Notas iniciais
Ness e Louise, um casal de jovens e independentes mulheres, que aproveitam, finalmente, merecidas férias em um luxuoso hotel afastado dos grandes centros urbanos.

14:36 – Manthle.

É chegada da estação de Hrívë, a estação dos tempos frios e das nevascas. Próximo de Manthle, havia um pequeno vilarejo, conhecido pelo nome de Aldhenia.

Apesar de pequeno em proporção, o vilarejo era habitado pelas pessoas de alta classe, nas quais procuravam um local isolado para morarem, enquanto tocavam os seus negócios sem mesmo deixar suas casas. Era um local pacífico e tranqüilo. Nas épocas de nevascas, era comum ver as janelas das moradias iluminadas pela luz das lareiras, o que dava ao local um toque melancólico, mas agradável.

Há poucos quilômetros de Aldhenia, localizava o enorme e luxuoso hotel de férias e repouso, conhecido pelo nome de Aldhën, nome este do fundador do vilarejo, sendo construído em forma de homenagem ao mesmo.

Aldhën era famoso pelas inúmeras atividades recreativas e centros de terapia e até havia um Spa, com direito também de um teleférico, que conectava as colinas próximas do mesmo, onde era usado pelos jovens e fãs de esportes radicais, que praticavam o ski e o snowboarding, além de outros desportos.

Perto de uma longa área, próxima do hotel, havia um grupo de pessoas reunidas, todas usando seus grossos agasalhos e gorros e, também portavam carabinas. Em instantes, um objeto circular de plástico é lançado e um dos integrantes do grupo preparava a sua carabina, mirando e posicionando-a por alguns instantes, até que, com um sorriso, apertou o gatilho. Em questão de segundos, o objeto se fez em pedaços, caindo como uma chuva há alguns metros de distância.

“PERFEITO!” Disse um jovem, removendo os seus tampões de ouvido e aproximando da pessoa que disparou. Ainda com o sorriso no rosto, depositou a carabina sobre uma plataforma a sua frente e removeu os óculos que usava. Tratava-se de uma jovem mulher que agradeceu o elogio. “Então... ‘bora comemorar com algumas bebidas?” Perguntou maliciosamente o jovem, mas ela recusou de imediato.

“Nah... eu tenho outras coisas para fazer!” Disse a mulher, olhando para alguém em especial, pessoa esta que se encontrava sentada, com uma expressão de desânimo no rosto. Tratava-se de outra mulher, cuja aparência parecia ser bem mais nova. Seus cabelos, parcialmente cobertos pelo gorro, eram lisos e castanhos bem claros e olhos azuis, igualmente claros. Suspirou ao ver que a outra se aproximava de si e estendeu a mão para ela quando o fez.

“Vamos, Louise...” Disse a mulher, ainda com a sua mão estendida. Suspirando, Louise estendeu a sua mão, segurando-se na dela e logo caminhavam para longe dali.

Louise caminhava um tanto cabisbaixa, enquanto que a outra mal se continha em risos, todas às vezes apoiando a sua mão no ombro de Louise. Esta tentava rir, mas logo voltava a ficar quieta.

“Você viu a dele? Queria me cantar! Vê se pode!” Disse a outra mulher. Louise suspirou ao ouvi-la contar os seus feitos.

“É...” Limitou-se a dizer Louise. A outra a olhou, sem compreender e finalmente ficou quieta por alguns instantes.

“Ei, Lo... o que foi, hein? Pensei que você queria tanto vir pra cá, mas vendo você agora, tá com uma ‘tromba’... tá chateada comigo?” Perguntou a mulher e Louise a olhou com a mesma expressão. Em seguida inspirou fundo e negou com a cabeça.

“Nah, Ness... é difícil ficar chateada contigo, né?” Disse Louise, com um tímido sorriso no rosto. Satisfeita, Ness passou um braço envolta dela e voltaram a caminhar animadas.

“Que bom! Pensei que íamos curtir o nosso primeiro ano juntas com uma virada de costas pra outra no quarto!” Disse Ness. Louise não resistiu e logo se pôs a sorrir.

Por mais que quisesse, Louise nunca conseguia ficar chateada com ela. Isso era – e ainda é – um fato desde os tempos do ensino médio, quando se conheceram. Louise era a típica aluna que sempre se dedicava mais aos estudos e esquecia-se do lado social, enquanto que Ness era, praticamente, a ‘ídolo’ de todos da sala.

Por mais surpreendente que fosse, elas se tornaram amigas e Ness, com sua personalidade forte e praticamente uma líder nata, decidiu que iria fazer de tudo para que Louise se tornasse popular: tornou-se até algo comum ver Ness praticamente arrastando Louise para onde quer que ela fosse. Os colegas de sala e algumas pessoas estranhavam esta relação ‘diferente’ de amizade que elas tinham, porém nunca mencionaram nada. Mas isso acabou por mudar, seis meses depois.

