Tales of AppleLoosa
9 Capítulo 8 - Revelations ( Revelações )

— Quem eu fui quem eu sou e para onde vou? Toda esta nevoa desenha um universo paralelo onde tudo está complexo e parece desabar, tardes frias e noites congelando a espera de encontrar a paz, voltar a ver o sol brilhar, tenho medo do silêncio que minha mente se encontra nesse momento, penumbra das sombras da noite que eis de chegar, qual caminho tomar? Neste universo paralelo não encontro uma saída, olho para os lados e só vejo breu, me sinto sufocado, pois é como se eu fosse o ultimo ser existente, me sinto vazio como o ar que sai das macieiras. Viver é complicado demais para mim, minha mente cria 10 universos paralelos que me impedem de ver o que realmente importa, e no mesmo lugar onde vivo mentalmente essas vidas me vejo sempre no mesmo lugar dia após dia, afinal de onde tudo isso vem eu não sei, se é de outras vidas, outras dimensões, sei que envolve-me de tal maneira que algo bloqueia-me diante de você. Eu posso te sentir mas não sei de onde, não sei como, mas eu vejo agora que o mundo é como um espelho que devolve a cada pônei o reflexo de seus próprios pensamentos, a maneira como você encara a vida é que faz toda diferença, sei que existem sombras para as sombras das coisas, como um reflexo visto no espelho de um espelho, sei que existem círculos dentro de círculos e dimensões além de dimensões. A própria realidade é uma sombra, somente uma aparência aceita por aqueles cujos olhos evitam o que está além.
Não se sabia se era dia, se era noite, nem quanto tempo se passou com todo o ocorrido em AppleLoosa. A penumbra cobria a cidade e o céu continuava coberto por uma fumaça negra causada por SkullFace, algo precisaria ser feito, era necessário derrota-lo de uma vez por todas para que toda essa maldição acabasse. As Ladies of Spades haviam acabado de eliminar os últimos resquícios de possessão e criaturas que estavam ainda caminhando pela cidade, obviamente salvando alguns pôneis da forma que poderiam, quando;
— Srta Razor! – disse Golden Bullet.
— Diga.
— É a AppleSunrise, ela sumiu!
— Sumiu, ela não estava junta com você?
— Sim mas, no meio dos disparos num sei o que orve, ela simplesmente saiu correndo entre os becos e desapareceu.
— Hm, provavelmente ela foi atraída por ele de alguma forma, acho que ele está finalmente começando o seu jogo para terminar com tudo isso.
— Precisamos encontrar ela rápido!
— Sim, pois nem mesmo eu sei o que acontecerá se ele concluir o seu plano.
Neste momento as Ladies of Spades são abordadas;
— Ei vocês duas o que fazem aqui fora?! É perigoso ficar por aqui.
Razor os observa com um olhar sério;
— Ei ei pera ae, quem são ocêis? – perguntou Golden.
— Eu sou Cinnamon Coffee, este é meu parceiro Hantaywee nós...
Naquele momento nas palavras de Cinna, Razor se aproxima de forma brusca para falar com os dois;
— Vocês dois, mais uma Coffee por aqui, isso está ficando cada vez mais estranho, e por algum motivo suas roupas me lembram alguma coisa, garoto Hantaywee.
— Como assim? E quem é você?
— Eu me chamo Frosty Mocha Coffee, sou a líder do grupo de caçadoras Ladies of Spades, fomos nós que limpamos a cidade e conseguimos salvar boa parte dos moradores.
— Uma Coffee?! Ahm... prazer. Obrigada pela ajuda. Devemos muito a vocês, alias, engraçado... você me lembra o meu pai.
— Não estou surpresa, tantas coisas estranhas acontecendo por aqui, você me lembra meu irmão.
— Deve ser coisa de sangue.
— Bem não é hora para ficarmos conversando sobre parentescos.
Frosty se vira para as outras Ladies of Spades;
— Garotas vamos procurar Sunrise!
— O que você disse? Sam?! Vocês estão procurando ela também?
— Você a conhece?
— Sim. Ela é a esposa do meu irmão Coldbrew Coffee.
— Essa história está ficando cada vez mais confusa. Tenho um péssimo pressentimento sobre isso...
Enquanto isso no Parque ;
— Olá novamente Sam. A quanto tempo... que tal terminarmos o que começamos a 16 anos atrás?
Sam fica paralisada, com medo sem saber o que dizer e o que fazer. Quando ela toma coragem e diz;
— Sim! Está na hora de acabar com essa mardita mardição que ocê colocô em mim e em outras garotas!
— Olha só... parece que a pequena Sam está bem informada sobre o que eu faço...
— Sim! Tudo o que fiz, tudo que me fez fazer e para que?! Qual o seu mardito propósito com tudo isso?!
— Minha criança, isso vai muito além da sua compreensão. Só saiba que tudo isso faz parte de algo muito maior do que você pode imaginar.
— Seja lá o que for eu num irei deixar que continue!
— Ah é? e o que vai fazer? Dar tiros em mim? Eu sou a sombra, eu sou a escuridão, eu sou o espirito da maldade e nada pode me ferir.
— Seu mardito!
Sam tenta acertá-lo com um soco mas SkullFace se torna uma névoa e dá a volta por trás de Sam;
— O que?! Como?!
— Acalme-se Sam. Eu prometo que isso será lento e doloroso.
Sam dá um grito tão alto que ecoa pelo deserto;
— Minha nossa! O que é isso?! – disse Loveshot.
— É a Sam, ele já começou. Precisamos ir atrás dela, rápido! – disse Golden.
Enquanto isso, Razor pensou;
— Eu não deveria ter deixado ela sozinha, Helhest aqui, algo estranho acontecendo, tantos Coffees e coincidências algo de errado não está certo.
As Ladies of Spades juntamente com Cinna e Hantaywee correm em direção aos gritos de Sam e chegaram até o circo onde ela está;
— Ocê ta de brincadeira?! Poxa Sam, não tinha lugar melhor para enfrenta ele! – disse Golden Bullet.
— Cuidado! — Gritou Cinna.
Neste momento, vários palhaços possuídos começaram a aparecer e entre eles, outros pôneis que serviam para o show de horrores também. Seu corpo deformado, rosto e membros adicionais tornaram a possessão algo muito mais assustador;
— Razor, não possuímos mais recursos para impedi-los ou os matamos ou fugimos – disse Emerald.
— Podemos apenas nocautear eles com uma bela pancada na cabeça – disse LoveShot.
— Certo só tomem cuidado para não matá-los. Eu irei na frente antes que seja tarde demais! – disse Razor.
— Espere! Nós iremos com você. – disse Cinna.
— Tudo bem. Garotas é com vocês. Vamos!
Enquanto eles corriam para chegar até AppleSunrise, ela sofria nos cascos de Helhest que a torturava de dentro para fora com seu míasma;
— Está na hora de me aprofundar no seu espírito Apple Sunrise.
— Arrrg! P-Pare! O que está fazendo comigo?!
— Eu preciso de sua alma, para algo muito maior do que você possa imaginar, minha jovem.
Helhest começa a possuir o estado mental e espiritual de AppleSunrise;
— Esta é uma menina feita de trevas, eu olho seu espírito em que parte nenhuma pode encontrar mais deslumbramentos, nem mais trevas, nem fixar-se em coisa nenhuma, que seja mais temível, complicada, misteriosa e infinita. Há um espetáculo mais solene do que o mar. É o céu. E há outro mais solene do que o céu. É o interior da alma. Penetrai a certas horas, através da face lívida de um ser e olhai por trás dela, olhai nessa alma, olhai nessa obscuridade.
Sam começa a lacrimejar sangue pelos seus olhos, e grita desesperadamente por uma dor tão intensa e inexplicável;
— Eu sou a escuridão que mora na sombra terrestre, sou o suspiro de morte, sou o que vive o que morre e se alimenta da carne. Na direção oposta do sol eu me cubro, com o manto negro da morte, minha alma se esconde de vez, correndo da dor, sem sofrer como um porco, me fascina sua derrota, seu imploro de socorro, já não me importa. Sua alma na vida é morta e na escuridão é presa. Veja que beleza... Lá não há luz solar,
mas na penumbra do obscuro, sua alma caíra, trevas para todo o fim!
Sam tenta resistir a Helhest quando Razor, Cinna e Hantaywee aparecem;
— Sam! — Gritou Cinna.
Razor prepara suas armas para enfrentar Helhest, quando;
— Você novamente?! – gritou Helhest.
— Está na hora de acabarmos com isso de uma vez por todas Helhest. Deixe o corpo dele agora!
— Hahahahahaha, você ainda acha que eu sou o seu irmão?
AppleSunrise é jogada com força contra o chão;
— Grhaaaaa! – gritou Sam.
— Sam! – Gritou Cinna.
AppleSunrise, caída, se sente confusa;
— Seu... Seu... Irmão? – Ela fala enquanto limpa o sangue de sua boca.
— Não! Isso não é verdade, meu irmão nunca deixaria o ciclo continuar! Ele acabou com nosso pai e... – dizia Razor.
— Tem certeza? – questionou Helhest.
— Não! Não pode ser! Isso ele não fez!
— Este é um ciclo sem fim, e eu sempre estarei aqui, de novo, e de novo e de novo, não importa quantas vezes você me aprisione.
