Tales of AppleLoosa

7 Capítulo 6 - The Spirit of Black West ( O Espírito do Oeste Negro )




Era uma noite clara, o vento soava uma brisa congelante, os primeiros flocos de neve já haviam caído, grama e árvores já estavam tomando sua aparência fria da neve nas montanhas, Coldbrew estava sentado diante a uma pedra que encontrou com o seu nome e de AppleSunrise, apenas pensando enquanto observava o lago cristalino congelar, Cold estava enrolado sobre um manto negro cabisbaixo, quando Hantaywee se aproxima pois foi em busca de Cold para a cerimônia com os espíritos que Wahkontah havia preparado, assim juntos eles voltaram para o vilarejo onde havia uma fogueira com uma chama Azul, algo diferente, algo que Cold nunca havia visto antes;

— Que bom que voltaram, a cerimônia para você e AppleSunrise está pronta Coldbrew. -Disse Oma.

— Muito Obrigado.

— Nos desculpe a demora para iniciar, mas o Shaman estava sumido da aldeia e demoramos um pouco para encontrá-lo. Ele disse que estava coletando algumas ervas e outros preparativos para um ritual. -Disse Hantaywee.

— Não tem problema, pelo menos eu ainda terei a chance de poder ver a minha Sam pela ultima vez.

A cerimônia começou, uma névoa azul cobria o arredor, o fogo estranhamente era gelado;

— Estranho, este fogo é frio. — Disse Cold

— Não é surpresa, estamos começando a nos comunicar com o mundo dos mortos. — Disse Hantaywee.

— E isso não é estranho? Ou não lhe assusta?

— Não, é um ritual que segue nossa tradição, nos comunicar com os nossos antepassados, esta floresta, este local onde vivemos, houve muitas batalhas, e também se tornou uma terra sagrada pois aqui também temos enterrados nossos ancestrais.

— Você está me dizendo que este lugar todo é um cemitério?

— Digamos que sim, nossa ligação terrestre com a natureza nos faz acreditar que nós vivemos além da morte.

— Isso eu tenho certeza que acontece, até ter que morrer de novo.

— Como?

— Nada. Continue...

—Pois bem, quando morremos fazemos parte da nova vida que rodeia este lugar, como a natureza em um todo, as árvores e os outros animais.

— E a história entre os planos do mundo? Tais como o Lunar onde os seres que morrem caminham?

— Esta é a passagem, o Plano Lunar é onde os mortos caminham, o vazio, o escuro, o nada, onde só existem lembranças, o plano é como o terrestre que vivemos, os locais e ambientação, onde os vivos podem ser vistos mas de forma fosca pelos mortos. Lá há uma baixa quantidade de luz e existe apenas uma luz que se tem sob uma enorme Lua que é a Luz sobre o Caminho das Águas. Pôneis ruins ficam presos a esse mundo sem contato, os de bem, após terminarem seu propósito, podem caminhar sobre as águas até a Lua que é "A luz" que o levará aos céus no plano Celestial. Caso um pônei não tenha se resolvido com sua paz de espírito interior, ou seja, ainda sendo um espírito de mal, ao tentar cruzar a luz se afundará nas profundezas infinitas das águas. Pôneis que morrem e não sabem ou ainda tem assuntos inacabados andam por este plano, eventualmente seus desejos os fazem ficar visíveis na dimensão dos vivos, sendo chamados de fantasmas ou espíritos no caso da nossa tribo, nossos ancestrais mantêm seus espíritos permanecendo conosco como na natureza, nos trazendo proteção.

— Entendo.

— Bem, parece que algo está acontecendo...

Wahkontah olha diretamente para Cold, seus olhos estavam brancos como se ele não estivesse quando ele o chama;

— ColdBrew Coffee, aproxime-se.

Cold se dirige até wahkontah.

— Beba.

Ele entrega a Cold uma bebida verde em uma recipiente estranho e com um cheiro nada agradável, Cold sem hesitar decide beber pois saberia que era necessário para encontrar Sam no plano Lunar, quando momento depois ele apaga, acordando agora em um lugar desconhecido, em meio a um nada, um vazio, um lugar escuro e totalmente obscuro, não há luz, não há nada nem ninguém, apenas ele naquele local, tudo isso estava acontecendo dentro de sua mente;

— Sam? Sam?!

Cold começa a vagar nessa escuridão sem rumo algum sem saber onde ir, quando de repente vozes e ecos que ressoam em sua cabeça;

— Ele voltará, a sombra na escuridão, o que é visto mas não pode ser enxergado, o que existe e não está ali, você o virá, você o verá, você estará, ninguém, nada é o você, sem impedir nada quem é o real, a sombra dos olhos à noite, ao dia, a nuvem negra.

Cold fica sem entender o que é isso e o que está acontecendo. Ele por um momento perde o seu objetivo, que era Sam, para tentar entender o que está havendo, quando ecos ressoam novamente;

— Não acredite nele, ele é o mal, o mal vive, o mal retorna, o espírito não pode ser despertado, não o deixe, não se deixe, não seja, ele não pode completar.

Cold novamente se vê perdido no que está acontecendo quando ele vê alguém de pé parado diante dele, usando vestimentas pretas, um capuz negro e um chapéu escuro, um pônei normal, Cold estranha e se aproxima cada vez mais quando escuta uma risada Familiar, ele não consegue lembrar de quem seria esta risada e ao se aproximar esse alguém se vira para Cold, seus olhos vermelhos como sangue, seu rosto como um crânio e sua pelagem cinza, Cold não é de sentir medo mas se sentiu intimidado pela criatura que o deixa paralisado. Enquanto isso a criatura se aproxima lentamente fazendo aquele que não tem medo, aquele que não sente frio, começar a ter seus maiores pesadelos diante de seus olhos. Cold começa a ver seu pai sendo morto várias vezes, a ver Scar abusando de sua mãe e depois a estrangulando até a morte, a lembrar de quando comeu a carne de seus pais, da tortura que sofreu de Scar, da forte fome que ele sentia, daqueles que matou por sobrevivência em uma guerra, quando ficou doente repleto de peste e foi salvo por Scar, da vez que ao desmaiar naquele vagão anos atrás Cold havia vencido a morte, mas algo não aconteceu. Cold não viu Sam em momento algum e logo ele desperta desesperado em meio a todos que olhavam para ele assustado;

— Sr. Coldbrew, o Sr. está bem?! — Perguntou Hantaywee

— Saiam da frente! Ajudem Coldbrew, vamos levá-lo a cabana. — Disse Oma;

Cold não conseguia responder e nem dizer o que viu, pois estava atordoado demais;

— Wahkontah! O que você fez com Cold?! — Perguntou Hantaywee.