No final da festa de 18 anos de Ness, Louise, ela e outras amigas da escola se reuniram em seu quarto. Ness e as demais haviam bebido um pouco além da conta e resolveram participarem de uma brincadeira da Verdade ou Penitência.

Animadas, Ness e as demais descolaram uma garrafa de cerveja vazia e a usaram como uma espécie de roleta sobre a mesa. Louise não quis participar, porém Ness a trouxe para o seu lado. Sem se demorarem, elas deram início à brincadeira, girando a garrafa.

A garrafa girou por alguns instantes e, aos poucos ia perdendo intensidade e apontava para Louise, deixando-a cada vez mais tensa. Porém, como ainda havia um resto de impulso, ela veio parar em Ness. Esta riu e protestou, porém apenas fingia. As demais riram, mas uma entre elas apontou o dedo em direção de Ness.

“Você já teve muitos namorados, Ness~ie?” Perguntou a garota, chamando-a pelo apelido e logo riu. As demais riram também e Ness as acompanhou.

“Já. Cheguei a perder a conta... mas nada sério!” Respondeu Ness, ainda rindo e logo girou a garrafa, apontando para uma das demais.

As perguntas e as rodadas permaneceram por mais de uma hora e elas começavam a sentir o efeito do cansaço, porém Ness ainda permanecia, apesar de também sentir-se cansada, não percebera quando a garrafa veio novamente apontar para ela. As demais estavam quase adormecendo, porém entre as que estavam acordadas, estava uma garota com quem Ness não se dava muito bem e nem Louise.

“Ness~ie, querida... Você vai sofrer uma penitência!” Disse a garota, com um olhar irônico em sua expressão. Ness a olhou e percebeu que havia algo de errado e a fitou, séria.

“E o que tem em mente?” Perguntou Ness, ainda com a mesma expressão. A jovem sorriu, novamente irônica.

“Eu queeeero... que você beije a sua namorada!” Replicou a jovem, sorrindo ironicamente. Ness estranhou, encarando-a.

“Ora... é só um ‘beijinho’ na ‘boa menina’ que é a Louise. Afinal, vocês se amam, não?” Questionou a jovem, sarcasticamente. Ness continuou séria e Louise corou, porém assustada e confusa.

Ness virou o seu rosto para Louise e esta sentiu o seu corpo tremer por completo. Em sua mente, Louise praticamente podia dizer o que iria acontecer: Ness iria beijá-la e as demais contariam na escola, fazendo piadas provocativas a respeito. Ness a olhou e pareceu aproximar-se, Louise novamente sentiu o corpo tremer: queria dizer não e ir embora dali, mas o fato é que não conseguia, pois sentia o seu corpo paralisado. No entanto, Ness voltou-se para a jovem que as ironizava com o seu olhar.

“Não... acabou a brincadeira!” Respondeu Ness e a jovem riu, provocantemente.

“Que feio... vai deixar a sua namora—” Começou a dizer a jovem ironicamente, mas logo foi interrompida por Ness.

“JÁ DISSE QUE BASTA... Acabou a graça. E a festa também...” Exclamou Ness, convicta e com um tom taxativo. A jovem se calou, ficando séria. As demais que se encontravam quase adormecendo, no entanto, despertaram de imediato e se levantaram sem compreender o que estava acontecendo.

Após o ‘basta’ de Ness, a garota se levantou e foi embora, furiosa. As demais se entreolharam e também começaram a reunir suas coisas e a seguirem, deixando apenas Ness e Louise ali, sozinhas e em silêncio.

Ainda um tanto quanto séria, Ness virou-se para Louise e percebeu que ela estava assustada, observando-a em silêncio. Ness exibiu então, um forçado sorriso para ela, na tentativa de acalmá-la.

“Bom... tá tarde para te levar pra casa... quer dormir aqui?” Perguntou Ness e Louise, percebendo a amiga meio de volta ao seu normal, suspirou e meio que concordou. Porém, o pedido daquela garota ainda lhe deixava um pouco assombrada. Inspirou fundo e começou a ajudar Ness a arrumar o seu quarto, bagunçado pela farra que estavam fazendo até aquele momento.

Tão logo terminaram, elas tomaram um banho. Louis vestiu um pijama, deitando-se na cama de Ness. Esta, ao contrário de Louise, simplesmente colocou suas roupas íntimas e vestiu uma longa camisa cinza de algodão, deitando-se em seguida, com os braços cruzados sobre sua testa, ocultando parcialmente seus olhos. Louise, no entanto, deitava-se de costas para ela, porém não conseguia pegar no sono e podia perceber que nem Ness também o conseguia. Ambas permaneceram assim, deitadas e em silêncio por algum tempo, até que Ness finalmente falou.

“Desculpa...” Disse Ness e Louise virou-se imediatamente para ela, mais pela surpresa de ouvi-la falar algo do que pelo comentário em si.

