Tales of Love and Revenge
5 A dança dos mortos - Nico e Drew
Notas iniciais
Ah, as provas acabaram e finalmente poderei postar decentemente e sem demorar tanto. Amém -n
Vingança
Nico e Drew
Que sono fiel este teu, vendeu seu calor sem minha assinatura, querida Julieta?
Oh, darling, pronta para viver uma nova versão da velha história?
Contar-lhes-ei sobre um amor (ou uma fracassada tentativa de amar?) que se tornou obsessão. Comparo com uma partida de xadrez, no qual as peças têm vida própria e têm muito a perder a cada perigosa jogada. Uma princesa de contos de fadas – que parecia mais a bruxa má – e um humano com coração de pedra – um homem que queria ser rei – presos em um tabuleiro. Libertem-se malditos!
Ele? Ele a amava e ela o enganava, há quanto tempo? Nem podia dizer e era tão constrangedor. Só silêncio, nada na mente, nenhuma resposta. Apenas o palpitar incômodo do coração destruído. E doía, era como ser arrastado sobre um leito de navalhas. Esquisitamente doloroso, darling.
E ela? Depois de todo o tempo que ele havia lhe tomado, continuava sendo aquele maldito rancoroso que ela não conhecia. Estava cansada daquilo, ela estava repetindo a pior fase de sua vida tantas vezes, ele era alguém que não a merecia. E ela tinha suas formas de passar o tempo. E o enganava. Enganava? Pois negaria isso até a morte, quem sabe além.
Oh, my dear, quero sentir seu coração dilacerar. Um passeio, e por que não?
E foram. O silêncio era um tanto constrangedor, o arrastar de pés do garoto a incomodava. Ela pensava que com um filho de Apolo não seria assim tão estranho. E ria internamente. Falsa, ela sempre foi aquela mentira toda. Estavam perdidos em um caminhar sem rumo aparente, até que ela percebeu que estava sendo conduzida. Um apartamento, talvez? Mal localizado, oh deuses, que lugar sujo e desorganizado! Se estivesse procurando o fim do mundo e topasse com aquele lugar, se sentiria realizada. Oh, ele estava animado, isso? Uma noite juntos enfim? Esperava que ao menos valesse apena. E duvidava. A dúvida sempre o acompanhava.
— Entre — Convidou com uma voz gentil. Gentil demais, cuidado darling.
Uma dose de scotch surgiu nas mãos. Outra foi oferecida a ela. Oh, darling, seu tempo acabou. Um beijo recatado foi tudo no momento. Queria ter sido o rei, não um maldito peão. O rei, honey.
Ele distanciou com movimentos furtivos, como um animal, uma pantera negra e ágil. A noite seria incrível, a mente dela girava em possibilidades. Imaginava aquele corpo definido colocado ao dela, suas mãos perdidas nos cabelos negros e tão, argh, rebeldes. E os lábios desejáveis, isso a fez escolhe-lo, pois sim, ela o escolheu. Arrependera-se? Não quando olhava para aqueles lábios. Ou o corpo, ou sentia suas mãos, ou quando ele sumia do acampamento e ela ficava livre dele. E era bom. Sorriu com o pensamento impróprio.
— Ei, darling — A voz dela emanava satisfação. Sempre aquela mentira toda — O que tem em mente?
Mostrava aquele sorriso de canto. Esperto, convincente. Sempre aquela mentira toda. Os cabelos negros pendiam soltos sobre os ombros e isso a deixava extremamente desejável. Ele riu e se aproximou. Oh, darling, você não imagina o que tenho programado para hoje. Puxou aqueles cabelos, trazendo-a para mais perto. Ela gemeu em resposta. Doía, mas ela ainda assim parecia satisfeita. E era uma sensação errada. Deveria ser.
— Devo fazer como Will o fez, imagino — Sua voz foi apenas um sussurro, contido e ao mesmo tempo cheio de ódio — Ou Jake, ou Natan, ou Phillipe. Ou qualquer um, você não fazia questão de ser seletiva. E me enoja completamente. Eu não queria estar na sua pele está noite, darling.
Os olhos dela abriram-se em choque. O que acabara de ouvir? Oh, eu sei, darling. O desespero roubava-lhe a força e sua voz era tênue como um suspiro quando ela tentava implorar, ele ria. Ele levantou, ela massageou a cabeça, ele levara alguns fios de cabelo com ele. As luzes se apagaram e o silêncio foi esmagador. Houve risos baixos. Agora você sabe porque os monstros gostam do escuro, honey.
A vingança movida pelo ciúme, ação movida pelo desespero. Tão doce, serei seu doce assassino, darling. O gritou dela ecoou pelo espaço, foi divertido para ele. Ela levantou, tateando no escuro. Outro grito, não havia ninguém para ajudar.
— E ninguém para ajudar — Proferiu ele indiferente, como se lesse sua mente. Assustador, assustador.
— Pare! — Pediu. E ele parou.
Estou ouvindo o que diz, seu pedido é uma ordem, honey. O amor é renúncia, não é mesmo?
— Venho aqui sem graça, roubar esse sorriso cínico de seu rosto. Transformá-lo em uma recordação ruim. Sabe, honey, você agiu muito mal.
As luzes voltaram a se acender. Uma dose de Scotch? Que tal uma garrafa toda? É álcool, álcool, cuidado darling.Ele se aproximou outra vez, ela recuou. Há mãos medrosas que hesitem a um simples toque.
Ele trouxe livros e documentos velhos. E aquilo eram roupas? De péssimo gosto! Não, não, não era hora para isso. Mas eram roupas e papéis. Pronta para o show, honey? Oh, eu espero que sim, tudo foi cuidadosamente preparado. Tudo pronto, você será a protagonista, mas sinto dizer que não há um final feliz.
Xeque!
As roupas agora encharcadas e aquele olhar homicida. A porta entre aberta e quem sabe uma fuga inesperada. Outra chance. Se visse quanta decepção há em minha mente agora, darling. Sou egoísta demais para permitir que zombe de mim.
Xeque!
As portas se fecharam e as chamas dominaram o quarto. Tão rápido. O que era aquilo? Ele havia espalhado álcool pelo quarto todo? Oh darling, se visse sua expressão. Morrer esperando ajuda ou pular três andares?Ah, sou pobre demais para comprar o para sempre e viver contigo nele, darling.Não há mais sentido nisso, adeus.
Xeque-mate!
Ele deixou o quarto em um piscar de olhos. O peão inesperado deu xeque-mate! Ela escolheu a sua segunda opção. Foi o único expectador, apenas ele viu a rainha cair. Como rainha ela deveria jogar melhor. Ela deveria. Alguém havia dito a ela quemonstros são reais e fantasmas são reais também. E sabe o que é pior? Eles vivem dentro de nós e às vezes nos vencem.
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