Tales of Others Shinobis

3 O despertar de Burakku Bara.


O céu aberto exibia nitidamente os sufocantes raios ultravioletas da imensa estrela acima das nuvens. O mormaço fazia com que os que não estivesse acostumado com aquela temperatura, ficassem tontos e com a visão turva, devido o contato do sol com a areia proporcionar um calor tão intenso, que o chão aparentava ao longe, nas vistas cansadas, estar queimando.

Neste cenário fúnebre, apenas duas almas digladiavam como se não houvesse um amanhã. E o sol, por sua vez, era o menor dos seus problemas, visando que seus corpos continham uma boa camada de chakra, fortalecendo sua sobrevivência no ambiente pouco propício a vida.

O deserto escaldava sem intervalos, assim como as armas e Ninjutsus dos Shinobis. Constantemente, o jovem encapuzado, com um uma bandana exibindo o símbolo de Suna, usufruía de um manto grosso e volumoso, como um escudo de vida própria.

Atrás, em suas costas, ele carregava um pergaminho de aproximadamente dois metros de altura, com largura de um metro. Souma, era seu nome. E seus pés sequer moveram-se um centímetro desde que descobrira o traidor em sua vila, mas sua movimentação era nítida, já que uma pequena camada daquele manto, também se encontrava envolta de seus pés.

O garoto tinha os braços cruzados e olhos centrados. Não exibia muitas feições. Apenas um semblante destemo e focado em um único objetivo: destruir seu inimigo. —— Esses Sabakus enchem mesmo a paciência! —— Ironizou o adversário. Souma sequer reagiu ao comentário, simplesmente manteve-se inerte com os pés fixos em sua areia de ferro.

O rival analisou suas posições e tentou decifrar como os ataques da areia viriam de encontro com seu corpo, entretanto, o armamento de Souma parecia ter vida própria. O garoto não movia um dedo, dificultando mais ainda a previsão do oponente, que irritado, lançou mais uma Kunai, buscando um ponto cego. Outra vez, em vão.

Souma no meio das tentativas falhas do inimigo, finalmente deu um sinal de que seu corpo ainda se encontrava com funcionalidade. —— Vou ser bem direto. Quais os objetivos da sua organização? —— Interrogou o usuário da Satetsu.

Ao finalizar os dizeres, seu braço ergueu-se suavemente, junto com uma brisa que soprara em suas costas, jogando um pouco dos seus cabelos a frente. —— Você acha mesmo que vou falar alguma coisa? —— Ironizou o nukkenin, já que a Satetsu havia riscado sua bandana no meio das ofensivas de Souma.

O Jounnin de braços cruzados esboçou um sorriso, a primeira expressão cabível de sentimentos. —— Você tem audácia. Gosto disso. Mas infelizmente, não suporto traidores. —— E num movimento sutil de seu indicador, sua areia penetrou a terra silenciosamente. —— Terei de mostrar o meu verdadeiro poder. —— Enrolava Souma, mas seu inimigo era mais perspicaz do que ele imaginou. —— Eu não serei detido tão facilmente. A Barakku Bara se manterá com as pétalas floridas! —— E diante de suas palmas juntadas, o Shinobi renegado lançou algumas esferas de calor fumegantes em direção de Souma.

Sua areia veio à frente, como esperado. Mas o ninja da vila de Suna conseguiu sentir o impacto que aquele kekkei genkai era capaz de gerar. Sentiu uma gotícula de suor espalhar pela sua testa lisa. —— “Preciso domá-lo sem tirar sua vida... Ou será inútil tentar arrancar informações...” —— Analisava sua situação, enquanto debaixo da terra, Satetsu fazia seu serviço.

—— Qual o problema, Sabaku?! Sua areia não aguenta o poder grandioso do meu Shakuton?! —— Proliferava berros em meio aos ataques incessantes das esferas. A areia de Souma aos poucos ia atingindo uma proporção molenga, devido o ferro que defendia os movimentos do inimigo, aos poucos ir derretendo.

—— Hoje serei promovido em meu grupo, por finalizar um dos usuários de areia! Hahahaha! Meu nome será lembrado nesse mundo, um novo mundo! Um mundo sem ninjas! Sem Aldeias! Apenas um país unido! E eu terei minha estátua com um nome imenso: Karano Utakata! Hahahaha!! —— Seus berros se tornavam eufóricos. A ganância em ser lembrado pela história parecia ter um impacto maior do que o presente.

—— Sinto muito, mas esse é o seu fim... —— Murmurou Souma, despertando a atenção de Karano. —— Meu fim?! —— Ele abriu um sorriso sinistro nos lábios. —— E como pretende fazer isso, Sabaku?! —— Karano lançou mais uma sequencia de ataques, fazendo as defesas de Souma finalmente cederem, embora defendendo seu corpo por completo do movimento. —— Assim... —— Souma ergueu seus dois braços abruptamente. —— Satetsu Kaihou! —— Do solo, abaixo de Karano, vários receptáculos de ferro subiram de encontro com seu corpo, apertando-o tão forte que seus membros sequer conseguiam tremer. —— Maldito! —— Gritou enfurecido. —— Calado, seu traidor. —— Souma ergueu sua mão esquerda, levantando o indicador e o dedo do meio, o restante dos dedos eram fechados como um punho.