“!?” Indagou Louise e Ness removeu seus braços de cima de sua testa e a olhou, séria. Porém, não tão sério quanto antes da brincadeira se encerrar: ela parecia exibir um olhar sereno e sincero.

“Eu meio que... gosto de você... como elas estavam falando.” Disse Ness, em um tom de voz sério e baixo. Louise arregalou seus olhos, levemente paralisada.

“Ness... v-você... gosta de... mim?” Perguntou, ainda confusa, Louise, ainda observando-a. Ness inspirou fundo, concordando apenas com a cabeça. Surpresa, Louise sentia seu corpo tremer por completo, porém Ness limitou-se a virar-se de costas.

“Esquece... não liga para isso... devo estar falando bobeira hoje...” Disse Ness de costas para Louise, que permanecia a observá-la, espantada. Porém, após alguns instantes, ela baixou sua cabeça e, quase em um sussurro, chamou-a.

“Ness... você... realmente... g-gosta de mim...?” Perguntou novamente Louise e Ness suspirou, porém sem se virar para ela.

“Esquece isso... você deve estar pensando que sou louca... na verdade, nem sei o porquê eu acabei confessando para você...” Respondeu Ness, ainda de costas.

“Confessando...? V-você já... g-gostava de mim antes? P-por que nunca... contou?” Disse Louise. Seu tom de voz parecia embargado, como se ela estivesse quase para chorar. Preocupada e meio sem compreender, Ness finalmente virou o seu corpo, observando-a e sentiu um aperto no peito: as lágrimas de Louise caíam copiosamente, fazendo-a com que ela esfregasse um de seus olhos com sua mão.

“Louise...?” Exclamou Ness ao vê-la naquele estado, penalizada.

“Por quê?... Por que nunca me contou!?” Repetia Louise, com a sua voz cada vez mais embargada e as lágrimas a caírem.

“Eu sempre... eu sempre tive ciúmes de você... quando me contava de seus amigos e quantas... vezes recebera cantadas... Passar a noite... e os dias, longe de você... quando você viajava com seus pais eram terríveis... Receber uma mensagem sua, um convite, ou uma ligação apenas... era como... um presente... mas... eu não consegui dizer nada... torcia para que... você sentisse a mesma coisa...” Louise começou a dizer desenfreadamente e Ness a observava, cada vez mais penalizada.

“Louise...” Disse Ness e, sem esperar uma resposta sequer, a abraçou, acolhendo a cabeça dela contra o seu peito. Acariciava os cabelos lisos e castanhos claros dela, enquanto sentia-a soluçar, desabando em lágrimas.

“E-eu... não sabia, Louise... achava que você apenas me via como uma amiga... e eu temia a hipótese de te perder como uma... Eu... não suportaria a idéia... Me perdoe, por favor...” Disse Ness, ainda acalentando-a, porém Louise mal conseguia responder, ainda chorando muito. Ness inspirou fundo e exibiu um sorriso no rosto.

“Louise... eu te amo...” Disse Ness, tão logo aproximou-se do hotel, acabando por trazer Louise de volta a realidade. Esta a olhou surpresa, mas corou levemente e sorriu. Faziam o seu caminho em direção ao elevador, subindo para o andar do quarto onde haviam se hospedado.

Tão logo chegaram no 7º andar, deixaram o elevador e seguiram em direção à porta do quarto. Ness pegou as chaves e abriu a mesma e, em seguida, fez um gesto, como se convidasse Louise para entrar. Louise não resistiu da expressão de Ness e começou a rir, logo sendo seguida por Ness.

Louise caminhou em direção a entrada do quarto, logo sendo seguida por Ness. Ela pode então admirar o quarto onde haviam se hospedado: ele era bem amplo, assim como a sala, que tinha uma saída para uma sacada. Louise não pode evitar certo sem jeito ao imaginar-se ali, por todas as férias, sozinhas. Suspirou, porém logo começou a ajudar Ness a carregar as malas.

Ambas entraram no quarto e, tão logo encontraram um local ideal, depositaram as suas malas em um canto. Louise ainda encontrava-se admirada que nem percebeu quando Ness aproximou-se dela, removendo o seu próprio gorro, revelando os rebeldes cabelos ruivos e, em seguida, a virou para si, abraçando-a. Louise corou enquanto que Ness a contemplava. Sem dizerem nada uma para a outra, Ness aproximou seus lábios com os de Louise e, delicadamente, a beijou. Permaneceram com os seus lábios unidos naquele beijo por algum tempo, até que se afastaram e sorriram. Louise ainda estava corada, mas sentia-se alegre e feliz.

“Pela nossa –verdadeira– lua de mel...” Disse Ness, rindo e, em seguida, Louise fez o mesmo. Porém, tão logo o riso foi perdendo sua intensidade, Ness e Louise se beijaram novamente.

