Mônica entra em casa e logo sente aquele aroma delicioso do almoço.

– Filha vá lavar as mãos , o almoço já está na mesa!

– Sim, mas eu chamei a Magá para vir pra cá. Podemos esperar ela? — O celular toca — Ela disse que já está aqui na rua.

– Claro, vá lá fora receber ela , enquanto eu coloco mais um prato na mesa.

Mônica sai e logo avista sua amiga chegando , então ela resolve ir até onde ela está.

– Puf...puf.., O-oi amiga! — A garota diz bastante ofegante e cansada.

– Nossa correu uma maratona?

– É essa subida de matar que eu tive que pegar para chegar aqui.

– Mas se vir de vagar , não cansa tanto.

– E eu iria vir de vagar para comer? Imagina se não sobra para mim?!

– Sua boba! É claro que iria sobrar né? Além disso eu te chamei para conversamos.

– Puxa que maldade... — Magali fala com a cabeça baixa como se estivesse chatiada. — Mas e aí vamos entrar o cheiro está maravilhoso.

– Claro!

– Olá Magali!

– Boa tarde mãe da Mônica! Tudo bem?

– Tudo bem sim , e é Luísa Magali!

– Vem Magá , vamos lavar as mãos.

[...]

– Nossa D.Luísa estava tudo muito delicioso. Parabéns

– Que bom que gostou! Vou trazer a sobremesa agora.

Quando a Luísa sai Magali percebe que a sua amiga estava no mundo da lua , em que será que ela estava pensando?

– Mônica , está tudo bem?

– Sim , tudo ótimo!

– Ok então...

Depois de comerem a sobremesa Luísa as deixa sozinhas e vai no mercado comprar algumas coisas que estavam faltando.

– Fique á vontade Magali , eu volto logo filha!

– Ok , até mais mãe!

Quando a Luísa sai Magali já coloca a Mônica contra parede.

– E aí , agora vai me contar o que está rolando?

– Ok , o Cebola vai vir aqui assistir um filme comigo pois eu não fui no cinema com ele.

– Nossa , e porquê essa aflição?

– Eu assumo , estou gostando dele. Mas não sei se ele gosta de mim. Ele é adorável , carinhoso , me chama para sair. Mas nunca demonstrou que sente algo diferente por mim...

– Nunca demonstrou ou foi você que não percebeu ainda?

– ...

– Mônica eu reparo no jeito que o Cebola fica perto de você. Todo bobão , ás vezes ele até fala errado e besteiras quando está ao seu lado.

– Nunca reparei nisso...

– Eu acho que ele gosta de você também.

– Mas o que vão dizer?

– Ninguém tem que dizer nada. A felicidade sua e dele só dependem de vocês.

Mônica sorri , a Magali sabia conversar e dar conselhos e aquilo serviu para abrir seus olhos , pois antes ela só achava que o Cebola só era educado.

Magali fica a tarde toda na casa da Mônica e vai embora um pouco antes dos pais da Mônica saírem para jantar,

– Mãe... eu queria te falar uma coisa.

– Seja breve querida , o seu pai deve estar bravo com a minha demora.

– Eu chamei o Cebola para ver filme comigo e me fazer companhia enquanto vocês não estão.

– Claro que pode filha, mas eu não quero bagunça.

– Só vamos assistir a um filme mãe. Não dar uma festa.

– Eu sei! Beijo minha linda.

Elas então descem e a Mônica se despede de seus pais.

[...]

Cebola estava na janela do seu quarto quando viu os pais da Mônica saindo. E logo depois o seu celular toca.

– Sim , eu já estou indo!

Cebola então pega dois filmes e sai do quarto ás pressas.

– Que isso filho?

– Desculpa pai! Vou ver um filme na casa da Mônica. Logo eu volto.

– Mas...

– Até pai!

Ele toca a campanhia e logo ela o atende com um enorme sorriso no rosto.

– Me dê os filmes que eu vou colocar. Terror?

– Sim! Maneiro né?

– Sim , muito legal! — Na verdade ela morria de medo desse tipo de filme.

– Olha só a pipoca já está pronta.

– Pois é! Fiz rapidinho. Tem refresco de maracujá também. Vou colocar o filme.

Mônica coloca o filme e os dois começam a assistir e Cebola percebeu que ela estava um pouco assustada e ás vezes até fechava os olhos.

Por conta disso ele resolve pausar o filme.

– Pausou por qual motivo?

– Você está quase saindo correndo de medo Mô. Eu não sabia , se me falasse eu traria uma comédia , desenho ou outra coisa que você gostasse,

– Eu sei que sou forte , mas esses filmes nunca foram os meus preferidos.

– O mundo dá voltas , você vivia metendo o terror na gente e agora está com medo de um filme! — Cebola fala com um tom de brincadeira , mas parece que ela não gostou muito daquilo.

– Se quiser ir embora pode ir! Eu fico bem.

– Calma! — Ele pega em sua mão e o rosto dos dois ficam corados. — Eu estava só brincando não precisa ficar brava.

– E-eu não estou brava...

Cebola olha para ela que abaixa a cabeça envergonhada por ter receio de ver algo tão irreal e insignificante que até acha aquilo bonito.

– Cebola... pára de me olhar assim... — Ela fala timidamente pois ele não parava de olhar para ela. — Sei que estou sendo ridícula , mas não precisa me encarar.

– Você não é ridícula Mônica! É a garota mais sensácional que eu conheço. E eu não consigo parar de olhar para você!

– Cebola...

Depois disso eles não falam mais nada apenas um clima vai tomando conta.

Seus rostoa estão bem próximos , o Cebola podia falar que estava gostando dela , mas um gesto valia bem mais do quê palavras naquela hora.

Seus lábios estão quase se encostando quando um imprevisto acontece.

– Qual o problema Mônica?! — Cebola pergunta a Mônica que o empurra sem mais e nem menos.

– É o barulho do carro do meu pai. Eles já chegaram e.,,

– Cebola? — Seu Sousa pergunta. — O que faz aqui a uma hora dessas?

– B-bom , eu...

– Eu chamei ele para fazer companhia para a nossa filha , querido. A Magali mora um pouco longe e o Cebola é aqui em frente. Obrigada por tudo Cebolinha!

– Disponha dona Luísa , mas é Cebola.

– Eu tenho que me acostumar que vocês cresceram!

– Vamos , eu te levo até a porta. ( Mônica)

[...]

– Até amanhã no colégio Mô! — Cebola lhe beija a bochecha e quando está indo embora ela o chama de volta.

E para a sua surpresa ela lhe rouba um beijo que o deixa todo abobado e mais encantado ainda.

– ... — Ele fica tão surpreso que não consegue falar nada.

– Até amanhã Cebola!

O garoto sai de lá sem nem acreditar no que aconteceu , foi tão derrepente e rápido que ele nem sabia se aquilo era real ou sonho.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.