Notas iniciais
Olá, de novo. Vou postar os capítulos todas as segundas, então fiquem ligados pois a qualquer hora eu posto! Prometo capítulos mais longo e detalhados! Boa leitura!

No momento em que o sol se pôs atras das altas árvores que cercavam o internato, os campos verdes se tornaram escuros e sombrios. Os garotos se reuniram no refeitório para o jantar. Jesper fez o mesmo, após resolver levantar do chão e parar de chorar. Seus pais não haviam nem tido um velório pois os corpos estavam sendo estudados.

O refeitório se encontrava na casa principal do internato. Ela grande e parecia com um restaurante antigo. Todo revestido de madeiras, com dois enormes lustres iluminando as inúmeras mesas cobertas por uma toalha branca. Os alunos escolhiam o que iriam comer e se dirigiam com suas bandejas para as mesas, como num colégio comum. Jesper estava sentado sozinho, num canto afastado. Comia peixe e verduras. Mesmo com todo o barulho que as dezenas de alunos faziam no local, Jesper não desviava o olhar do prato. Quase não tocara na comida.

– Olá — uma voz veio da sua frente. Ele levantou a cabeça e viu um garoto pálido, alto, com cabelos negros, penteados em um moicano bagunçado. Os olhos castanhos brilhavam na luz dos lustres. Sua blusa preta se destacava por causa do tom de sua pele.

– Oi — respondeu Jesper quase sussurrando. O garoto deu um sorriso meio de lado e se sentou na frente de Jesper, que ficou o encarando, meio em duvida do que fazer, então baixou a cabeça e voltou a comer.

– Por que está sozinho? — disse o garoto estranho colocando um pedaço de bife em sua boca.

Jesper apenas deu de ombros e continuou comendo. O garoto estranho deu uma risada baixa. Jesper olhou.

– Você parece triste. O que aconteceu? Alguém te ameaçou?

– Meus pais acabaram de morrer — respondeu friamente, sem mudar o tom da voz, como um robô que sussurrava. O garoto estranho ficou o encarando sem reação. O constrangimento veio logo após os dois ficarem em silêncio, sem se olhar.

Alguém se aproximou.

– E ai Kyle! — outro garoto estranho, porém de cabelos ruivos, também alto e com a pele pálida. Olhos verdes e cheio de sardas no rosto. Os dois tocaram as mãos e o garoto ruivo se sentou ao lado de Kyle.

– Cara, os pais dele acabaram de morrer! — disse Kyle também sussurrando para o amigo.

– Porra! — quase gritou o garoto ruivo. Os dois se encararam. — Meus sentimentos cara! — o ruivo esticou as mão e passou as mãos nos cabelos loiros de Jesper que observava tudo sempre com a expressão séria. Seus olhos ainda estavam vermelhos por causa do choro. Jesper se levantou e esticou a mão direita para Jesper.

– Kyle Mystery! Prazer! — Jesper o cumprimentou sem muita vontade. Sentiu as mãos geladas do garoto.

– Alan Core! — disse o garoto ruivo fazendo o mesmo que Kyle. Os dois sairam da mesa e Jesper ficou, agora vendo a cena dos dois sentarem em outra mesa, mais animada e com mais pessoas. Jesper se levantou e saiu do refeitório, dirigindo-se para o quarto.

...

A porta de entrada da casa principal era pesada e logo a frente havia uma escadaria que dava num gramado enorme. Havia dois caminhos, para o dormitório A e para o dormitório B. Jesper ficava no B. Estava sozinho no momento em que caminhava sozinho pelo campo escuro. A noite fria trazia consigo uma chuva carregada de raios e de vento forte, que assobiava entre as árvores.

Jesper nem sequer reparou nisso ao sair do refeitório. As primeiras gotas começaram a cair no momento em que ele pisou no saguão do prédio. Parecia uma enorme mansão. Em baixo, uma sala com alguns quartos e banheiros. Nos quatro andares acima, se encontrava todos os outros quartos e no ultimo andar uma sala de jogos. Jesper subiu as escadas e se dirigiu ao quarto 21C. Abriu a porta e logo a trancou. Acendeu as luzes e se jogou em uma das camas e pegou seu celular. Nenhuma mensagem e nem ligação.

Colocou-o de lado e olhou para o teto. Mil pensamentos vieram em sua cabeça. Como seria sua vida agora? Iriam achar o assassino? De repente alguém bateu na porta.

Jesper olhou para ela e lentamente se levantou.

– Quem é? — gritou antes de abri-la.

