Talismã

10 Capítulo 10 - O peso da decisão


Notas iniciais
Olá meus fantasmas favoritos!!! Como vão vocês?
Novamente, desculpem-me a demora.
Tentarei, agora nas férias, postar com mais frequencia.
Gostaria de receber reviews pra saber o que estão achando da fic e tals.
Estamos na nova fase de talismã, e eu espero que gostem.
Beijos

Nesse momento, eu estava no aeroporto, impaciente como qualquer outra pessoa, indo pra Sibéria, um lugar extremamente distante e extremamente frio. Eu tinha que ver meu pai. Steve, da tribo, me deu exata localização dele, e aqui estou eu, ao lado dos meus pais e de Carl, me preparando pra ir, fazendo isso às escuras, sem saber o que esperar.

- Vai dar tudo certo. –minha mãe dizia.

Todos me diziam isso a cada cinco minutos mais ou menos. Estava cansada de ouvir pessoas me dizendo que algo ia dar certo sem ao menos saber o que esperar que pudesse dar errado. Meus pais iriam comigo, afinal, depois do infortúnio de ontem, eu não tinha forças pra deixar mais ninguém sozinho. Ontem liguei pra Erick apenas pra me certificar que ele chegara bem. Felizmente ele tinha.

Chamaram-me para o voo. Mas quando estava saindo, uma voz doce chamou-me. Era Ness.

- Não podia deixar você ir sem ao menos desejar boa sorte, afinal ainda é minha melhor amiga.

Senti um nó se formando em minha garganta. Sorri e notei que os olhos dela estavam cheios de lágrimas.

- Ow, Ness, eu fico tão feliz por você estar aqui! –disse e a abracei. Ela pediu para que eu ligasse sempre e que desse algum sinal de vida, afinal estava muito preocupada depois de tudo aquilo que ocorreu com Erick. Com custo, despedi-me de todos e dei um abraço apertado em Carl, apesar de realmente querer beijá-lo, mas não quis criar uma ceninha no aeroporto. Quando me instalei em uma das poltronas do avião, coloquei meu I-pod e relembrei a conversa que tive com Nessie na noite passada.

No dia anterior:

Logo após tudo aquilo, Amber foi à casa de Ness. As duas saíram. Foram no Lê Bistrô.

- Olha, Ness, eu tenho algo realmente ruim pra te contar, mas primeiro promete que não vai me matar.

- Ok... –disse Ness relutante.

- Primeiramente, gostaria de dizer que estou em sã consciência e que preciso que você acredite em tudo o que te direi. Não é uma piada.

- Ok.

- Item número 1: sou uma vampira.

Ness queria muito acreditar que aquilo era uma piada, mas os olhos sérios de Amber não a deixavam outra escolha senão acreditar. Ela deu um gole em seu refrigerante pra aliviar a tensão e disse:

- Dá pra explicar melhor?

Amber começou a explicá-la sobre tudo, sobre sua família, sua origem, e Ness acreditou. Em nenhum momento sentiu medo, afinal, ela e Amber eram melhores amigas há muito tempo. Se Amber quisesse fazer-lhe algo de mal, já teria feito.

- Segundo item: Estou no meio de uma profecia.

Amber novamente explicou-lhe sobre toda a história do Talismã e como aquilo afetara sua vida. Mesmo não querendo, a parte ruim estava chegando. Amber podia sentir os nós se formando em sua garganta.

- Terceiro e último item. –ela disse com uma voz chorosa. – Jake... Ele...

- Ele o que? –disse Ness começando a se desesperar.

- Ele... Morreu. E foi minha culpa. –dizendo isso, Amber desabou, juntamente com Ness, sem se importarem se alguém as estaria observando.

- Eu... e-eu acho que preciso explicar, não é mesmo? –disse Amber, tentando voltar ao normal, mas aquilo era muito difícil. Então explicou novamente à amiga tudo o que se passara, tentando ao máximo não chorar. No fim elas se abraçaram, e Ness disse que precisava de um tempo pra digerir tudo aquilo. Amber disse que iria no dia seguinte, pra Sibéria. Então elas foram embora.