Ao fazer isso, seu chakra entrou em contato com a areia, enterrando o inimigo e silenciando-o. Somente uma leve abertura para ar era visível. Se quisesse seu oponente morto, ele já o teria naquele estado. —— Agora... Vamos ao interrogatório de verdade. —— Seus passos se aproximaram do casulo e a respiração de Karano aos poucos foi ficando menos instável.

[...]

Espreitados, meu time esgueirava silenciosamente os passos apertados dos guarda-costas de Fuguki. O mesmo se encontrava dentro de uma carruagem, sendo puxada por fortes touros corpulentos. Ao redor do alvo, haviam cerca de seis shinobis. Três de cada lado. Um dirigia, totalizando sete inimigos em nossos caminhos. —— Sharingan... —— Murmurei ao lado de Kame e Uzagi. —— O que vê, Mitsuko? —— Kame murmurou, segurando seu bastão de guerra, como se eu estivesse prestes a iniciar um combate.

Uzagi fixava suas mãos enfaixadas nos troncos mais grossos, permitindo que o ato não os rompesse ou sibilasse algum rangido. —— São mais dois dentro da carruagem... —— Informei. —— Ótimo. São oito Jounnins, juntamente de um fugitivo rank S. O que Kiri e Konoha estavam pensando em mandar dois Chunnins para essa missão? —— Kame indagava, perplexo com as informações, mas seu semblante ainda que a voz exalasse preocupação, não deixou de esboçar um sentimento de receio. —— Eu não sei, mas sei que podemos dar conta. —— Kuang sorriu ligeiramente com o canto dos lábios.

Mesmo não suportando sua personalidade, algo positivo vinha daquele garoto. Ele sempre tinha confiança em si mesmo e em seus parceiros, como se todo e qualquer inimigo pudesse perecer com nossas habilidades. —— A confiança um dia te levará a óbito, Uzagi. —— Afirmou o Jinchuuriki. —— Talvez. Mas, enquanto este dia não chegar, eu continuarei derrotando meus inimigos. —— O shinobi estava prestes a saltar para cima dos seus oponentes, mas intervi.

—— Calma. —— Sussurrei. —— Por que? —— Kuang hesitou, se preocupando um pouco. —— Há algo muito estranho nessa carruagem. Eles andam com pressa, mas parece que não estão extremamente focados. Vejo muitas baixas em suas defesas, coisas que meu Doujutsu normalmente não permite escapar. —— Karatachi ergueu um pouco seu pescoço, para visualizar melhor seus inimigos. —— Não percebo tal descuido. —— Argumentou. —— Se você tivesse um Sharingan, eu levaria em conta o comentário. Vamos cada um por um lado. Eu por cima, vocês pelas laterais. Ataquem com o máximo que tiverem. —— Após sinalizar, meus parceiros de equipe desapareceram com um Shunshin no Jutsu.

[...]

Arredores do Vale do Fim.

Os passos do ninja iam calmos, seu manto estava perfeitamente intacto e era apenas soprado pelo vento que dançava entre a floresta volumosa. O sol aos poucos ia se pondo no horizonte, trazendo a leve brisa noturna, gélida a sensação térmica do rapaz, devido estar acostumado a altas temperaturas boa parte do dia.

Na sua frente, uma garota jazia parada. Seus cabelos longos e loiros eram levados ao alto devido a forte corrente de ar. Ela tinha os braços cruzados e os olhos castanhos claros penetrantes. —— Até que enfim. Achei que isso seria uma cilada. —— Ela avisou. Mas mesmo que o garoto tivesse aparecido, não mudava o fato dela ter se precavido.

Repentinamente, numa velocidade que sequer sua Satetsu conseguiu acompanhar, um garoto moreno de cabelos jogados para trás, uma bandana fixada na testa com o símbolo de Konoha, um macacão esverdeado e muitas faixas entre os antebraços e mão, prendeu uma Kunai exatamente numa artéria fatal do pescoço de Souma. —— Eu sei do que você é capaz com sua areia, mas sei também que não é capaz de acompanhar minha velocidade. Então qualquer movimento em falso, eu acabo com a sua raça. —— Ameaçou Yui, o rapaz parceiro de Inosei. —— Não precisava agir assim, Fei... —— Yui Fei avaliou o antagonista a sua frente, percebendo que a areia não havia se mexido um centímetro desde a sua aproximação. —— Se eu realmente quisesse acabar com vocês, eu teria feito uma mudança nesse cenário antes mesmo de chegar ao ponto de encontro. Além do mais, não sei se percebeu, mas eu carrego mais alguém comigo, e isso exige boa parte do meu chakra. Então, por favor, sejamos civilizados. —— Souma pacientemente foi se retirando a posição desfavorável que se encontrava. —— Além do mais... Seria praticamente impossível você penetrar minha armadura somente com uma simples Kunai. —— Ele sorriu, e a terra ao lado dele começou a expandir, com um imenso casulo junto a um longo cabo fixado, brotava do chão. —— Eu o mantive assim por um bom tempo, usei todos os meios necessários... ——

