Talismã
15 Capítulo 15 - Hell parte I
Notas iniciais
A fic infelizmente está chegando na reta final. Mais uns 3 ou 4 capítulos. É triste, mas tudo acaba, não é mesmo?
Enfim, se divirtam. Capítulo tenso.
xoxo, Mandyh
No que se resumem os três meses que se passaram depois que Carl foi embora? Muita preparação. Eu treinei mais e mais, aprendi novas técnicas, meditei muito, e tive direito até a um mago, que me ajudou com meus poderes mentais. Cada dia eu me sentia mais preparada pro desafio. Eu também mudei fisicamente. Cortei alguns centímetros do meu cabelo, que antes estava na minha cintura, ficando quase que no meio das costas. Repiquei-o todo e deixei-o mais claro. Meu corpo estava mais definido graças aos meus constantes exercícios e eu me sentia um pouco mais... diríamos...madura.
Foi num dia qualquer, no alto do verão, que tudo começou a mudar. De novo.
Eu estava arrumando minha mala pra passar uns dias em Vancouver. Estava com saudade de meus pais, dos meus amigos... Peter, meu bondoso pai, permitiu que eu fosse contanto que treinasse o básico todos os dias. Ele sabia que eu precisava de descanso senão ia ficar louca. Também, ficar um ano na Sibéria, sem ver qualquer outro lugar no mundo, não é tarefa das mais fáceis. Ele me deixou no aeroporto e só foi embora quando eu pisei no avião. A viagem longa foi tranqüila, e eu tive tempo pra descansar bastante. Nem falei sobre Carl ainda, né? Nós conversávamos quase todos os dias e às vezes íamos pra sonhos. Mas há algum tempo ele deu uma sumida. Fiquei um pouco preocupada, mas ele podia estar resolvendo algo, sei lá. Mas voltar pra Vancouver também era uma forma de eu pesquisar sobre isso.
Chegando lá, me deparei com meus pais e Nessie. Fiquei feliz, mas sei lá, esperava que Carl estivesse lá também.
Abracei todos e passamos o caminho todo de volta pra casa conversando. Nessie estava muito diferente. Ela tinha entrado pra faculdade em Vancouver. Senti um nó formando na garganta quando pensei no Jake, que poderia estar aqui conosco. Resolvi deixar isso de lado. Assim que cheguei na minha antiga casa e bateu aquela nostalgia, fui treinar meus movimentos. E depois, meditar. Depois me troquei e fui pra sala com meus pais. Lembrei-me do quanto eu gostava de TV. E videogame. E de computador. God! Eu tinha perdido todos os meus hábitos na Sibéria.
Fui ao Lê Bistrô com Nessie. O dia tava muito legal, mas sempre algo atrapalha. Numa mesa próxima à nossa, senta-se Kelly Cassy.
- Olha quem eu vejo aqui! A desaparecida Srta. Adams. –disse ela com sua voz nasal.
- Oi pra você também, Kelly. –eu disse educada.
- Por onde você se meteu garota? Pensei que ia pra faculdade de Vancouver também. Ninguém sabia do seu paradeiro misterioso.
- Pois é, eu meio que estava na Sibéria.
- Ah, qual é. Eu acho que devemos deixar as rivalidades lá no colegial, você sabe, sem implicâncias.
- Mas é sério, eu estava na Sibéria.
- Fazendo o que lá no mar de gelo?
- Uh, visitando um tio meu.
- E a faculdade?
- Qual é, Kelly. Eu sei que você não liga pra isso. Deixa de falsidade.
- Adams, eu sei que fui malvadinha no colegial, mas eu amadureci muito nesse ano que se passou desde o fim da formatura.
- Percebi. –disse entediada. – Mas, que tal deixarmos nosso bate-papo legal pra outro dia? Eu tenho que ir embora.
- Ok, vai lá. Até mais, Amber. Não vou esquecer-me do nosso próximo “encontro”.
- Pode deixar.
Eu e Ness saímos apressadas do restaurante.
- O que deu na Kelly? Ela ficou grávida ou algo do tipo? –eu disse brincando.
- Nem me fale. Ela descobriu o número do meu telefone e me liga todas as noites pra lamentar a vida. Você sabe, acabou o colegial, acabou a popularidade.
- Eu percebi. Mas, você sabe alguma coisa do Carl, tipo, ele veio te visitar ou algo assim?
- Carl? Bom, ele veio aqui há uma semana e meia mais ou menos. Nós fomos ao Lê Bistrô e ele me contou do lance de vocês. Fiquei tão feliz, amiga. Mas por que você pergunta?