Razor cai no chão sem entender o que está havendo. Se Helhest não era seu irmão quem poderia ser?!;
— Pensando bem, você tem Razão. Está na hora de acabarmos com isso, mas fico contente em saber que desta vez o fim será seu e finalmente ele irá voltar! Hahahahahahaha! – diz Helhest.
Então Helhest traz outros pôneis palhaços possuídos e junto a eles outras criaturas sobrenaturais;
— Isso! Dei-me mais tristeza, mais magoa, mais medo, me dê mais poder! – grita Helhest.
— Precisamos acabar com ele, agora! – gritou Razor.
Todos começam a disparar contra as criaturas, Razor não se contém e parte para cima dos palhaços nocauteando-os com uma força tremenda;
— Atirem e destruam todos esses espíritos! – grita Razor.
Cinna e Hantaywee começam a disparar contra as criaturas, porém, elas não param de aparecer uma atrás da outra, enquanto Helhest dá risada de quão inútil os esforços deles estão sendo, quando então Sam grita para Razor;
— Razor! Eles tão se alimentando do seu ódio, lembre-se do que ocê me ensinou, ocê está deixando se levar por saber a verdade!
Razor então pàra e percebe o que está fazendo, tudo começa a desacelerar diante dos seus olhos e por se deixar levar e perceber isso, é golpeada na cabeça por uma das criaturas, fazendo com que caia no chão e desmaie;
— Razor! – gritou Cinna.
Neste momento, as criaturas desaparecem e os possuídos caem no chão;
— Criatura Idiotas! Vocês dependem que ela estivesse consciente para continuar materializados! – diz Helhest.
Quando neste momento AppleSunrise agarra o casco de Helhest e grita;
— Agora!
Neste momento, Hantaywee saca seu machado e parte para cima de Helhest;
— Hahahaha, tolo. Acha que isso vai me deter?! – diz Helhest.
Helhest prende Hantaywee com uma energia negra e o arremessa várias vezes contra a tenda de tiro ao alvo;
— Não! Pare! Hantaywee! Hantaywee! – grita Cinna desesperada.
— Acertei! Hahahaha, agora onde está meu prêmio?! — diz Helhest jogando Hantaywee ao lado de Cinna se voltando para ela que furiosa avança em Helhest, porém este é segurado por Sam.
— Sunrise, não sabe que isso de nada adianta? – diz Helhest enquanto se desmaterializa e se torna névoa escapando de Sam.
Ele se aproxima rapidamente de Cinna que, desesperada, começa a dar disparos contra a nuvem negra, os quais não surgem efeitos;
— Chegou o seu fim! – diz Helhest.
Ao avançar para contra Cinnamon, ele a atinge com uma força brutal lhe atravessando as costelas e lhe abrindo o tórax com brutalidade. Seu estomago e intestino agora estavam espalhados entre o chão cobertos por uma enorme poça de sangue;
— Não! Cinna! – gritou Sam.
Após uma fração segundo Helhest percebe o que ouve;
— O que?! Você!? Como?!
Helhest não havia acertado ela mas sim Hantaywee que se jogou na frente de seu
golpe para salvar Cinna ;
— Não! Não! – grita Cinna enquanto começa a chorar.
— Desgraçado resistente. Pensei que já havia lhe matado.
Helhest tira seu casco do tórax de Hantaywee puxando uma de suas costelas junto;
— Por que, Hantaywee... Por que?! — Perguntou Cinna.
— P-P-Por que eu amo Cinna, você é minha alma gêmea, está ligada a Hantaywee, corpo e espírito, eu precisava proteger a sua vida, de quem eu mais amo, para que...
Hantaywee tem sua costela atravessada entre a garganta por Helherst antes de terminar suas últimas palavras para Cinna;
— Hhnaaa!!! – grita Cinna chorando em desespero.
— Que coisa mais ridícula. Mas não se preocupe logo vocês dois estarão juntos novamente.
Helhest parte para cima de Cinna para matá-la, quando é impedido por AppleSunrise que segura o seu casco;
— Não! Ocê num vai fazer isso! – grita Sam.
— Ainda tem forças para se levantar?! Impressionante.
— Seu desgraçado! Afinar quem diacho é ocê?!
— Você não vai gostar de saber...
Sam puxa sua faca e tenta acertar a testa de Helhest, ambos fazem força contra o outro enquanto Sam empurra sua faca em direção a ele;
— Muita coragem de sua parte, mas só estou me divertindo com você...
— Como?!
Helhest se desmaterializa por traz de Sam junto com o seu braço o quebrando;
— Ggrrrrrrhaaaa! – grita Sam.
— Oh, parece que seu braço quebrou. Precisamos resolver isso!
Helhest pega a faca de Sam e com ela a imobiliza, arrancando o seu braço com o lado cego da faca. Sam grita como nunca gritou antes. Ela tentava suportar a dor de ter seu braço mutilado dolorosamente, quando ela diz;
— Por que não me mata logo seu desgraçado?!
— Sua dor me traz alívio, seu sangue escorrendo pelos meus cascos me traz paz, torturá-la é maravilhoso, ver o seu sofrimento é melhor ainda, seus gritos de dor, você implorando para parar só me deixa melhor.
Sam lembra-se de alguém com este mesmo tipo de pensamento, alguém do passado que pensava exatamente assim. Helhest lhe arranca o braço e a espanca no rosto com o mesmo;
— Ocê, não pode ser, eu sei quem é ocê, ocê é o Scar! – diz Sam caída no chão, sem o braço e sangrando aos montes.
— Scar? Eu sou o Scar?! Aquele garoto idiota sempre cometeu os mesmos erros, um atrás do outro, mas... espere, como você...?
Helhest começa a sentir fortes dores de cabeça;
— Arg! Maldita! Vamos acabar com isso de uma vez por todas!
Helhest pega a Sam e desaparece com ela levando-a para outro lugar do parque;
— Agora aquela estúpida não poderá nos impedir. Chegou a sua hora, Sunrise.
Helhest se prepara para acabar com AppleSunrise, quando;
— Ocê não vai vencer o Cold...
Ao ouvir isso, antes de Sam terminar, Helhest não a ataca e se vê perdido na situação, quando Sam diz;
— Espere! Cade o C...
Antes dela terminar, enfurecido, Helhest espanca Sunrise no chão e começa a estrangulá-la. Sam, desesperada, começa a lutar por sua vida enquanto uma forte névoa negra sai das narinas de Helhest, eles são cobertos pela névoa negra, Sam começa a cuspir muito sangue e seus olhos começam a ficar vermelhos, ela mal conseguia respirar, ela luta e tenta, com coices, tirar Helhest de cima dela mas era impossível. Sam não tinha mais forças para lutar, enquanto era brutalmente espancada e estrangulada por Helhest. É chegara a hora de sua morte, é chegada a hora de seu último suspiro de vida. Sam encontra a paz e não tentou lutar. Entre lágrimas e muita dor ela vai aceitando a própria morte, e pensou;
— Então eu num pude me dispidi docê... Parece mentira que eu nunca mais verei ocê, nunca mais escutarei a sua voz me chamando: “ Sam! Volta aqui “ ou “ cadê o café? “. Lembro dos momentos em que passamos juntos e é inevitável que as lágrimas rolem, poderia ter passado mais tempo cocê, mais nunca na minha vida imaginei que eu iria partir tão cedo, tão jovem! Pensava eu que nós ainda teríamos muito tempo pela frente, para rirmos, brincarmos e brigarmos também, afinar di contas, é isso que um casal faz. Meu amor, ocê desde cedo resorveu leva a vida com as responsabilidades de um adulto, aquele menino sujo do beco que, por mais quieto, cativante, não era de falar com todos, sorria raramente mas se fazia notar pela sua simpatia e carisma. Menino de muitos amigos... Queria acordar e vê que ocê ta aqui, mas eu já dormi e num irei mais acorda, irei em paz. Mas quero que saiba que apenas fui para outro lugar e que continuarei viva como sempre, pra ilumina seu dia, minha partida é inesperada eu sei, dilacerei o seu coração, mas tenha forças para continuar a viver...E é por isso que eu estou seguindo...Vou seguir e vou levar ocê pra sempre comigo, como sempre levei nos meus pensamentos, até que um dia o destino nos permita novamente o nosso encontro.
Sam em seu último suspiro diz;
— Adeus Cold.
Uma grande lágrima escorre pela lateral de seu rosto, quando Helhest pára ;
— O, o que?!
Sua névoa negra se dissipa e um silêncio se forma, Helhest fica paralisado em cima de Sam, sem reação;
— O que?! Não! Não! O que foi que eu fiz! Nãoooo! Você não está aqui, não pode estar, o que está havendo? A Sam está morta?! Não isso não pode estar acontecendo! Por queee?!!!
Helhest está confuso, fica louco e paranóico quando ele sai correndo, desesperado para uma das tendas do parque. Ele se bate entre os objetos, tropeça e cai no chão gritando sem saber o que está havendo;
— A Caverna, a Sam, o Wahkontah, onde estou o que está havendo?!!!
— Você não irá retomar o controle. Isso ainda não acabou, você jamais saberá o que tem feito!
— Quem é você?! Por que está na minha cabeça?!
Helhest tropeça no chão da sala de espelhos e abaixa sua cabeça;
— Quem fiz ser maluco? Fazendo coisas que somente um maluco está capacitado a fazer, pra me, ele tornar-se maluco — diz a voz.