Os Shinobis de Konoha olharam exaltados para o que Souma trazia por todo o percurso. —— Tive que usar estes métodos para ele não fugir e não morrer também. —— Com um simples mover de dedos, o casulo de ferro se abria como uma porta, revelando o corpo de um Ninja totalmente machucado. Seu rosto estava pálido, e o mesmo se encontrava inconsciente. —— Infelizmente, mesmo não sendo nem um pouco civilizado, ele não respondeu nada. Mas me revelou informações enquanto lutamos. E a prova disto tudo está bem ai... —— Souma apontou para sua cabeça e olhou para a garota loira. —— Por isso vim até vocês deste modo. Sei que é algo repentino no meio de uma guerra, mas é necessário colher estas informações para um bem maior de todos os nossos países. ——

Kei e Inosei se entreolharam. —— Certo. Venha conosco. Mas já sabe... —— Souma ergueu sua palma aberta. —— Não se preocupe. Eu sei os detalhes. Morte horrível, etc, etc... —— Isso arrancou um sorriso de Inosei. —— Além de comediante, até que você é uma gracinha, senhor...? —— Com um tom irônico, Inosei tentou arrancar o nome do shinobi de Suna. —— Souma. Sabaku no Souma. —— E com isso, os três rumaram lentamente até as proximidades de Konoha para a investigação dos acontecimentos.

Mas como dito anteriormente, a equipe tinha se preparado muito antes do informante aparecer, e por trás de algumas árvores, observando tudo com os olhos esbranquiçados e repletos de veias em seu rosto, uma garota ruiva sorria e andava em direção, sempre mantendo sua posição oculta ao garoto do país do vento. —— Veremos do que ele é capaz, caso nos traia... —— Murmurou, até que finalmente saltou por entre as árvores.

[...]

País da Água, localização indefinida.

Após analisar tantas vezes meus oponentes, soube que algo realmente se encontrava errado. Sinalizei através do brilho do sol, com o reflexo de minha Katana. O código era compreendido pelos dois Chunnins. Atacaríamos de longe e com extrema segurança.

Todos, sem exceção, moveram os dedos e murmuraram algumas palavras. —— Kage Bunshin no Jutsu. —— Citei e ao meu lado, mas ainda assim, tão silencioso quanto o bater de asas de uma borboleta, uma réplica minha exatamente igual pairou no tronco onde anteriormente Kame se encontrava.

Onde meus amigos se encontravam, notei que o Chrakra deles fluía igualmente em uma outra pessoa aos seus lados. Sorri e ergui uma sobrancelha, assim como refleti três vezes a lâmina de minha espada. Meu Bunshin desapareceu e os deles também.

Momentos depois, por cima, minha réplica surgiu, executando alguns selos rápidos de mãos. —— Katon, Housenka no Jutsu! —— De seus lábios, quatro disparos simultâneos foram jogados na direção do piloto e mais dois ninjas ao lado esquerdo.

Do lado direito, Kame aparecia. E sua réplica não delongou em executar o ataque feroz. —— Yōton: Yōkai no Jutsu! —— De sua boca, um projétil de lava foi lançado, atingindo os três guardas e boa parte da carruagem, derretendo as correntes e madeira que prendiam os bois. Ambos correram desesperados pela fervura do Jutsu do garoto.

Os outros dois que poderiam ser os restantes, rapidamente foram surpreendidos por uma réplica de Uzagi. —— Ninpou: Sen'eijashu! —— De seu braço esquerdo, múltiplas cobras avançaram com uma velocidade intensa até os inimigos, os enrolando e apertando tão forte que seria suficiente para espremer seus ossos.

Enquanto a luta prosseguia, meus olhos avaliavam com extremo cuidado o que acontecia no cenário e confesso que não me surpreendi ao ver o resultado do combate.

Todos os inimigos aos poucos iam dissolvendo como se fossem bonecos de argila, mas seus corpos assumiam de repente, uma forma líquida. De dentro da carruagem, uma quantidade absurdamente grande de água jorrou, petrificando a lava e varrendo nossos Bunshins como se fosse simples pedras no caminho. O meu clone e o de Kame sumiram em fumaça, mas o de Uzagi tornou-se algumas cobras, sendo varridas pelos confins da floresta.