- Ah, é que ele anda meio sumido. Faz um tempo que ele parou de se comunicar.
- Olha, não é por nada não, mas da última vez que ele veio, ele parecia meio nervoso, tenso... Disse pra eu cuidar de você, pra ficarmos sempre em contato. Achei normal na hora, mas agora que você falou, eu me lembrei do jeito dele.
- Oh Meu Deus! Será que ele... –eu perguntei em choque. Será que aconteceu alguma coisa com ele? Eu jamais me perdoaria e...
- Calma amiga. Acho que não chegou a tanto. Você saberia se ele tivesse... Morrido.
Um nó se formou em minha garganta.
- Você tá certa. Acho que o submundo iria fazer uma festinha e me mandar fogos de artifício. Mas ele deve estar em perigo e eu vou salvá-lo, custe o que custar.
- Não é muito perigoso?
- Que seja. Ele se arriscou pra me salvar, e eu posso fazer o mesmo. Nem que eu tenha que entregar meu medalhão ou qualquer outra coisa. Mas posso precisar de ajuda. Olha aqui, você não pode contar pra ninguém.
- Ai Senhor... Lá vem você com seus planos mirabolantes.
- Não é mirabolante quando se trata de salvar a vida do cara que eu amo. Agora, vamos pra minha casa, eu vou pegar algumas coisas, vou pro submundo e em 10 minutos você avisa meus pais. E leva minha mochila pra eles. Lá tem coisas que eles vão precisar.
- E eu?
- Você vai com eles. Antes você estar lá do que aqui completamente desprotegida. Não se sabe o que um deles pode tramar.
- Ah, só você pra me meter numas coisas dessas, Clarisse.
- Também te amo. Agora vamos. Depressa.
Entramos no carro e fomos a toda velocidade pra minha casa. Eu peguei o necessário pra me virar por lá e coloquei minha roupa branca. Fiz uma oração mentalmente e pulei minha janela, desejando encontrar a entrada pro submundo. Não foi tão difícil. Carl me disse uma vez que sempre dava pra chegar até lá por um bueiro. Confesso que foi um pouco nojento andar por aquelas águas imundas, mas eu concentrei meu foco em salvar Carl e repassar meu plano pela minha mente. No fim do bueiro, tinha uma parede de concreto. Mas eu vi umas palavras em latim bem pequenas em um canto, e disse-as em voz alta. A porta se abriu, e finalmente estava no submundo. Andei um pouco, e logo um vulto veio me encontrar. Prendeu meu pulso, mas eu me soltei facilmente. Então, o chefe idiota apareceu.
- Ora, ora. Não é que temos visitas novamente? –ele disse.
- Pois é, pra minha infelicidade. Mas é sério.
- Em que posso ajudá-la?
- Eu quero Carl. E quero agora. Não estou a fim de discutir.
- Uau, que prepotente, mocinha. Seus pais não lhe deram educação?
- Não estamos discutindo minha educação. Eu quero Carl.
- O pequeno traidor? Ah, sim, ele está aqui. Aprendendo a lição por ser um menino mal.
- Ah não, sem clichês, por favor. Apenas me devolva ele com vida. Posso ver o que fazer por você.
- Está me oferecendo um acordo?
- Você é quem sabe. Eu só sei que não saio daqui sem ele.
- Ah, o amor juvenil. Tão tolos e apaixonados... Acho melhor você dar meia-volta antes que eu perca minha paciência.
- Já disse que não saio daqui sem ele! –eu disse alterando a voz.
- Já disse pra ir embora. –ele também alterou a voz. E me estendeu o tridente. – Pare de brincar comigo, garotinha. Ter essa merda no pescoço não significa que você pode me vencer. Aliás, é isso que você vai ver quando eu acabar com você pessoalmente na grande guerra.
- Ah, então me mate agora, senhor poderoso.
- Não me teste garota.
- Adeus.
E na frente dele eu desapareci. Esse é um dos novos truques que aprendi com meu pai. Posso me mover tão rápido que ninguém é capaz de ver. Nem mesmo um demônio. Corri por todos os corredores procurando por Carl ou seu cheiro. Gritava seu nome em vão. Até que entrei numa sala ainda mais escura do que todo o submundo. Lá estava Carl, preso um altar branco no centro da sala. Senti um frio correr por minha espinha. Eu tinha que tirá-lo dali e...
- Não queria ver seu namoradinho, garota? Fique feliz, pois esse é o último vislumbre que você terá dele.
Não, não e não. Eu não posso e não vou aceitar isso.
Notas finais
Beijos e morram de curiosidade... muahahaha -parei.
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