— Nada, eu apenas o ajudei em sua busca.

— Não era isso a intenção Wahkontah! Era para apenas falarmos com a Senhorita Sam!

— Desculpe Hantaywee, mas não vejo motivos para estar bravo comigo, afinal, temos uma boa notícia.

— Que notícia?

— Cold voltou, e provavelmente não encontrou a Sam, coisa que se tivesse ocorrido nós saberíamos.

—Isso significa que...

— Sim.

— AppleSunrise está viva! Eu preciso avisar Coldbrew imediatamente!

Hantaywee corre até a cabana que Cold estava para lhe contar esta ótima notícia;

— Sr. Coldbrew! Sr. Coldbrew!

Cold ainda estava meio tonto mas já conseguia falar;

— Não precisa gritar, eu estou tonto não surdo.

— Desculpe, o Sr. está bem?

— Um pouco melhor.

— O que aconteceu?

— Eu não sei, eu estava no meio de nada, perdido em lugar algum, ouvindo vozes falando coisas sem sentido, quando encontrei uma coisa, alguém ou algo e comecei a lembrar de coisas que não queria, o pior, comecei as ver coisas revivendo elas, que merda vocês me deram para beber?

— É a mesma poção que Wahkontah sempre faz para o contato com os espíritos, mas parece que algo aconteceu de diferente com você, e recebemos uma ótima notícia!

— Ah, é?

— Sim, sua esposa AppleSunrise está viva!

— O quê?! Você tem certeza?!

— Sim, Sr. Coldbrew, se o Sr. não encontrou Sam no plano Lunar isso significa que o espirito de Sam não está lá, pois seu espírito foi chamado. Se ela não estava lá, quer dizer que ela está viva!

— Eu espero que você esteja certo! fico muito feliz em saber que a Sam ainda está viva, mas como? Eu vi o lugar explodir, eu vi ele desabar com ela, a menos que...

— O quê?

— Antes de tudo ir aos ares, Sam foi pega pelo Wendigo e levada para o fundo da caverna, teria ele capturado ela?

—Provavelmente ele tenha pego a Senhorita Sam e levado junto a Kiona!

— Sim, o que mais me preocupa é que ele ainda está vivo, e foi tudo tão estranho, o Wendigo, o seu irmão, tínhamos certeza que ele era o Wendigo e agora assim, do nada? Foi algo muito inesperado.

— Bem eu não sei ainda quem poderia ser o Wendigo, mas sinto que parece que ele sabe cada passo que nós damos como se estivesse conosco aqui agora.

— Você tem razão, a criatura está sempre um passo a frente.

— Bem vamos descansar agora, pela manhã lhe chamarei para continuar nossa busca, tem alguma ideia de onde elas podem estar?

— Nenhuma.

— Bem irei pensar em alguma coisa quando falar com o meu pai pela manhã.

— Tudo bem, temos que ir rápido, temos apenas uma lua para achar elas.

—Certo.

Cold se vira e tenta descansar, para que pela manhã vá continuar sua busca por AppleSunrise e Cinnamon, Hantaywee ao sair da cabana de Cold nota movimentações estranhas do lado de fora, mas não deu muita bola no início indo se recolher para começar a busca com Cold pela manhã. Estava tudo bem até então, já era de madrugada quando algo estranho incomoda a todos na tribo. Um grito é dado e muito alto fazendo todos acordarem de suas cabanas para ver o que era;

— Mas o que é isso? Está todo mundo bem? — Perguntou Hantaywee.

— Onde está o Oma? — Perguntou Cold.

— Essa não!

Ambos correm até a cabana de Oma para ver se está tudo bem quando ao chegar, parece que era tarde demais, porém;

— Wahkontah!- disse ambos.

— O que está fazendo aqui? Você?! Você assassinou meu pai?! — Disse Hantaywee.

— Não! Não! Deixe-me explicar a vocês! Algo terrível aconteceu e foi o Wendigo, ele esteve aqui!

— Como pode ter certeza disso? — Perguntou Cold.

— Vejam, Oma foi morto por garras enormes e seus ossos estão quebrados.

O Estado de Oma era terrível, além de cortes profundos, suas entranhas estavam jogadas por todo o piso, e seus ossos expostos quebrados mostravam bem a brutalidade da criatura;

— Mas que merda! — Disse Cold.

— Não, não, não! Pai! — Gritou Hantaywee que foi correndo até o seu pai para abraçá-lo.

— Isso só está piorando, quanto mais ficamos parado mais a situação piora, temos que ir em busca do Wendigo o quanto antes! — Disse Cold.

— Por favor, só me dê um momento com meu pai, por favor.

— Tudo bem, eu irei pensar em algo enquanto isso, mas por favor não demore, não queremos que o mesmo aconteça com a Sam e a Cinna.

