Notas iniciais
Sei que demorei horrores para atualizar a fic aqui, desculpem-me ^^

Quando a amazona chegou em casa correu direto para o banheiro, tomou um banho e passou a pomada nos dedos, o alívio foi quase que imediato. Ainda era umas nove e pouca, e ela não tinha nada pvara fazer. A casa não estava desarrumada e ela não podia lavar nenhuma roupa de qualquer forma. Então, Shina foi para a cozinha e decidiu preparar logo o almoço, o mais leve e limpo possível para que não lhe magoasse os dedos. Optou por uma salada leve e agridoce e logo começou a picar as folhas e companhia vagarosamente.

Shura chegou ao refeitório às doze horas sem nem um pingo de animação, ele não estava acostumado a não fazer nada, de qualquer jeito ele estava com fome e o refeitório já estava cheio, muito diferente do que pela manhã. Quando as bandejas foram postas, ele começou a se servir e após sentou na mesma mesa onde havia tomado café da manhã mais cedo, logo Aiolos sentou ao seu lado, obviamente.

—Mandei para Shina para casa esta manhã — o sagitariano disse descontraidamente, cortando um pedaço do assado. — Pedi dispensa dos treinos da tarde para ela também — enquanto isso Shura apenas olhava para ele de canto. — Não se preocupe, Shion não viu problema nisso.

—Escute, o que é que você quer dizer com isso? — perguntou o espanhol largando o garfo no prato e virando de braços cruzados para ele.

—Ei, ei, calma, cavaleiro — Aiolos levantou as mãos em sinal de rendição. — Eu só estou dizendo que ela está dispensada dos treinos até que ela melhore, nada mais.

—Hum! E o que você disse pra ele?

—A verdade — respondeu com um sorrisinho.

—Que verdade?! — disse Shura muito alto.

—A única que eu sei — continuou Aiolos ainda sorrindo.

Shura deu um suspiro longo e alto, tentando se controlar para não matar o grego de novo.

—E o que é que você sabe, seu idiota? — perguntou com os dentes trincados.

—Oras, que Shina tem cortes nas mãos, mas omiti o fato de que os cortes foram feitos por você, amigo — disse Aiolos dando um tampinha no ombro de Shura, esse por sua vez olhou enviesado para ele, mas a voltou a comer o seu almoço.

Quando ambos estavam devolvendo suas bandejas vazias, Shura perguntou para ele como estavam os dedos dela.

—Por que, você ainda não viu? — perguntou Aiolos, recebendo um girar de olhos do capricorniano. — Bom, está bem sensível e avermelhado, e eu achei um pouco quente também.

Shura franziu o cenho, não gostando do que ouvira, quando tinha visualizado no dia anterior, os cortes não estavam dessa forma.

—Mulher tola, será que não estava passando a pomada? — disse ele em voz alta.

—Ah, não, ela está usando sim.

—Então por que está inflamado?

Aiolos pensou um pouco e disse:

—Deve ser porque a maioria dos golpes dela são diretos e ela tem muito movimento com as mãos neles — dizendo isso, ele começou a fazer os movimentos de Shina, parando apenas quando atingiu a bandeja de Aldebaran, logo atrás de si.

Nesse momento, Shura deixou os dois e saiu, tinha muita coisa para pensar. Sua ideia inicial era passar na casa da Amazona para ver o estado da mão dela apenas por desencargo de consciência, e dar algumas orientações e ordens, é claro. E estava a caminho de lá, quando se lembrou que ainda tinha que prestar contas da sua última missão para o Grande Mestre.

Shina estava mais do que satisfeita com sua salada, embora nunca tenha demorado tanto para fazer uma, mas em sua atual condição, ela não podia fazer muito mais que isso. Mas a salada estava realmente bonita de se ver e bastante cheirosa, guardou na geladeira e começou a limpar a cozinha, jogando os talos de couve, alface e algumas folhas de repolho no lixo. Assim que acabou, ela percebeu Atena entrando em sua casa.

A conversa entre as duas corria solta e durante toda ela, Saori ficava acariciando a barriga ainda plana, até que em um determinado momento, a deusa observou a mão de Shina.

—O que foi isso?

—O quê? — disse Shina sem entender.

—Isso — Saori apontou com um dedo para a mão dela.

—Ah, isso? — Shina levantou a mão. — Eu, hum, bem — gaguejava a Amazona. — Bom, parece que eu me cortei — concluiu meio sem graça. — Mas não foi nada.

Saori, não muito contente, pegou a mão da amiga e observou mais de perto.

—Parece que foram feitos de dentro para fora — ela disse enquanto tocava as pontas dos dedos. — Dói? — Shina balançou a cabeça. — Como foi que você conseguiu esse tipo de corte, Shina?

A Amazona realmente não sabia o que dizer, no entanto, optou pela verdade.

—Bem, eu meio que sem querer — começou ela, — hum, parece que eu me cortei.

—Shina!

—Está bem, acontece que eu toquei no braço de Shura quando ele estava irritado com Saga por ter te engravidado — falou ela de uma vez só.

Instintivamente Saori levou a mão à boca, logo seus olhos se encheram de lágrimas.

—Oh, Shina, me desculpe — e começou a chorar. Obviamente, Shina ficou alarmada, e foi até a outra para consolá-la. -Minha culpa, minha culpa — balbuciou entre os soluços.

—Saori, calma, não foi culpa sua, está bem? — disse a Amazona o mais gentil que podia. — Apenas aconteceu, foi um acidente, ok? Agora fique calma, chorar desse jeito não deve fazer muito bem ao bebê.

Ao ouvir a palavra bebê, Saori simplesmente mudou da água para o vinho, seu semblante se animou na hora e ela concordou com Shina, que ficou até assustada com a mudança repentina, mas seu alívio foi maior que o susto. As coisas voltaram ao normal, e quando viram, já estava próximo a hora do almoço. Shina amavelmente convidou a outra para comer. Atena lavou os pratos com Shina e depois se despediu, não antes de comer um maravilhoso bolo de chocolate, terminando Saori prometeu que viria visitá-la no outro dia e fez Shina jurar que faria mais daquele bolo para ela.

...

Notas finais
Até mais!