A carruagem foi totalmente destruída e de dentro, Fuguki e uma garota apareciam, ambos sorridentes. —— São eles... —— Saltei e com o mesmo movimento, minha equipe pairou cada um do meu lado. —— Parados. —— Alertei. Apontava minha Katana com voracidade. Utilizava o equipamento sempre que sentia inimigos poderosos.

Tanto Kame como Uzagi sabiam deste meu hábito, portanto, não pouparam cautela. Kame agarrou seu bastão e já emanava um pouco de energia de Sanbi. Uzagi sorriu e abriu sua boca, expelindo uma cobra ao invés de sua língua. Da boca da cobra, um cabo foi aos poucos sendo cuspido. Kuang agarrou o utensílio e retirou de dentro de si, uma espada delicada, com um rubi fixado ao centro onde a lâmina se expandia.

Mas após invoca-la, algo dentro de si pareceu arder. Percebi isso pois nenhum movimento me passava em vão. —— O que houve, Uzagi? —— Ele jogou os cabelos para trás, ignorando a pergunta. —— Foque. —— Dei de ombros e ainda sim, continuava a observar meus antagonistas. —— Garota, cuide destas pragas. Eu não posso e nem quero me atrasar. —— Em passos rápidos, o grande homem começou a andar sob a água agora posta no cenário, como se um lago fundo tivesse surgindo de modo abrupto no meio daquela floresta. —— He. Adoro quando mais vítimas apa... —— Antes que ela pudesse finalizar seus dizeres, a garota pousou o olhar em Kame, e seu sorriso aos poucos foi desaparecendo um pouco. —— Kame? —— Indagou, ainda surpresa. —— Olá, Asuka. —— Depois de alguns segundos, recobrando o lado sanguinário, a garota voltou a exibir um sorriso sínico. —— O que faz nesses confins? Acompanhado de dois ninjas de Konoha? Você decaiu tanto assim? —— Ironizava a Nukenin. Kame aparentou não se importar com aquilo. —— Você fala sobre decaimento, mas agora é uma Shinobi procurada... Quem será que caiu mais? —— Asuka arrancou sua bandana do pescoço e começou a olhá-la com desdém. —— Você, melhor do que ninguém, sabe o quanto eu desprezava aquele lugar. Jamais quis carregar comigo esta bandana. Mas... Eles me tornaram o que hoje eu sou melhor em fazer... Matar. E agora, com este belo enfeite... Eu sinto que realmente esta bandana faz parte de mim. Você deveria experimentar utilizar a extensão do seu poder. Matar por simplesmente... Matar! É viciante. —— Asuka retirava sua longa espada das costas, se fixando acima da água. —— Vícios nunca foram o meu forte, Asuka. —— Kame ergueu seu bastão.

Ao posicionar-se, Asuka começou a gargalhar. —— Acha mesmo que esse brinquedinho vai parar a minha lâmina? —— Ela perguntou, já correndo. —— Eu acredito que fará mais que isso! —— De encontro com sua oponente, Kame brandiu seu armamento, tentando defender o golpe direto de Asuka.

Para o seu erro, a ultima vez que ambos brandiram uma espada contra o outro, eram apenas crianças na academia. E suas espadas eram de madeira. Sem que deixasse os instrutores perceber, sempre brincavam nas aulas de Kenjutsu. Nas lembranças do Jinchuuriki, aqueles foram uns dos melhores momentos que já tivera.

Hoje, após tanto tempo, Kame sentiu o verdadeiro impacto de uma força bruta e extrema melhora em suas técnicas. Ao tentar se defender, o garoto foi lançado cruelmente para o fundo das águas, atingindo o chão e ainda rachando o solo pelo impacto. Acima dele, a garota sorria e estava prestes a executar alguns sinais de mãos. Felizmente, para a sorte do garoto, ele tinha suporte. —— Katon – Goukakyuu no Jutsu! —— Gritei e expandi meus pulmões, até lançar uma bola de fogo sincronizada perfeitamente há tempo de impedir a execução dos selos.

Asuka se prontificou, saltando para trás e executando agora outros Ninjutsus, os quais consegui analisar com meus olhos. —— Suiton – Suijinheki! —— A manceba ergueu uma quantidade absurda de água envolta dela, e o impacto das chamas proliferou apenas vapor intenso. Mas no final, ela ainda estava intacta, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

Neste meio tempo, Kame conseguia se reerguer, e Uzagi desaparecia pelos lados, aparecendo na frente de Asuka. —— Kanashibari no Jutsu. —— Seus olhos encararam os dela. Algo no corpo da garota sentiu um pressentimento de morte. Dando tempo suficiente para que Uzagi fizesse alguns sinais de mãos e lançasse seus braços sob o corpo de Asuka. O transe, por mais que durasse mais tempo em outros inimigos, gerou apenas alguns segundos de impacto. —— Acha mesmo que visões de morte irão me parar, seu verme? —— Mesmo sendo exprimida pela grande força de Uzagi, Asuka remexeu seus ombros e ergueu em seguida os braços, desvencilhando os braços do garoto de si e apanhando sua espada rapidamente. —— Morra! —— Gritou animada, desferindo um corte que dividiu o corpo de Uzugi ao meio. Mas para infelicidade da Hotsuki, apenas mais cobras caiam e nadavam pelo rio.