Cold se retira da cabana indignado com a morte de Omawnakw, vai até a sua cabana e se arma, pegando alguns dos suprimentos que havia trazido de AppleLoosa, enquanto espera por Hantaywee. Cold acende a fogueira e fica sentado cutucando o foco com um graveto enquanto pensa onde o Wendigo poderia estar e onde seria o seu esconderijo, quando Cold começa a lembrar de algumas coisas que podem ajudá-lo a achar o local onde o Wendigo poderia eventualmente estar, enquanto ele pensava;

— Estranho... parece que tudo deu sinal e indicou que o Wendigo sempre esteve perto de nós. Seria tolice dele ficar perto dos seus inimigos. Lembro-me que o Wahkontah disse que o Wendigo retorna e começa a caçar quando uma tempestade começa. Na noite em que me reencontrei com Cinna, havia uma tempestade e no mesmo dia Sam havia ouvido barulhos estranhos vindo das árvores perto de nós na cabana, então talvez ele teria despertado aquele dia, o que não faz sentido Ptaysanwee ter sido o Wendigo. Já que ele estava em AppleLoosa há duas semanas então ele nem esteve por aqui. Por que não parei para pensar nisso antes? Acho que estava preocupado demais e com pressa de encontrar a Cinna que qualquer coisa que poderia jurar ser ele eu iria atrás por ela, bem, depois teve a caverna onde lutei contra Ptaysanwee, mas como o Wendigo esteve lá? Como chegou lá ou sabia que estávamos lá? Seria o Hantaywee o Wendigo? Não, não faz sentido, ele esteve presente quando o Wendigo nos atacou da primeira vez, e ele não capturaria Cinna, a menos que tenha dois Wendigos, mas não faz sentido ambos terem a mesma cicatriz no mesmo lugar. Parando para pensar, por que minha vida e meus maiores inimigos que me rodeiam possuem cicatrizes? Parece uma maldição topar com esse tipo de coisa, às vezes se torna insuportável me olhar no espelho e lembrar dele, droga! Estou saindo demais do foco! Pensa Cold,pensa! Bem, depois da caverna eu só queria ir ver o que a Sam me deixou para trás, mas se ela não morreu por que me mandaria ir até lá? Parando para pensar é o mesmo lugar que ela ouviu o Wendigo antes aquela manhã, mas em qual momento ela escreveu aquilo?

Cold é interrompido;

—Sr Cold estou pronto. — disse Hantaywee.

— Pera ai que eu estou pensando em uma coisa aqui.

— Tudo bem.

Cold volta a pensar sobre;

— Por que mesmo ela fez isso? Por que ela disse isso tão do nada?

Cold então pega um papel que estava em sua mochila para anotar algumas coisas;

Quero que me encontre "em baixo dos pinheiros", "abaixo da antiga linha ferroviária", “use seu cabelo do jeito antigo”, para que? sem sentido se pensar agora, "traga aqueles sapatos" e "um sorriso triste", "me encontre lá e você vai ser meu"

— Parando para pensar agora algumas coisas fazem sentido, mas seria ela me apontando onde ela estaria? Será que ela sabia de alguma coisa ou suspeitou de algo para falar em enigmas? Além de ter pedido isso junto com encontrar a Cinna, se bem que eu lembro que havia uma entrada para algum tipo de caverna abaixo do morro que ficava dentro do lago, seria lá o esconderijo do Wendigo?

Cold é interrompido;

— Sr Col...

— Já sei onde é! Relaxa acho que já sei onde a Sam e a Cinna estão.

— Sério?!

— Sim, precisamos ir até o Lago!

Cold e Hantaywee se dirigem até o lago, porém agora é impossível mergulhar nele pois ele estava completamente congelado;

— Que maravilha, o lago virou um campo de patinação — disse Cold.

— E qual o problema?

— Acredito que a entrada ficava no fundo do lago, se bem que o Wendigo andou fugindo daquela vez na caverna reaparecendo na aldeia apenas para matar o Oma. Isso cheira estranho, talvez exista alguma rede de túneis aqui que ligam uma caverna a outra, assim ele chegou onde eu estava com Ptaysanwee, e fugindo pelos túneis.

— Agora que você disse, você está certo, lembro-me de meu pai ter dito sobre túneis debaixo de nosso solo, mas ele disse para eu nunca ir lá embaixo pois o lugar fica abaixo do solo sagrado onde prende espíritos ruins e é um local com energia obscura e maligna repleta de miasma.

— O que é esse miasma? Algo me preocupa por ter dito por último.

— Explicação longa ou rápida?

— Longa, temo que o pior venha, talvez eu use desse conhecimento em situações futuras...

— Vou lhe explicar sobre fluidos e miasma, ambos tem suas ligações

—Tudo bem.

— Primeiro temos a qualidade dos fluidos que são neutros, os tipos de pensamentos e sentimentos do espírito é que lhes imprime determinadas características. Sendo assim, do mesmo jeito que existe a água pura ou impura para consumo, a pureza ou impureza dos sentimentos do emissor dos fluidos é que determinará a qualidades boa ou má dos fluidos. Através da vibração, os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como o miasma que corrompe o ar respirável, lembrando que bom e mau dependem do uso do pensamento.

— E como agem os fluidos?

— É com o pensamento e a vontade que o espírito age sobre os fluidos, ele os dirige, aglomera, dá-lhes forma, aparência, cor e pode até mudar suas propriedades, é a grande criação da vida espiritual, a ação dos espíritos sobre os fluidos pode até ser inconsciente, porque basta pensar e sentir algo para causar efeitos sobre eles, mas também pode o espírito agir conscientemente sobre os fluidos, sabendo o que realiza e como o fenômeno se processa, algumas vezes essas transformações resultam de uma intenção em outras são produto de um pensamento inconsciente.

— E o miasma em si?

