Talvez na próxima, Jackson.
1 Capítulo único
Notas iniciais
Para quem estiver curioso: Percy, Frank e Hazel - lufa-lufa. Jason - grifinória. Annabeth, Reyna e Leo - corvinal. Piper e Nico - sonserina.
Quando o mundo finalmente parou de girar, Percy grunhiu como um cachorrinho deixado na mudança. Ele já até conseguia ouvir o ralho que ia levar da Madame Pomfrey quando conseguisse – em breve, disse a si mesmo – se colocar de pé de novo e ir até a enfermaria.
Enquanto a multidão comemorava a vitória, Frank gradualmente diminuiu a altura de sua vassoura até estar planando a poucos centímetros do chão.
— Pelas barbas de Merlin, me diga que eu dormi pelo resto do jogo e que nós ganhamos mesmo assim — Percy choramingou.
Frank ao menos teve a decência de sorrir. Percy sabia que não havia modo daquilo ter acontecido. Ficara tão animado quando vira o pomo dourado que avançara com tudo: o que resultara em uma bela colisão e um possível ombro deslocado, aparentemente.
— Não — o garoto mais novo respondeu. Ele desceu da vassoura e sentou-se na grama ao lado do capitão — mas foi quase.
— Claro.
Leo correu até eles, movendo-se e correndo da forma usual: como se estivesse ligado à uma bateria de quinhentos volts a todo momento. Ele começou a tagarelar sem parar sobre curvas e gols e manobras e como aquele batedor da Grifinória havia acertado Percy em cheio atrás da cabeça e só parou quando Hazel o mandou calar a boca.
Para o crédito de Jason, ele não foi um babaca:
— Bom jogo, cara — disse, estendendo uma mão para que Percy se levantasse.
Percy aceitou a mão do goleiro da Grifinória e imediatamente se arrependeu quando o mundo voltou a girar. Quase não registrou quando Piper perguntou se ele estava bem.
— Belo desvio, gênio. Você é sempre espalhafatoso assim, ou só estava tentando me impressionar?
Annabeth, Reyna e Nico haviam se juntado ao pequeno grupo de chacota contra Percy, o garoto parecendo quase uma luz de natal com aquele cachecol verde monstruoso (Hazel havia tricotado ele, então é claro que Nico o vestiria até o dia de sua morte. E talvez pedisse para ser enterrado com ele, também).
— Um pouquinho dos dois — Percy respondeu com um sorriso de canto.
E imediatamente se arrependeu quando sentiu uma pontada de dor na têmpora. Com um suspiro ao mesmo tempo exausto e vencido, Annabeth estendeu os braços para Jason.
— Dá ele aqui. Ah, e Jason? Reyna e eu vemos você nas finais.
Percy foi passado de um loiro para outra como uma bola de lã seria passada entre gatinhos, (enquanto Jason ria do comentário da garota), mas sentiu-se a bola de lã mais sortuda do mundo quando Annabeth o apoiou contra a lateral do próprio corpo.
— Eu mal posso esperar para ouvir a Madame Pomfrey acabar com esse seu sorrisinho idiota — ela disse, enquanto eles lentamente avançavam em direção à enfermaria, deixando seus amigos para trás.
— Você me ama.
Annabeth rolou os olhos, mas não contrariou. Alcançaram a tenda da Madame Pomfrey, e Annabeth foi instruída a esperar do lado de fora. Antes que Percy desaparecesse lá dentro, no entanto, ela o segurou pelo pulso do braço que não estava machucado. Percy a interrompeu antes que ela pudesse falar algo:
— A Corvinal não vai ganhar esse ano — disse, emburrado.
— Você realmente bateu a cabeça.
— Talvez.
— Talvez na próxima, Jackson.
Percy sorriu. Dando um beijo rápido na boca dele, Annabeth assistiu enquanto o namorado bobão desaparecia para dentro da enfermaria. Talvez na próxima, de fato.
Porque esse ano, Annabeth iria arremessar Jason e o restante da equipe de quadribol da Grifinória de suas vassouras direito para o segundo lugar. Com esse feliz pensamento, ela esperou até Percy retornar.
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