Kuang reaparecia pelo rio, fixando seus pés com a corrente de chakra. —— Ela é pior do que pensei. E bem mais forte, também. —— Kusanagi estava agora empunhada pela direita do jovem. —— Realmente, não tenho mais noção do que ela é capaz. Teremos de atacar com tudo. —— Kame anunciou, já exalando chakra pelos arredores. —— Eu não preciso me preocupar com Mitsuko, mas dê seu jeito, Uzagi. —— Notificou o Chunnin. —— Droga... Eu não queria ter de usar tão cedo esta técnica. Você vai me fazer gastar algo que eu poderia guardar para uma situação mais caótica. —— Resmungou o usuário de cobras.

Kame deu de ombros. —— Nosso objetivo é capturar esses dois, não me interessa que meios você tenha que usar. —— Kame juntou suas mãos com as palmas abertas. —— Vão. —— E assim, uma névoa começou a espalhar pelo recinto. —— Hm... Isso não parece bom. —— Conforme o cenário era coberto, a névoa atingia proporções mais rápidas no seu destino: chegar até a garota.

Asuka percebeu isso e começou a saltar e correr pelas árvores ou nas águas que pareciam não ter um fim. —— Ela está se afastando, Kame! —— Avisei. —— Ela é rápida... Mas acho que consigo. —— Ao meu lado, o corpo de Uzagi sofria algumas mudanças, tremia e expelia uma gosma, mas ainda se movimentava sem dificuldades motoras. —— Acho bom pegá-la logo. —— Uzagi se contraia, mas ainda se mantinha de pé. —— Calado. Você está me desconcentrando. —— Infelizmente, a velocidade do Genjutsu não conseguiu acompanhar o ritmo dos passos de Asuka.

A Nukenin, ofegante, recobrou o fôlego ao perceber que a névoa finalizava a perseguição. Atrás dela, quatro mercenários, desta vez reais, se prontificaram. —— O mestre Fuguki informou a situação. Vá. Assumimos daqui. —— Alertou o líder. —— Que seja, mas antes... Tenho um presente para esses infelizes... —— Asuka focalizou alguns instantes. Emitiu alguns selos de mãos e após juntar os dedos na última formação, ela sussurrou. —— Suiton – Senshokuko... —— Toda a quantidade de água a frente, começou a borbulhar. Repentinamente, da ponta que se encontrava flutuando sem cair, como se uma parede invisível segurasse o líquido, a água começou a se erguer como um tapete e das bolhas, exatamente mil réplicas de tubarões começavam a nadar descontroladamente.

Asuka respirou e lançou sua palma destra para frente e a imensa onda foi lançada, com os dentes afiados arrastando tudo e qualquer coisa que passassem pelos seus caminhos. —— Se eles sobreviverem a isso, acabem de forma lenta e dolorosa com cada um. —— Ao finalizar os dizeres, a Nukenin se retirou, indo de encontro ao seu mestre e os quatro mercenários desapareceram pelos destroços da vegetação, agora que não jazia mais água alguma.

[...]

Centro de Interrogatório de Konoha.

—— Então... Inoichi não está disponível? —— Perguntou o Hokage. —— Infelizmente não, Hokage-sama. Notifiquei os membros da minha família, logo após falar com o senhor, mas aparentemente todos os com potencial para leitura mental se encontram indisponível, com exceção de mim mesma. —— Inosei murmurava, enquanto o corpo do ninja capturado era preso por uma espécie de rocha, deixando apenas sua cabeça para fora, juntamente com diversos selos envolta.

—— Entendo. Bom... Sei que você é novata neste tipo de técnica, mas o momento pede medidas drásticas. Por favor, inicie. Você tem minha autorização. E notoriamente, se este rapaz de Sunagakure estiver falando a verdade... Mais uma aliança será de extremo fortalecimento para nossas tropas mediante esta guerra... —— O Sandaime aos poucos se afastou da sala, com passos suaves enquanto Yui se assegurava de Souma e Inosei aos poucos ia focalizando seu objetivo.

Envolta de sua mente, seu chakra exalava com um fluido que somente os mais sensíveis conseguiam sentir. Ao perceber que se encontrava preparada, a garota pousou sua mão canhota na testa do aprisionado, iniciando sua técnica. —— Saiko Denshin... —— Repentinamente, o cenário para a Kunoichi mudou drasticamente, para uma sala onde um imenso cérebro jazia interligado por espécies de veias muito grossas. Ao redor, muitas folhas cobriam uma espécie de parede e desciam, como subiam, aparentemente sem ter fim, até que a penumbra impedisse de enxergar.

