Talismã

2 Capítulo 2 - Uma revolução amorosa


Notas iniciais
OK, maaan, mesmo sem os reviews combinados, eu resolvi melhorar a vida de vocês e postar -apanha.
Sem muitos recados hoje.
Ah, claro, espero reviews, pois ai sim , eu começarei a cobrar. 5 reviews pra capítulo domingo.
Espero que gostem.

Previamente em Talismã

Dei um beijo no rosto do meu pai, e fui preparar meu jantar. Fiz um bife com batatas fritas, e me sentei ao lado de meus pais pra jogarmos Guitar Hero. Era uma paixão nossa, e nós nos reuníamos todas as noites pra jogar. Tínhamos a guitarra, a bateria, o microfone e o teclado. Primeiramente eu fiquei com o microfone, enquanto minha mãe pegou a guitarra e meu pai, a bateria. Nos divertimos ao som de Highway to Hell, uma das músicas favoritas da minha mãe.

Seriam três longos dias longe da escola, mas eu agüentaria firme.

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Capítulo 2

Os três dias que se sucederam foram normais o suficiente pra eu não ter que narrá-los. Eu passei o dia lendo, jogando no meu Xbox ou usando a internet. Todos os dias, Vanessa e Jake iam pra minha casa e me passavam tudo o que ocorria na escola.

Quando eu finalmente me dei conta, tinha chegado ao fim os meus três dias de suspensão, assim como chegava ao fim o ano. Estávamos no meio de Novembro, e o ar já esfriava completamente. Fui pra escola mais aquecida com seu suéter branco de cashmere e minha calça jeans de sempre, mas troquei o all-star por botas, que eram mais quentinhas. Completei com um gorro preto. A primeira aula era de biologia.

- Oi Srta. Briguenta. -disse Erick me abraçando.

- Oi Senhor Chato. -eu disse com um tom de brincadeira.

- Senti sua falta. -ele disse enquanto nós íamos para nossos lugares.

- Eu também. Hey, que tal sairmos amanhã?É sexta-feira, e vai estrear Armadilhas do inferno no cinema. Dizem que é muito aterrorizante.

- Eu ouvi falar mesmo. Ué, vamos sim. Combinado. Seus amigos vão?

- A principio sim, mas você pode chamar algumas pessoas se quiser também.

- Ok.

Sr. Adnestrit entrou na sala gritando para que parássemos de conversar. Concentrei-me na aula, e assim que acabou me despedi de Erick. O dia passou rapidamente, e sem eu mesmo perceber, a aula já tinha acabado. Eu estava meio desligada. Realmente acho que estou gostando de Erick. Ele foi meu parceiro durante todo esse ano em biologia, e nós nos dávamos super bem. E ele era muito fofo. Aaaah! Minha mãe me buscou no colégio, e fomos pra casa. Eu contei pra ela sobre o cinema, e ela logo concordou.

No dia seguinte, Jake e Vanessa comunicaram-me que não iriam ao cinema. Jake ia passar o fim de semana na casa dos avós em Toronto, e Vanessa ia sair com Josh, seu pseudo-namorado. Erick me disse que ninguém dos amigos dele podia ir também, restando apenas nós dois. Será que eu poderia considerar isso como um encontro? Vanessa e Jake disseram um uníssono sim, quando eu lhes contei sobre meus pensamentos. Minha mãe também pensou o mesmo, pois fez questão de me arrumar toda. Ás vezes eu não agüentava minha mãe e sua elegância. Era só um cineminha. Acabei a deixandoela escovar meu cabelo depois de ela fazer muito biquinho. Optei por vestir um sobretudo roxo com um vestido de veludo por baixo, meia calça canelada e ankle boot preta.

Se eu estava bonita? Eu podia dizer que gostei muito do que vi no espelho. Eu nunca liguei muito com aparência e tudo mais, então fiquei meio surpresa com meu reflexo. Pontualmente as sete, Erick foi me buscar em casa. Minha mãe/irmã acenou pra ele, e disse pra voltar qualquer dia, e eu não pude deixar de corar. Minha mãe sempre fora assim com todos os meus paqueras e pseudo-namorados. Nós entramos no Ford de Erick e ele colocou um cd de uma das minhas bandas favoritas: She & Him, na música In the Sun, que é uma das que eu mais gosto. Fui cantando alegremente, e ele me acompanhou na melodia doce da música que fluía lentamente pelo caminho. Não demorou muito para chegarmos ao cinema, que como eu imaginei, estava bem cheio. Compramos pipocas e refrigerantes e nos acomodamos na sala. Conversamos por um tempinho, enquanto o filme não começava. Não podia deixar de notar Erick e seu cabelo desgrenhado sorrindo pra mim. Eu gostava de Erick. Mais do que eu gostei de qualquer garoto.