— O miasma no sentido espiritual é uma emanação de uma vibração negativa, que causa uma sensação de ansiedade opressora e mal-estar. Não me refiro ao miasma limitado à sujidade física mas sim ao miasma da sujidade espiritual, da imoralidade, da ética e do estado mental, que muitas vezes nasce dos nossos próprios pensamentos, palavras e comportamentos ou dos pôneis que entram em nossas vidas em contato conosco. Sendo assim, miasma é a energia poluída de efeito realmente destrutivo, que danifica, que nos é prejudicial, que interfere em nossa saúde, que desmoraliza, perverte e corrompe o nosso ambiente e a todos que se encontram no ambiente, o miasma afeta a nossa psicosfera, que é uma espécie de fotosfera psíquica ou aura, uma emanação eletromagnética que altera nosso padrão psíquico, nosso estado emocional e o estado físico do momento. Por exemplo se o miasma estiver negativo nossa psicosfera estará negativa, se esses miasmas estiverem emitindo fluídos, ou seja, fluídos destrutivos, a energia negativa irá se aproveitar de nossa fragilidade mental e se utilizar de nosso pensamento para chegar perto de nós. Desta forma, os fluídos nos farão vibrar mais ainda com maus pensamentos, fazendo com que a irradiação prejudicial nos atinja, aos outros ao nosso ambiente e nos envolva dentro de uma atmosfera fluídica negativa. Nós podemos usar do conhecimento de nossos antepassados espirituais para construir cortinas de proteção fluídica, estendendo uma espécie de para-raios, um manto de proteção energética que nos protege de ataques, essa cortina fluídica amortece as vibrações negativas que nossos inimigos desejam lançar contra nós, dissolvem os miasmas deletérios que se acumulam por conta das formas pensamento, deixados por nós e por pôneis encarnados e desencarnados que adentram o local.

—Então o miasma seria sujeira, matéria pútrida, poluição, o que pode causar danos e doenças também sendo miasma espiritual, que é uma vibração totalmente negativa que causa transtornos espirituais e mentais, onde este tipo de miasma espiritual é formado por um conjunto de palavras e de pensamentos negativos, que nós mesmos causamos ou é causado por outros pôneis, sendo estas vibrações baixas ou negativas que tem o poder de atrair espíritos perdidos, que por não terem bons fluídos acabam afetando o meio onde estão?

— Você aprende rápido!

— Só dei a explicação resumida do que você me falou, aliás, como sabe de tudo isso?

— Durante muito tempo eu sonhava em ser o novo shaman da tribo, e meu irmão tomaria o cargo de chefe, mas infelizmente com o que ocorreu após ele ter sido exilado, fui eu quem tive que tomar a responsabilidade de no futuro ser o novo chefe.

—Entendo. Bem, precisamos ir agora entrar nessa tal caverna, você conhece uma entrada alternativa não conhece?

—Sim, e acredito que tudo o que disse pode estar realmente certo.

Então Coldbrew e Hantaywee correram contra o tempo para chegar a outra entrada da caverna onde lá eles se preparam para o que pode vir;

—Então, que tipo de coisas iremos encontrar lá? — perguntou Cold.

—Se os espíritos liberarem o miasma, provavelmente nós iremos ver nossos maiores medos criar vida e forma diante de nossos olhos, enquanto nos matam lentamente, e possivelmente os cadáveres podem criar vida também.

—Como diria a Sam, super convidativo.

—Já ia esquecendo, tome cuidado. Se o miasma adentrar fundo a sua mente com os pensamentos negativos e a maldade que nos cerca lá em baixo, você será controlado pelos espíritos.

— Acredito que isso não irá acontecerá comigo tão fácil.

—Assim espero.

Então eles adentraram a caverna, os primeiros níveis eram tranquilos, apenas uma escuridão que logo foi resolvida com uma tocha;

—Shhh! Quieto! — disse Cold.

— O que foi?

— Abaixe-se!

Vários morcegos que lá estavam quando a tocha foi acesa passaram por cima de suas cabeças;

— Parece que está tudo bem até aqui, você consegue sentir a ação do miasma quanto mais fundo entrarmos?

— Sim, não se preocupe eu farei o pedido aos espíritos ancestrais para nos proteger até elas.

— Ótimo.

Eles continuaram sua busca por Sam e Cinna na caverna, o qual ficava cada vez mais fria e gelada, o clima ficava pesado e uma sensação de tristeza, dor e angustia passava por eles;

— Sr. Cold, estamos chegando perto da câmara selada abaixo do nosso solo onde tem os espíritos e o miasma.

— Ah, é? Nem tinha notado que fiquei me sentindo triste e angustiado do nada.

Cold começou a se alterar, parecia estar demonstrando uma forma agressiva pois seus sentimentos estavam sendo usados contra ele. Minutos depois eles chegam a uma câmara onde havia uma pedra sobre um tipo de caminho, onde havia alguns símbolos escritos em uma língua a qual Cold não compreendia;

— O que são essas coisas?

— Este é o selo que protege este local, esta pedra está aqui para impedir que o que iremos ver atrás desta pedra saia.

Ao empurrar a pedra Hantaywee percebe algo estranho, como se aquela pedra já tivesse sido movida recentemente. Sem dizer nada a Cold, ambos adentraram o local, as paredes da caverna eram paredes de ossos, crânios eram colocados em pilhas, e costelas eram usadas como um caminho que os levaria para a outra sala, lá havia uma nevoa negra que cobria todo o local, com um odor pútrido de decomposição, junto a alguns corpos secos que exalavam o mesmo, havia pequenos córregos de água, o qual liberava um vapor, sugerindo que estavam quentes, sendo que o local era mais frio do que a ventania e a neve que havia ao lado de fora, ao seguirem em frente, Cold e Hantaywee ficaram atentos por que não saberiam o que iriam enfrentar;

— Sr. Cold, mantenha-se atento, não deixe sua mente lhe enganar. Poderemos ver ilusões, coisas que não gostaríamos ou queríamos ver, para nos atrair para algo pior.

—Tudo bem, eu irei tomar cuidado.

Neste exato momento Cold ouve uma voz de choro;

—Você está ouvindo isso?

—Não, ignore Sr. Cold, é o miasma querendo entrar em sua mente e mexer com o seu emocional.