Continuação

Nem vi as horas passarem. Estava exausta pelo dia anterior e tentei relaxar. Praticamente dormi conscientemente, se é que isso existe. Depois de incontáveis horas, mais de 15, creio eu, aterrissamos no aeroporto da Sibéria, na cidade de Irkutsk*.

Meu pai estava esperando-nos na pista de aterrissagem. Eu o reconheci pelas fotos que vi na aldeia. Ontem, meu pai conseguiu contato com ele, com muito custo. Acho que ele reparou nas semelhanças entre nós, – os olhos esmeralda, o cabelo dourado, os lábios róseos — pois veio acenou e sorriu. Quando nos aproximamos, ele estendeu a mão e disse:

- Vocês devem ser Amber, Paul e Valéria, não é mesmo?

Acenamos e meu pai apertou-lhe a mão.

- Isso mesmo.

- Clarisse, ops, Amber, é um prazer conhecê-la. –disse ele estendendo a mão.

- Igualmente. –disse sorrindo.

- Bom, acho melhor irmos, pois o caminho é longo.

Ele nos levou até um carro, de modelo antigo, mas extremamente conservado. Sentei-me no banco traseiro. Durante a viagem, comecei a sentir o frio que era esse lugar. Ok, no Canadá já é frio, mas aqui é mil vezes mais. Conversamos um pouco sobre minha vida e explicamos pra ele o que ocorrera naquele meio tempo comigo. Ele ficou com uma expressão séria, depois suspirou e disse: “Esperava que isso acontecesse”. O resto do trajeto, que durou mais ou menos duas horas, foi passado em silêncio.

Finalmente estacionamos em uma cabana de madeira no alto de uma colina. A neve cobria todo o chão, e mais umas trinta casas encontravam-se um pouco abaixo de nós. A cabana era de materiais simples, mas pelos acabamentos luxuosos, pode se constatar que deve ser um lugar bem sofisticado. Ele desceu e abriu a porta pra descemos. Ficamos parados no alpendre, enquanto ele tirava um molho de chaves do bolso. Quando destrancou a porta, disse com seu inglês carregado: “Bem vindos a Oriktusty. É um povoado a cerca de 400 km de Irkutsk. Apenas 1600 pessoas vivem aqui. Podem entrar. A sala era muito sofisticada. O carpete felpudo cobria toda a dimensão do lugar, e havia um enorme sofá e uma poltrona de couro. Havia também uma lareira rústica e uma televisão enorme.

- Acomodem-se. –disse ele. – Irei providenciar algo para beberem.

Ele voltou com uma garrafa de vinho bem cara, e um pacote com sangue.

- Você bebe, Amber? –perguntou-me.

- Uh, o vinho sim. Não bebo sangue humano. –disse e dei um sorrisinho.

- Ah... Ok. Vou providenciar sangue animal. –disse.

Serviu-nos o vinho, misturado com sangue. O meu era puro.

- Sei, eu gosto de misturar. Fica muito saboroso. Então... Uh... O que querem saber de mim, agora que sei praticamente de toda história?

- O que temos que fazer pra isso acabar? –perguntei direto e reto.

- Bem, a guerra é iminente, sem sombra de dúvidas, mas às vezes isso demora algum tempo, tipo, dois anos. Consideraria isso como um alívio por algum tempo, mas sinceramente, você terá que se preparar pra tudo isso, Amber, evoluir seus poderes e habilidades. Você tem o exército dos céus junto com você, mas se você não souber dar ordens ou como prosseguir, tudo irá fracassar.

- E como eu treinaria? Quem seria meu mestre? Por quanto tempo? –perguntei tudo de uma vez só.

- Bom, eu tenho 400 anos e aprendi todas as técnicas desde minha juventude, pois sabíamos que estava próxima a vinda do próximo talismã, então eu seria seu mestre. Até você estar realmente preparada. Então, oficialmente, você aceita o desafio, promete se dedicar ao máximo em tudo e defender com todas as suas forças e até mesmo com sua vida o lado escolhido?

- Eu...

Notas finais
Algumas notas: Os nomes dos lugares da Sibéria são reais, menos o da aldeia em que vive o pai da Amber.
Talismã é cultura.
beijos e reviews.