Momentos após, Louise e Ness terminavam de arrumar as malas e guardavam suas roupas no enorme e espaçoso armário, localizado colado a parede do quarto, aonde havia uma ampla cama de casal. Louise corou ao lembrar-se do pedido de Ness, quando esta realizava a reserva no hotel.

“E que a cama seja de casal!!! E bem grande e confortável, ouviu?” Pensou Louise, lembrando de cor cada uma das palavras dela. Sentou-se distraidamente, pressionando o colchão para sentir sua maciez e sorriu, ainda meio corada, porém logo disfarçou quando Ness entrou no quarto, arrumando as malas vazias em um canto. Esta a observou e exibiu certo sorriso.

“Ei... eu vou tomar um banho... afim?” Questionou Ness, estendendo uma de suas mãos para Louise, enquanto que com a outra, carregava uma muda de roupas limpas. Meio corada, Louise estendeu a sua mão, segurando a de Ness. Em poucos instantes caminharam para a suíte.

A suíte não era muito grande, porém era confortável: possuía azulejos em um tom preto, que cobriam até a metade da parede branca. Em um dos cantos, encontrava-se um grande cesto para as roupas sujas e, próximo do mesmo, uma confortável privada. Na parede oposta, havia uma ampla bancada, onde estava localizada a pia e um grande espelho sobre a mesma. Mais ao fundo do banheiro, no entanto, estava uma espaçosa banheira, em forma retangular.

Louise permaneceu a observar o banheiro. Não estava acostumada a todo aquele luxo, apesar dela ser de classe alta: aquilo era algo totalmente inédito para ela. Não percebera, no entanto, quando Ness preparava a água quente na banheira e, enquanto a banheira estava enchendo, removia suas roupas. Em instantes, aproximou-se de Louise, rindo.

“Ei... vai ficar admirando o banheiro, ou vamos tomar banho?” Perguntou Ness, ainda rindo e Louise virou-se, corando ao ver Ness daquela forma, ficando sem jeito. Ness riu: conhecia bem a Louise e o seu jeito de ser meio reservada. Em instantes, começou a ajudá-la a se despir.

Passados alguns poucos instantes, Ness terminara de despir Louise e passou a contemplá-la por algum tempo: Louise tinha um corpo bonito, seios não muito grandes e quadris bem delineados. Louise era apenas um pouco mais baixa que Ness, o que ela até admirava. Já Ness possuía um corpo mais definido, já que praticava algumas sessões de malhação, além de sempre realizar caminhadas, antes de ir para o trabalho.

Louise corou levemente, porém logo viu que Ness estendeu sua mão delicadamente para ela, levando-a para a banheira. Ness experimentou a temperatura, mas logo afastou o pé: a água estava bem quente, mas logo o colocou novamente, acostumando-se, já que o clima, mesmo com os aquecedores ligados, estava bem frio. Em seguida, Louise a acompanhou e Ness ajustou-se melhor em um dos cantos da banheira. Sem se demorar, Ness fez com que Louise se aproximasse dela, envolvendo-a por trás em uma espécie de abraço, segurando suas próprias mãos na altura da barriga de Louise.

“Feliz?” Perguntou Ness com um jeito calmo e sereno de falar e Louise suspirou.

“Você é louca... gastou tanto dinheiro na diária pelo mês inteiro aqui... podíamos passar em outro local...” Disse Louise, meio sem jeito. Porém, dentro de si, ela estava adorando, mas como era ela que pensava um pouco mais nas finanças, preocupava-se. Ness, no entanto, sorriu.

“Por você, eu até faria mais... afinal, é realmente a nossa primeira lua de mel...” Respondeu Ness, rindo meio sem jeito. Louise suspirou.

Lembrava-se muito bem dos eventos de quando elas haviam recém se casado. Ambas estavam começando suas vidas, já que haviam recém formado na faculdade.

Louise havia se formado em psicologia e Ness em arquitetura. A situação financeira era um pouco complicada e, apesar de ter certa ajuda financeira por parte dos pais de Ness, ela quase sempre recusava, a menos quando estavam com pouco ‘capital’. Ness, apesar de ser um pouco orgulhosa e sempre preferindo ela mesma resolver os seus problemas, nessas horas acabava tendo que aceitar tal ajuda. Por esses motivos, a lua de mel delas foi em um hotel da cidade, com a duração de uma semana. Porém, Louise não reclamara: para ela, o que mais importava era estar ao lado de Ness. Enquanto que esta, também havia gostado, porém queria ter dado algo melhor para Louise.

“Mas... os tempos melhoraram...” Pensou Louise, sorrindo um pouco.

Sim, os tempos melhoraram. Louise conseguira abrir o seu próprio consultório e Ness, com muito custo, abriu o seu escritório de arquitetura. Os negócios começaram muito timidamente para ela, enquanto que Louise começava a realizar e colocar em prática todo o seu conhecimento.