— Do que você está falando?!
— Na escuridão de nossas mentes é que damos clareza a nossos pensamentos, parece que você esqueceu de quem realmente é, não é mesmo?
— Não! Eu sei quem sou eu!
— Então levante a cabeça e me diga, quem é você?
Helhest se levanta e olha para o espelho, seu rosto não tinha mais forma de ossos, quando ele tira o seu capuz e se olha diante do espelho;
— Não. Não! Não pode ser! Isso não está acontecendo!
— Sim, isso pode e está. Agora me diga, quem é você?
Entre raiva e lágrimas ele se pronuncia;
— Meu nome é Coldbrew Coffee! E você é o monstro que tirou minha Sam de mim!
— Hahahahahaha! Muito bom. Finalmente você despertou dentro da sua própria consciência, devo parabenizá-lo, você é forte e não é o único a ter conseguido chegar até mim dentro de sua própria mente.
— O que você fez fazer?! Por que?! Quem eu matei?! Quantos e quem mais eu matei?!
— Se você for para o lado de fora, verá as cinzas que sua pequena cidade se tornou, além de famílias e amigos que matou.
— Seu desgraçado!
— De que adianta me ofender e o que vai fazer? Me matar? Cold, eu estou em você, eu sou você, nós somos um.
— Como isso aconteceu? Isso não faz sentido!
Neste momento, Cold se vê em um lugar escuro, dentro de sua própria mente, onde ele confronta Helhest cara a cara;
— Você vai pagar pelo que fez comigo!
Cold tenta acertá-lo mas de nada adianta. Helhest se desmaterializa em névoa para todo lado;
— Tolo! Não pode me ferir, estamos dentro de sua mente, não há danos físicos que me destrua.
Cold se sente frustrado e enfurecido quando ele ouve uma voz;
— Finalmente o momento chegou.
Cold reconhece esta voz e quando ele menos espera, ao olhar para o lado lá está Brewed Iced Coffee;
— Pai?!
— Cold... Desculpe mas é chegada a hora de você saber toda a verdade.
— Brewed Iced Coffee, a casca que não deu certo. Da última vez eu mesmo deveria ter lhe matado – disse Helhest.
— Mas não podia, por que eu é quem estava sobre controle! E agora é chega a sua vez de tomar o controle, Cold! – disse Brewed.
— Pai, como você... o que está havendo? O que está acontecendo aqui?!
Desta vez, mais uma voz é ouvida, esta não tão convidativa e que Cold em sí não gostaria de ter lembrado;
— Ora Ora, quanto tempo meus queridos... Finalmente a família está toda reunida!
— Scar!!! – diz Cold.
— Scar, não tinha melhor hora para aparecer – diz Helhest.
— Desculpe meu mestre. Sinto muito em ter falhado com você, juntamente com a minha inútil geração – Scar, cabisbaixo, se desculpava diante de Helhest.
— Não há como corrigir os erros do passado, contanto que conseguimos seguir em frente com Coldbrew Coffee – diz Helhest.
— Sim meu mestre. Bom Cold, meu querido neto, vejo que está confuso, mas agora você é a casca de Helhest. Deveria se sentir honrado!
— Do que está falando, seu desgraçado?!
— Acalme-se Cold! – diz brewed.
— Oh, Brewed meu filho, você não contou ao Cold sobre nossa relação familiar?
— Não pai, esperei você estar aqui para isso acontecer.
Cold se sente confuso diante da situação quando;
— Sabe o que somos? Nós somos trevas, por isso não podem nos compreender, estão cegos pela luz, fadados a seguir por caminhos impostos como marionetes, até quando pensam, estão remoendo ideias mortas. A luz que seguem selou seus olhos, mas já passou da hora de acordar – diz Scar.
— Cold, não escute o que ele diz, ele está tão cego quanto nós. Está na hora de virar o jogo para acabar com isso. Escute Cold, eu como seu pai, sinto muito ter que fazer isso, mas quero que lute e entenda que isso irá botar um fim a tudo. Então, por favor, não destrua sua mente como Scar fez, porque eu confio em você.
Cold se enche de determinação;
— Tudo bem, eu consigo!
— O que irá fazer, hm??? – pergunta Scar.
— Pai, lembra quando disse que nossa geração por ser ligada ao Helhest ficaria em um estado corpo e mente únicos, onde poderíamos interagir com nosso sangue que partiu por unificação da alma? – diz Brewed.
— Sim, claro, fico contente que... Espere, não me diga que...
— Sim. Eu farei.
— Não pense nisso Brewed! se o fizer eu...!
Brewed empurra Cold em um buraco que se afunda e mergulha em memórias de sua linhagem, onde finalmente ele descobrirá a verdade;
— Onde estou? Que lugar é este? O que está havendo? Espere, por que eu não consigo me mexer, nem controlar meu corpo? Eu não estou em mim estou? Estaria eu revivendo a vida de alguém? Estou confuso mas eu sinto frio e fome, muita fome. Este lugar, o que está havendo? – questionava Cold.
Quando ele escuta a voz de uma jovem que chama;
— Cort! Cort! Acorde!
— Vienna?
— Eles estão vindo, espero que dê tudo certo.
— Eu também.
Cort se levanta e espera, de pé, diante de uma porta de aço. Ao abrir, dois pôneis encapuzados de preto aparecem e o levam para dentro;
— Sinta-se honrado garoto, está na hora do ritual.
— Que ritual?
— Para se tornar a casca, é claro.
— Isso vai demorar muito?
— Talvez, veremos.
Cort é levado para uma grande sala negra, com outras velas que iluminavam com uma estranha luz roxa, havia vários outros pôneis encapuzados neste local, o qual formavam um círculo estranho;
— Levem o garoto para o centro do círculo – disse um encapuzado.
Cort é levado para o centro do círculo e amarrado em uma maca de uma forma estranha;
— Que comecem o Ritual!
Eles começaram a falar coisas em uma língua estranha, desconhecida para Cort, o qual sentia muito medo naquele momento. Felizmente nada demais aconteceu, até então... Cort foi levado para uma cela onde passaria alguns meses ou talvez anos para concluir o preparo da casca, dia após dia, Cort era pego pelos encapuzados e levado para uma sala estranha onde passava por um grande nível de tortura;
— O que vocês estão fazendo? – perguntou Cort.
— Nós iremos lhe machucar, muito, mas muito mesmo. Você vai pedir para parar mas não iremos. Talvez sinta dores insuportáveis, mas não se preocupe garoto, não iremos lhe matar, você só vai sofrer muito, mas muito mesmo.
Não se ouvia os gritos de Cort pois ele tinha sua boca amarrada com arames farpados deixando sair apenas o som abafado do desespero e da dor. Cold estava consciente este tempo todo apenas assistindo e mais do que isso, vivenciando todo esse sofrimento. Coldbrew, além de ver também sentia toda essa tortura que Cort também recebia;
— Eu já passei por isso antes. Eu não consigo entender como, o porquê e o que está havendo! Quem eu estou vivendo?! – questiona Cold.
Quando Vienna aparece;
— Irmão!
— Vienna...
— O que eles fizeram com você?!
— Muitas coisas... muitas coisas... Sabe quando você sente tanta dor que começa a nem se importar mais com ela?
— Não, eu não sei, mas, como pode estar dizendo uma coisa dessas?!
— Eu tenho estado sozinho todo esse tempo minha irmã, nos cascos deles, para um bem maior de nossa vila.
— Eu não imaginei que você passaria por isso...
— Tudo bem, Vienna eu estou bem, eles não podem me matar e acho que mais longe do que passei eu não vou. Haha, eu não posso nem me matar, veja – Cort mostra seus cascos extremamente feridos para Vienna – Eu estou amarrado por correntes, torturado e com fome, não me lembro quando foi a última vez que me alimentei e me falaram que só posso beber agua desta poça que se acumula repleta de sujeira.
— Eu... não sei o que dizer.
— Não se preocupe. Eu estou bem, eu acho, mas o que lhe traz aqui? Eles não são de deixar outros pôneis me verem, ainda mais você.
— Bem, eu...
Um dos encapuzados se aproxima;
— Ela será a outra fase do ritual. Quando ele estiver completo, a linhagem pura de sangue deve ser feita, você só poderá se reproduzir com sua própria irmã.
Cort olha de relance para a o outro lado da cela o qual ele estava e seus olhos brilhavam em uma cor forte e vermelha, foi a primeira vez que Vienna viu o seu rosto depois de tanto tempo;
— Cort, seus olhos, eles...
— Vermelhos, eu sei.
— Mas... Por que eu e ele?! Não sabia que eu teria que participar disso – perguntou Vienna para o encapuzado.
— Agora sabe e deverá seguir as regras.
— Tudo bem.
Cold ficou desacreditado ao ver que tudo aquilo estava acontecendo e desta forma, era pior do que ele imaginava. O tempo passou, com mais tortura e dor, fome e ódio que crescia não apenas em Cort mas também em Cold, que tentava não perder a sanidade com tudo aquilo, pois o mesmo não aconteceu com Cort. Em uma das visitas de Vienna a Cort algo diferente aconteceu, e este momento finalmente marcou;
— Cort, você está bem?
— Bem? Eu estou ótimo hahaha, veja só: olhos vermelhos, pele cortada, eles me deixaram tão bem. Sabe o que é você sofrer tanto a ponto de não sentir mais dor?