A Energia maligna no local estava tentando afeta-los, passaram 10 minutos no local, Cold e Hantaywee começaram a ter náuseas, dor de cabeça, cansaço, tristeza, angustia e ansiedade. Foi quando Cold ouviu o choro novamente, desta vez soou familiar;

—Este choro, eu conheço ele.

Quando por um momento ao se lembrar Cold olha para o lado o qual ouvia o choro apontando a tocha naquela escuridão, quando ele vê que era nada mais e nada menos que sua Mãe, Cold ficou desacreditado, o nervosismo começou a bater forte, seu coração começou a disparar e então o espírito se aproximou e disse;

—Cold, meu filho...

—Mãe...

—Não me deixe aqui por favor, Cold, não me deixe neste lugar...

—O que está fazendo Sr. Cold! Não de ouvidos seja lá o que estiver vendo, é tudo coisa da sua cabeça!- gritou Hantaywee.

—Cold, por favor, eu não quero mais ficar sozinha, por favor.

—Ma..ma..mãe...

Cold se encontra cego, neste momento ele estendeu o seu casco até sua mãe, mas ao ter o contato com o espírito, o pior aconteceu, suas memórias do passado foram revividas novamente, e todo sentimento e pensamento ruim do seu passado foi tocado, foi quando o espírito que apenas Cold via se tornou visível a Hantaywee, e começou a criar uma forma grotesca na frente deles;

— Droga! Sr. Cold!

— Droga, eu... eu... desculpe!

Ambos começam a correr dos espíritos que começaram a se materializar das memórias e dos pensamentos ruins de Cold, eles estavam se alimentando de sua dor e de seu ódio o que os tornava muito poderosos;

— Como iremos derrotar essas criaturas! — perguntou Cold.

— Atirar pode atrasar eles mas eles não podem sair desta câmara! Vamos correr até a saída que estaremos a salvos!

Cold saca seu Colt e começa a disparar nas criaturas que se aproximavam dele, elas possuíam olhos vermelhos, e começavam a criar garras e a ficarem mais rápidas ainda, alguns tomavam aparência de outras criaturas que Cold já havia matado, foi quando o pior veio a acontecer, Cold foi pego pela cauda e puxado para as sombras junto as criaturas que estavam sendo criadas. Mais e mais monstros se materializavam do miasma, e do desespero que Cold teve naquele momento, sem saber o que fazer, ele dispara para todo lado e no braço da criatura que o pegou, mas ao ver o que era reparou que um casco podre o havia pegado e neste momento todo o miasma começou a dar vida aos pôneis mortos que lá estavam, e uma horda de mortos vivos possuídos por espíritos malignos começou a se erguer, Cold começou a correr quando encontra Hantaywee no caminho;

—Sr. Cold, está bem?!

—Sim! Mas acho melhor corrermos temos mais problemas vindo!

Ao olhar para trás uma névoa de miasma começa a segui-los, o qual o miasma materializado de espíritos ruins começou a tomar posse de corpos mortos dando vida e força, a eles;

—Armas não matam o miasma mas pode matar esses mortos vivos! — disse Cold

Cold saca uma escopeta que estava nas costas de Hantaywee, começando a disparar contra a onda de mortos vivos, quando finalmente Hantaywee ve a saída do local;

— Estou vendo Sr. Cold! A porta que nos levará ao outro lado!

Ambos correm para conseguir chegar até ela, porém ao chegarem a pedra precisaria ser empurrada para que eles continuassem o caminho;

— Empurra a pedra Hantaywee! Eu irei segurar eles! — gritou Cold.

Cold então recarrega seu Colt, recarrega sua escopeta, pega seu Colt com um casco e a escopeta com o outro, quando ele olha para trás onde havia um túnel de onde eles passam, quando vários olhos vermelhos começaram a aparecer, olhos de vários mortos sedentos de sangue e morte, vindo até eles, Cold então se prepara. As criaturas já estavam com muita capacidade de possessão e suas habilidades como espírito possuindo um corpo atingiu um nível grotesco, os mortos começaram a se contorcer e correr pelas paredes e pelo teto da caverna, os cercando totalmente. Cold se sentiu dentro de um ninho de aranhas onde ele era o jantar das criaturas, foi quando uma das criaturas pulou em cima de Cold e neste momento o Show começou. Cold começa a disparar contra as criaturas, tiros de escopeta estouravam o peito de cada morto-vivo que avançava para cima dele, tiros do Colt explodiam o crânio dos que andavam pelas paredes e teto. Rapidamente Cold matava as criaturas, o momento de recarregar chegava e neste momento Cold reparava que a cada criatura que ele matava uma espécie de aura saía do corpo do morto-vivo, indo para algum lugar após a pedra que selava o local, Cold agora com seu armamento recarregado volta a segurar os mortos;

— Vai demorar ai?! — Perguntou Cold gritando.

— Quase lá!

Quando Hantaywee finalmente consegue e grita chamando Cold;

— Sr. Cold! Vamos!

Cold corre das criaturas para conseguir fugir do local, mas quando ele chega para passar a pedra, é puxada com uma força incrível trancando Cold lá dentro;

— Sr. Cold? Sr. Cold!

Um silêncio é tomando por um instante quando são escutados vários disparos vindos de lá, os tiros soavam com desespero. Foi quando repentinamente um silêncio é tomado novamente, a pedra é arrastada saindo do caminho, com Cold cabisbaixo, e esgotado, sua expressão não esboçava sentimento algum, seu olhar estava vazio, e sua face parecia calma;

— Sr. Cold... o Sr. está bem?

Cold olha para Hantaywee diretamente, o fazendo ficar com um pouco de medo, Cold estava totalmente sereno.

— Sr. Cold não me diga que...

— Sim Hantaywee, eu fiz, estou bem, muito bem, acredito que foi a melhor forma que achei para sair de lá. — Cold sorri após dizer isso.

—Certo. Vamos continuar, creio que estamos quase lá.