Apesar de todas as complicações iniciais, ambas estavam felizes. O consultório de Louise havia rendido um bom capital, assim como alguns projetos que Ness apresentou para clientes. Após uns três anos, ambas conseguiram tirar férias e, para satisfação máxima, conseguiram conciliar as duas.

“Vamos para Aldhën!” Exclamou Ness, virando-se para Louise e se afastando de seu notebook, dias depois de terem marcado suas férias em seus empregos. Louise, que se encontrava lendo uma revista, a olhou, surpresa.

“Aldhën...?” Perguntou Louise, ainda meio surpresa. “Mas... N-Ness... é muito caro...” Continuou e Ness sorriu calmamente.

“Nah, eu sei... mas nossa situação está melhor agora... BEM melhor... e podemos aproveitar o isolamento e o friozinho típico da região para ficarmos a sós... Vai, vai ser legal!” Exclamou Ness, ainda com o seu olhar animado e ligeiramente infantil. Louise suspirou: para ela, achava uma loucura, porém logo sorriu. Ela sabia muito bem que era impossível mudar a decisão de Ness após ter colocado uma idéia na cabeça. Sem muitas opções, Louise concordou e Ness agendou a reserva para 30 dias no site do hotel.

Uma semana depois, tão logo haviam entrado definitivamente de férias, as duas arrumaram suas malas e viajaram para Manthle. Louise sentou-se em um banco próximo de uma das janelas do avião e ficou a admirar a viagem. Ness, no entanto, ficou a observá-la enquanto bebia alguns dos coquetéis que eram servidos.

Louise sorriu. Foi uma loucura essa decisão de se hospedarem no hotel, porém com Ness era sempre a mesma coisa, desde que se tornaram amigas. Aprendera, na verdade, a se acostumar. Corou, no entanto.

“30 dias...” Pensou Louise, terminando o seu banho e saindo da banheira, acompanhada de Ness. Enxugava-se, enquanto que Ness, ainda nua, tratava de colocar as roupas, que haviam usado até então, no cesto de roupas e logo começou a se enxugar.

Tão logo terminaram, Ness pegou suas roupas, que se tratava de um pijama cinza claro e logo as vestiu. Louise fez o mesmo, pegando o seu pijama, que se tratava de uma blusa com mangas e uma confortável calça, ambas no tom levemente rosa. Assim que se vestiram, saíram do banheiro e seguiram em direção do quarto.

Louise caminhou em direção da janela, afastando a espessa cortina para que pudesse observar o lado de fora. Espantou-se ao ver como era bonito o local: de sua janela, ela podia ver perfeitamente as colinas cobertas de neve e o início da noite. Sorriu admirada ao ver flocos de neve caírem, a princípio timidamente, mas logo aumentando em intensidade. Ness, sentada na cama, riu ao ver que sua companheira estava admirando a vista.

Ness então estendeu o seu braço para o lado e pegou o telefone, discou uns poucos números e logo deitou-se à cama, repousando, enquanto esperava pelo atendimento. Não demorou e logo ouviu a voz da atendente.

“Hm... serviço de quarto? Eu queria saber as opções para o jantar, o que temos?... certo, certo...” Começou a dizer Ness ao telefone e Louise virou-se para ela, curiosa. Ness piscou para ela e, em seguida, colocou a mão no fone do aparelho, sussurrando para ela.

“Vai querer algo em específico?” Perguntou Ness e Louise sentou-se à cama, pensativa, porém negou com a cabeça.

“Qualquer coisa por mim!” Disse Louise e Ness sorriu, concordando. Logo voltou a conversar com o atendente por algum tempo.

“Ótimo, ótimo... tempo máximo? Hmm... perfeito. Ah, e de bebida, traga um champagne Verteau 62 em um balde de gelo, ok? É, isso... Obrigada.” Ness concluiu a ligação e, em seguida, desligou o aparelho, colocando-o de volta no seu suporte.

“Você é louca...” Exclamou Louise, porém logo recebeu um abraço de Ness, que praticamente a deitou na cama. Ness então firmou os seus braços à cama, ficando sobre Louise, que corou ao ver que Ness não afastava o seu olhar sobre ela.

“Ahn... Ness... por favor...” Disse Louise, quase em um sussurro, virando levemente o seu rosto para o lado. Ness sorriu: conhecia bem como ela era. Gentilmente ela removeu os óculos que Louise usava e o colocou sobre o criado-mudo, localizado ao lado da cama. Em seguida, começou a acariciar o rosto de Louise, fazendo com que ela a olhasse novamente.

“Boba...” Disse Ness, rindo em seguida. Louise, ainda corada, começou a rir também. “Estamos curtindo nossa lua de mel, lembra?” Concluiu e Louise sorriu, concordando lentamente com a cabeça.

Apesar de bem tímida, Louise adorava quando Ness agia desta forma com ela. Quando se conheceram na escola, sempre achou que Ness não fosse desse tipo de pessoa, tão gentil e carinhosa. Sempre a achava até um pouco parecido como um ‘garoto’, pelo seu jeito de agir e falar, mas isso veio abaixo quando ambas se declararam uma para a outra.