— Não.
— Bom, eu sei! E é incrível! No começo eu até estranhei mas depois, foi chato. Não sei, sinto saudade de sentir dor sabe, é engraçado, mas era tão bom sentir dor, é gostoso sabe é... Excitante!
— Quem é você? Eu não o reconheço mais, não parece meu irmão, ele jamais agiria assim.
— Nonono, claro que sou seu irmão, lembra? Eu sou Cortado Coffee e você, Vienna Coffee. Viu, Coffee família!
— O-o que é isso que está segurando atrás de você?
— Hahahaha, quer mesmo saber? Eu não me sentia mais confortável com isso, sério então eu decidi tirar, sabe, aproveitei, não sinto dor, ia combinar com minha nova identidade.
— Abram a cela! está na hora! – disse os encapuzados.
— Afinal é hoje o dia que finalmente tudo que esperei vai acontecer, o fim de todo o sofrimento, ou apenas de todo o prazer, estou confuso.
Ao abrirem a cela, Cortado sai dela todo ensanguentado segurando uma faca artesanal enferrujada que ele mesmo fez dentro da cela, quando ele entrega um rolo para um dos encapuzados;
— Aqui pegue isso, faça o que quiser, mas para ser legal dê para os cães comerem, hã?
— Cortado o que é isso? – perguntou Vienna.
— Ah, é meu flanco, ou melhor minhas Cutie Marks, eu as arranquei com a faca, não estava muito legal com toda essa aparência inescrupulosa.
Vienna fica horrorizada e com os cascos sobre a boca quando Cortado se pronuncia;
— Ah, aliás irmã a partir de hoje, quero que me chame pelo meu novo nome.
— Que nome?
— Me chame de Scar...
Após isso Scar foi levado ao centro do círculo que havia estado pela primeira vez, e ele começou a resmungar para sí mesmo no centro. Um ritual havia começado, Scar corta seus pulsos e deixa escorrer para começar a primeira linhagem de sangue, seu sangue começa a ficar negro, seus olhos brilham um vermelho intenso quando ele para de sangrar e suas feridas se fecham instantaneamente, quando ao abrir os olhos;
— Você está aqui?
— Sim.
— Hmhahahahaha, que os jogos comecem.
Neste momento Cold desperta no mesmo lugar que estava junto a Brewed, Scar e Helhest;
— Eu... não, não acredito... Isso tudo, foi horrível. O que fizeram com você, o que passou como... eu vi, eu senti e já passei por isso, mas nada chega perto do que você passou – diz Cold.
— Brewed! O que você fez?! O que mostrou para o garoto?! – questionou Scar.
— O seu passado, pai. Você não queria que ele soubesse da verdade? Eu estou mostrando isso a ele – disse Brewed.
— Não! Não essa, não assim! – grita Scar.
— Cortado... Cortado Coffee, então era esse o seu nome, o que fez e passou, perdeu a sanidade se tornou louco, sadomasoquista, você não era assim, esse não é você, Scar você também é a marionete de Helhest! – diz Cold
— Não! Isso não é verdade! Eu agi por livre e espontânea vontade! – grita Scar.
— Tem certeza? Não foi isso que eu vi. Você era uma criança, Cortado você era um jovem que nem sabia o que e o porque estava ali, você foi obrigado a estar ali.
— Isso era questão de Honra!
— Não existe honra nisso, Cortado! Sua irmã não queria isso! Sua irmã sentiu pena de você. Ela não esteve ali sempre querendo o seu bem?!
Scar fica sem reação;
— Você vai cair mesmo nas palavras dele, Scar? Lembre-se dos ótimos momentos que tivemos juntos, de todos que matamos, das famílias que destruímos dar mulheres e crianças que estupramos — diz Helhest.
— Foram momentos maravilhosos, para uma mente perturbada como a minha – diz Scar.
Helhest começa a perceber que Scar está recuperando o seu bom senso quando;
— Agora é a hora do Cold ver o resto dessa história – diz Brewed.
Cold novamente cai em um buraco mas desta vez ele não está vendo Scar mas sim seu pai, Brewed;
— Não faça isso com a mamãe!
— Me larga garoto! – grita Scar.
Brewed é espancado por Scar;
— Sua vagabunda! Você disse a eles, eu falei para não fazer isso! – disse Scar a sua irmã e esposa Vienna.
— Desculpe Cort mas eu...
— Cale-se! Eu já disse para não me chamar por este nome.
Ela cai em lágrimas enquanto está caída e ferida no chão;
— Eu já aturei muito você, Vienna. Eu sempre deixei você e nossos filhos aqui a salvo, trouxe comida, dinheiro e é assim que me agradece?!
— Você rouba, Mata! E faz sexo com outras pôneis!
— Dane-se! Eu sou o Helhest, eu sou o mal encarnado! Eu faço o que eu quiser, como eu quiser e quando eu quiser!
Scar pega uma barra de ferro para espancar Vienna quando sua filha mais nova a protege;
— Frosty! – grita Vienna surpresa.
— Pare com isso Pai! Já chega de espancar a mamãe!
— Pelo menos, a minha filha tem coragem! Mas de que lhe adianta coragem! – Scar nocauteia Frosty – Se lhe falta força e resistência, ahn? Está na hora de acabar com isso...
— Não, Cort! Não!
— Eu! Já! Falei! Para! Parar! De! Me! Chamar! Assim!!! – Dizia Scar enquanto estourava o crânio de Vienna contra o piso espalhando seus miolos para toda a sala.
Brewed estava em estado de choque e não conseguia fazer e nem falar nada;
— Vamos filho, agora é a sua vez. Vamos fazer um preparo beeeem especial para você. Vai ser legal, você vai ficar igual o papai, esse trauma psicológico vai dar uma boa ajuda hahaha, alias, de uma boa olhada na sua irmã, vai dizer que ela não é gostosinha, ah? É meu filho... daqui um tempo aquele flanco vai ser todinho seu. Espero que ela goste de fetiches masoquistas, mas quem sabe até lá o seu papai não brinca com sua irmã, hm?
Brewed é levado para um quarto onde ele passa fome, sede e eventualmente seu pai desce para realizar os maus tratos;
— Brewed, meu filho querido está na hora, hehe. O que vai querer hoje? A Dama de Ferro? A Pera? A roda do despedaçamento? Máscara da infâmia? Esfolamento? Banco da tortura ou o caixão da tortura de novo?
— Hmbf, unf, nmhbf!
— Que? Eu não ouvi! A é, esqueci de tirar esse lenço com fezes e enxofre da sua boca.
Ao remover o lenço, Brewed vomita por todo o piso e se engasga com o próprio vomito;
— Unf, eu disse por que fazemos isso?
— Quantas vezes vou ter que lhe explicar? Você tem futuro e vai herdar o dom do papai, junto com o Helhest em sua pele.
— Eu nunca escolhi isso para mim.
— Ó querido, ninguém é dono do próprio destino, sempre tem alguém que nos controla. Então vamos. Ainda temos muuuitos anos de dor e sofrimento para você.
O tempo passou e Brewed cresceu. Seus olhos vermelhos mostravam sua natureza, o ritual de transferência foi efetuado, Brewed Iced Coffee era, agora o novo Helhest;
— Que orgulho meu filho! Agora vá! Faça sua viagem, deixe a marca por Equestria. Use e abuse de famílias, pois quando voltar sua irmã estará amordaçada, prontinha para lhe receber de pernas abertas. Hmhnhahaha!
— É o que veremos, pai. – disse Brewed com uma voz maligna de Helhest.
Brewed então decidiu não ir a todos os cantos de Equestria, agindo somente em sua área oeste, destruindo cidades, matando e destruindo famílias, dentre essas famílias, ele manteve sua influência mas escolheu cuidadosamente cada uma delas. Pouco a pouco, Brewed entre suas viagens costumava passar em um Dinner e beber o seu querido café, para em seguida seguir viagem em frente trazendo dor e sofrimento a outros para seguindo o seu propósito na vida imposto por Scar. Nessas viagens, Brewed se deparou com famílias de algumas crianças as quais se tornaram órfãs, eram elas: Golden Bullet, Emerald e Love Shot. Havia mais uma garota a qual Brewed Iced Coffee efetuou o seu trabalho como Helhest, era este o seu último, antes de retornar para casa, não parecia mas Brewed sabia o que estava fazendo. Certo dia, Brewed chegou em uma pequena festa de aniversário que estava acontecendo em um parque, ele se aproximou e viu uma grande família contente e feliz. Este seria seu último trabalho, não por que o destino queria mas sim, por que ele queria, para provar que ele é quem faz o seu destino. Então antes de ter saído de casa havia, Brewed havia roubado um livro de seu pai, o INEXPLICITUS, um livro de imagens e figuras estranhas, que iriam desencadear um grande acontecimento no futuro. Brewed, então, se infiltrou na festa festa da família se passando por parente distante, presenteando uma jovem garotinha que era a aniversariante. O tempo passou, a garotinha começou a ler o livro e retratar suas imagens. Ela viu o que nenhum pônei poderia ver. Ela leu palavras que jamais deveriam ser ditas e com isso, Brewed teve sua alma separada do espirito de Helhest, para que assim Brewed pudesse conseguir tomar o controle e tentar pôr um fim em tudo isso, mas isso teve um preço muito caro e mais uma família feliz foi destruída e esta criança culpa Helhest que, na verdade, era Brewed Iced Coffee. Até hoje, seu nome é AppleSunrise.
