Tales Of Terror
3 Conto 3 - Sem olhos Pt. 1
Notas iniciais
SEM OLHOS
Era um dia como outro qualquer, eu havia trabalhado o dia todo e estava exausto, doido pra chegar em casa e descansar pelo resto da noite.
Assim que entrei em casa liguei a TV pra ver o que passava, nunca tinha nada de muito interessante, mas não custava tentar.
Ao ligar estava passando nada mais que estática, tentei mudar o canal, mas todos os canais tinham a mesma programação, ou nenhuma, apenas estática.
Achei estranho, mas deveria ser apenas um defeito na TV a cabo, decidi ir até a cozinha e fazer alguma coisa pra comer, não era um bom cozinheiro então decidi fazer a única coisa que eu sabia fazer, macarrão instantâneo.
Puis a água em uma panela e deixei ferver, voltei para a sala.
Ao chegar à sala me deparei com algo um tanto perturbador, havia uma boneca sem cabeça em cima do meu sofá, eu não tinha nenhuma boneca em casa, o que era aquilo? Aquela boneca era delicada, parecia ser de porcelana, mas não tinha cabeça, era perturbador.
Eu a peguei ainda sem entender o que era aquilo, mas apavorado decidi tirar aquilo da minha casa, lancei pela janela, não houve barulho da boneca que deveria ter sido estraçalhada pelo asfalto, mas ignorei aquilo.
Voltei à cozinha, para checar a água. Ao chegar não havia água, não havia panela, tinha simplesmente desaparecido, aquela panela com água que eu acabara de por, não estava mais ali. Entrei em pânico, algo muito estranho estava acontecendo, fui regredindo em direção à sala lentamente, de costas para a mesma, pois estava com medo do que poderia estar na cozinha. Foi quando me virei para a sala.
Assim que olhei aquilo meu coração começou a bater rápido, eu estava em meio a um circo de terror, e eu era a atração principal. Ali na minha sala de estar, um homem com cabeça de cavalo, cavalo sem olhos, apenas orbitas negras, vestindo um avental de cozinheiro, com um machado ensanguentado na mão, olhava pra mim, olhava de um modo nada amigável.
Eu achei que ele iria me atacar, aquilo fugia totalmente das percepções de normalidade, aquilo era insano, não... Aquilo era macabro! Ele apontou para trás de mim, foi quando me virei pra olhar o que havia. Lá estava, uma velha senhora, com uma velha boneca nas mãos, ela me encarava, eu fiquei apavorado, aquela velha com uma aparência absurdamente macabra, porem tão adorável ao mesmo tempo, tentei me afastar, mas me vi cercado entre ela e o homem cavalo.
– O que está acontecendo nessa merda?! – Gritei em desespero, esperando alguma resposta, esperando algum esclarecimento... Não... Esperando que tudo aquilo tivesse um fim sem explicações, assim como começou, sem nenhuma explicação.
O homem cavalo veio em minha direção, eu via os quadros de minha casa piscar pra mim, pessoas rindo, gargalhando de minha situação, nos quadros, a televisão ligada, aquela estática irritante, minhas paredes sendo arranhadas pelo nada, aquele barulho irritante de paredes arranhadas, barulho da estática, a velha que murmurava algo que eu não entendia, aquilo estava acabando comigo!
O homem com cabeça de cavalo tentou me atacar com seu machado, eu abaixei, desviando do golpe, tentei correr, porem tropecei no fio da televisão e caí.
Ele levantou seu machado, se preparando para empunhá-lo com toda força, se preparando para me decapitar, para acabar com minha vida.
A esse ponto um rio de lágrimas saia de meus olhos, eu não conseguia parar de chorar, minha vida estava a ponto de acabar, e iria acabar assim, de uma forma tão inexplicada, quem eram essas pessoas?! Por que tudo na minha casa estava ganhando vida?!
Eu apertei os olhos com força, desejando que tudo aquilo fosse um sonho, desejando que tudo não passasse de um maldito sonho! E assim aconteceu.
Eu acordei deitado em meu sofá, com lágrimas saindo de meus olhos...
Fiquei aliviado e assustado, sentei no sofá e pensei sobre tudo aquilo e ri de mim mesmo, gargalhei, mais de alívio do que realmente por ter achado alguma graça naquilo tudo.
Decidi sair um pouco de casa, precisava um pouco do contato de pessoas, aquilo havia mexido comigo. Decidi ir até a casa da minha mãe, que não morava muito longe daqui, na verdade morava na vizinhança.
Ao chegar fui entrando, a porta estava aberta, chegando lá vi cinco pessoas sentadas no sofá, imóveis, olhando para a TV, como se o mundo estivesse parado.
Meu pai, minha mãe, minha irmã casula, meu irmão mais novo e ele, aquela figura medonha, um homem com uma cabeça de cavalo, sorria pra mim, segurando uma pequena boneca sem cabeça.
Notas finais
Digam o que acham da história, digam o que acham que pode estar acontecendo, esse tipo de coisa, desse jeito me ajuarão a criar a segunda parte. ;3
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