Ness passou a tratá-la com toda a sua atenção e carinho. Na verdade, o que se tornou mais importante naquele relacionamento entre elas, que fazia com que Louise se sentisse completa, era o fato de que ela tornara-se sua verdadeira companheira: estava sempre presente para lhe ouvir, desabafar os problemas, em especial, os problemas que surgiram em sua casa, quando ela confessou sobre o seu romance com outra garota.

“E... até quando me levou para morar com ela...” Pensou Louise. Uma lágrima de tristeza se formou em seu rosto ao lembrar-se dos eventos daquele dia.

Ness e Louise, desde que se declararam, passaram a estarem sempre juntas para onde quer que fossem. Fosse a shoppings, festas, baladas e até nas sessões de estudo. Porém, Louise não havia contado para os seus pais, enquanto que os pais de Ness logo souberam. Apesar da mãe de Ness não ter aceitado muito bem a princípio, ficou feliz em saber que Louise não era uma má pessoa para sua filha.

“Mas... o mesmo, não aconteceu quando eu contei para os meus pais...” Pensou Louise e novamente sentiu-se triste.

Quando Louise chegou em sua casa, acompanhada de Ness para lhe dar forças, seus pais quase a expulsaram de casa. Queriam expulsar ambas. Ness então pegou a mão de Louise e a levou para a sua casa. Ela encontrava-se desconsolada e praticamente chorou a noite toda. Ness ficou em um respeitoso silêncio, apenas a acalentando por algum tempo, até que, não resistindo mais àquela situação, Ness suspirou e tomara uma decisão.

“Louise... Lou... por favor... me escute...” Disse Ness. Louise tentou observá-la, ainda em prantos e com o rosto todo umedecido de suas lágrimas. Encontrava certa dificuldade em manter sua atenção.

“Você... quer vir morar comigo?” Perguntou Ness, com uma expressão séria no rosto. Louise a olhou, espantada.

“M-mas... e... m-meus pais... meus... p-pertences...? Como?” Perguntou Louise. Ness a observou, séria e enxugou as lágrimas dos olhos dela, negando com a cabeça.

“Isso é o de menos. Estaremos nós duas juntas! Não é isso que eu e você queríamos, hm? Ou... você ainda tem... alguma dúvida a respeito?” Perguntou Ness, ainda com a mesma expressão. Louise a observou. Sentia suas lágrimas ainda teimarem em cair, mas a pergunta de Ness a tocou bem forte no peito. Sua voz, embargada, não encontrava forças para sair, mas ela concordou timidamente com a cabeça e, em seguida, jogou-se em direção de Ness, abraçando-a e caindo em prantos com o rosto encostado no peito de Ness. Esta sorriu levemente, mas tratou de consolar a sua companheira por algum tempo.

Permaneceram assim, abraçadas, até as primeiras horas do dia, quando Louise, bem exausta, adormeceu nos braços de Ness e esta, também sentindo um pouco de cansaço, adormeceu em seguida. Quando acordaram, Ness procurou o seu pai, por ser a pessoa que mais lhe ouvia e a que não criou nenhum tipo de obstáculo para as duas.

“Pai... eu preciso... de sua ajuda...” Disse Ness, remoendo-se. Por mais que o pai lhe ouvisse e entendesse, Ness não era o tipo de pessoa que procurava sempre os seus pais para resolver uma situação: ela sempre preferiu resolver seus problemas, sozinha. O homem, que se encontrava terminando de tomar o seu café e lia um jornal, observou-a e sorriu gentilmente.

“Eu... quero que Louise passe a morar comigo...” Disse Ness e o homem a olhou, exibindo uma expressão calma, porém séria.

“Hmm... mas você sabe que... isso não envolve apenas... trazê-la para cá, não?” Questionou o homem e Ness concordou.

“Eu sei... mas já sou adulta, sei que algumas... muitas coisas, na verdade, vão mudar... Porém... é o que eu quero...” Disse Ness e o homem sorriu.

“Entendo. Porém... por que isso assim, tão de repente?” Questionou o seu pai. Ness suspirou e, em seguida, contou os eventos da noite anterior. O homem então exibiu uma expressão séria.

“Bem...” Disse o homem, dando uma pausa em sua fala para beber mais um gole de seu café. “Terei que conversar com a família dela.” Continuou o pai de Ness. Esta quis interceder no que ele dizia, mas ele ergueu a mão, interrompendo-a.

“Porque... ela ainda é filha deles e não podemos simplesmente tirá-la deles. Teremos que, ao menos... tentar chegar em um... acordo.” Concluiu o homem e Ness mordeu o seu lábio inferior. Por um lado, sabia que seria uma perda de tempo, mas por outro, seu pai estava certo e ela sabia disso.