Brewed agora preparado para voltar para sua casa, já estava armado até os dentes para isso. Quando ao chegar em sua casa é recebido por seu pai;
— Finalmente voltou! Espero que tenha se divertido, mas afinal a diversão nunca acaba não é?! Vamos! Como prometido, sua irmã está amordaçada na cama do seu quarto com as pernas abertas, deixei alguns brinquedinhos para você usar nela lá, mas ah! Se perceber que ela está meio vermelha e melecada é por que eu brinquei um pouco com ela antes de você chegar, desculpe eu não consegui me segurar. Hahaha!
Brewed range os dentes com raiva, mas se contém, no momento sabe lá quantas vezes Scar fez isso com Frosty enquanto ele esteve fora. Ao chegar no quarto, para começar o que eles haviam elaborado, Brewed se assusta com a situação de Frosty, que estava repleta de cortes, cicatrizes e tortura sexual, Scar não a poupou dos mau tratos também;
— Vamos Frosty, precisamos sair daqui, eu consegui fazer aquilo – disse Brewed.
Frosty se desprende e pula para cima de Brewed, abraçando-o com muita força;
— Obrigada! Obrigada! Não me deixe mais sozinha aqui com ele, por favor!
— Não se preocupe, isso acaba aqui e hoje!
Scar não suspeitou nada da atitude dos dois, quando eles começam a se preparar para a batalha contra seu pai;
— Hey meus filhos, onde pensam que estão indo, hã? Eu preparei todo o ambiente para você fazer algo selvagem com ela e vocês vão saindo assim? – perguntou Scar.
— Acabou pai! Está na hora de botar um fim nisso – disse Brewed.
— Do que está falando Brewed? Você não está pensando em... Espera! Seus olhos, porque não estão mais vermelhos?! Você... Seu Idiota! O que você fez?!
— Eu o tirei pai. Eu tirei o Helhest de mim, não sou mais a sua casca.
— Hahahaha! Tolo, você é e sempre será a casca, você é meu filho, sangue do meu sangue e da vagabunda da sua mãe! O que você fez foi separar a alma, você acha que eu não percebi o sumiço do meu livro? Hahahaha, você tomou o controle do Helhest e simplesmente agiu por conta própria, acho que foi por isso que ele mesmo não conseguiu evitar que você fizesse todo esse seu joguinho.
— Brewed, é verdade isso?! – perguntou Frosty.
— Sim, mas isso não quer dizer que ele está comigo agora.
— É uma pena que essa linhagem de sangue não vai continuar. Era para você engravidar a sua irmã, mas que merda! Sério que essa maldição vai parar em mim?! – disse Scar.
— Viva com isso, seu monstro desgraçado! – disse Frosty.
— Hohoho, mas assim você me elogia minha querida filha.
— Vamos acabar com você! – disse Brewed.
— Quero ver tentar....
Brewed parte para cima de Scar, ambos começam a se esfaquear de todo jeito possível, sangue jorrava para todo lado dos cortes que um causava no outro;
— Você acha que isso vai adiantar?! Eu treinei você Brewed. Eu sei como você luta!
— Então está na hora de improvisar!
Brewed se joga para cima de Scar e arrebentam a janela da casa caindo do segundo andar onde estavam. Ambos começam a se socar e Brewed começa a torcer o braço de Scar;
— Isso filho! Mais para o lado, continua assim e eu chego no clímax!
— Seu filho da puta!
Scar vira o jogo e arremessa Brewed para um rio que havia ao lado;
— É hora do afogamento! Lembra das vezes que eu...
— Cale a boca! – disse Brewed ao socar Scar.
Ambos se rolam rio a baixo quando Scar pega Brewed e coloca sua cabeça debaixo da agua;
— Vamos filho, se afogue! Dessa vez não vou te puxar para cima à beira da morte.
Brewed tenta revidar e acerta a cara de Scar com a faca que carregava;
— Ah, desgraça, tava quase conseguindo! Mas obrigado pela cicatriz.
— Você é louco mesmo, não é?
— E você só descobriu isso agora?!
Brewed parte para cima de Scar e começar a socar a cara dele com muita força. Scar não consegue reagir pois Brewed ainda tinha alguns resquícios da força de Helhest, fazendo com que Scar realmente apanhe;
— Ah, que dor do caralho! Porra! Isso é muito bom demais! – gritava Scar de tesão enquanto estava sendo morto por Brewed.
Neste momento, ele se levanta de cima de Scar pelo cansaço e vai para perto do rio lavar o rosto e beber água, Scar não consegue se levantar o que despreocupa Brewed para poder descansar por um breve momento, tão breve que Scar já estava atrás dele prestes dar um golpe com um pedaço de pau, quando;
— Brewed! – grita Frosty
Ela arremessa um revólver para ele no momento que o Scar erra o golpe, assim Brewed consegue pegar o revólver e se afasta e mira em Scar;
— Acabou pai, largue isso.
Scar larga o pedaço de pau;
— É assim filho, é assim que tudo vai terminar a nossa família feliz?
— Sim, igual as felizes famílias que você destruiu e me fez destruir! Sempre te odiei, sempre soube que o que fazia era errado, eu não queria seguir o mesmo caminho que você fez. Eu o fiz para usar ele contra você.
— Muito sábio e muita coragem, devo admitir. Destruir tantas famílias só para acabar comigo?
— Esse era um preço que eu tinha que pagar. Era isso ou muitas outras famílias iriam ser destruídas por Helhest!
— Tudo bem Brewed, já terminou? Poderia agora atirar em mim? Vamos, me mate...
— Você é um velho triste mesmo, não é?
— Me mate Brewed! vamos me mate! Ou você não tem coragem de matar o seu próprio pai, hm?!
— Não, pai eu não sou igual a você.
— Eu também não, mas eu tenho coragem! – grita Frosty segurando um revólver.
Ela descarrega toda a munição em Scar que cai no chão quase morto;
— Você ainda não morreu seu desgraçado?! – disse Frosty.
— Hahaha, hoje eu descobri que sou mais resistente do que eu pensava – dizia Scar enquanto se afogava em seu próprio sangue.
— Jogue ele no rio – disse Brewed.
Frosty puxa Scar pelos cabelos e o joga no rio que é levado pela correnteza;
— Adeus seu desgraçado! – disse Frosty.
Brewed se aproxima de Frosty e coloca os cascos sobre ela, abraçando-a;
— Acabou irmã. Ele finalmente se foi.
— Espero mesmo. Será que conseguiremos viver uma vida tranquila, de agora em diante?
— Eu não sei, mas podemos tentar.
— Pretende ir a algum lugar, fazer alguma coisa?
— Bem, eu conheço uma garçonete muito bonita chamada Hazelnut Cappucino. Ela também ama café sabe? Um lado bom que puxamos da nossa mãe. Fico feliz que ela tenha nos escolhido nosso nome, senão seríamos o que? Os irmãos Estilete e Navalha?
— Hahahahaha!
— Hahaha, é bom poder sorrir um pouco depois de tanto sofrimento.
— É mesmo.
— Então, como eu ia dizendo, eu acho que vou começar uma nova vida sabe? Ter uma casa, uma família, viver de verdade e você?
— Eu não sei. Nunca pensei nisso, por mais que ainda sinta que meu destino está ligado a tudo isso. Talvez eu tenha uma vida de aventuras, conheça algumas garotas bonitas por ai.
— Como?!
— Hahaha , nada não. Quero formar um grupo de garotas, sabe? Para sermos parceiras e derrotarmos o mal por onde passarmos!
— Tipo, um grupo de justiceiras ?
— É quase isso...
— Já pensou em um nome?
— Não, nunca tive tempo para isso.
— Que tal As Vaqueiras do Oeste?
— Credo! Que nome genérico.
— Pistoleiras da justiça?
— Nem pensar!
— Algo relacionado a cartas?
— Eu gosto do naipe de espadas. Não sei porque mas me traz bravura, justiça e me faz sentir guerreira!
— Que tal as “Ás de Espadas” ?!
— Ladies of Spades!
— Oh! Belo nome. Deixa bem na cara que são só garotas.
— Haha, obrigada. E é isso mesmo, só garotas, talvez tenha outras garotas como eu por ai, outras que perderam a família para o nosso pai...
— É, para o nosso pai...
— Mas enfim, sabe, tenho pensado em um nome muito frequentemente.
— E qual é?
— Relacionado a Café, gosto de café gelado, no meio deste Oeste e de todo o calor quando eu bebia eu me sentia bem melhor, alias foi a primeira bebida que tomei no Dinner quando fui lá pela primeira vez e conheci a Hazel...
— E qual é o nome?
— Coldbrew Coffee.
— É um nome bonito, bem parecido com o nosso, Frosty Mocha Coffee e Brewed Iced Coffee. Um Coldbrew Coffee na família ia ser bem legal, somos todos gelados!
— Hahaha! Não é mesmo? Pois bem vamos nos limpar. Estou coberto de sangue e acho que um bom banho ia ajudar.
— Pode ir na frente, eu vou ficar olhando as estrelas um pouco.
— Ah, mas Frosty, não precisamos mais tomar banho juntos.
— Ah é, desculpe...
