Que todos saibam que nos amamos! (Beijos)

—Assim não consigo sequer achar o buraco da porta!

—Faço para você, sem precisar olhar!

—Armando abre a porta e com muita paixão puxa Betty para dentro, beijando-a. Larga tudo na porta.

—Ai, Armando!

—Não aguento! E acho que temos que aproveitar hoje.

Armando a pega no colo, beijando-a e a leva para o quarto.

A deposita com muito carinho, subindo em cima dela. Com muita paixão e desejo, tira a meia-calça

—Este vestido seu de Julieta que usa me deixa louco, mas não quero morrer a não ser de fazer amor contigo toda esta noite!

Betty por outro lado, tira seu colete, sua camisa, e lhe acaricia as costas

—Me deseja?

—Muito, mí amor!

—Eu sei! Me deixou louquinho hoje! Quase a tomei naquele carro!

—Pode fazer o que quiser agora!

—E o farei! Diga que é minha!

—Sou sua e sempre serei sua!

Ela abre seu cinto, o botão da calça até seus joelhos, ficando apenas de boxer branca, enquanto acaricia o corpo de seu amado. Enquanto isso, ele abre o sutiã dela e começa a acariciar seus seios com as mãos, Betty geme de prazer a cada toque de seu amado em seu corpo que queima de desejo.

Então, ele abaixa sua boxer, deixando que Betty sinta sua excitação, dançando freneticamente sobre o corpo de Betty. Armando lhe cochicha no ouvido:

—Estou como louco, não vou conseguir fazer de forma doce hoje!

—Me possua como queira, mí amor! Faça o que queira! Me possua!

Então, ele puxa sua calcinha e sentindo-a queimando tanto quanto ele, penetra-a com muita paixão.

—Aiiii!!!

—Te dói?

—Não. Vem, mí amor!

Então, ainda mais louco de desejo ele começa a se movimentar cada vez mais alucinado dentro de sua amada

—Se apaixonaste por um louco! Estou louco por você! -Sussurra

—AI AI ARMANDO!

—NÃO FAÇO ISSO, FICO DOENTE!

—AIII!!

—AIII, espertona!

Os dois se mexem de forma cada vez mais frenética, ensandecidos de desejo, chegando a um êxtase incrível juntos.

—AIIIIII, TE AMO, BEATRIZ!!! (chupa seu pescoço)
—AAAAAIIII!. Armando! (ela faz o mesmo)

Continuam se beijando enquanto tentam recuperar o fôlego, estando ainda ligados.

—Isto foi incrível! Foi mágico!

—Sim, doctor!

—Te amo com todas as forças de meu corpo e de meu coração, Beatriz!

—Também! E sempre o amei! (beijos)

Depois de beijos e amor, dormem abraçadinhos.

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