Notas iniciais
Tem sido um longo, longo tempo desde a última vez que atualizei a fic. Peço desculpas por isso, entretanto além de ficar sem o o computador eu não lembrava o email maldito pra entrar aqui, por quê? Poruqe ficava salvo no pc e eu nunca me dei ao trabalho de aprender nem o email nem a senha u.u Depois de tudo, espero que vcs tenham uma boa leitura!

Shina olhou para a sua pia de prato num profundo dilema — lavar ou não. Os dois pratos de sobremesa estavam sujos. Ela optou por lavá-los, levando em consideração a quantidade, achou que não seria muito prejudicial para ela. Tomou cuidado de usar as luvas, mesmo que não gostasse, e tentou ser o mais delicada possível na hora de prosseguir. No entanto, apesar da precaução, não conseguiu evitar que a água entrasse pelos espaços da luva. Fazendo um esforço supremo, ela terminou de lavar os pratos, extremamente arrependida.

Sua mão queimava, e ao retirar a luva, ela percebeu a mão vermelha e quente. Gemendo baixinho, foi até o quarto para pegar a pomada, porém parou no meio do caminho, pois Shura havia dito a ela que a pomada devia ser durante três vezes ao dia, e fazendo a conta rápida, essa seria a terceira vez que passaria. Nesse caso, Shina voltou para a sala, preferindo aguentar a dor, passando a pomada apenas à noite, de forma que dormisse tranquila. Gemeu mais uma vez, enterrando o rosto no sofá.

Shura havia chegado ao campo de treinamento a fim de se desestressar, vendo alguns cavaleiros, inclusive Shion, que foi até ele.

— O que é que você está fazendo aqui, rapaz? — perguntou o Mestre. Shura olhou para ele estranhamente, sem entender, afinal, era óbvio que ele foi ao campo de treinamento para treinar. — Está dispensado, esqueceu? — continuou Shion, dando dois tapinhas nas costas dele.

Bem, ele realmente tinha esquecido, lembrava que fora dispensado dos treinos matutinos, mas não tinha certeza sobre os da tarde.

— Agora suma daqui — ordenou Shion bem-humorado. Shura abriu um pouco a boca, mas deu meia volta, e se foi.

Que grande porcaria, Shura estava louco para surrar alguém. Toda essa história de gravidez e Shina estavam deixando ele louco.

Shina levantou-se do sofá desesperada, não estava aguentando a mão, angustiada, ela encheu uma vasilha de água e jogou uns cubos de gelo dentro dela.

— O que está fazendo? — perguntou Shura na porta da casa dela, no momento em que Shina mergulhou as mãos na água gelada, retirando-a imediatamente com um grito estrangulado. — Mas que diabos! — Shura gritou indo até ela. — Que estupidez, mulher! Eu disse pra você usar a pomada, não disse? — brigou olhando para o estado das mãos dela, pronto para outra reclamação, mas parou ao ver seu rosto.

Shina tinha o rosto inundado por lágrimas, os olhos molhados, os lábios um pouco trêmulos e a expressão de dor deixou o cavaleiro perdido. Ele nunca a tinha visto daquele jeito. Com uma das mãos, ele pegou um pano de prato, e passou a enxugar as mãos de Shina com todo cuidado.

— Está doendo, Shura — disse ela com um gemido sofrido.

— Eu sei, eu sei — respondeu o espanhol, o mais gentil possível. — Mas por que você não passou a pomada como eu te disse?

— Eu coloquei, duas vezes já — Shina disse entre as lágrimas. — Fiquei com medo de colocar de novo, e não ter o que passar à noite — Shura balançou a cabeça compreensivamente, — pensei que aquilo fosse ajudar — ela fungou, olhando para a bacia com água.

— Não é um corte comum, Shina — disse a ela, que ainda tinha lágrimas nos olhos. — Me espere aqui, sim? — continuou ele, e se dirigiu à porta, parando no meio do caminho, dizendo: — E por Atena, não faça mais nada com essa mão.

Shina apenas balançou a cabeça e sentou-se na mesa da cozinha, limpando um pouco as lágrimas. Em poucos minutos, Shura já estava de volta, trazendo consigo um punhado de plantas secas.

— Você tem um pilão? — perguntou ele. Shina indicou um dos armários com o dedo e fez o mesmo para onde se encontravam as panelas. Em seguida, viu Shura pôr a água para ferver enquanto macetava as folhas. O cavaleiro fez uma infusão com as ervas, retirando o extrato delas. — Deixe-me ver, Shina.

Shina obedeceu, esticando a mão para ele e Shura pôs-se a passar o extrato nos dedos dela.

— A dor vai diminuir um pouco agora — ele disse, soltando a mão dela. — Coloque as bandagens, uma nova.

Shura se virou e juntou as coisas que ele tinha usado dentro da pia, lavando-as no processo. Por sua vez, Shina foi para o quarto, voltando de lá com a mão já enfaixada, enquanto Shura apoiava a última louça no escorredor.

— Eu ... Hum ... Obrigada — agradeceu meio sem jeito a amazona. Shura olhou para ela dizendo que não foi nada, e logo acrescentou que ela fizesse o mínimo de atividade possível com a mão por pelo menos três dias. Certamente, ela não ficou nada contente com isso.

— Isso é um absurdo! — disse ela em protesto. — E como é que fica a casa, e os treinos? Não gostei nada disso — concluiu emburrada.

Shura apenas ergueu uma das sobrancelhas para ela.

— Bem, se você pretende conviver com a dor e quer prolongar isso aí — ele apontou para a mão dela, — não posso fazer nada por você — e saiu deixando uma Shina chocada para trás.

...

Notas finais
Prometo postar regularmente agora ^^