Então Cold e Hantaywee continuam com sua busca na caverna, por mais alguns minutos eles adentraram, foi quando algo inesperado foi visto;

— Se esconda. — disse Cold

Ambos ficaram atrás de uma pedra quando observaram ao final do túnel uma Luz vermelha vindo do local com uma névoa. Foi quando eles viram ele novamente, o Wendigo! A criatura estava andando em direção a algo o qual eles não sabiam o que era quando se ouve um grito muito alto o qual fez um eco pela caverna;

— Esse grito! É a Sam!

Cold se levanta e vai até lá mas é segurado por Hantaywee;

— Sr. Cold espere, não faça nada precipitado, ainda não sabemos a nossa situação, sabemos que a Srta. Sam está viva e lá com a criatura o qual acredito que Cinna também esteja, mas precisamos de um plano.

— Você está certo o que tem em mente?

Antes mesmo de dizer ambos escutam uma voz vinda do local;

— Pensei que a hora nunca iria chegar, vocês estavam demorando demais para dar as caras, vocês não vão entrar para ver o que eu preparei para vocês?

Sem hesitar Cold e Hantaywee se dirigem a Sala e dão de cara com Sam e Cinna penduradas de cabeça para baixo sobre um pedaço de pau e muito bem amarradas;

— Sam! Cinna! Hantaywee aqui, me ajude a tirar elas daqui! — grita Cold.

Eles correm até as duas, as soltando, quando Cold abraça forte AppleSunrise como nunca tinha feito antes;

—Sam! Sam! Não me deixe de novo! Não me deixe de novo por favor! Não me faça pensar que te perdi na minha vida, eu não quero mais ficar sem você!

AppleSunrise abre os olhos e abraça Cold dando um amor e carinho na mesma proporção;

— Eu também, não quero ficar mais sem ocê comigo, obrigada Cold, por vir.

—Sabe que eu faria de tudo por você!

—Eu digo o mesmo!

Eles deram um beijo leve naquele momento pela felicidade de ter se reencontrado novamente quando Cold ao olhar para o lado ve Cinna e Hantaywee aos beijos;

— Hahahaha, que foi que eu falei, eles ia fica juntinhu. — disse AppleSunrise.

— Hey podem para aqui? Temos que sair daqui e a criatura ainda está por aqui. – disse Cold.

— Ah sim, desculpe Cold.- disse Cinna envergonhada e ainda limpando os lábios com seu casco.

— Desculpe Sr. Cold é que eu e a Cinna...- dizia Hantaywee.

— Tudo bem mas...

Cold é interrompido por uma voz;

— Muito bem Cold, você conseguiu chegar até aqui, passou por todo este lugar, passou pela câmara de miasma, e finalmente chegou aqui no nosso querido e quase pronto selo.

—Quem é você?! Mostre sua cara sem ser o Wendigo seu maldito! — diz Cold

Os passos se aproximam quando todos olham e bradam em um único tom de voz...

—Wahkontah!!!

— Isso mesmo, seu querido Shaman tão adorado...

— Maldito, você era o Wendigo o tempo todo! Como?! Por que?! — diz Cinna.

— Bem, eu estava cansado de ser apenas um peso morto para meu irmão que eventualmente era o Chefe da tribo, essa vida miserável estava chata, e eu precisava seguir um rumo diferente, seguir a minha causa e o que eu acredito, então, eu planejei isso desde o início. Sabia que você iria acabar encontrando o seu querido irmão, não demorou muito para saber que o irmão de Kiona estava na floresta novamente depois de tantos anos, então eu comecei a lhes assustar, sabia que se capturasse Kiona, Cold viria até mim, mas parece que ele foi burro o suficiente para seguir o caminho errado achando que Ptaysanwee fosse o Wendigo o tempo todo por causa de uma cicatriz. Você foi um idiota Cold, como ele poderia ter feito aquilo naquelas noites se ele estava na tal AppleLoosa nos dias que aconteceu isso? Bom, meu plano era de que Ptaysanwee viesse até a aldeia e matasse todos inclusive meu irmão Omawnakw, como combinei com ele dando informações valiosas, mas parece que você Coldbrew Coffee se meteu no meu caminho em uma época muito ruim, tive que ir atrás de meu aliado e matá-lo, assim capturando sua amada porque aí sim eu mostraria que ele não era eu, e ainda te daria mais um motivo para vir até mim e me encontrar...

— Mas e a cicatriz do Wendigo?! E como pode você ser o Wendigo?! Com que propósito me trouxe aqui?!

— Cold Cold... – disse enquanto sorriu com uma risada leve e arrogante;

Wahkontah passa seu casto sobre a pintura da sua cara a removendo. Quando isso acontece, lá está uma cicatriz em seu rosto no lado esquerdo sobre uma vertical;

—Respondido sua pergunta? Acho que consegui esconder bem e disfarçar isso durante tanto tempo...

— Como você conseguiu isso?! Nós nunca havíamos reparado essa cicatriz em você! — Gritou Hantaywee.

—Minha criança, essa cicatriz foi criada de propósito para meus fins particulares. Lembra das crianças desaparecidas da aldeia na última geada? Advinha quem foi que deu um sumiço nelas?

—Seu desgraçado! Havia um bebe recém-nascido! — Gritou Cinna.

— Ah, sim ... esse foi o mais delicioso, consigo me lembrar de sua doce e macia carne...

Com os nervos à flor da pele, Cold dá um disparo logo acima da cabeça de Wahkontah que destrói totalmente o pássaro de sua cabeça;

— Uuuh, parece que a brincadeira vai... começar, AGORA!!! – dizia Wahkontah enquanto se transformava no Wendigo.

— Cuidado! — Grita Sam.

Wahkontah corre em direção aos quatro;

— Rápido! Peguem essas armas! Vamos acabar com esse desgraçado — diz Cold.