“Hoje à noite, eu, você e Louise iremos a casa deles... e teremos uma conversa. Iremos resolver este problema, ok? Agora, não se preocupe com nada... Ela está aqui, com você, não?” Perguntou o homem e Ness concordou com a cabeça, ainda mordendo o seu lábio.

“Ok. Faça companhia para ela. Ela deve estar precisando de você. De noite, resolveremos isso. Enquanto isso, vá e prepare o quarto para vocês.” Concluiu o homem e Ness concordou, preparando-se para sair.

“Ah, Ness...” Exclamou o seu pai, fazendo-a parar e voltar a observá-lo, curiosa. “Sabe também... que acaba de tomar uma decisão adulta, não? Sabe que terá mais responsabilidades a partir de agora, não?” Questionou-a novamente e Ness sorriu, com uma expressão animada.

“Eu sei, pai...” Respondeu Ness e seu pai sorriu, acenando para ela e, em seguida, voltou a ler o seu jornal. Ness afastou-se, indo em direção ao seu quarto, encontrar-se com Louise. Iria contar para ela sobre as novidades.

Louise suspirou ao ter essas lembranças. Depois da conversa do pai de Ness com os pais de Louise as coisas se acertaram. “Porém... não tão bem assim...” Pensou Louise, entristecida. Os pais de Louise deram permissão para que ela pegasse suas coisas, mas daquele dia em diante, ela tinha se tornado uma filha deserdada. Ela havia pegado suas coisas em silêncio, porém mal conseguia conter suas lágrimas, mas esforçou-se ao máximo para somente começar a chorar, quando ela partisse. Ness a consolou durante todo o caminho para a sua ‘nova’ casa. O pai de Ness permaneceu em um silencioso respeito, apesar de ter ficado chateado com a situação. Desde aquele dia, ele e sua esposa a adotaram não apenas como a companheira de Ness, mas também quase como uma filha, o que a fez sentir-se menos triste com a situação.

“Ei... no que está pensando, hm?” Perguntou Ness, ainda sobre ela. Louise corou e sorriu levemente, mas negou com a cabeça. Sorrindo, Ness aproximava-se do rosto de Louise, preparando-se para beijá-la. Louise, no entanto, sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo.

“Ah... Ness... o serviço de quart...” Começou a dizer Louise, quase em um sussurro, já que Ness estava bem próxima dela. Esta sorriu.

“Eles vão demorar uns 10 minutinhos...” Respondeu Ness e, sem esperar por mais alguma ‘desculpa’ por parte de sua companheira, Ness a beijou. A preocupação de Louise, então, deixou espaço para aquele momento entre elas e, em seguida, a envolveu em um abraço, conforme ela era beijada daquela forma tão delicada e apaixonada.

Passado algum tempo, Ness recebeu o atendente à porta e dando uma pequena gorjeta, despediu-se do mesmo, trazendo o carrinho para a sala. Louise levantou-se da cama e juntou-se a ela e serviu da salada, servindo o seu prato e o de Ness, enquanto que esta abria a garrafa de champagne. Satisfeita, Ness servia as duas taças que acompanharam o balde com gelo e ofereceu um deles a Louise. Esta sorriu, meio sem jeito.

“Ah... ainda nem... comemos...” Disse Louise, corando levemente, mas Ness sorriu.

“E daí? Vamos comemorar, oras?! Então... um brinde a nós!” Exclamou Ness, animada e estendendo a taça para o alto. Louise riu e, em seguida, fez o mesmo gesto, batendo de leve as taças. Porém, antes de Louise começar a provar de sua taça, Ness cruzou o seu braço com o dela e, em seguida, provou de seu champagne. Corando, mas achando meiga a atitude dela, Louise fez o mesmo. Sentiu o gosto forte do champagne, porém ao mesmo tempo um ótimo sabor. Sorriu. Sem mais se demorarem, elas comeram da salada e, tão logo terminaram, serviram-se de uma sopa.

Ness e Louise terminaram de comer e sentiram-se satisfeitas. Ness terminava de beber mais um gole da champagne. Sentia-se animada e um pouco alta, mas não o suficiente para fazê-la perder a consciência. Louise sorriu ao vê-la daquela forma e, para que ela não se sentisse mal, já que ela bebeu apenas uma taça, resolveu se servir de mais um gole. Em seguida, Ness virou-se para ela.

“Você está a fim de sair à noite, ou prefere que fiquemos no quarto por hoje?” Perguntou Ness e Louise a olhou. Sorrindo para ela, respondeu com a cabeça negativamente, enquanto que arrumava os pratos já vazios e colocava o carrinho em um canto, apenas pegando do mesmo algumas guloseimas. As levaria para o quarto, para comer enquanto iria ler um livro antes de adormecer. Ness terminou a sua taça e a depositou junto do carrinho e a acompanhou.