— Tudo bem, maldito hábito imposto por nosso pai.
Então, Brewe e Frosty tiveram seu sossego. O tempo passou e aos poucos eles foram colocando suas vidas no lugar. Frosty agora tinha suas aventuras por toda Equestria tentando limpar o mal de criaturas sobrenaturais e qualquer coisa ligada ao Helhest, e Brewed foi viver uma vida feliz com sua família Coffee. O tempo passou Brewed teve uma linda família. Feliz, finalmente a vida que ele sempre sonhou.
Em um dia normal, como qualquer outro, eles acordaram, beberam o seu café da manhã e trabalharam na fazenda de café, porém algo estava estranho, seu filho mais velho, Cold, em sí já não era o mesmo. Ele se sentia diferente, sentiu algum mal pressagio, perguntou a todos da sua família se estavam bem e os mesmos responderam que sim, o céu estava diferente, não tinha mais o tom alaranjado pelo pôr do sol, ele parecia estar avermelhado e as nuvens pareciam manchas de sangue, até que a noite chegou e não era uma noite comum, estava muito frio e uma névoa cobriu toda a fazenda que eles moravam. Derrepente, no meio da noite, ele decide levantar, pois já passou por aquilo antes, aquele tempo, o céu, o frio, era igual a noite em que ele enfrentou o seu pai. Brewed tinha medo do que poderia acontecer com ele e sua família. Ele pegou um café que acabara de preparar, sentou-se em sua poltrona e olhava as chamas da lareira, alguns minutos se passaram e seu filho Cold aparece perguntando-o;
— Pai? Você está bem?
Brewed não respondeu.
— Pai?
Brewed se mantém em silêncio, ao tentar perguntar pela terceira vez, recebe um olhar do seu pai diretamente para ele. Cold nunca havia visto seu pai daquela forma, nem aquele olhar, ele sentiu medo de seu pai pela primeira vez. Brewed se levanta e manda Cold pegar sua irmã e leva-las para o porão e que se trancassem lá dentro até que ele falasse para eles saírem. Cold sem entender, tenta questionar mas, de forma furiosa, seu pai o manda fazer isso por imediato. Cold tenta acordar sua mãe e sua irmã. Ao se levantar Hazelnut se assusta com a atitude de Brewed e não entende o que está havendo para Brewed estar agindo assim e Brewed se dirige a Hazelnut;
— Hazel, por favor, vai com nossos filhos para o porão, eu suplico!
— Mas Brew, por que tudo isso?
— Há coisas que eu não te contei Hazel. Você precisa confiar em mim, por favor leve eles para o porão depois eu te explico.
Os 3 correm para o porão às pressas e esperam por um momento, quando escutam a sua cadela Arizona latir e um último latido é dado. Tudo ficou em silêncio. Então, a porta da frente começa a abrir lentamente e de forma assustadora como se quisesse fazer cada ferrugem um rangido próprio, quando eles escutam;
— Finalmente eu lhe encontrei...
A voz soava de forma cansada, como se fosse de alguém prestes a morrer;
— O que você quer aqui? O que quer de mim? Pensei que já havia desistido de tudo isso! — disse Brewed.
— Desistido? Eu nunca desisto *respiração ofegante* Lembra de tudo que passamos?! E mesmo assim você segue o lado errado.
— Lado errado?! Eu só queria o certo e você que causou tudo isso a si mesmo!
— Você não entende, não é? Bem, então lhe farei entender, afinal, agora sei por que você parou... essa casa, esse cheiro nojento e... essas crianças?
Brewed se assusta com o que ele diz e;
— O que?! Não sei do que está falando!
Não tente me enganar Brewed Iced Coffee, eu sinto o cheiro do medo e ele está aqui bem abaixo de nós.
—Seu Desgraçado!!!
Brewed corre em direção ao indivíduo para atingi-lo, os dois caem no chão e Brewed soca consecutivamente a cara dele. Hazel, Cold e Cinna estavam extremamente assustados, Cold observava tudo por um buraco que se tinha através do piso de madeira, quando;
— Que dor horrível é essa Brewed? Você andou perdendo o jeito. Da última vez esses socos eram mais... deliciosos. Senti uma dor tão maravilhosa e agora você está fraco!
Ele empurra Brewed contra a lareira e o joga contra as brasas queimando o rosto de Brewed no fogo;
— Sinta! Sinta a maravilhosa dor das chamas!
Então;
—Pai!!!
Cold sai do porão e corre em direção a ele para atacá-lo;
Nesse momento de distração com Cold, Brewed aproveita o momento e pega o mexedor de brasa ao lado da lareira para acerta-lo quando ouve-se;
— Nem pense nisso.
Então ele pega dos cascos de Brewed e com o lado pontiagudo, enfia entre as costelas dele, onde antes estava quebrado;
—Como sabia? — disse Brewed com tom de dor.
—Você acha que o que aconteceu nas montanhas foi por acaso?
Ele torce com força e empurra para o coração, matando Brewed. Cold desesperado e com mais raiva, corre em direção a ele e é golpeado no rosto, caindo no chão e gritando de dor;
— Delicioso, não é? A dor deste corte. Huuum isso dará belas cicatrizes. — disse o indivíduo sorrindo.
—Seu maldito! Porque?! Porque?! — pergunta Cold enquanto chora desesperadamente.
—Porque? Por que eu quis, Hahaha, brincadeira é mais pelo simples prazer, é meu talento especial sabe, causar dor, marcas e essas cicatrizes lindas que você terá na cara agora.
Ele escuta choros vindo do porão e golpeia Cold para que desmaie. Desce até o porão onde está Hazel e Cinna e;
— Então ele tem uma filha também... E você deve ser a vadia com quem ele teve essas crias — Disse o indivíduo com tom de maldade.
— Quem é você, seu monstro?! O que quer de nós?! — perguntou Hazel com ódio e desespero.
— Ah, desculpe não ter me apresentado, meu nome é Scar, sugestivo não é mesmo? Está na minha testa praticamente, ou melhor dizendo, no corpo inteiro hahahaha.
Todo o flashback passou diante dos olhos de Cold e tudo ficou mais claro e fazendo mais sentido. Então, finalmente Cold volta para o local onde estava Brewed, Scar e Helhest.
— Agora você sabe Cold, como tudo realmente começou – disse Brewed.
— Sim. Eu vejo tudo, por isso Scar disse que eu tinha futuro, por isso ele me torturava e me deixou trancado com minha irmã, me fazendo passar por tudo aquilo e deixando fugir depois, desde o início ele me preparou para ser a casca de Helhest, a continuação do ciclo e a reprise da maldição! – diz Cold.
— Finalmente a história completa diante de seus olhos! Puta merda, levou anos para você descobri, hein? da vez que você foi me procurar e tentar me matar até pensei que já tinha descoberto tudo, mas nem foi atrás – disse Scar.
— Eu jamais imaginei que essa era a verdade.
— Contudo, hoje estou aqui, faço parte de você, Cold. Junto com o porcaria do teu pai.
— Tem razão. Você faz parte disso, mas não como vilão mas sim como uma vítima.
— É o que?! – diz Scar surpreso.
— Foi o que eu falei, Scar. Você também compreende o que quero dizer, não é pai?
— Sim Cold – afirma Brewed.
— Scar você é a maior vítima entre nós três. Você foi separado da sua família por motivos desconhecidos, foi exilado de todos para ser torturado sem saber o porquê, seguia uma crença a qual acreditava ser a certa, fez isso para proteger quem amava, você destruiu a sua mente e resistiu até o final para proteger a sua irmã, mas você ficou louco, insano e perdeu toda a noção do que fazia. Perdeu seu propósito e tirou a vida de quem mais te amava e se importava com você. Você matou o seu motivo para lutar. Cortado, você matou Vienna, a sua irmã.
— Você, você! Não pode ser! Minha vida foi... o que aconteceu comigo?!
Scar cai no chão e uma fumaça começa a sair dele. O vermelho de seus olhos começa a ficar cada vez mais intenso e Scar começa a relembrar de tudo;
— Scar, o que pensa que está fazendo?! Você não pode se deixar levar pelo o que ele diz! – disse Helhest.
— Cale-se maldito!
— Você ousa me confrontar?!
— Grrrh hahaha, ouso sim. Porque você é o mostro que tentei evitar durante todos esses anos!
— O que?!
Brewed também sabia o que o seu pai havia passado mas só descobriu isso após a sua morte, fazendo a ligação de linhagens e espírito, porém não poderia mais se sentir raiva de Scar, mas sim pena. Scar não era mal, Cortado não era mal, ele se tornou mal para tentar proteger quem amava mas Helhest serviu como uma influência maligna em sua vida o fazendo se tornar o mostro que todos conhecem;
— Scar, levante-se ou eu...! – dizia Helhest.
— Cale-se! eu não me chamo Scar!
Ele se levanta, seus olhos não estão mais vermelhos, ele tomou uma aparência a qual Brewed e Cold desconhecia. Ele não era o mesmo pônei que eles conheciam;
— Meu nome é Cortado Coffee, você e todos daquela maldita seita irão pagar com o que fizeram comigo e com a minha linhagem! O ciclo acaba, aqui.
— Você... Seu traidor!
— Posso ser traidor, Helhest, aliás, posso ter feito muita coisa errada durante a minha vida, isso é verdade, coisas malignas e não me importo para onde irei depois de tudo isso, contanto que eu tenha feito pelo menos uma coisa boa na minha vida!