Todos começam a atirar em Wahkontah, mas ele desvia com facilidade dos tiros;

— Cuidado! – Grita Cold.

Wahkontah atinge Hantaywee com força o fazendo voar e bater com tudo na parede, deixando-o desacordado;

—Hantaywee! — gritou Cinna.

—Cinna, não! — Grita AppleSunrise.

Wahkontah parte para cima de Cinna, AppleSunrise tenta impedir mas é golpeada na cabeça com muita força e cai no chão com sangue escorrendo de sua boca. Cold chega correndo desesperado pelo que ele fez a Sam;

— Maldito...você vai pagar pelo que fez com ela! — Grita Cold.

Neste momento Cold saca uma faca de prata e atinge as costas de Wahkontah rasgando sua carne;

—Graaawaaaw!

—É bom não é?! A dor! — diz Cold, em fúria.

Cold corta a coluna dele arrancando um pedaço de sua espinha fazendo-o cair no chão;

— Vamos! Mostre sua verdadeira cara!

Wahkontah volta ao normal e fica caído no chão com sua coluna aberta e parte da espinha removida, impossibilitado de andar ou se mover, ficando apenas consciente;

—*tosse*, hahahaha, não é que eu estava certo? — disse Wahkontah.

Cold olha para Wahkontah e joga longe sua espinha para que não se regenere;

—Que eu ia lhe derrotar, realmente, você é um monstro, e merece morrer por tudo que fez! — Grita Cold.

—Sim eu mereço, você está certo, hahaha, muito certo *tosse*.

Os olhos de Cold estavam vermelhos como nunca havia estado antes, Cold estava coberto de ódio e raiva!;

— Vamos Cold me mate!, me mate!!! – Wahkontah grita com um olhar insano, cuspindo sangue e um sorriso escarnecedor, provocando Cold ainda mais!

Cold então enfia a faca no peito de Wahkontah e torce com muita força;

— Você gosta disso?! Hã?! Gosta?! quer mais?! mais?! mais?!!!

Cold fica esfaqueando de forma descontrolada o peito de Wahkontah

— Cold, pare! — Grita Cinna!

— Ele é um Wendigo ele não vai morrer tão fácil...

Cold pega os explosivos que trouxe para essa ocasião e coloca dentro dos furos que abriu em Wahkontah e principalmente em seu peito onde fica o coração, quando em suspiros de quase morto Wahkontah diz;

— Eu estava certo, no final das contas era realmente você, finalmente acabou...

Cold olha para Wahkontah e detona os explosivos fazendo com que ele seja totalmente destruído. Um estrondo se espalha pela caverna, espantando todas as criaturas que alí habitavam, deixando um clima totalmente tenso;

—Quero ver voltar vivo dessa.

Cinna fica assustada com Cold, ele realmente havia sido muito frio e cruel naquele momento, e sem deixar de reparar que os olhos dele estavam vermelhos por completo;

—Cold... você está bem?

—Sim, por que?

—É que...nada nao, esquece, deve ser essa névoa vermelha.

— Ai, minha cabeça — diz Sam.

— Sam!

Cold corre até Sam para pegá-la e a ajuda a se levantar;

— Sam você está bem?

— Mais ou menos, aquela pancada foi forte.

— Vamos sair daqui, você precisa de ajuda médica, vamos voltar o vilarejo e...

A fumaça vermelha começa a tomar conta de todo o local, uma escuridão é tomada naquele momento, Cold desaparece naquele meio, e um círculo vermelho brilhando começa a aparecer no meio da caverna, Sam grita desesperada por Cold que não a responde, Cinna ajuda Hantaywee a se levantar neste momento;

— Cinna eu não acho o Cold, ele sumiu! — grita Sam.

Cinna começa a chamar por Cold junto a Sam, quando do nada Cold aparece atrás das duas estático;

— AH! Fia da mãe, quase que eu do um tiro em ocê! — diz Sam assustada.

— Onde esteve Cold? Por que desapareceu? — Questiona Cinna.

Cold continua estático sem dizer uma palavra, como se sua mente tivesse sido arrebatada daquele local;

— Hey Cold, acorda! — diz Sam

— Sam!

—Cold! Eita! Que foi?

—Lá em cima!

Todos olham para uma parte mais alta dentro da caverna quando avistam algo saindo da fumaça. Ao reacenderem o óleo das tochas, tudo fica mais claro. Quando eles conseguem ver a criatura, seu rosto era um crânio sem pele com olhos fundos e negros, estava vestida com sobretudo negro e um chapéu escuro, respirava de forma assustadora e quando expirava, uma fumaça saía de suas narinas. A criatura para e olha em direção a todos abaixo. Neste momento o fundo negro de seus olhos começam a brilhar e uma luz intensa e vermelha começa a ser vista iluminando todo seu crânio. Foi neste momento que AppleSunrise estava revivendo o maior medo de sua vida novamente;

—Não pode ser... eu... eu num to acreditando... é... é ele... — disse Sam enquanto parecia ficar pálida e tremula de tanto medo.

—Calma Sam! — diz Cold

—Estamos todos mortos Cold, não iremos conseguir fugir!

—Do que está falando Sam?!

—É ele Cold, é ele...o Espírito do Oeste Negro.

— Acalme-se Sam!

Neste momento a criatura vem planando em direção a eles, quando começa a liberar um miasma pelas narinas. Criaturas começam a surgir do medo e da tristeza do momento, Sam cai de joelho no chão e começa a chorar;

— Não Sam! Pare! Não chore! Vamos, levante, não fica assim, o medo, a dor e a falta de esperança só vai alimentar ele!

— Eu não consigo, eu não consigo... — Os olhos de Sam estavam marejados e agora ela realmente estava sem esperanças.