Quando Inosei se aproximou do cérebro, sua canhota puxou uma espécie de mecanismo e disto, um pergaminho emergiu de dentro do cérebro, mas não desgrudando do órgão. Assim que o ato foi concluído, mais cinco também se esticavam, todavia, apenas um rompia o selo e aos poucos iam liberando uma infinidade de escrituras que caiam sob o abismo dos pés da garota. Ela mantinha-se flutuando e focalizando a leitura.

Não era tão perita naquela arte, por isso, somente conseguiria ler um pergaminho por vez, diferente de Inoichi, que era capaz de ler os seis ao mesmo tempo numa velocidade invejável. Por fora, notando as veias saltando um pouco da testa da púbere, Yui engoliu seco, despertando a atenção de Souma. —— Começou? —— Perguntou ele, cruzando os braços, se apoiando na parede e em seu próprio pergaminho. —— Sim, agora devemos ser pacientes. —— Finalizou os dizeres, sentando-se num banco que ali ficava, já mais relaxado com a presença do Sabaku.

[...]

—— CUIDADO! ALGO ESTÁ VINDO E É MUITO FORTE! —— Foi o tempo de alertar em meus berros, enquanto os selos e uma mordida desesperada em meu dedo era executada. Uzagi ao sentir a natureza vibrando contra a naturalidade, também emitiu selos rápidos, deixando apenas Kame confuso com a situação.

—— Kuchiyose no Jutsu! —— Eu e Kuang gritamos após finalizar os selos e finalizar o jutsu com um pouco de sangue. Da nossa frente, um imenso portão seguido de outros três, se prontificaram em nossa frente, prestes a receber o golpe de outrora lançado contra nós. Mas mesmo que não fossem suficientes, nas costas de um corpo largo, se encontrava eu e Kame, e nas garras da criatura, Uzagi sendo segurado de modo que as presas não o infligissem danos graves. —— Para você me chamar, é porque a situação não está boa, certo Mitsuko? —— Brincou a águia, mesmo tendo em seu rosto uma expressão séria. —— De fato, Goyuudai. Obrigado pelo apelo. —— No meio do meu agradecimento, o choque contra os portões efetuou um barulho tão intenso, que cerca de dez quilômetros o estrondo pode ser sentido e escutado.

Felizmente, nossos corpos estavam numa distância considerável do impacto. Nem mesmo a grande defesa de Uzagi foi capaz de segurar aquele jutsu. —— Sua amiga realmente não é flor que se cheire. —— Disse o menino cobra. —— Ela mudou muito do que antes conhecia. Hoje, é uma completa estranha. Teremos de ser mais cautelosos. —— Kame analisava.

Quando o cenário aparentou tomar a calmaria de antes, Goyuudai foi aos poucos pousando. A águia tinha cerca de dois metros de altura, e com suas asas abertas atingia cinco facilmente. Ela tinha em seu pescoço uma faixa com o símbolo de Konoha metalizado posto no tecido, que se encontrava amarrado em sua nuca. A mesma tinha uma coloração cinzenta, mas com um bico extremamente alaranjado. Seus olhos variavam dum verde rubi. Suas garras eram extremamente afiadas, tão poderosas quanto qualquer katana, quiçá mais. Na extensão de sua “perna”, algumas faixas rondavam até onde suas penas não começavam a brotar.

Suas penas emitiam um brilho cintilante, para os que não conheciam um de seus maiores trunfos, o jutsu que permitia disparos delas como se fossem navalhas. Sempre pegavam os inimigos de surpresa. Além desta técnica, a Águia era perita no estilo Fuuton, sempre aumentando drasticamente os poderes do meu Katon, em sincronia de batalha.

—— Que tipo de missão você está, Mitsuko? —— Perguntou Goyuudai. —— Perseguição. —— Respondi rápido e objetivo. —— Entendo. Deveria ter me chamado antes. Você está um lixo. Meus olhos enxergam de distâncias bem mais longas que o seu Sharingan, sabe disso. —— Sorri e toquei seu pescoço, onde a penugem podia ser sentida. —— Eu sei. Mas não era necessário, até o presente momento. —— Goyuudai ergueu sua asa esquerda e com a ponta dela, colocou próxima ao seu bico, como se segurasse um pseudo queixo. —— Entendo, perderam o alvo, certo? —— Apesar de sério, Godyuudai tinha um ego bastante inflado quando se tratava de encontrar um alvo. Simplesmente assenti. —— Certo. Ajudarei vocês. —— O mesmo ergueu sua asa como se acenasse positivamente com um dedão para cima.

—— Cuidado! —— Gritou Uzagi, pegando Kusanagi e defendendo-se de diversas Kunais e Shurikens. Fiz o mesmo, só que com a minha Katana. Kame com seu bastão e Goyuudai simplesmente colocou suas enormes asas na sua frente e os equipamentos ninjas rebateram e caíram no chão, como se atingissem algo muito mais sólido. —— Tsc. Que tipo de shinobi usa ataques tão patéticos? Saiam destas árvores, vermes. —— Goyuudai localizou quatro inimigos no momento que o golpe foi defendido.