O filme realmente foi assustador. Eu fiquei meio assustada umas vezes, mas em outras, eu ria da história tão bobinha e dos dilemas da personagem principal. Em um dos meus sustos, Erick me deu a mão, pra eu me sentir mais confortável. Eu segurei sua mão quente, e pude sentir meu coração acelerar de repente. Ele riu pra mim. Eu coloquei minha cabeça em seu ombro, e ele me aconchegou. Eu sabia que ele gostava de mim também. Tudo ficou muito claro. Um pouco antes das luzes se acenderem, eu virei sua cabeça em minha direção e o beijei. Ele me correspondeu, e eu acho que eu fiquei instantaneamente feliz. Fiquei pensando sobre Erick ser um bom namorado. Assim que o filme chegou ao fim, nós saímos abraçados do cinema. Passamos no Mcdonalds e pegamos lanche pra viagem.

- Olha, Amb, eu menos que qualquer pessoa gostaria de falar sobre isso, mas como a gente fica depois do que houve no cinema?

- Erick, eu gosto de você. Eu jamais teria te beijado se não gostasse. Cabe a você decidir se gosta ou não de mim. Se a resposta for positiva, podemos pensar sobre isso mais tarde. Se for negativa, nós...

Fui interrompida pelos seus lábios, que se encostaram aos meus.

-Hey, acalme-se. Eu gosto de você, Amb, sempre gostei.

Abri um largo sorriso, e o beijei novamente. Fomos até uma pracinha no centro da cidade, e nos sentamos num banquinho pra tomarmos nosso lanche. Ficamos conversando e rindo por algum tempo. Eu realmente me sentia feliz. Feliz por tudo o que ocorreu no dia de hoje.

Só era uma pena eu não poder compartilhar meu verdadeiro eu com todos. Querendo ou não, eu sou uma meia-vampira, e tenho que aceitar isso. Eu bebo sangue animal desde meus oito anos de idade, por começar a compreender tudo o que me envolvia, e por incentivo de meu pai.

Minha mãe tenta seguir isso, mas ela sempre dá umas escapadinhas, afinal, passou muito tempo se alimentando de sangue humano. Eu não sentia tanto desejo, e agradecia imensamente por isso, pois poderia pelo menos ter um período de tempo normal em minha vida. No próximo ano, eu terminaria a escola, e talvez fizesse uma faculdade. Mas se eu realmente fosse ter um relacionamento sério, como poderia explicar coisas, como por exemplo, que eu não cresceria mais? Tudo isso bombardeou minha mente por algum tempo, mas logo passou.

Lembrei-me de viver uma coisa de cada vez, como minha mãe sempre dizia.

Erick me deixou em casa, e me beijou novamente. Creio eu, que jamais me cansaria disso.

Minha mãe provavelmente viu, pois me encheu de perguntas quando eu cheguei em casa, toda ansiosa como se fosse minha amiga adolescente. Não a culpava por isso, pois ela passou tempo demais estudando em colégios e vivendo como se fosse uma adolescente. Meu pai começou a me zoar, com seu jeito todo brincalhão, e eu não pude evitar de abrir um sorriso pra ele. Corri pra pegar minha guitarra. Hoje era dia de Guitar Hero aqui em casa, e nós começamos por Back in Black do AC/DC. Hoje, meu pai cantava.

Eu sempre amei minha família. Meus pais eram os melhores do mundo, e eu jamais poderia ter uma família melhor, mas não podia negar que às vezes eu ficava questionando meu passado, qual o sangue que corre em minhas veias. Só que tudo isso passava instantaneamente, pois eu jamais poderia pedir uma família melhor, uma vida melhor, amigos melhores.

Notas finais
Gostaram? Odiaram?
REVIIIIIIIIIIIIEEEEEEEWWWWS