Criaturas de olhos vermelhos começam a aparecer, o selo foi quebrado e mortos-vivos que estavam no local começam a vir atrás deles;

— Não é uma boa hora de ficarmos aqui, vamos fugir agora! — Grita Cold

Cold levanta Sam, enquanto Cinna ajuda Hantaywee e ambos começam a correr dos monstros e das criaturas possuídas que estavam perseguindo eles, quando ouviram ele falar;

— Vocês podem correr, mas não podem se esconder... SkullFace irá encontrar vocês onde estiverem, pois agora faço parte de você hahahahaha – disse enquanto sua risada ecoava pelo local.

Eles correm pelos túneis sem saber por onde vão, tentando fugir das criaturas que os perseguiam se aproximando cada vez mais, quando eles observam uma luz e conseguem ver uma saída da caverna;

— Cinna, ajude a Sam, eu irei fazer algo aqui.

Cold pega mais um explosivo e coloca na entrada da caverna;

— Dessa vez... eu não te deixarei para trás.

E detona a entrada levando todo lugar a baixo impedindo os mortos-vivos possuídos de seguirem eles, já que as criaturas que criam forma através do miasma só ficam aonde existe a nevoa ou fumaça da mesma;

— Vamos, rápido! Temos que avisar a aldeia para evacuarem a floresta! — Gritou Hantaywee

Todos correram para a Aldeia para avisar os nativos do que estava por vir, o qual o selo foi quebrado e agora a floresta pertence aos espíritos negros;

—Temos que ir para AppleLoosa, precisamos descobrir como derrotar esse maldito e nos preparar para o que está por vir! — diz Cold

A evacuação é feita. Cold, Sam, Cinna, Hantaywee e o restante da tribo começam a ir em direção a AppleLoosa para fugir da ameaça. Ao chegar lá, Cold corre até a cabana do novo sheriff Braeburn;

— Braeburn!

— Hã? Que? Como?

— Preciso de sua ajuda, preciso da ajuda da cidade inteira!

— Do que ocê ta falando cara?

— Tem algo vindo e preciso que a cidade me escute! Preciso que me ajude com o que está chegando na cidade!

— Calma lá ocê ta dizendo que AppleLoosa estará em perigo?!

— Sim ! Vamos, levanta essa bunda daí, faça o mesmo que o antigo Sheriff Silver Star faria!

— Certo!

Cold e Braeburn correm até o centro da cidade, Cold pega um megafone e chama pela população;

— Vaqueiros e Vaqueiras de AppleLoosa eu preciso da atenção importante de todos vocês!

Os moradores saem dos estabelecimentos, alguns que estavam na rua param e prestam atenção em Cold, afinal ele é muito bem conhecido por manter a ordem na cidade. Sendo a primeira vez que ele fazia isso, eles sabiam que era algo importante;

— Tenho de lhes informar que algo está vindo para AppleLoosa, algo grande. Algo que muitos de vocês nem imaginam em existir. Não são bandidos, nem mesmo algum ataque de nativos selvagens, iremos enfrentar um grande problema, o que está vindo para AppleLoosa está além da imaginação de muitos de vocês, então peço que fiquem em suas casas, se tranquem, e estejam bem armados para qualquer coisa que entrar. Eu sei que vai ser difícil, mas tentem não ter medo. O que está vindo se alimenta dos seus sentimentos, do medo, da raiva, pensem em coisas boas, momentos felizes, sejam felizes! Irei lhes passar um símbolo de proteção que nosso amigo Hantaywee me deu, coloquem isso na porta de suas casas, isso irá criar uma barreira contra essas coisas, protegendo vocês e suas casas do mal que está vindo, aqueles que quiserem lutar por AppleLoosa serão bem-vindos. Recomendo éguas e seus filhos pequenos ficarem dentro das casas, por que não será um dia fácil para AppleLoosa, sem alarde algum, por favor se organizem temos algumas horas até ele chegar, muito obrigado pela atenção.

A população de AppleLoosa começa a se armar. Com todo seu armamento disponível, famílias se escondem dentro das casas, colocando o tal símbolo nas portas com lembranças adoráveis, fotos de família e coisas felizes para que não deixem os pensamentos ruins entrarem em suas casas, quando Cold se dirigia até o saloon de AppleDelBlush;

— Eu ouvi tudo o que disse lá no centro da cidade, isso é realmente muito perigoso? — Perguntou DelBlush preocupada.

— Sim tia Blush, e o mais legal é que nem sabemos como derrotar essa coisa.

— Isso não é nada bom!

— Não mesmo. Pois bem Tia, por favor fique aqui, se cuide, pegue a munição que temos guardada caso alguma coisa aconteça, e por favor cuide da Sam, ela não está muito boa para lidar com essa situação.

— Eu não sei o que aconteceu ela parece muito apavorada e chocada com tudo isso, como quando ela começou a morar comigo a muito tempo atrás, eu nunca a vi com tanto medo.

— Será que isso está ligado ao que está por vir?

— Eu não sei.

— Espero que ela fique bem logo.

Hantaywee chega com Cinnamon;

— A tribo está em algumas estalagens que os acomodaram por este momento, serão de ajuda caso algo aconteça — disse Cinna.

— Enquanto isso eu irei procurar uma forma de derrotar SkullFace, trouxe algumas coisas do Wahkontah, deve ter alguma forma de acabar com ele. — Disse Hantaywee.

—Certo! Eu irei na frente da cidade, logo ele estará aqui.

As horas se passaram, o momento era de tensão, uma nuvem negra cobria todo o céu do deserto, a luz do sol não atravessava mais e o oeste estava negro, era uma penumbra em pleno dia, quando ao horizonte se vê uma nevoa negra muito grande se aproximando, era ele, Skullface, chegando para fazer o massacre em AppleLoosa;

— Toquem o sino! — diz Cold.

O sino da torre do relógio de AppleLoosa começa a tocar, fazendo um eco no deserto negro com um grande e forte vento, pois é chegada a hora e o dia em que AppleLoosa irá lutar para sobreviver;

—Que Celestia esteja com a gente.

Fim do Capítulo 6.