– É o Kyle! — Um alivio tocou seu corpo. Ele abriu a porta e o garoto estava parado, todo molhado. — Você não me deu a chave antes de vir para cá. Quando percebi vim correndo antes que você dormisse — disse o garoto entrando no quarto. Jesper ficou olhando ele tirar a roupa e se jogar na cama ao lado da sua, apenas de cueca.

– Você vai ficar aqui? — Jesper não estava entendendo direito.

– Aqui é o quarto 21C, certo? — Jesper concordou e voltou para a cama. Os dois ficaram em silêncio.

– Agora entendi porque que você veio falar comigo... — Kyle riu.

– É, também!

– Também? Pelo o que mais?

– Sei lá! Fiquei com pena de ver você sozinho. — Jesper deu de ombros e fechou os olhos para dormir.

– Sabe... — Kyle começou a falar. Jesper abiu os olhos e o encarou. — Meus pais também morreram. Mas quando eu tinha quatro anos. Desde então, vivo em internatos pois meus tios não tem paciência comigo.

– Porque?

– Acho que sou... "Rebelde" demais pra eles! — ele riu alto. Jesper deu um sorriso meio de lado. — Como... Sabe... Seus pais...

– Foram assassinados... Hoje de manhã!

– E porque você está aqui?

– Não tenho aonde ficar até que peguem o assassino. Minha avó mora em Londres, e eu não posso sair do país... Então vim para cá... — Kyle ficou em silêncio.

Jesper ficou olhando o garoto ali deitado, semi-nu. Kyle não tinha um corpo escultural, mas era bem atraente. Por um instante um desejo estranho passou pela cabeça de Jesper, que se virou para a parede rapidamente e fechou os olhos. Kyle encarava o teto.

...

A luz do sol tocou o rosto de Jesper que acordou despreocupado. Olhou em volta do quarto e viu que Kyle já havia acordado. Reparou um prato coberto por uma toalha em cima da escrivaninha. Um bilhete acompanhava o prato:

"Peguei seu café da manhã antes que acabasse! Ass: Kyle Mystery"

Jesper deu um sorriso e rapidamente devorou o pão com manteiga, as bolachas e a maça que Kyle havia deixado. Após a refeição, lembrou quem não havia tomado banho desde da manhã passada e se pôs em baixo do chuveiro. Ficou um bom tempo refletindo e também tirou um tempo para se masturbar.

Quase meia hora depois, fechou o chuveiro e se enxugou. Enrolou a toalha em volta da cintura e certificou-se que a porta do quarto estava trancada para não haver surpresas, fechou as cortinas e quado se virou para pegar a roupa viu uma figura parada ao lado do armário.

Jesper congelou. Um homem alto, usando vestes negras e um chapéu que impedia de ver seu rosto estava em seu quarto. Em sua mão havia uma faca de açougueiro. O homem deu uma risada medonha e deu um passo.

– Agora posso acabar o que comecei... — disse com uma voz grave que ecoou nos ouvidos de Jesper que tremia. O homem se aproximava e o garoto não conseguia se mover. O homem parou no meio do quarto e riu novamente.

Pegou uma das malas de Jesper e a abriu de vagar. Um cheiro horrível saiu da mala assim que foi aberta. O homem pegou algo de la. Jesper soltou um grito ao ver a cabeça do policial Collins. O homem segurava os cabelos castanhos de Collins que trazia uma expressão de desespero em seu rosto. O sangue pingava no chão, formando uma pequena poça avermelhada na madeira escura.

– Calma garoto — o homem voltou a falar — Não vai doer nada!

– Não mesmo! — inesperadamente a cabeça de Collins falou com uma voz roca. Ele sorriu e os dois começaram a rir. As risadas formavam uma só. Maligna e grave. Jesper gritou por ajuda e o homem riu mais alto.

Ele tentou correr mas sentiu algo perfurando sua barriga. Sentiu um gosto metálico na boca e uma dor horrível no estomago. Olhou para baixo e viu sua mãe, segurando uma outra faca, com um sorriso maligno no rosto. Eles tentou recuar mas caiu no chão.

– Boa noite querido! — disse sua mãe, porém com uma voz grave. Jesper perdeu os sentidos. Tudo ficou escuro.

Ele não sentiu mais nada...

...

Notas finais
Bom galera, esse foi o fim e... Brincadeira! Hahaha! Espero que tenham gostado! Vou começar a deixar a história mais... Macabra! Então é isso! Deixa seu review. Acompanha ai e qualquer coisa pode mandar uma MP! Obrigado por ler e tchau!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.