Helhest se enfurece e avança para cima de Brewed e Cold quando Cortado cria uma barreira mental para não atingi-los;
— O que?! – diz Helhest.
— Eu nasci para ser você, eu vivi sendo você, eu sei como impedir você.
— Brewed, ensine ao Cold o que você fez da última vez.
— Certo.
Brewed para diante de Cold e diz;
— Cold, feche seus olhos. Iremos muito além do próprio além. Sua mente irá se afundar na escuridão onde ninguém nunca se imaginou estar;
— Tudo bem...
Cold se afunda em sua mente, e vai para um lugar além da imaginação, além da compreensão, além do além;
— Quem eu fui quem eu sou e para onde vou?
— Cold, este é o além da mente. Imagine suas atividades diárias como comer e dormir, só que essas ações que você acha que está acordado na verdade está vivendo dentro da mente 1, que é a que nós estávamos. Se você abre a porta e sai, você volta para a realidade. Já no estágio da mente 2, é você Cold dentro da mente 1 atual falando comigo. A partir do momento em que você pensa em algo para me falar, você está ativando a mente 2, a mente dentro da mente para responder dentro da sua mente. É o pensamento da mente dentro da própria mente, já a mente que é onde você está indo, ela é você Cold, entrando em um estado mental além do além. A mente 3 é a mente 1 dentro da mente 2, é o estado mental dentro da mente da própria mente. E provavelmente neste exato momento você se vê perdido em uma névoa...
— Toda esta névoa desenha um universo paralelo onde tudo está complexo e parece desabar, tardes frias e noites congelando a espera de encontrar a paz, voltar a ver o sol brilhar. Tenho medo do silêncio que minha mente se encontra neste momento, penumbra das sombras da noite que eis de chegar, qual caminho tomar? Neste universo paralelo não encontro uma saída, olho para os lados e só vejo breu, me sinto sufocado, pois é como se eu fosse o ultimo ser existente. Me sinto vazio como o ar que sai das macieiras. Viver é complicado demais para mim, minha mente cria 10 universos paralelos que me impedem de ver o que realmente importa e no mesmo lugar onde vivo mentalmente essas vidas, me vejo sempre no mesmo lugar, dia após dia, afinal de onde tudo isso vem, eu não sei, se é de outras vidas, outras dimensões, sei que envolve-me de tal maneira que algo bloqueia-me diante de você. Eu posso te sentir mas não sei de onde, não sei como, mas eu vejo agora que o mundo é como um espelho que devolve a cada pônei o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença, sei que existem sombras para as sombras das coisas, como um reflexo visto no espelho de um espelho, sei que existem círculos dentro de círculos e dimensões além de dimensões, a própria realidade é uma sombra, somente uma aparência aceita por aqueles cujos olhos evitam o que está além.
Cold se sente perdido e confuso, quando escuta a voz se deu pai o dizendo;
— Coldbrew Coffee escute o que eu tenho a te dizer agora. Você é o espelho, quando tudo a sua volta for escuridão, use o seu brilho interior. Quando todos desacreditarem da sua capacidade, mostre a sua força e insista um pouco mais, quando tudo parecer mais forte e te sufocar, mire no seu objetivo e continue lutando, desistir de um plano, de uma meta ou objetivo é ficar andando em círculos, como recomeçar em uma longa estrada... Não escute o que ele diz, acredite na sua ideia, na sua força, faça a diferença! Existem milhares de pôneis terrestres, unicórnios e pégasos mas você é único e pode criar um diferencial na sua existência, seja pela simpatia, pela competência, pela inovação, seja diferente. Resolva-se interiormente e decida-se por um objetivo, concentre todos os seus recursos nessa conquista, ninguém resiste aos determinados, não aceite a situação como lhe aparece e limpe a sua mente. Para terminar, não se contamine com a dor, com a doença, com a pobreza, não aceite uma vida triste, sem cor, sem amor, sem saúde, sem dinheiro, sem respeito. Você nasceu para brilhar, para vencer, para mostrar aos outros o que é viver em harmonia. Seja o espelho da alegria, afinal de contas, você é o meu filho.
Cold então vê uma luz muito forte e ao chegar nela, ele desperta em sua realidade;
— Eu estou no controle! E eu irei pôr um fim nisso!
Cold quebra o espelho a sua frente e pega um dos cacos que havia partido;
— Eu não tenho mais o porquê de continuar vivo. Eu matei quem eu mais amava e minha existência só vai trazer dor. Essa maldição não vai continuar, isso acaba aqui e agora.
Cold começa chorar. Suas lágrimas escorrem pelo seu rosto e pelo seu pescoço reunindo forças para concretizar o ato. Quando finalmente ele toma coragem e tenta cortar a própria garganta, ele é surpreendido por um casco que segura o seu impedido-o;
— Não! Como isso é possível?! Eu matei você! Sam! está viva?! – Cold para e se detém no braço mutilado de Sam, levando seus cascos ao rosto numa expressão horrorizada – Não... O que foi que eu fiz?!
Sam cai para trás, desacreditada ao descobrir que Helhest na verdade é Cold;
— C-co-como ocê é o-o Helhest? Isso nu-num faz sentido! Num possíver! Num é real, num pode se!
— Sam, deixe-me lhe explicar! Por favor, me escute! – Cold estica seu braço para abraçar Sam mas ela o rejeita afastando-se dele.
— Num toque em mim!!! – grita Sam em desespero.
Cold se assusta pela atitude de Sam, recuando-se;
— Se afaste de mim! Sai de perto! Num quero ocê aqui vai embora!
— Sam...
AppleSunrise tenta sair correndo do local, tropeçando pelo caminho, perdendo o equilíbrio, confusa e com medo, desacreditada por tudo que passou e por descobrir a verdadeira identidade de Helhest. Então Cinna e Razor chegam para ajuda-la e se deparam com a cena ;
— Cold! Então você é o Helhest?! Como pode... Porque?! – disse Cinna completamente horrorizada ao descobrir a verdade sobre seu irmão.
— Por favor, Cinna me. Me escute! Eu...
— Não! Eu não tenho nada a ouvir! Você matou todos, você matou o Hantaywee! Como pôde?!
— O que? Hantaywee está morto?! – perguntou Cold chateado e surpreso.
Antes de Cinna dizer algo, Razor se pronuncia;
— Silêncio os dois!
Ambos abaixam suas cabeças e Razor se aproxima de Cold olhando diretamente para ele;
— Coldbrew Coffee. Eu sabia que já tinha ouvido esse nome antes, alias, é o nome que meu irmão gostava.
Cold levanta a cabeça e olha para Razor;
— Espere! Você é a...
— Frosty. Frosty Mocha Coffee, irmã de seu pai e acredito que sua tia também.
Cold dá um enorme sorriso e a abraça com força chorando como nunca chorou antes;
— Pera! como é a história?! — questionou Cinna.
— Eu comecei a ter suspeitas desde o começo, tantas coisas estranhas acontecendo, Coffee para todo lado e justamente aqui... Eu vim aqui hoje por que senti que Helhest havia voltado, então me preparei com as Ladies of Spades para virmos até a cidade as mandando irem na frente. Ao chegar, eu esperava encontrar o meu irmão Brewed, o pai de vocês. Não queria acreditar que ele havia se tornado o Helhest novamente, até porque para a linhagem continuar, ele precisaria ter seus filhos comigo. Agora vejo que não se passava de mentiras, apenas para forçar um ato incestuoso, e bem, hoje me deparo com um garoto e uma jovem, o qual são os meus sobrinhos – dizia ela enquanto Cold chorava em seu colo.
Cinna começa a chorar muito com a notícia e também é abraçada por Frosty, que acolhe os dois;
— Vocês não mereciam isso. Eu e seu pai deveríamos ter acabado com isso anos atrás – disse Frosty.
— Tudo bem. Eu vi tudo, eu sei de tudo, vocês não têm culpa, Frosty. Nem mesmo Scar -disse Cold.
— Como assim, Scar? – perguntou Cinna.
— Desculpe Cinna. Eu nunca te contei por que não sabia como iria reagir, mas Scar era nosso avô.
Cinna fica chocada ao saber disto e pede explicações. Após dada as explicações a Cinnamon e também a Frosty, sobre tudo que aconteceu na mente de Cold. Finalmente eles saem da tenda de espelhos, quando olham para o céu e a névoa negra está desaparecendo. O céu volta ao normal e um lindo nascer do sol é visto no horizonte;
— E no fim, tudo termina em um nascer do sol – diz Cold.
Ele então olha para o lado e lá estava Golden Bullet, Emerald e Loveshot cansadas e acudindo AppleSunrise, quando Golden se aproxima deles;
— É... realmente, Cold. Ocê é bonitão, mas num consigo entender como ocê era o coisa ruim?
— Depois eu as explico essa longa história – diz Frosty.
— Tudo bem, Srta Razor.
— Aliás, pode me chamar de Frosty, de agora em diante.
— Ocê é quem manda, Srta Frosty.
Cold estranha a situação;
— Quem são elas? – Cold pergunta.
— Meu grupo de caçadoras.
— As Ladies of Spades?
— Sim. Como você sabe?
— Eu vi em algumas memórias, quando você estava criando o nome com o meu pai.