Suas localizações tinham sido reveladas graças a habilidade sensorial de Kuang. Os mercenários saíram das moitas, revelando seus corpos e espadas forjadas de diversos modos estranhos. Pontiagudas e largas, outras finas e com vários espinhos. Nunca uma forma naturalmente similar a espadas ou katanas comuns.

—— Até o armamento desses caras são feios. —— Goyuudai tirava sarro. —— Cala sua boca, seu frango gigante. Se não, vamos devorar você. —— A Águia ergueu sua cara, sorrindo com seu bico. —— O dia que vermes como vocês comerem minha carne, pode ter certeza que meu corpo já vai estar apodrecido há muito tempo. Pois nem perto da morte eu deixaria lixos como vocês me derrotarem. —— O mestre de Fuuton deu alguns passos para frente, colocando suas asas para trás. Cinco penas se destacavam as restantes. —— Acha que pode deter nós quatro sozinhos, franguinho? —— Perguntou um que tinha a espada com espinhos.

Goyuudai não respondeu nada, apenas com suas dez penas, sendo cinco em cada asa, executou alguns selos como um humano comum, surpreendendo os rivais. —— Eu não acho, tenho certeza... Fuuton — Kazekiri no Jutsu! —— Ao bater as asas com a pronuncia do Jutsu, navalhas de vento perceptíveis aos olhos nu, mas difíceis de acompanhar pela velocidade, rumaram intercaladas, sendo que duas eram disparadas em cada um deles. Sem deixar com que respirassem, Goyuudai executou novamente mais alguns selos, já proliferando o nijutsu, como se aquilo sequer o cansasse. —— Fuuton – Shinkūgyoku! —— Desta vez, foi de seu bico que minúsculos, entretanto, imensamente poderosos, disparos de ventos foram aleatórios na direção dos inimigos, focalizando no total quatro tiros e cada antagonista.

Sem reações, após o intervalo de jutsus, os inimigos caíram perfurados e alguns totalmente fatiados. Imóveis e manchando o solo de vermelho. —— Patéticos. —— Analisou Goyuudai. —— Ou talvez, meros mercenários... —— Kame gesticulou. —— Não deixam de ser vermes. Que sejam comidos pelos de sua própria espécie. Agora farei uma ronda para saber onde estão os alvos. Podem me dar uma breve descrição? —— Perguntou a Águia e assim, passamos todos os detalhes de vestimenta e aparência física, contudo, ao citar o nome de Suikazan Fuguki, Goyuudai mudou completamente seu olhar. —— Hmmm. Agora as coisas se tornaram mais interessantes. Realmente não estão perseguindo ninjas patéticos. Bom, irei averiguar. Volto já com informações! —— E rapidamente, o algoz animal alçou voo, desaparecendo pelas nuvens devido a velocidade que suas asas proporcionavam ao seu corpo.

—— E agora, esperamos... —— Disse aos demais, caminhando em direção a devastação.

[...]

Algum lugar distante de qualquer vila.

Já era tarde da noite, e a lua brilhava por completo no céu limpo. Não havia ninguém naquela estrada, simplesmente o paradeiro de um andarilho quebrava a monotonia do cenário. Ele tinha vestes simples, junto a uma camisa larga até próxima dos joelhos. A cor tinha um tom azulado, e por debaixo dela, uma camisa de pano simples se encontrava, protegendo o peitoral do garoto das brisas noturnas aleatórias.

O jovem também trajava uma calça preta, que era prendida pelas botas presas aos pés. Suas mãos eram, como de muitos outros, pelo costume, enfaixadas, mas sem uma razão específica. Em sua mão, estava acompanhada de um cantil de saquê quente, no qual ele bebericava com extrema afeição. As bochechas estavam um tanto rosadas, não que isso o impedisse de manter sua guarda em alerta.

Rumava sem preocupações, até próximo de uma casa, mais parecida com uma fazenda. Havia bastante feno, alguns animais como galinhas e bois, mas somente a presença de um homem, em pé. Corpo ereto e postura de quem trabalhava muito, devido os músculos estarem bem definidos.

Este homem em questão, segurava uma espécie de osso em sua mão. Vestia um roupão longo e branco. Tinha algumas marcas pintadas em seu rosto, mas nada muito chamativo, apenas alguns riscos. —— Yoo! Vai uma bebida ai? —— Ofereceu o andarilho.

Atrás do homem de roupão, a fazenda iniciou um fogaréu intenso, espantando todos os animais do recinto. —— Nossa! Parece que alguém perdeu a noção de quanto carvão por no churrasco, não?! —— Sua voz embriagada tinha um leve tom de humor, mas o rapaz não respondeu um comentário sequer, nem mesmo fez uma expressão em seu rosto ou movimento que não fosse se virar para ver quem tinha iniciado a conversa com ele.

