Notas iniciais
Desculpem a demora, mas voltei. E não, esse não é o último capítulo!

A garota, colocou uma roupa grande e larga, para esconder seus cortes, não de seus "amigos", mas dos outros que podem estar lá.

Edward passou em sua casa, e então eles foram para a tal festa.

Chegando lá, a garota já pôde ver, aquelas tão famosas misturas alcoólicas, fumaça saindo para todo lado, e alguns cheiravam um pó branco em cima da mesa.

A garota, caminhou ao lado de Ed, até os outros que estavam ali. Se sentaram, e então a garota já pegou um copo, e Ed lhe entregou uma maconha.

[...]

A garota acabara de acordar, com a cabeça latejando, novas cicatrizes, olhos inchados e vermelhos, meio tonta. Suas unhas cheias de sangue, ao seu lado, algumas lâminas. A garota não se lembrava de nada, mas imaginava, sempre era assim, saia com o Ed, bebias, fumava, voltava, se cortava, bebia, se cortava, bebia, abria as cicatrizes com a unha, como de costume, então no outro dia acordava, e não lembrava de nada. Sempre com bebidas e lâminas ao seu lado.

Mas essa noite foi diferente, ela se lembrava de um momento, um único momento, talvez não devesse, mas passava pela sua mente, um garoto, olhar penetrante, cabelos arrepiado, jaqueta de couro preta, calça jeans colada, vans preto de cano alto, uma voz grossa, na maioria das garotas, causaria desejo, vontade de ficar com aquele garoto, ilusão na maioria das vezes, mas na garota dos olhos cor de mel não.

A garota estava com as mangas de seu moletom dobradas, com cicatrizes a mostra, então, um garoto chegou nela, com sua voz arrepiante, seu olhar penetrante, seu sorriso colgate, e eles começaram a conversar, ela então contou, depois de muito incistência do garoto, o motivo de suas cicatrizes, não só físicas, mas mentais também, e então o garoto começou com um discurso, meio clichê, mas convincente, sobre cicatrizes, disse que conhecia várias pessoas que já passaram por isso, e começou a aconselhar que a garota parece, falou muitas coisas, a garota já estava acostumada com discursos do tipo, todas as vezes que saia. Mas por algum motivo, o dele, ecoava em sua mente.

A garota nem se levantou direito da sua cama, e já pegou sua lâmina, fez o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, o sétimo, o oitavo, o nono, o décimo, o décimo primeiro, o décimo segundo e finalmente o décimo terceiro, então ela soltou, os cortes já não à satisfaziam como antes, dessa vez, eles não adiantaram, não fizeram nenhum efeito sobre ela. A voz do garoto ainda ecoava em sua mente, as lágrimas começaram a escorrer novamente, depois de anos, será que o garoto tinha razão? Será que ela deveria parar, e viver seus sonhos? Não, não pode ser, ela não tem sonhos, apenas pesadelos. Ela não consegue pensar em nada, além da morte. A garota soltou sua lâmina, e começou a abrir as cicatrizes com suas unhas, abria cada uma, não importava se já estava aberta ou fechada, ela abria, cada vez mais fundo. As lágrimas molhavam seu rosto, e até mesmo suas cicatrizes. Essa não era a vida que ela planejava quando ainda era de certa feorma feliz, não era isso que planejava na época que seu irmão ainda era vivio. Tudo ficou escuro, ela caiu, no chão, uma queda um pouco exagerada. Mandou sua cabeça com tudo no chão. A voz continuava a ecoar, mas dessa vez, ela estava desacordada, não sabia ao certo onde estava, mas estava de alguma forma, morta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.