Frosty solta um leve sorriso;
— Mas afinal, como Cold era o Helhest sendo que desde as montanhas ele esteve com a gente? – perguntou Cinna.
— Bem, provavelmente quando Helhest tomou o controle de Cold, ele projetou um fake de Coldbrew Coffee, uma cópia. Talvez vocês estavam interagindo apenas com o subconsciente materializado de Cold, algo similar ao que ele fazia com as criaturas negras – respondeu Frosty.
— Entendi. E você, Cold, não se lembra de nada? – pergunta Cinna.
— Não, eu não lembro – Cold se vira para Sam olhando-a de longe, enquanto as Ladies of Spades enfaixam seu braço mutilado e tratam suas feridas — Mas só de ver a consequências, eu sei que fiz muita ruim.
Eles se dirigem até as garotas que estava do outro lado, Cold então tenta falar com Sam;
— Sam, pode falar comigo?
— Sim e naum. Cold eu num to bem. Pensar tudo isso, ocê ter linhagem com o meu passado, tudo isso aconteceu comigo, eu ainda num consigo ingulir e num sei quando vo cunsegui.
— Tudo bem, Sam, eu entendo. Eu vi o que aconteceu com você, por mais que nunca tenha me contado, eu fiquei espantado ao saber que você passou por tudo aquilo e ainda como perdeu a sua família. Só quero te pedir uma coisa: você pode me perdoar? Sam me perdoe por tudo que causei a você e sua vida.
Sam, com uma expressão de tristeza olha para Cold e não sabe o que responder;
— Irei pensar nisso. Mas, neste momento, num me apareça mais na minha frente.
— Então isso é um adeus?
— Naum é um adeus. Talvez um até logo, ou adeus mesmo. Num sei se vô cunsegui perdoa uma coisa dessa. Olhe o que ocê fez comigo! – Sam irritada ergue o seu braço mutilado mostrando-o para Cold. – Eu num vô consegui convive com o cara que me fez isso e tem ligação com o meu triste passado. Sua família destruiu a minha, Cold. Agora eu num quero mais ficar perto docê.
— Tudo bem, Sam. Se cuide, tá? Espero que você me perdoe algum dia e saiba que eu te amo e sempre te amarei...
Sam se vira de costas para Cold e ele se afasta dela. Sam junta suas coisas para ir embora. Então ela olha para trás e da um sorriso na direção de Cold enquanto ele conversa com Cinna;
— Ela está indo embora. Você vai mesmo deixar ela partir? – pergunta Cinna.
— Não a nada que eu possa fazer, Cinna. No momento, o lugar mais seguro que ela pode ficar é bem longe de mim.
Frosty se aproxima para falar com Cold;
— Bem Cold, tenho que seguir meu caminho. Há muitas perguntas sem respostas. Precisamos descobrir mais sobre esta seita que desgraçou a nossa família. Provavelmente, nós não conseguimos destruir o mal pela raiz. Que outras atrocidades esta seita está tramando?
— Ai você me chama e damos um fim neles!
— Hahaha, Claro. Irei fazer isso, e bem, pelo que estou vendo, as garotas não largaram a Sam. Tudo bem se eu levar ela com a gente?
— Sim claro. Ela estará em bons cascos.
— Que bom que você confia em mim.
— E por que não confiaria? Você é minha tia e não tentou me matar... ainda...
— Hahaha. E não irei, não se preocupe, mas se contenha, você pode ter escapado do controle de Helhest mas ele ainda vive em você.
— Eu sei. Ele ainda está aqui comigo, adormecido. Se um dia a Sra achar um modo de tirar ele de mim, me avise.
— Avisarei assim que possível.
Cold e Cinna se despedem das Ladies of Spades e de Frosty. Cold olha uma ultima vez Sam porém ela não olha para ele;
— É, parece que é isso. Mais um capítulo na nossa vida começa — diz Cinna.
— E Talvez o mais difícil, também.
— É... Então o que fará agora?
— Não sei. Buscar paz, sossego, algum canto para encostar a cabeça. Estou cansado desta vida de matança, sangue, mortes, preciso realmente colocar a cabeça no lugar antes que eu fique louco. E você?
— Bem, eu vou voltar para a floresta, irei levar a tribo comigo. Agora que o Hantaywee está morto, eu sou a única que pode ser a chefe e liderá-los. Eles precisam de um líder e eu irei fazer esse papel.
— Entendo...
— Se precisar de abrigo pode ficar com a gente lá na tribo, ou faça visitas de vez em quando.
— Não se preocupe, eu irei.
Cold e Cinna se abraçam calorosamente;
— Até mais Cold e não se mete em encrenca, viu.
— Eu vou tentar.
Ambos caminham até a entrada de AppleLoosa e se despedem. Cinna vai se tornar a chefe da tribo e Cold bem, ele enfrentará alguns problemas. Toda a cidade estava assustada olhando para Coldbrew após o massacre que ele mesmo fez e ainda mais ao vê-lo com as roupas de Helhest. Então Braeburn se aproxima de Cold;
— Cold, então o que ocê que fará agora?
— Não sei... reconstruir a cidade é um começo.
— É... Acho que num vai ser possíver cocê aqui naum, parceiro.
— Por que?
— Oia a sua vorta Cold. Os pôneis sentem medo de docê, eles num te veem mais como o herói da cidade, mas sim, como um vurcão que pode entra e erupção a quarquer momento.
Cold olha em volta. Vários pôneis assustados ele escondidos entre entulhos e outras coisas. Cold então se volta para Braeburn;
— Onde está Del Blush?
— Recolhida no Saloon dando de comer aos sobreviventes. Ela ficou um pouco triste ao saber que Sam iria embora, pois ela passou aqui avisando antes.
— Que bom. E como a Blush reagiu?
— Ela está bem. Ela viu a determinação de Sam àquela hora. Ela disse que: “ contanto que a minha querida sobrinha estivesse feliz, tudo bem “. Eu fiquei um pouco chocado por ela ter perdido o braço. O que foi que aconteceu?
— Melhor você não saber.
— Também acho.
— Bem, então eu vou passar no Saloon, pegar umas coisas e partir. Já que não sou mais bem vindo em AppleLoosa.
Braeburn permanece em silencio.
Cold da uns tapas nas costas de Braeburn e se dirige para o Saloon. Cold então junta algumas coisas e parte de AppleLoosa. Cold se detém diante da entrada de AppleLoosa, se lembrando do seu passado, de todos os bons momentos que teve ali e que agora encontra-se destruída, uma lágrima corre por seu rosto ao saber que grande parte do que aconteceu foi por sua culpa. Cold se vira para estrada e parte dizendo;
— Adeus AppleLoosa.
Ele então caminha em em direção ao deserto do Oeste e desaparece. Desde então, Coldbrew Coffee nunca mais foi visto.
Fim.
— Essa história é realmente incrível!
— Ei, está na hora de fechar o Saloon!
— Muito obrigado pela história, moça!
— Eu que agradeço ocêis tudo por ouvirem um pouco da minha história e compartilha um pouco de bebida. Eu estava rearmente precisando disso.
Antes de ela ir embora, alguém a chama;
— Ei, Sam! Mas me diga, ocê nunca encontrou o Cold de novo?
— Não, mas seja lá onde quer que ele estiver, eu espero que esteja bem e tendo um motivo para sorrir.
Enquanto isso, em uma terra muito distante onde os campos são verdes;
— Ah! Ocê tava ai esse tempo todo? Eu tava procurando ocê no pomar inteiro.
— Hm...
— E olhando as estrelas de novo?!
— É...
— Escute, esqueça o seu passado. Ele num serve mais de nada, pois as coisas boas dele ainda estão no seu presente e se continuarem sendo boas, também estarão em seu futuro. Apenas viva! Esqueça o passado, pegue momentos bons e coloque num livro. Esqueça definitivamente os momentos ruins, aprenda com os erros passados mas num fique querendo voltar lá trás. Lembre de ser feliz sempre, porque a tristeza num ti leva a lugar argum, pois no meu passado aconteceram coisas que eu simplesmente prefiro num lembra e é preciso esquecer, afinar passado não se muda, se esquece. Por isso se chama “PASSADO”.
— Obrigado por suas palavras.
— Disponha. Agora si ocê for fica ai zoiando as estrela, num demora e vê si vai drumi logo. Temos muito trabalho pela manhã.
— Tudo bem...
Enquanto ela vai embora, ele a chama por seu nome;
— AppleJack!
— Fala Cold...
— Obrigado por tudo.
— Di nada – diz com um adorável sorriso.
Cold então pensa;
— Então é isso, os meus erros e atrocidades do passado... Sei que muitos esqueceram e também não significaram nada, mas para mim teve uma grande evidência, pois foi com eles que aprendi a me tornar mais sábio, inteligente, coerente e consequentemente, considerar todos os meus semelhantes. Está na hora de tentar recomeçar, de novo.
— Ei AJ espere! – chamou Cold.
— Ahn que foi? Que? Não! Cold não, para! Para! Hahahahahahahahaa!
Cold veio correndo e em um salto se joga em cima de AppleJack, fazendo os rolarem morro a baixo. Eles riem deitando um ao lado do outro olhando as estrelas. Então Cold se vira para AppleJack;
— E é assim que essa história termina?
— Sim.
Cold volta a olhar as estrelas e diz;
— Estou louco para ver como será essa nova história.
Fim.
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