—— Você é bem calado, acho que não vou incomodá-lo! —— Sem delongas, o bêbado caminhou, passando por frente do que segurava o osso, que apenas o acompanhou com o olhar. —— Você não tem medo? —— Indagou, mais como para si próprio. Felizmente ou infelizmente, atraiu os ouvidos dele. —— Eu?! Medo?! Do que exatamente? —— Perguntou, tomando mais um gole longo. —— De mim. De como eu sou. Todos têm. —— Ele gesticulou, virando seu pescoço e deixando com que a coluna vertebral saísse de suas costas e ele finalmente empunhasse ela, como uma espada.

Isso deixou o bêbado intrigado. —— Olha... Eu não tenho medo, mas me pergunto como você consegue se mexer sem esse osso ai! —— Com passos tortos, o homem apontava enquanto dialogava, achando a coisa mais bizarra do mundo. —— É uma especialidade minha... Consigo regenerar ossos... —— Falando isso, o jovem de aparência atlética largou o outro osso que segurava anteriormente e apontou a mão com os dedos todos apontados para o bêbado.

Sem entender sua situação, o homem apenas bebeu mais um gole, dando de ombros pelo que o misterioso rapaz incitava. Não que ambos tivessem uma divergência de idade exuberante, mas as roupas daquele que bebia o saquê, juntamente de sua aparência, envelheciam boa parte dos anos que realmente tinha. —— Que seja, cara. Só, sei lá. Cuidado com a osteoporose. —— Falou em meio as longas goladas. —— Terei. E você, cuidado... Comigo. —— Sem tardar, cinco disparos dos ossos compostos pelos os dedos dele foram lançados até o jovem, enquanto bebia.

Repentinamente, algo evitou que o impacto penetrasse sua pele. Isso despertou uma sensação de incomodo em seu corpo, quando viu sua própria bebida se transformar em gelo e bloquear o ataque. —— SEU DESGRAÇADO! TEM IDEIA DE COMO É DIFICIL ACHAR UMA BEBIDA BOA DESSAS?! —— Gritava enfurecido agora, percebendo que seu cantil estava vazio. —— Se você queria briga, agora vai ter! —— Com passos tortos, ele se aproximou do jovem, ficando vis-à-vis de seu oponente, que ainda segurava a espada de ossos.

—— Como você fez aquilo? —— Perguntou, curioso e com os olhos um tanto arregalados. —— Aquilo o que? Desperdiçar a minha bebida? É algo natural de mim também, assim como seus ossinhos ai! —— Isso arrancou um sorriso diabólico dos lábios dele. —— Alguém que eu finalmente possa testar meus poderes. —— Dito isto, aparentemente a embriaguez do outro sumira, e seu corpo se afastou como se o chão o fizesse deslizar.

Em sua sola era possível ver fragmentos de gelo fincados. —— Eu não queria ficar sóbrio tão cedo. —— Murmurou, agora com o rosto totalmente sério. —— Me desculpe, mas eu quero testar as minhas habilidades em alguém que consiga revidar! —— Sentindo a euforia da batalha, o algoz rumou até o garoto do gelo, empunhando sua espada de ossos. Ao tentar finca-la no corpo do oponente, uma camada de gelo emergiu do ar, naturalmente, bloqueando o movimento dele.

Imediatamente, a mesma camada de gelo contra-atacou o inimigo, por estar bem próximo ao ataque, criando estalagmites pontiagudas. Mas o movimento foi defendido pela caixa torácica de ossos que se alongaram, crescendo de uma maneira bem rápida em defesa, igualmente impedindo um dano sério.

Os dois se afastaram, encarando um a um. —— Parece que vai ser divertido. —— Murmurou quem controlava o gelo. —— Não vejo a hora de dançarmos! —— Exaltou-se o dos ossos. —— ORA! Vão brincar sem mim?! —— Uma voz por trás irrompeu o silencio, e de onde as chamas estalavam devido consumirem o feno e materiais da casa, uma imensa bola de fogo atingiu o chão como se fosse um pequeno meteorito.

Ao centro, outro homem aparecia, utilizando uma bandana no pescoço da aldeia Iwagakure. Ele trajava uma camisa longa, presa a uma faixa branca na cintura. A mesma tinha uma gola elevada aos dois lados, com uma abertura no peitoral, onde uma outra faixa se prendia. Em suas costas, esta mesma faixa servia de alça para uma espada de aproximadamente 1,40m. Era totalmente azulada, com detalhes curvados nas elevações da lâmina. Seu antebraço esquerdo era enfaixado também, sendo que a manga do lado esquerda era curta e a do direito, longa. —— Estou em busca de diversão também, posso me juntar aos cavaleiros? Ah... A propósito, meu nome é Katsuya. Ootsutsuki Katsuya! ——

[...]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.