Aquecendo-se debaixo das grossas cobertas, Louise sentiu-se mais confortável e, recolocando seus óculos, pegou o livro que havia deixado em cima da bancada, localizada na cabeceira da cama e logo começou a ler. Ness sorriu e deu um beijo na testa dela.

“Atrapalho se eu ligar a TV um pouco?” Perguntou Ness, segurando o controle na mão e apontando-o para a TV LCD de 42”, fixada no alto da parede. Louise sorriu, negando com a cabeça.

“Sem problemas... logo vou apagar as luzes e vou adormecer... as cobertas estão tão quentinhas, que estão me convidando!” Respondeu Louise, sorrindo. Ness sorriu e ligou a TV, apoiando sua cabeça em sua mão, cujo cotovelo encontrava-se fixo sobre o travesseiro e, em seguida, envolveu Louise, colocando o seu braço livre sobre o corpo dela, na altura da cintura.

Passaram-se uns 20 minutos e Louise removeu os seus óculos, fechando e marcando o livro, para que o continuasse depois e apagou a luz do abajur, entregando o quarto a uma parcial escuridão, apenas iluminado pela luz da TV.

Aconchegando-se perto de Ness, Louise preparava-se para dormir, quando Ness sorriu para ela, mas seu olhar exibia algo. Algo que ela sabia do que se tratava e logo corou.

“Já... vai dormir?” Perguntou Ness, com um olhar levemente implorativo que fez Louise corar mais um pouco, coisa que aumentou ainda mais ao sentir a mão de Ness acariciar o seu rosto. Louise suspirou e, praticamente ‘vencida’, negou com a cabeça. Não podia negar, no entanto, que ela também o queria e ali, naquele amplo quarto de hotel, no qual apenas elas se encontravam e que tal estadia tornara-se a segunda lua de mel delas, seria o local mais que perfeito para tal momento. Ness sorriu, satisfeita. Sem demorar, pegou o controle da TV e a desligou. Em instantes, o quarto encontrava-se em uma completa escuridão.

Apesar de ambas estarem entregues aquela escuridão, Louise facilmente encontrou o corpo de sua esposa, mas Ness a deitou de costas na cama, fixando e levemente imobilizando o punho de Louise, enquanto que se postava sobre ela. Louise sentia-se ansiosa, até que pode sentir a respiração de Ness sobre seu rosto e, em seguida, sentiu seus lábios serem pressionados delicadamente e logo sentiu seu punho libertado, passando a envolvê-la com seus braços.

Ness a beijava de uma forma extremamente apaixonada, enquanto que Louise arrepiava-se, entregando-se, aos poucos, aquelas emoções que sentia. Gentilmente, puxou Ness para perto de si, enquanto que continuava a ser beijada — e retribuía – daquela forma. Permaneceram assim, por quase uma hora quando, exaustas, Louise permanecia abraçada a Ness, enquanto sentia, aos poucos, os seus olhos insistirem em se fechar. Ness sorriu e, como uma forma de retribuir, também permaneceu abraçada com ela e deu um breve beijo nos cabelos de sua companheira. Assim como ela, Ness também começava a ceder ao cansaço.

Em poucos instantes, ambas dormiam, abraçadas e cobertas por aqueles grossos lençóis. Do lado de fora do hotel, uma fina neve caía intensamente, deixando o cenário quase que praticamente branco, enquanto que a temperatura caía cada vez mais. O indicador de temperatura de um enorme relógio digital indicava -5°C.

Seria uma fria noite, como os demais dias que elas ficariam hospedadas, a curtir as férias e a lua de mel. Porém elas não reclamavam: estavam juntas e felizes, aquecidas pelas grossas cobertas do quarto do hotel.

Notas finais
Esta é uma das histórias que mais amei escrever: não apenas por conta das personagens (que as amo!), e também não apenas também pelo desenrolar da história e dos dramas que ambas enfrentaram para viverem felizes, juntas. O motivo que amo esta história é que ela simplesmente fluiu de uma forma que eu realmente não esperava.
Originalmente, Ness e Louise eram para serem as 'vítimas' da segunda história da Succubus Accacia. Não sei se recordam, mas eu havia mencionado que eu havia ficado com pena do destino das personagens e resolvi 'resgatá-las' de tal destino.
Com isso, removi tudo o que eu havia escrito sobre elas da história da Accacia e comecei a escrever esta. Tão logo concluí, no entanto, e eu fiquei entristecido por conta que o final da mesma havia parecido ter ficado em aberto, já que eu havia contar mais sobre as férias delas.
Por isso, a história ficou resguardada em um canto até eu ter novas idéias, porém as mesmas nunca vieram e relendo-a hoje, percebi que não havia mais nada para contar sobre elas: já que ambas estão muito felizes juntas e nada irá se interpor no caminho das mesmas.
Então apenas complementei o final, arrumando o último parágrafo da idéia original e percebi que havia ficado perfeito para postá-la aqui.
Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei em escrever sobre elas!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!